Notas iniciais
Oie =)

Primeiro quero agradecer a recomendação da Poison Ivy, que eu tô pensando seriamente em imprimir e pendurar na parede pq eu estou me achando depois de tanto elogio. HahahahaMENTIRA.

Obrigada a todas as leitoras que tiveram paciência com os altos e baixos da história até aqui, não fossem os conflitos e os obstáculo no relacionamento do nosso casal favorito a história duraria 10 capítulos, pq tudo seria flores.

Mas nem tudo são flores e hoje a fic entra numa nova fase, espero que vocês gostem.

—Olá, Anthony.— Cabe sorri fingindo ignorar a presença de Pepper.

Porém Pepper não podia ignorá-la, Tony também não parecia imune, ela sabia disso, pois a mão dele apertava sua cintura cada vez mais firme. Mesmo que a ruiva não tivesse vindo afrontá-los logo a notariam, era difícil não reparar na mulher de curvas voluptuosas trajando um vestido nude tomara que caia tão ousado que desafiava a gravidade, seus cabelos estavam presos num coque, no entanto, sua franja estava solta caindo em camadas pelo rosto. Assim como Pepper, Cabe optou em chamar a atenção de sua maquiagem para os lábios escolhendo um provocante batom vinho.

—Olá, Agente Cabe.— Tony disse sem soltar Pepper —Sim sou, aqui, neste evento que a primeira vista me parece mal frequentado.

—Isso foi rude, Anthony.

—Rude é você me interpelar, ver que eu estou com a minha esposa e nem se quer cumprimentá-la.—Tony rebateu, transpôs Bethany como se ela fosse um obstáculo indesejável, e era, e continuou seu caminho. Ao afastar-se, Pepper olhou sobre o ombro e viu uma Cabe fulminando-os com olhar.

—Não quero ter um hematoma na minha cintura.— Pepper sussurrou.

—Desculpe.— eles pararam num local discreto —Eu não sabia que ela estaria aqui...

—Eu sei.

—...Se eu soubesse não teríamos vindo.

—Está tudo bem, Tony.— afirmou dando-lhe um beijo casto.

—Se você quiser nós podemos ir embora.

—E dar esse gostinho pra ela? Jamais.— disse ela —Vem, vamos procurar o Rhodey.

Caminharam por entre algumas mesas até encontram Rhodes e Carolina, não ficaram surpresos por terem sido colocados juntos, por coincidência, ou não, a mesa do presidente estava ao lado da deles. Um pouco mais adiante havia um palco onde uma banda de baile tocava, a frente havia um púlpito decorado com as cores da bandeira americana.

—Alguém deve ter muito prestígio com o homem.— Carolina brincou ao cumprimentar Tony.

—Você está deslumbrante, só não digo que é a mais bonita da festa porque eu acabo de chegar com ela.— Tony brincou ao cumprimentá-la.

Carolina vestia um modelo verde-água de tecido leve, seus cabelos estavam soltos em cachos.

—Obrigada.— Carolina respondeu.

Rhodes também teceu elogios à Pepper ao cumprimentá-la, depois os casais acomodam-se em seus assentos. —Bethany Cabe está aqui.— Rhodes informou um pouco tarde.

—Acompanhada?— Pepper fez questão de saber.

—A vi com o major Carter, mas não creio que seja a acompanhante dele.— Carolina respondeu, Pepper não escondeu seu descontentamento.

Contrariando as expectativas, quem se sentou à mesa ao lado dos quatro amigos foi o assessor de gabinete do presidente, não estranharam, Jeremy Nollan era uma figura conhecida, nada mais nada menos que, o braço direito de Fitzgerald Grant, minutos depois Nathan Carter tomou assentou ao lado de Jeremy, conversaram por longos minutos e cada um seguiu para um lado.

A banda tocava uma música suave, enquanto casais rodopiavam pelo salão, Tony esteve analisando a atitude dos homens que até há pouco estava na mesa ao lado da sua, e mostrou-se intrigado depois que os dois levantaram;

—Algo está me incomodando.— Tony disse a Rhodes —A minha relação com o Carter há algum tempo não é das melhores, mas a atitude do assessor do presidente me deixou incomodado.

—Tem algo estranho entre esses dois.— Rhodes replicou —Desconfio desde aquela viagem do presidente ao Egito.

—Bem, pelo visto parece que o presidente é alvo de alguma conspiração mais uma vez.— Pepper intrometeu-se —Eu disse isso a você aquela manhã na oficina, lembra?— disse a Tony

—Um atentado no Cairo e outro em Washington em poucos dias, é no mínimo estranho.— Carolina observou.

—Estarei atento a tudo.— afirmou Tony.

—Ainda bem que se trata de um evento apenas para convidados se fosse algo aberto seria quase impossível prever qualquer ameaça.— disse Rhodey.

—Quase sempre é impossível, às vezes a ameaça vem de onde menos se espera.— Pepper falava com conhecimento de causa.

—Eu e Carol vamos dançar e aproveitarmos para fazer o reconhecimento da área.— Rhodes levantou e estendeu a mão para Carolina tirando-a para dançar.

—Quer dançar, Sra Stark?— Tony perguntou.

—Se você não pisar no meu pé.— ela sorriu, levantaram-se e seguiram para centro do salão, olharam para o alto e sobre suas cabeças havia um enorme lustre de cristal.

—Não me lembro quando foi a última vez que dancei assim com você.

—Eu lembro.— ela disse —Faz seis meses no mês que vem.

—Claro que eu me lembrava, estava testando você.— ele sorriu —Os seis meses mais incríveis da minha vida.

—Eu diria intensos, vivemos em um semestre o que muito casal demora anos pra viver, as vezes nem vive.— ele a olhou com firmeza —Não estou reclamando e nem insinuando que somos anormais, pelo contrário, isso nos faz muito normal.— Tony suavizou a sua expressão, ela encostou a cabeça ao peito dele e voltaram a seguir a canção —Não sei se devemos nos preocupara mais, mas esse lugar parece mesmo mal frequentado.— sussurrou despertando a curiosidade de Tony.

—Norman Osborn.— Tony disse ao olhar na mesma direção que Pepper.

—Bonita moça, será que é esposa dele?— Pepper assuntou.

Victoria usava um longo vestido tomara que caia cinza com detalhes em pedraria na região do busto, seus cabelos castanhos estavam presos num coque alto clássico, nas orelhas, brincos compridos, mas delicados. Norman e sua acompanhante dançavam a alguns metros do casal Stark.

—De acordo com as minhas pesquisas ele não é casado.— afirmou analisando o casal —A maquiagem, a roupa e a falta dos óculos a deixaram diferente, mas posso afirmar que essa moça é a assistente dele.

Aos poucos o salão foi ficando cada vez mais cheio e Tony parecia agoniado no meio de tantas pessoas —Cansei de dançar.— pegou Pepper pela mão levando-a para outro lugar.

—Achei que voltaríamos para a nossa mesa.— sorriu quando eles chegaram a uma varanda no museu, estavam longe do salão, mas a música ainda era audível —Você adora me arrastar para fora dos bailes.

—Detesto esses bailes.— ele disse —Podemos voltar pra casa?

—Está só começando, amor, e seria indelicado sair antes de cumprimentar o homem que te convidou para o evento, não acha?— Tony torceu o nariz diante da observação dela.

—Talvez eu esteja precisando de uma dose de uísque.— disse ele.

—Nenhum garçom virá até aqui.— ela replicou.

—Vi um bar um pouco antes de deixar o salão, vou até lá. Me espera aqui?

—Tudo bem.— concordou —Me traz uma...

—Vodca Martini com azeitonas.— ele a beijou —Não demoro.

Ao sair no corredor que o levaria de volta ao salão, Tony olhou para os lados, tudo estava tranquilo então não teve receio de deixar Pepper sozinha por alguns instantes. Acreditou que ninguém a incomodaria, mas estava enganado. Pepper chegou próximo ao parapeito e pôde ver grande parte da avenida na lateral do museu, era o centro de Nova York e as ruas ainda tinham resquícios dos confetes arremessados durante a Parada de 4 de julho.

—Quando um homem diz que vai buscar uma bebida, dificilmente volta.— Bethany Cabe surgiu chamando a atenção de Pepper —Principalmente se esse homem for Anthony Stark, mas você deve sabre disso.

—Bethany Cabe.— Pepper não escondeu seu desgosto —Acho que você precisa procurar ajuda profissional, essa sua fixação no meu marido não é normal.— rebateu.

—Talvez ele volte daqui meia hora depois de se atracar com alguém no banheiro ou atrás de uma pilastra. Foi assim que nos conhecemos, num baile enfadonho como esse.— Bethany estava sorrindo a malícia clara em seus olhos, tinha nas mãos uma taça com vinho tinto.

—Eu sei como vocês se conheceram. Me procure quando tiver uma novidade.— Pepper tentou transpô-la, quando Cabe segurou seu braço.

—Eu só quero uma palavra com você, Virginia.— Cabe disse com desdém o nome de sua ‘rival’, Pepper tirou seu braço da mão de Bethany —Achei que não teria a oportunidade de ficar a sós com você.

—Então eu estava errada, a sua obsessão na verdade é por mim? Como não desconfiei?

—Obsecada por você?— Cabe esboçou um sorriso —Você é tão interessante quanto um copo d’água.— provocou.

—Meu marido vive com sede, você não tem ideia.— Pepper replicou mordaz.

—Depois de tudo o que aconteceu vocês parecem bem, mas no fundo você sabe que o seu casamento com Tony não irá durar, ela vai cansar de você.

—Era isso o que você tinha para me dizer? Mas que desperdício do nosso tempo, não acha?— Pepper mostrou-se altiva.

—Não,...isso foi apena uma constatação.— Bethany não esperava que Pepper fosse afrontá-la —Eu queria dizer pra você que fui eu quem deu ao Tony aquela revista com a matéria duvidado da sua fidelidade.

—Nossa que novidade, se você não contasse eu não suspeitaria.— Pepper disse irônica.

—Sabia que o Tony veria as fotos, leria a matéria e ficaria furioso— ela confessou. —Ele não gosta de dividir, foi assim comigo.

Pepper sentia o sangue fervilhar em suas veias, ninguém nunca a tirou do sério como a mulher em sua frente.

—Sabe,...Bethany, eu achei que você fosse só alguém que não soube perder, eu até tento compreender esse ódio que a maioria das mulheres tem por mim, afinal, tirei o solteiro mais cobiçado do país do “mercado”— Pepper fez aspas com as mãos —Mas a sua insistência é algo patológico, entendo o fato da minha vida ser mais interessante que a sua, porém, qualquer pessoa pode ter a vida mais interessante que a sua. Sinceramente eu sinto pena de você.

—Você acha que ele vai ficar com você pra sempre? Por quê? Porque ele ama você?— Cabe perguntou exalando fúria —Não ele não vai, você perdeu a única coisa que talvez poderia prendê-lo a você.— disse deixando Pepper furiosa, ela perdeu o controle e tentou desferir um tapa no rosto de Cabe —Você não vai encostar em mim novamente.— Cabe segurava o braço de Pepper.

—O que você acha que ganhará caso ele me deixe?— seus rostos estavam a centímetros de distância —Qual era a relação de vocês, qual era o grau de envolvimento?— Bethany esboçou uma resposta que não saiu, dando força para Pepper continuar e ao soltar seu braço ela o fez —Ele nunca foi nada seu, nem se quem assumiu o que vocês tinham, o Tony não é sutil, Cabe, se ele tivesse alguma intenção além de algo puramente sexual ele teria dito. Mas pelo o que eu sei você foi embora e ele te deixou ir, não foi?— Cabe não respondeu —Não foi?!

—Ele...não me deixou ir, eu quis ir.— ela respondeu.

—Eu tentei me afastar dele várias vezes, mas ele nunca deixou. Eis a diferença. Se ele amasse você teria mostrado isso, teria ido atrás de você, mas nós duas sabemos que isso não aconteceu. Eu vejo o amor dele por mim todos os dias. Ele. Diz. Que. Me. Ama. Todos. Os. Dias.— articulou palavra por palavra —O que você ganhou dando aquela revista para ele?

—Nada,...mas...— nervosamente passava o dedo indicador pela borda da taça em sua mão.

—Nada. Foi isso o que você sempre ganhou dele.— Pepper a cortou —Continue com a sua vida vazia, eu deveria até agradecer a você, a nossa reconciliação depois da história da revista foi incrível. No entanto, estamos imunes ao seu veneno, você não vai mais nos atingir, aceite, seu tempo passou. Agora vá embora, você precisa trocar esse vestido sujo.— deu um tapa na taça de vinho que Bethany segurava, o objeto foi ao chão e Pepper sorriu ao vislumbrar a enorme mancha que se formou no vestido de Cabe.

—Sua vadia, você me paga. — Cabe disse agressiva.

—Você adora dar coisas para o meu marido, não é? Mande a conta da lavanderia pra ele. Eu deixo.— Pepper zombava de Bethany, que àquela altura preparava-se para avançar nela.

—O que está acontecendo aqui?— Tony surgiu segurando as bebidas e frustrando as intenções de Cabe.

—Bethany fez lambança, por isso já está indo, foi um prazer revê-la.— Pepper disse em tom jocoso, Cabe rosnou, literalmente, passou por Tony e foi embora.

—O que está acontecendo?— Tony tornou a perguntar.

—Você demorou.— Pepper respondeu pegando sua bebida.

—Pep, o que aconteceu?! — perguntou duramente.

—O de sempre, você saiu e ela apareceu, começou com o mesmo texto batido, no fim ela falou o que quis e ouviu o que não quis.— Pepper disse quase sem pausas e o bebeu um gole de Martini —Obrigada, precisava disso.

—Foi só um bate-boca, sem agressão física?— Pepper moveu a cabeça em afirmação e deu outro gole em sua bebida —Porque a roupa dela estava suja?

—Derrubei vinho nela.— disse com naturalidade o fazendo rir.

—Essa é a minha garota!— a surpreendeu ao beijá-la.

—Posso dizer que ganhei uma batalha, não a guerra, ela não vai largar do nosso pé, Tony.— Pepper suspirou.

—A guerra está ganha, meu amor, você a ganhou há anos.— com apenas uma frase Tony deu a Pepper a garantia de que nada mais que Bethany dissesse ou fizesse afetaria seu casamento —Vamos, o Rhodey deve estar achando que nós fomos embora.

Quando voltaram ao amplo salão, Rhodey e Carolina ainda rodopiavam ao som da música, Norman e sua acompanhante estavam acomodados num lugar bem longe do deles. No entanto, seus vizinhos de mesa eram outros. Ficaram surpresos ao ver o Presidente e a Primeira-dama.

—Sr Stark.— o presidente Fitz cumprimentou-o —Essa é minha esposa, Bellamy Grant.— apresentou a primeira-dama depois de alguns minutos de conversa.

—É um prazer conhecer o homem que salvou a vida do meu marido tantas vezes. — a primeira-dama sorriu.

Bellamy Grant era uma mulher lindíssima. Pele clara, cabelos castanhos, olhos claros, sorriso amplo. A primeira-dama havia escolhido um vestido azul-marinho discreto e sofisticado para aquela noite.

—Essa é minha esposa, Virginia Potts Stark.— Tony apresentou Pepper.

—A mulher por trás do sucesso das Indústrias Stark.— o presidente sorriu.

—A mulher a frente das Indústrias Stark.— Tony disse com orgulho.

—É um prazer conhecê-la. Sinto muito pelos últimos acontecimentos.— a primeira-dama disse complacente, Pepper entendeu que ela se referia à gravidez e a perda do bebê.

—Passou.— num tom suave Pepper proferiu a primeira palavra que veio à sua mente —E esta é...?— perguntou ao reparar na garota parada ao lado do casal presidencial.

—Melissa, nossa primogênita.— respondeu a primeira-dama. Melissa Grant parecia não querer fazer parte de tudo aquilo, o que era normal para uma jovem de mais ou menos 17 anos, no entanto estava impecavelmente vestida para a ocasião usava um vestido azul de ombro único num tom mais claro do que o deu sua mãe, seus cabelos castanho-claros caíam sobre um ombro —Melissa estuda na Suíça, mas veio passar o verão conosco.— jovem sorriu diante da informação.

—Achei que o Tenente-Coronel James Rhodes estivesse com vocês.— disse o presidente.

—Está, mas nesse momento ele está dançando.— informou Pepper. Depois de alguns minutos, Rhodey voltou à mesa com Carol, cumprimentaram o presidente e a primeira-dama.

Algum tempo depois o presidente foi ao palco, sua esposa o acompanhou, mas a primeira-dama era um mero objeto de decoração ao lado de um dos homens mais poderosos do planeta, não por seu poder, propriamente dito, mas por sua influência, e pelo que a sua posição significava. Melissa ficou sentada, de seu lugar não tirava os olhos de Tony, atitude compreensível, afinal, ela era uma adolescente e ele era o homem que povoava as fantasias da maioria das garotas de sua idade.

Durante mais de 1h Fitzgerald Grant falou sobre a data que celebravam e a importância dela para o povo americano. Falou da valor de ter sempre alguém para lutar em defesa dos interesses da nação fossem soldados, nessa hora ele elogiou Rhodes, ou heróis, foi claramente uma referência a Tony.

Quando o discurso terminou, ainda faltava 1h para meia-noite, horário marcado para a queima de fogos. Nollan e Carter deixaram o salão visivelmente irritados com os elogios tecidos a Tony e a Rhodes, aproveitando que todas as atenções ainda estavam voltadas ao presidente foram confabular num local reservado, quando chegaram ao corredor trombaram com Victoria, e coincidentemente seguiam para o local de onde ela havia acabado de sair.

Victoria e Norman estiveram ausentes durante quase todo o discurso do presidente Grant, naquele momento ele estava pronto para deixar a sala onde acabara de ter um encontro luxurioso com sua assistente, mas teve que se esconder ao ver os dois homens adentrarem a sala.

—Não vamos efetuar a troca hoje.— disse Jeremy Nollan.

—Na verdade, precisamos mudar de tática, já vimos que em eventos oficiais será praticamente impossível, Tony Stark e o Tenente-Coronel James Rhodes sempre estarão presentes em eventos desse tipo, precisamos dar um jeito de substituí-los também. — disse o major Carter —Ou tirá-los do caminho de uma vez.

Atrás de uma cortina Norman ouvia tudo aquilo intrigado. O que aqueles homens queriam dizer com os termos ‘trocar’ e ‘substituir’? Certo era que eles tramavam contra a integridade do presidente a estavam irritados com o fato de Tony frustrá-los frequentemente, por isso, concluiu que tinham um inimigo em comum.

—Ainda não podemos ser descobertos, temos que agir com cautela. Ninguém pode saber o que nós somos, não até transformar o presidente em um de nós.— Jeremy disse.

Norman arregalou os olhos ao ver a figura daquele homem, na verdade, naquele momento não sabia que denominação dar a ele. O que ele era? Que figura ela aquela diante de seus olhos?

—Assim que substituirmos o presidente expandiremos a ação, tendo a nação mais poderosa do mundo em nossas mãos será fácil dominar o resto...

—Shiiii— um interrompeu o outro —Está sentindo esse cheiro?— ele fungou.

—Tem centenas deles lá fora, e claro que eu estou.

—Não, aqui dentro. E não é um cheiro qualquer, é o aroma do medo.— a criatura que há pouco tempo se parecia com o assessor do presidente fungava andando na direção onde Norman estava escondido, ele iria mexer na cortina quando ouviu batidas na porta, então retomou a sua forma antiga. —Quem é?— sua voz também voltou a ser idêntica a de Jeremy Nollan, mas do outro lado ninguém respondeu.

—São 23:35h, está quase na hora dos fogos, devem ter dado a nossa falta.— a outra criatura também havia retomado a forma de Nathan Carter —Sabe, estive pensando, talvez nós devêssemos nos aliar a um humano, um que seja tão influente quanto o Stark só que com menos caráter, depois que não precisarmos mais nos livramos dele.— disse sem saber que o homem que procurava estava ali atrás das cortinas escuras.

—Porque eu me aliaria a alguém de uma raça que pretendemos dizimar? Humanos não são tolos, você viu o que eles fizeram com os chiaturis, assim como eles temos a nossa fraqueza. Nossa civilização é como uma colmeia, se descobrirem quem é nossa ‘abelha-rainha’ basta matá-la e será o nosso fim. Não podemos confiar em nenhum humano e não devemos subestimá-los.— disse veemente —Bem, acho que o assessor do presidente deve estar ao seu lado em seu último 4 de julho. — caminhou em direção à porta —A missão desta noite foi abortada, antes de agir precisamos tirar os obstáculos do nosso caminho, concentre-se no Rhodes talvez seja mais fácil, avise aos outros, além do mais, antes de eliminar Tony Stark temos que pegar uma amostra do soro que ele produz.— disse antes de deixar a sala.

O major Carter logo deixou a sala também, então Norman pôde sair do seu esconderijo, suava frio, por pouco não foi pego espionando, no entanto, sentia como se tivesse um trunfo na manga, não fazia ideia de quem ou o quê, eram aqueles homens, mas estava decidido a descobrir, estava decido a impedi-los, por isso, teria que agir antes de Tony. Estava disposto a salvar o presidente e ganhar prestígio por isso.

—Você está bem?— Victoria adentrou a sala e viu Norman sentado numa cadeira —Não consegui avisar quando vi aqueles homens entrarem aqui, pelo visto eles não viram você.

—Não, não viram, foi por pouco. — Norman respondeu.

—O que houve, o que você ouviu?— ela perguntou.

—Se eu contar você não vai acreditar, foi mais do que o seu olho pode ver, mas se eu agir certo, será como ganhar na loteria.— Norman sorriu —Depois dos fogos de artifício nós vamos embora.

—E o seu plano?— Victoria perguntou.

—Mudança de planos.— ele informou.

Faltava alguns minutos para o fim do dia da Independência e a maioria dos convidados estavam no lado externo do MET espalhados pelas escadarias, olhavam para o céu e aguardavam a explosão de cores que se iniciaria em breve, enquanto isso, apenas assistiam a bandeira americana tremular presa ao terraço do museu. Os fogos começaram às 23:59h e duraram por quase 30min., depois da exibição a maioria dos convidados se dissipou.

—Eu quero falar com vocês.— Fitz disse para Tony e Rhodes antes que eles se afastassem —Quero homenagear vocês por serviços prestados a mim e a nação, pretendia ter feito isso esta noite, mas infelizmente as medalhas não ficaram prontas a tempo— informou —Vocês podem ir à Washington no próximo domingo?— Tony e Rhodes se entreolharam depois cada um olhou para sua acompanhante, que acenaram positivamente.

—Seria um prazer.— Rhodes disse.

—Por mim tudo bem.— Tony respondeu.

Jeremy Nollan e Nathan Carter também trocaram olhares, sabendo que teriam uma semana para confabular algo que tirasse um dos dois heróis do caminho. O presidente, a primeira-dama e sua filha desceram a escadaria do MET e entraram na limusine que deixou o museu sendo seguida por rebatedores e seguranças. Tony e Rhodes não viam mais motivos para ficarem no local, decidiram ir embora também.

(...)

—Então no fim das contas não foi tão ruim, foi?— Pepper estava parada ao lado da cama, vestia uma camisola preta de cetim, Tony estava deitado, um lençol cobria seu corpo até acima da cintura.

—Não sei.— ele respondeu —O comportamento do Carter e do assessor do presidente...

—Tenho certeza que até o final de semana você descobrirá o que eles estão tramando, você sempre descobre.— enfiou-se sob o lençol ao lado dele —O que você vai fazer com outra medalha?

—Nunca sei o que fazer com elas, eles podiam parar de me dar medalhas e me dar dinheiro— disse irônico.

—Pobrezinho, você precisa muito de dinheiro, não é?— segurava o queixo dele —Mas então, vamos falar sobre um assunto muito sério: Ainda temos três dias em Nova York o que faremos?

—Podemos fazer todas aquelas coisas que você gosta de fazer quando estamos aqui. O que você quer fazer?

—Sei lá, amanhã descobrimos.— respondeu aninhando-se ao peito dele, o beijou com doçura enquanto sentia os braços dele se apertarem mais contra si.

Notas finais
Aí vcs me perguntam: Pô, Tulipa, mais vilões pra história, pq cê faz isso?

Eu respondo: Pq eu sou má! Hahahahaha

Gostaram da conversa das ruivas? Sei que a maioria de vcs queria unhada e puxão de cabelo, mas a nossa Pepper tem classe.

Tenho quase certeza de que o lance da Conspiração ficou confuso, mas nos próximos capítulos as coisas ficaram mais claras.