Do Singular Ao Plural
18 Herói ou vilão?
Notas iniciais
Bem, o capítulo passado foi focado na Pep, esse é mais focado no Tony, eu acho.
Cairo – Egito
Se Tony soubesse onde ele estaria após atender ao chamado de Rhodes, certamente o teria ignorado, como fizera tantas vezes na última semana. Estava bem em casa, curtindo a companhia de Pepper, não lembrava de alguma vez nas últimas semanas em que a tivesse visto tão bem, só queria ficar com ela aquela noite. Mas teve que acudir seu amigo. Agora, Tony via-se em meio a um ataque terrorista à embaixada dos Estados Unidos em plena Praça Tahrir, o que era para ser um encontro diplomático entre nações havia se tornado um conflito.
Novamente desviou do disparo de uma arma de grane porte, sua armadura já mostrava sinais dos disparos que por vezes pegavam de raspão. Os rebeldes tinham tanques de guerra e armas enormes. Armas do exercito americano adquiridas no mercado negro. Tony apontou o propulsor da mão direita em direção a um tanque na outra extremidade da praça explodindo-o, enquanto Rhodes dava conta dos rebeldes que tentavam enfrentá-los a pé.
—De onde saem tantos?! — Rhodes perguntou ao derrubar outro rebelde. Ele evitava feri-los mortalmente.
—Dos tanques, Rhodey, concentre-se nos tanques, destrua-os! — Tony esbravejou.
Rhodes seguiu o conselho de Tony e com o tempo os rebeldes recuaram. E aquela era a pior parte das missões para ele, ver os estragos ficavam depois dos confrontos, as baixas obtidas pela batalha, a maioria eram terroristas, sabia disso, mas tinha a consciência de que entre bandidos haviam civis. Afinal, a praça estava tomada de gente diante da embaixada, sangue inocente foi derramado.
—Acho que acabou— Rhodes disse.
—Nunca acaba, é um circulo vicioso— constatou, e estava certo, talvez os Estados unidos nunca conseguissem relacionar-se harmonicamente com o Oriente Médio sem que houvesse conflito. Mentalmente, amaldiçoava o presidente dos Estados Unidos por ter saído da Casa Branca para comparecer a um compromisso político no Egito —Vamos pegar o presidente e levá-lo de volta pra casa.
Casa Branca – Washington — D.C.
—Obrigado por me salvar mais uma vez— disse o presidente —Não fossem vocês eu não sei o que teria acontecido.
—Eu sei o que teria acontecido, nesse instante talvez a primeira dama estivesse chorando e o novo vice-presidente estaria a ponto de assumir essa cadeira onde o Sr está sentado agora. — Tony tentava conter a sua irritação.
—O Sr foi bastante ingênuo em ir ao Cairo. — disse Rhodes.
—Eu diria idiota. — Tony completou.
—Veja como fala, Stark, você pode ser detido por desacato a autoridade máxima do país. — pronunciou-se o Major Carter.
—Preso por falar a verdade? — Tony questionou irônico —Você também foi bastante idiota, Major. O Secretário de Defesa não imaginou que tal coisa pudesse acontecer em território hostil?
—Era um evento diplomático programado há meses em conjunto com o governo Egípcio. — disse Carter.
—O que torna tudo ainda pior, os terroristas tiveram meses para planejar o ataque. Surpreende-me você ter deixado isso seguir em frente, Rhodey. — Tony disse.
—Stark, se você não calar essa boca agora eu....
—Ele está certo— o presidente interrompeu —Foi imprudente. Impensado. Nós perdemos soldados hoje, não fossem o Homem de Ferro e o Patriota de Ferro eu não estaria aqui. — Carter mostrou-se desconfortável ao ver o presidente dar razão a Tony. —Obrigado. — o presidente acenou para Rhodes e Tony antes de deixar o gabinete, o Major Carter fuzilou Tony com o olhar e saiu no encalço do presidente.
—Não queria ter te chamado, sei que é um momento complicado. — Rhodes disse a Tony enquanto deixavam a Casa Branca.
—Eu disse que as coisas voltariam ao normal, a Pep estava um amor hoje, está certo que ela fez questão que eu fosse ajudar você, mas não foi como se ela estivesse me expulsando. — ele disse —O Carter está estranho você notou? Na verdade, eu desconfio dele desde quando ele esteve em casa. Contei a você sobre a nossa conversa, né? — passaram pelos últimos soldados da segurança.
—Contou sim, e para dizer a verdade, também achei estranha a atitude dele, às vezes o Major Carter parece outra pessoa. — ressaltou Rhodey.
—Chega de falar desse cara. — disse pondo um fim no assunto —Tenho uma nova armadura pra você em casa, mas é do Máquina de Combate.
—Não tem importância, eu levo pra base e eles pintam.
Tony fez um som de negação —Você não vai estragar a minha arte, ela é uma versão melhorada da sua primeira armadura, você só terá direito a ela se voltar a ser o Máquina de Combate. O que me diz?
—Eu ou o Patriota de Ferro. — afirmou fazendo Tony revirar os olhos.
—Então, vamos apostar quem chega primeiro? — disse ao vestir a armadura e fechar o capacete.
—Não. — Rhodes respondeu, ao vestir a sua armadura também.
—Sorte sua, o Máquina de Combate talvez ganhasse, mas certamente você perderia. — Tony levantou voo.
Malibu — Califórnia
Tony chegou em casa por volta das 5h da manhã e foi direto fazer reparos na armadura danificada. Tinha saído de Malibu por volta das dez da noite, chegou ao Egito durante o dia e voltado aos EUA no meio da madrugada, a mudança de fuso e a viagem teria deixado qualquer pessoa exausta, mas ele estranhamente não tinha sono, então, preferiu ficar na oficina. Desde que Harley havia dado a ideia de uma armadura que ficasse invisível, ele procurava uma maneira de concretizar isso, não era algo impossível, lembrou-se que o porta aviões da SHIELD possuía tal tecnologia, estava decidido a aprimorá-la, teria que construir uma nova armadura para aplicá-la. Não que quisesse ser invisível, pelo contrário, gostava de ser notado, mas também gostava de criar, experimentar algo novo.
Pepper acordou em seu horário habitual, tomou seu banho e antes de escolher o que vestir perguntou a Jarvis as condições climáticas e, depois disso, acabou escolhendo uma saia abaixo dos joelhos com listras horizontais e uma camisa branca, também com listras, calçou sandálias altíssimas, maquiou-se e prendeu s cabelos num rabo de cavalo.
Ao chegar à cozinha preparou torradas e processou uma xícara de café, já sabia que o cheiro da bebida não a enjoava mais, queria saber se conseguiria voltar a consumi-la, afinal, sempre adorou café. Sentou-se à bancada para comer.
—Jarvis, que horas são?
—07:35h, Sra. — informou o AI.
—Por favor, me dê coordenadas do paradeiro do Sr Stark. — ela pediu.
—O Sr Stark encontrasse em sua oficina desde as 05:27h, Sra.
Ao ouvir as informações de Jarvis, Pepper pegou uma caneca de café e desceu à oficina. Entrou no local sem ser notada, Tony estava concentrado, com a atenção toda voltada para a mesa de projetos. Ele estava descalço e vestia apenas um jeans que pendia nos quadris, os músculos de suas costas moviam-se de acordo com o movimento dos seus braços. Aproximava-se silenciosamente, estava a centímetros quando ele voltou-se para ela.
—Bom dia, Sra Stark. — a pegou de surpresa.
—Bom dia, Sr Stark. — ela respondeu —Acreditei que não tivesse sido notada.
—Como se fosse possível, senti o seu perfume assim que você entrou aqui. — ele disse.
—Porque você não subiu quando chegou? —mostrou-se curiosa.
—Como sabe que eu não subi?— ele ajeitou o jeans nos quadris.
Os últimos acontecimentos provocaram mudanças tanto em Pepper como em Tony, as mudanças emocionais estavam evidentes, mas a mudança no corpo, e no peso era algo sutil, no entanto as roupas de ambos estavam levemente folgadas. Logo após colocar a calça no lugar, ela escorregou novamente exibindo o elástico de sua boxer preta.
—Eu teria notado, você é sutil como um elefante. — respondeu e bebericou um gole de café.
—Como um elefante? — ele arqueou uma sobrancelha.
—Usando patins. — ela completou irônica.
—Pois é, foi justamente por isso, para não atrapalhar o seu sono. — ele disse —Eu fatalmente te acordaria— deu-lhe um beijo rápido —Gosto de...café? — demonstrou surpresa.
—Yep!
—Deve estar uma delícia, aqueles grãos guardados há meses. Quando você voltou a tomar café?
—Hoje— ela disse —Ontem fui à minha consulta com a Dra Eva e ao passar pela lanchonete da clínica o cheiro de café não me afetou, então decidi arriscar. Café não me embrulha mais o estômago.
—Passou pela lanchonete da clínica? Sozinha? — mostrou-se desconfortável.
—Com o Dr. Chase, mas não foi nada demais. — disse tentando abrandar o ciúme dele.
—Por isso você não me deixou ir junto...
—Não deixei você ir porque não era uma consulta pré-natal, Tony, era uma consulta ginecológica. — ela o cortou —É diferente, é invasivo...não é legal. — começava a exaltar-se.
—Já entendi. — disse sem graça —Não precisa ficar brava.
—Dizer que eu não preciso ficar brava me deixa furiosa. O seu ciúme é um saco.
—Só sinto ciúme porque eu amo você— disse sabendo que as palavras a amansariam —Então, como foi a consulta? — a segurou pela cintura trazendo-a mais próximo.
—Exames chatos, dados estatísticos e então ela me deu alta. — Pepper bebeu o café.
—Ela já não tinha te dado alta, amor?
—Alta definitiva, eu posso retomar todas minhas atividades. — explicou.
—Todas as atividades incluem...? — perguntou mal-intencionado, ela sabia do que se tratava a pergunta.
—Com certeza. — ela olhou-o sobre a borda da caneca antes de sorver outro gole de café —Mas então, pra onde você foi ontem? — desconversou.
—Salvar novamente o presidente dos Estados Unidos que achou que poderia cumprir um compromisso diplomático no Egito sem ser alvo de ataque terrorista.
—O Secretário de Defesa deixou o presidente ir ao Oriente Médio? Ou ele é muito incompetente, ou talvez queira ver o presidente morto. — Pepper constatou.
—Só sei que o presidente está bem vivo e espero que ele não tire a bunda dele da Casa Branca. — Pepper não pode deixar de rir da maneira de Tony referir-se ao presidente.
—Essas missões envolvendo o Presidente não deviam ficar a cargo de algum outro herói?
—O Rhodey, ele é o Patriota de Ferro, mas ainda não desisti de fazê-lo voltar a usar o nome Máquina de Combate, era muito mais legal.
—Eu sei que tem o Rhodey, mas sei lá, cadê o tal Capitão América? Ele não devia zelar pela vida do Presidente dos Estados Unidos também? — Pepper perguntou —Afinal, ele é um oficial do exercito, ou era.
—Pep, o capicolé dormiu por 70 anos, agora ele deve estar tirando o atraso, pegando umas garotas, fazendo um cursinho de informática...sei lá.
—E os outros?
—Amor, eu dou conta. Eu e o Rhodey damos conta.— ele afirmou. —Ontem tive a honra de conhecer o salão oval, sabia?
—O que tem de tão especial numa sala? — questionou intrigada.
—Bill Clinton tornou aquele local histórico, oras. — disse com um sorriso sacana.
—Porque ele traía a esposa naquela sala? Você chama isso de ato histórico? Eu chamo de cafajestagem. — disse com raiva.
—Contenha-se, foi o Clinton quem traiu, não eu.— disse enquanto ele o olhava furiosa —Esse café está mesmo bom?— mudou de assunto, tomou a caneca das mãos dela e deu um gole no líquido que àquela altura já estava morno —Horrível— fez uma careta.
—Não está não.— pegou a caneca de volta —Se bem que eu não tomava café há meses, então não tenho parâmetros, mas esse está bom, eu acho.— bebericou novamente.
—Me deixa provar novamente— tomou os lábios dela num beijo —Muito melhor, acho que eu estava bebendo do lugar errado. — sorriu contra os lábios dela.
—Quer mais?— ela também sorriu.
—Você me daria mais?— ele perguntou. Pepper colocou a caneca sobre a mesa e envolveu os braços ao redor do pescoço dele e Tony a beijou com um sentimento de possessividade, saboreando os lábios dela com o seus, invadindo a sua boca. Mantinha uma mão firme nos quadris dela e a outra em sua nuca, ela sentiu seu corpo responder ao beijo, na verdade, o corpo de ambos respondia ao beijo que aos poucos tomava intensidade. Pepper ouviu de sua médica que talvez houvesse uma diminuição na sua libido por causa dos transtornos emocionais provocados pelo aborto. Mas isso não aconteceu com ela, estava sensível ao toque e aos carinhos dele, Tony era incrível quando se tratava de persuadi-la e dando-se conta disso resolveu afastar-se. —Me desculpa— pediu sem fôlego —Não quis pressionar você, não quero apressar as coisas...
—Tony...está tudo bem. — ela disse —Não era isso o que eu tinha e mente quando vim até aqui trazer o café, mas não tenho nada do que reclamar, pelo contrário...
—Então o café era pra mim?
—Era, mas não imaginei que você tomaria dessa maneira.
—Desculpa... — ele coçou a cabeça.
—Pare de pedir desculpas por me beijar, faz parecer que foi errado. E não é errado, é? — ele moveu a cabeça em negação, ela serpenteou os braços ao redor dele outra vez —Então... — sussurrou ao ouvido dele —...Me beije novamente...— beijou-lhe o pescoço, deixando Tony tenso e um tanto confuso —...E não me peça desculpas por... — não conseguiu terminar a sua fala, os lábios dele tomaram posse dos dela novamente. Tony conhecia aquela oficina mesmo de olhos fechados, então foi empurrando Pepper, e logo estava deitando-a num sofá, pressionando o corpo dela com o seu contra o seu, explorando o corpo dela com suas mãos, invadindo a sua blusa e apertando seu seio sob o sutiã rendado. Pepper gemeu contra a boca dele e arranhou suas costas nuas. A boca dele vagou para o pescoço dela —Tony.... — ela ofegou.
—Eu quero você, Pep...aqui...agora. — disse com sofreguidão.
—Agora não dá,...eu preciso... — tentou afastá-lo.
—De mim. — ele mordeu o lábio inferior dela —Eu sei que você precisa.
—De você com certeza. Sempre.— afirmou —E eu estou com saudade disso. Acredite. Mas não pode ser agora, tenho que trabalhar, estou atrasada...e há outras coisas também.— conseguiu se desvencilhar dele e levantou, ele sentou-se —Não poderei te ajudar com isso agora— olhou para o volume na calça dele —Sugiro um banho...
—Vem comigo...
—Banho sozinho... — ela riu —Gelado. — curvou-se na direção dele e deu-lhe um beijo casto —Vejo você à noite. — Pepper caminhou para o elevador.
—Gostei das listras. — ele disse vendo-a se afastar.
—Pude ver o quanto. Obrigada. — disse antes que a porta se fechasse.
Talvez ele não entendesse o motivo dela ter agradecido, mas Pepper estava mesmo grata. Ela sabia que não estava em sua melhor forma, e que ele a havia visto derrotada, derrubada como nenhum outro homem vira antes. Agradecia por seu marido a desejá-la daquela maneira urgente.
Tony esboçou um sorriso bobo quando ela deixou a oficina, poderia estar envergonhado por se excitar com alguns beijos mais quentes como um adolescente, mas era o contrário, estava feliz. Torcendo para que a Pepper que deixou a oficina fosse a mesma que voltaria para casa ao final do dia, e que ela ficasse constantemente. Entrou no elevador e foi direto à sua suíte par tomar seu banho.
Manhattan – Nova York – Indústrias Oscorp
Norman estava sentado em sua imponente cadeira de presidente das Indústrias Oscorp, enquanto Victoria estava sentada sobre sua mesa com as pernas cruzadas. Como na maioria das vezes, fazendo o seu costumeiro jogo de sedução com Norman, até que a atenção de ambos foi voltada para a TV LED que havia na sala, o motivo da atenção foi ouvir o nome Tony Stark.
“O presidente Fitzgerald Grant, cumpria um compromisso diplomático no Cairo, capital do Egito, quando a embaixada americana foi alvo de um atentado terrorista. Rebeldes tentaram invadir o prédio da embaixada para capturar o presidente dos Estados Unidos, no entanto, não obtiveram sucesso graças à intervenção do Patriota de Ferro e do bilionário Tony Stark, o Homem de Ferro. Após o incidente, imediatamente, o presidente retornou aos Estados Unidos. Não custa nada lembrar que essa é a segunda vez em pouco mais de seis meses que o Patriota de Ferro e o Homem de Ferro salvam a vida do presidente Grant.”
—Você não faz ideia do ódio que eu sinto ao ouvir esse nome. — Osborn disse.
—Qual nome? Tony Stark? — Victoria fez-se de desentendida —Soube que a esposa dele perdeu o bebê?
—Soube—respondeu —Uma semana após me expor, talvez tenha sido castigo divino por me caluniar. — soou irônico —Ainda bem que não me culparam por isso também. Mas poderia ter acontecido antes, agora eu estou na mira do ministério da saúde, as ações da companhia caíram...
—Mas o escândalo foi amenizado graças aquela sua coletiva. Eles queriam um culpado, nós demãos um culpado. — disse Victoria.
—Mas tive que pagar indenizações, estou sendo extorquido pelo Connors e pelo tal Harold, e eu nem lembro o sobrenome dele...
—Harold Raimer— informou Victoria.
—Preciso retomar o meu prestigio, e arrumar uma maneira de não perder mais dinheiro. Queima de arquivo pode ser uma solução, tenho que me livrar de um deles, talvez dos dois. Ou vou ter que sustentá-los pelo resto de suas vidas medíocres. — disse enquanto acariciava a pele alva de Victoria, era assustadora a maneira como arquitetavam seus planos, não demonstravam nenhuma emoção ao jogar com a vida das pessoas envolvidas.
—Um sumiço do Connors agora seria evidente demais, além do mais, ele tem família, a gente não sabe o que ele conta para a esposa. Mas, o Raimer pode sumir do mapa e ninguém notaria. — Victoria observou.
—Esse é um trabalho para você. Não me decepcione e não deixe pistas.— Norman disse veemente —Sei o quanto você gosta desse tipo de trabalho.
—Você não tem receio de dormir com uma assassina? — ela perguntou ajeitando os óculos em seu rosto.
—Eu gosto de viver perigosamente. — ele respondeu —Mas sabe, às vezes ser vilão cansa. Você não cansa?
—Crises de consciência, Norman? A essa altura? Um pouco tarde demais não acha?
—Antes de o Stark cruzar o meu caminho os meus planos eram outros, meu alvo era outro. Mas o Stark apareceu, expôs a minha empresa, depois eu comecei a procurar uma maneira de expô-lo como ele fez comigo, mas agora tive um insight — Victoria não demonstrou, mas começava a ter receio do rumo daquela conversa, os olhos de Norman estavam injetados e escuros, sabia que podia sempre esperar o pior das coisas arquitetadas pela mente insana de Osborn —E se eu fosse um herói melhor do que Tony Stark? Um herói que desbancasse o homem de ferro?
—Herói, Norman?! — Victoria saltou da mesa e fitou-o incrédula com tamanha loucura. —Você vai criar uma roupa reluzente e sair por aí fazendo o bem agora?
—Um herói. — deu um sorriso de escárnio —Eu posso ser. — Norman levantou-se, e puxou Victoria em seus braços, ela não demonstrou repúdio ao rompante dele, na verdade, Hand tinha mais medo de Osborn, do que ele dela.
Notas finais
Eu sei que é uma superação relâmpago, mas tava cansada de escrever a Pep sofrendo. Tá na hora de fazer outras pessoas sofrerem. Hahaha.
Como eu não faço ideia do nome do presidente em IM3, dei pra ele o nome do personagem de uma série que eu assisto, por motivos de amo o presidente Fitz.
Vamos supor que assim como os outros heróis, ninguém saiba que o Rhodes é o Patriota de Ferro. Tá?
Agora vamos supor que o Norman quer ser uma 'herói'.
Até o próximo.
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