Do Singular Ao Plural

36 Pequenos passos, grandes progressos


Notas iniciais
Bu!

Dois meses depois

O sol havia acabado de se pôr, passava das seis, Pepper escolhia uma roupa para sair, seria o seu primeiro evento social pós-nascimento dos bebês. Sob os cuidados da babá, os gêmeos brincavam sentados na cama do casal. Há algumas semanas eles haviam começado a engatinhar e ficar em pé segurando na grade do berço e em outros móveis, mas ainda não haviam dado seus primeiros passos. No entanto, seus vocabulários aumentavam e os ‘mamã’ e ‘papa’ proferidos por eles tinham um sentido real, sempre eram articulados quando Benjamin e Olivia viam Tony ou Pepper.

—Pronto...— Pepper disse ao sair do closet —A mamãe escolheu o que vestir, espero que o pai de vocês chegue a tempo...— Tony estava longe de casa desde o começo daquela semana, coisas da SHIELD —Agora vocês precisam dormir para que eu possa começar a me arrumar.

—Posso ir buscar as mamadeiras?— a babá perguntou, Pepper assentiu. Ao completarem 7 meses os gêmeos pararam de mamar no peito, foi inevitável. Quando Judith voltou, Pepper sentou-se e pegou Olivia para amamenta-la. Judith ficou incumbida de cuidar de Benjamin, sentou-se à poltrona com o pequeno em seu colo, mas ele fazia manha para pegar a mamadeira.

—Deixe-o comigo, assim que Olivia terminar cuido dele.— disse Pepper —Pode descer, se quiser.

—Tudo bem, Sra, me chame se precisar.— a moça disse ao deixar o quarto.

Benjamin engatinhou até Pepper enquanto balbuciava os seus “mamãs” chamando por ela.

—Mamãe é uma só, pequeno príncipe, e ela não consegue mais amamentar vocês dois ao mesmo tempo.— disse na esperança de que Benjamin entendesse, ela o deitou num travesseiro e tentou que ele pegasse a mamadeira sozinho, mas não obteve sucesso. Alguns minutos depois, Olivia havia mamado a metade do leite, logo pegou no sono, Pepper a ajeitou sobre a cama e passou a dar atenção a Ben que mostrava-se inquieto, o pegou em seu colo e ele sorriu para ela. Começou a amamentá-lo —Devagar, Benjamin.— ela disse, quando ele engasgou, Benjamin sugava vorazmente —Mamar no colinho da mamãe é muito melhor mesmo sendo na mamadeira, não é?— Ben piscou pra ela como se confirmasse, mamou todo o leite, porém diferente da irmã não pegou no sono imediatamente. Pepper levantou para niná-lo, cantarolava para ele que murmurava parecendo acompanhá-la. Quando acreditou que o bebê dormiu tentou colocá-lo na cama, mas Ben abriu seus enormes olhos azuis e segurou firme na camiseta de Pepper. —Você sempre me engana, é impressionante, se está assim agora imagina daqui a alguns anos?— perguntou ao deitar-se ao lado de Olivia, acomodando-o de bruços sobre seu peito. Benjamin segurava forte em Pepper, não soltou e, vencida por ele, ela acabou caindo no sono.

—Acorda, Bela Adormecida.— Tony sussurrou ao ouvido dela —Você precisa se arrumar em 1h ou nós chegaremos atrasados.— deu-lhe um beijo suave nos lábios.

—Saudade de você.— Pepper sorriu.

—Eu também estava morrendo de saudade de vocês.— ele disse —Cheguei há pouco, encontrei as minhas garotas dormindo, e o Ben brigando com o sono grudado em você como um bicho-preguiça. Você precisava ver a carinha dele quando me viu.

—Acho que ele sentiu que você estava chegando.— ela disse ao sentar-se na cama.

—Depois que eu o peguei ele logo dormiu.

—Benjamin me deu um baile.

—Outro, né?— Tony riu —Os dois estão domindo profundamente, Judith e Jarvis os monitorarão durante a noite.

—Você já tomou banho, porque não me chamou?— perguntou ao reparar que ele tinha apenas uma toalha envolvendo a cintura.

—Acabei de sair do banho.— informou —Foram quatro dias longe de casa, se nós entrássemos juntos no banho não sairíamos essa noite. Aliás, nós vamos nos atrasar se você não levantar agora.— disse firme, Pepper revirou os olhos e seguiu para o banho.

(...)

—Estava quase perdendo a esperança de que vocês viessem.— Lorelai disse para Tony e Pepper.

Os casais estavam confraternizando na sala de estar. Lorelai estava linda, usando um vestido rosa-claro que dava-lhe um ar romântico, Jack vestia um jeans escuro, camisa branca e blazer preto. Emily vestia um tailleur azul-royal e Richard um terno azul-marinho. Sylvia, a mãe de Jack usava um vestido cinza simples e elegante. Gideon, pai de Jack estava vestido semelhante ao filho. Pepper havia escolhido um look rosa-pink, Tony havia optado por calça, camisa sem gravata e blazer pretos.

—Garanti que viríamos, não foi?— Pepper sorriu —Nos atrasamos porque foi difícil fazer os bebês dormirem.

—Na verdade foi difícil acordá-la.— Tony disse.

—A mãe que nunca adormeceu ao colocar o bebê para dormir que atire a primeira pedra.— Emily tomou partido de Pepper —Como estão meus netos postiços?

—Lindos, sapecas, espertos, acredito que logo estarão andando.— Pepper respondeu.

—Quanto tempo eles têm mesmo?— Sylvia perguntou.

—Oito meses.— Pepper respondeu.

—Já?— Lorelai mostrou-se surpresa.

—Passa muito rápido.— Pepper respondeu.

—Logo vocês passarão pelo o que estamos passando.— brincou Gideon.

—Não nos próximos 30 anos.— Tony replicou.

—Foram semanas para me acostumar com a ideia de deixá-los em casa sozinhos à noite, quem dirá vê-los planejando casamento, espero não ter que passar por isso nos próximos 25 anos, pelo menos.— disse Pepper.

—25 pro Benjamin, 30 pra Olivia.— Tony comentou, Pepper o fitou com reprovação, detestava os comentários machistas dele.

O jantar de noivado de Lorelai e Jack correu tranquilo, apesar da evidente diferença de culturas e personalidades os Gilmore e os Potter harmonizaram-se bem. Beleza era forte dos Potter, Gideon e Sylvia, formavam um lindo casal, ele tinha cabelos castanhos-claro já grisalhos e ela era loira, ambos tinham olhos verdes.

Depois do jantar, Jack começou o seu discurso, mas Lorelai surpreendeu a todos ao interrompê-lo.

—Vocês acharão os próximos minutos bem estranhos, afinal, não é a noiva quem toma as rédeas da situação. Mas vocês me conhecem, não é?— ela sorriu —Até entrar na universidade eu vivia numa bolha, a princesinha do papai e da mamãe com um futuro brilhante programado, acredito que, naquela época, até o meu futuro marido já havia sido arranjado pelos meus pais. Porém, há seis anos eu andava distraída pelos corredores da UCLA e esbarrei num garoto lindo.— olhou para Jack —E, naquele momento, eu percebi que a bolha em que eu vivia havia estourado, meu mundo mudou de cor...

—Com o tempo descobrimos que as nossas famílias não eram nada parecidas, a nossa criação foi completamente diferente.— Jack continuou —Nossas carreiras não tinham nada a ver, mas na essência eramos tão iguais que chegava a assustar. Durante os três anos que sucederam aquele encontrão, nós nos tornamos amigos, confidentes, inseparáveis. Apaixonamos-nos, tornamos-nos amantes. Passaram seis anos. Meus amigos me perguntam: Porque estou me prendendo tão cedo a alguém, se eu tenho a vida toda pela frente? Não é uma prisão, é uma escolha, eu sempre respondo. Sei que eu tenho a vida toda pela frente, mas quero vivê-la ao seu lado, Lorelai Gilmore.— Jack ajoelhou-se diante de Lorelai, e fez sinal para que seu pai o entregasse a caixa do anel, tirou uma delicada joia de brilhantes do objeto e deslizou-o no dedo de sua noiva.

—Bem, ninguém me perguntou nada, mas eu concedo a mão da minha filha a você, Sr Potter.— Gilmore disse em tom zombeteiro.

As horas seguintes foram de descontração, as mães dos noivos começaram a confabular sobre a data e outras coisas do casamento, enquanto eles aproveitaram a distração de seus pais para, literalmente, fugirem daquela situação. Depois da “fuga” de Lorelai e Jack, o casal Stark decidiu que era hora de ir embora também.

(...)

—Aonde estamos indo?— Pepper perguntou ao dar-se conta de que o caminho que Tony fazia era oposto ao da mansão.

—Quando eu cheguei em casa e te vi dormindo, imaginei que você estivesse descansada. E já que saímos de casa, à noite, eu queria aproveitar um pouco mais com você. Nas próximas horas seremos Tony e Pepper, sem quela atmosfera papai e mamãe.

—Acho que eu vou gostar disso.— Pepper sorriu.

—Com certeza você vai.

Tony dirigiu até uma pequena casa noturna em Los Angeles. Pepper soltou os cabelos, a ocasião pedia um visual mais informal. Quando casal adentrou o local a iluminação era ínfima, mas dava para perceber que estava lotado. Só algumas luzes iluminavam o caminho até a mesa aonde o casal acomodou-se, havia um balde com gelo, duas taças e uma garrafa de champanhe pronta para ser consumida. Um burburinho dominava o lugar, as pessoas ali presentes pareciam eufóricas, ansiosas. A julgar pelo palco com cortinas fechadas, um show estava prestes a começar.

—O que você está aprontando?— Pepper perguntou.

—Eu? Nada.— respondeu —Um brinde a nós.

Minutos depois, todas as luzes do lugar se apagaram, a banda começou a tocar, Pepper não podia acreditar naquilo, reconhecia aqueles acordes. Antes da cortina se abrir o cantor entoou os primeiros versos da canção “A thousand years”, sabia de quem era aquela voz. Sting.

(...)

—Você tinha razão, eu amei.— Pepper disse ofegante ao quebrar o beijo intenso que trocava com seu marido.

—Seu olhos disseram isso nas últimas duas horas.— ele disse ao abrir a porta do passageiro para ela.

—Eu, dirijo, ok?— tomou as chaves da mão dele —Você bebeu uma garrafa de champanhe praticamente sozinho.

—O que eu poderia fazer? Você nem me deu atenção, ficou babando pelo Sting.— sem contestar ele entrou no carro e afivelou o cinto de segurança, já estavam no estacionamento da casa noturna, saíram antes do bis para evitar o assédio.

—Não fiquei babando,...tá, eu fiquei, mas não tenha ciúmes. Sting é intocável, seria como ter ciúme de Deus.— Pepper replicou ao dar a partida no carro. Meia hora depois já estavam em Malibu, a alguns quilômetros da mansão. A lua e os faróis do Audi E-tron vermelho iluminavam a estrada vazia, passava das três da madrugada, no carro ainda ouviam Sting, a maresia da noite invadia o veículo enquanto Tony deslizava uma das mãos pela perna de Pepper —Eu já pedi pra você parar de me distrair, Tony.

—Eu também já pedi para você parar.— ele disse —Mas já que você não quer, concentre-se, imagine que é a mão do Sting. Eu deixo.— ele riu.

—Você não está falando coisa com coisa.— ela desviou o olhar da estrada por alguns instantes para encara-lo.

—Estou completamente são.— garantiu —Quando falei aquilo minutos atrás, não significa que o carro tinha que estar em movimento.

—Também não vou encostar na beira da estrada por que você está...

—Muito excitado.— ele completou.

—Estamos a 20 minutos de casa. Controle-se.

—Quatro dias. Três noites— subia a mão entre as pernas dela —Eu estou morrendo de saudade de você, anjo.— mordiscou o lóbulo da orelha dela.

—Você é tão pervertido que a palavra anjo fica suja na sua boca.— ela disse —Tira a mão daí, Tony. Eu posso bater o carro!

—Na velocidade em que você está não teríamos nem um arranhão.— ele observou —Daqui 500 metros tem uma estrada que dá acesso à praia, você podia parar carro lá...— Pepper sabia que Tony insistiria naquela tortura até chegarem em casa, havia diminuído a velocidade há muito tempo, ele roubava seu juízo naquele momento, uma onda de adrenalina corria seu corpo, queria aquilo mais do que qualquer coisa. Cedeu, parou no local indicado, um lugar discreto. Aventuras com Tony não eram uma novidade, porém nessa nova fase de suas vidas era algo inexistente —Ainda quer que eu pare?— ele beijou o pescoço dela.

—Você me fez estacionar aqui, não ouse parar agora.— ela soltou seu cinto de segurança, Tony nem estava usando mais o dele.

—Você nunca me decepciona.— sua voz é pura admiração, beijava o pescoço dela enquanto subia sua mão direita entre as pernas que Pepper prontamente afastou um pouco mais —Adoro o fato de você gostar tanto de usar saias.— diz num tom lascivo quando finalmente seus dedos tocam a lingerie dela —Sempre tão receptiva.— ofegou com a boca a centímetros da dela. Ele tinha um leve hálito etílico, mas naquele momento não importava, nada importava.

—Tony...— Pepper gemeu quando sentiu os dedos dele invadirem sua intimidade —Senti sua falta.— disse com dificuldade, curvando suas costas levando sua pélvis em direção à mão dele.

—Estou vendo o quanto.— disse enquanto movia dois dedos dentro e fora dela, Pepper estava ofegante, os olhos semicerrados, a cabeça jogada para trás, girando os quadris sem nenhuma vergonha seguindo o ritmo dos dedos dele.

—Tony, por favor...

—Shh... eu sei como agradar você.— dito isso começou a fazer movimentos circulares com o dedão em seu ponto mais sensível. Bastaram alguns minutos e Pepper chegou ao clímax com um grito abafado, segurando firme com uma das mãos à porta do carro —Eu queria ter espaço para ajoelhar diante de você agora, e então eu...

—Você nada— ela disse, Pepper ainda recobrava sua respiração, no entanto passou a concentrar-se em desafivelar-lhe o cinto e abrir-lhe o zíper —Não posso ser tão egoísta assim. E sabe o que é melhor?— ela perguntou acariciando seu membro —Tenho a vantagem de não precisar me ajoelhar diante de você.

—Não quero que você ajoelhe.— ele disse ao afastar um pouco do assento puxando sua calça para baixo —Quero você sobre mim.— era quase uma ordem, tingida de desejo e necessidade.

Pepper avançou sobre ele, esfregando-se em seu membro pulsante —Assim?— sibilou segurando nos ombros másculos enquanto montava em seu colo. A saia de Pepper subiu exibindo mais de suas coxas.

—Exatamente assim.— ele correu as mãos pelas pernas dela até encontrar a barreira que sua calcinha representava. Obstáculo transposto com maestria. Ele a preencheu deslizando facilmente dentro dela —Minha nossa, eu adoro essa sensação.— Tony agarrou os quadris dela incentivando-a a inclinar seu peito contra o dele. Pepper começou a mover-se, devagar, era guiada por ele. Juntou seus lábios aos dele num beijo sedento, segurando os fios de seu cabelo entre os dedos, o beijava enquanto remexia os quadris de acordo com a velocidade determinada por ele.

—Mais rápido.— ela gemeu.

—Não tenha pressa, anjo.— ele ofegou, ambos ofegavam, suas respirações se confundiam. Pepper subiu e desceu mais uma, duas, três,... várias vezes, até chegar ao seu limite, sentia pequenos espasmos —Deixe vir, amor, me deixe te ouvir. Eu amo te ouvir.

Ela amava ouvi-lo também, a voz rouca dele em seu ouvido irradiou êxtase por seu corpo, fazendo-a estremecer, com um grito agudo, Pepper foi atingida por um orgasmo intenso. O prazer dela foi de encontro à libertação dele, Tony emitiu um som primitivo, quase selvagem. Ela segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou, enquanto sentia as mãos fortes deslizarem de seus quadris para sua cintura. Subir por seu corpo sobre as roupas e a abraçar. Estavam exaustos, entregues, suados, não por acaso, estavam completamente vestidos, ficaram atrelados por muito tempo, sem dizerem nada, até Pepper quebrar o silêncio.

—Acho que não sinto as minhas pernas.— ela riu contra o pescoço dele.

—Isso pode ser um problema, porque, segundo você eu não estou em condições de dirigir, e eu meio que já estava pensando em mil maneiras de continuarmos quando chegássemos em casa.

—Eu vou...— ela o deu um beijo casto —...Considerar isso como uma promessa.— beijou-o novamente antes de desmontar de seu colo, Pepper acomodou-se ao banco do motorista, ajeitou sua saia.

—...Oh, the game we play, she’s too good for me.— Tony cantarolou ao se recompor. Era a música que tocava naquele instante, Pepper esteve tão absorta em seu momento com Tony que nem havia se dado conta de que o rádio ainda tocava.

—Chega de Sting por hoje.— ela disse ao desligar o sistema de som.

(...)

Um mês depois

Como em outros finais de semana em que Tony ficava em casa, Pepper dispensou os serviços da babá. Tony sempre disse que apenas os dois davam conta dos outros dois, e não estava errado. Passaram o sábado na casa que Rhodey e Carol tinham comprado num bairro não muito longe. Os Rhodes haviam completado 1 ano de casamento no mês anterior e, pelo tamanho da casa nova, Pepper e Tony logo começaram a especular se seus amigos estavam pensando em aumentar a família.

No final da tarde de domingo o casal Stark estava assistindo a um filme, na verdade, apenas Pepper assistia, Tony prestava atenção nos gêmeos que brincavam sob seu olhar atento. Benjamin e Olivia estavam em pé apoiando-se à mesa de centro, vestiam apenas um body de mangas curtas, fazia calor, a roupa de Benjamin era azul, a de Olivia, branca tinha babados formando uma sainha. A luz do sol invadia a sala por uma fresta na persiana e refletia sobre o móvel despertando a atenção dos pequenos, conforme o sol se punha, a luz movia-se para outro lugar, a diversão deles naquele momento era segui-la.

—Bebês prestam atenção em cada coisa inusitada, né?— Tony chamou a atenção de Pepper —Repara a brincadeira deles.

Num determinado momento o sol refletiu no chão, no limiar entre a sala de tv e outro cômodo da mansão, eles não tinham onde apoiar-se para chegar até onde deveriam ir. Olivia não pensou duas vezes, apoiou as mãos e os joelhos no chão e engatinhou até onde queria, depois levantou-se usando o batente da porta como apoio. Benjamin continuou parado no mesmo lugar como se estudasse seu percurso.

—Ele não sabe o que fazer.— Pepper sussurrou.

—Então, rapazinho, o que você vai fazer?— Tony perguntou, Ben fungou e fez beicinho, enquanto Liv continuava sua brincadeira.

—Ele vai chorar.— Pepper disse indo ajudá-lo.

—Deixa.— Tony a impediu —Ele vai arrumar um meio de chegar lá.

—Vamos, amor, vá brincar com a sua irmã.— Pepper incentivou.

Ao contrário de Olivia, quando decidiu sair do lugar, Benjamin não se jogou no chão. Ao desencostar da mesa de centro ele bambeou, mas continuou em pé. Tony teve que conter Pepper, se ela se mostrasse euforia o bebê se desconcentraria e cairia. Benjamin deu alguns passos, depois caiu sentado e continuou seu trajeto engatinhando.

—Quatro passos, Tony, você viu? Nosso príncipe deu os primeiros passos sem apoio.— Pepper disse visivelmente emocionada.

—Claro que eu vi. Os primeiros quatro de muitos.— Tony comentou.

—Agora ninguém segura.— Pepper disse. Não conteve suas lágrimas de emoção, parecia bobo chorar, mas, não conseguia conter-se a cada progresso de seus pequenos. Sua reação fora à mesma ao ouvir o primeiro “mamã”. Por falar nisso, aquela era a primeira vez que Benjamin fazia algo antes de Olivia. Liv foi a primeira a nascer, falar, sentar, engatinhar e ficar em pé. Mas os primeiros passos foram de Ben. Tony foi acudi-los quando ambos começaram a chorar, a inocente brincadeira dos gêmeos havia acabado, o sol tinha se posto. —Não precisa chorar, meu doce.— Pepper disse ao enxugar as lágrimas de Olivia.

—Não é o sol, anjo, é a luz a brincadeira deles que...não precisa acabar.— ele teve um insight —Só um instante, segura Ben.— Tony entregou o garotinho para Pepper e deixou a sala.

—Papai está aprontando, tenham certeza de que é algo incrível.— disse Pepper —Mas a mamãe vai esperar sentada, porque vocês estão muito pesados.

Tony não demorou, voltou com uma lanterna nas mãos —Jarvis, abaixe as luzes.— ele ordenou e mirou a luz da lanterna no chão, próximo aos pés de Pepper, Liv e Ben ficaram eufóricos apontando para o local.

—Claro que vocês vão abandonar o colo da mamãe.— Pepper os colocou no chão antes que eles pulassem —Ótima ideia, amor.— disse quando Tony sentou-se ao seu lado.

—Eles vão caçar essa luz até a hora de dormir.

Seguir um ponto de luz. Parecia algo tão banal, mas não naquele momento, não depois dos primeiros passos de Benjamin, uma hora depois os quatro primeiros passos foram multiplicados. O desenvolvimento deles sempre ocorreu assim, o que um fazia o outro não demorava a fazer, a conexão deles era algo surpreendente. Ao ver Benjamin caminhar, Olivia tentou também, porém não conseguiu sair do lugar. Caía, levantava, tentava de novo. Caía.

—Em três dias ela consegue. Quer apostar?— Pepper perguntou.

—Claro que não, eu perderia.— ele constatou —Conheço a filha que tenho, não é Sweet Cherry?

—Talvez seu braço doa de tanto mover lanterna pra lá e pra cá.— Pepper deitou a cabeça ao colo dele.

—O importante é que eles não vão mais chorar.

—Eu amei a sua atitude, Tony, mas eles têm que se acostumar que as coisas passam. Acho que descobrir que momentos não são eternos é algo que se deve aprender desde pequeno, só assim você aprende a dar valor às coisas.

—Nossa, amor, que chatice, eles têm nove meses, tudo é novidade, deixa pra repetir isso quando eles tiverem, sei lá, 15 anos.— Tony a recriminou.

—Ok, não quero ser a chata da história.— ela disse —Se a diversão deles é seguir um ponto de luz, vamos dar um vaga-lume pra cada um.

—Onde a gente compra vaga-lumes?

—Era brincadeira, Tony.

—Eu sei.— Tony curvou-se e beijou-lhe os lábios.

Notas finais
Sentiram saudades? Queria ter aparecido antes, mas a minha inspiração tinha ficado lá no ano passado :( A roupa da Pep é essa-> http://zip.net/bkl3Fz Imaginem os pais do Jack como a Michelle Pfeiffer e o Pierce Brosnan, se quiserem. Só uma coisinha: o refrão dessa música http://www.youtube.com/watch?v=BHrFEnL9CfM super define a Pepper nesse capítulo. Outra coisinha: eu amodoro Sting A minha inspiração não anda lá essas coisas, então, não sei quando volto a postar, tá? Ou então eu vou ficar enchendo linguiça e eu não curto autores que enrolam demais, além disso, sou daquelas que precisam de ação e conflitos pra desenvolver a trama, e na fase em que a história está isso é quase impossível. Por isso, provavelmente, a história não passará do capítulo 40 =/ Até lá comentem, favoritem e não me abandonem, tá? Beijos.