Do Singular Ao Plural

29 Eu sou o Homem de Ferro


Notas iniciais
Quero agradecer a Vitoria. Mais uma recomendação registrada com sucesso. Amei as palavras, Flor. Adoro saber que vcs curtem a história tanto assim. Ao contrário da história anterior, essa foi meio que dividida em fases. Nesse capítulo se encerra um plot, que eu amei escrever, por motivos de amo vilões. Me inspirei na hq pra escrevê-lo, mas o Tony vai se dar muito melhor aqui. Vamos a ele =)

Manhattan — Nova York

Tony estava sentado no alto da Torre Stark, sua visão daquele local era privilegiada, afinal, o único prédio mais alto da ilha era o Empire State. O prédio da Oscorp estava há alguns quarteirões dali. Assim como a Torre Stark, a empresa de Norman ficava no coração de Manhattan.

O Central Park estava lotado, o presidente de comum acordo com Norman havia escolhido aquele local para a nomeação do empresário, que aconteceria em alguns minutos, o esquema de segurança era surpreendente, havia agentes posicionados em todos os espaços do parque. A cerimônia seria televisionada e ninguém queria que Fitzgerald Grant se transformasse no novo JFK. Como de costume a primeira-dama estava sentada na primeira fila, acompanhada de Melissa, sua filha mais velha, que durante a cerimônia agradeceria Norman Osborn em rede nacional por ter salvado sua vida.

Norman não teria ninguém que o prestigiasse, ao chegar ao seu escritório naquela manhã deparou-se com a carta de demissão assinada por Victoria, que sumira sem deixar rastros, não a via desde o dia em que discutiram no hospital da base aérea em Malibu. O que ele ainda não sabia, era que Victoria desviou alguns milhões das contas da Oscorp para algumas contas fantasmas em paraísos fiscais. Nadja dera a ordem para o último atentado e àquela altura estava em seu jato particular voando de volta para Dubai onde passava a maior parte do tempo. Mas Norman não se importava com a ausência de nenhuma delas, em breve teria o que queria.

O presidente abriu a cerimônia com um longo e tedioso discurso, Norman estava ao seu lado, e atrás dos dois, a armadura do Patriota de Ferro. Tony acompanhava a transmissão através de seu capacete.

—Devia ter feito pipoca— ele disse —Jarvis, dá tempo de fazer pipoca?

—Creio que não, Sr.

—É uma pena.— lamentou.

O presidente ainda discursava quando uma aeronave chamou a atenção de todos por estar voando mais baixo do que o normal, sua velocidade era estável, mas caso não arremetesse atingiria em cheio o predio das Indústrias Oscorp. Ao ver a cena, Norman rapidamente vestiu a armadura do Patriota para dar continuidade ao seu teatro. Mas, dispondo do poder que o extremis lhe dava, Tony passou a controlar o avião através do piloto automático, devolvendo altitude à aeronave que minutos depois pousava no aeroporto La Guardia. Todos no parque, inclusive Norman, ficaram sem entender o que havia acontecido.

—Não deixe que as emissoras interrompam a transmissão, Jarvis. O show vai começar.— Tony disse ao decolar do alto da Torre Stark.

Outra aeronave desgovernada sobrevoou o Central Park, agora tratava-se de um bimotor não tripulado. As pessoas se dispersaram a procura de um lugar seguro enquanto Norman voava de encontro à pequena aeronave, tentou para-la, mas não obteve sucesso. O pequeno avião invadiu o último andar da Oscorp levando Norman consigo.

—Mas que droga é essa?!— Norman exclamou tendo certeza de que ninguém o ouviria, afinal, as câmeras e os microfones das emissoras estavam longe dali.

—Não é legal ser feito de idiota, não é mesmo?— Tony perguntou ao sair de trás da aeronave.

—O que você está fazendo aqui? Aliás, como eu não vi você chegar?— Norman perguntou surpreso.

—Estou aqui para parar você, impedir a sua nomeação. Afinal, quem precisa de um Secretário de Defesa que arma ataques pra mostrar serviço?— Tony perguntou.

—Foi você quem interceptou a primeira aeronave que colidiria na Oscorp também?— Norman perguntou.

—Você é muito perspicaz.— Tony bateu palmas ironicamente.

—Ok. Devo reconhecer que hoje você frustrou as minhas ações, mas nada vai mudar o antes.— disse Norman —Todas as outras coisas que você não previu e não evitou me trouxeram até aqui, me deram o posto de Secretário de Defesa, e você o que te sobrou? Quem você é?

—Eu?— Tony perguntou —Eu sou o Homem de Ferro e você jamais vai me tirar isso. E pelo que sei você ainda não foi nomeado.

—Eu serei, só preciso acabar com você. E então, colocarei seu capacete sobre o púlpito e direi que o seu recalque foi tamanho que quis acabar com a minha nomeação. Foi providencial você aparecer, já reparou no nome gravado no bimotor?— Tony prestou atenção à fuselagem da aeronave, havia a logomarca da Stark, era uma armação, claro, já que a Stark nunca produziu aeronaves.

Ao percebê-lo distraído, Norman disparou um raio repulsor contra Tony, que colidiu ao bimotor amassando a funilaria da aeronave. Tony Stark viu-se em queda-livre, tendo ainda que conter o pequeno avião que fatalmente causaria um estrago se caísse em plena Avenida Lexington. Ao tocar o solo, amorteceu a queda da aeronave, curiosos escondidos nos estabelecimentos comerciais assistiam a cena. Alguns cacos de vidro e pedaços de concreto ainda caíam, mas era só aquilo, constatou que a estrutura do prédio não havia sido abalada. Do alto da torre Oscorp, Norman observou Tony em meio a larga avenida ainda ileso então desceu para confronta-lo.

Malibu – Califórnia

Pepper ainda estava na cama. Já havia lido e relido o bilhete de Tony inúmeras vezes, o ar no quarto parecia cada vez mais rarefeito e ela não tinha conseguido forças para levantar. Sobre a mesinha seu celular começou a tocar, a primeira lembrança que veio à sua mente foi a Batalha em Nova York, a ligação de Tony que perdera. Acordou do seu transe e pegou o aparelho em suas mãos trêmulas o atendendo prontamente.

—Você está em Nova York?— perguntaram do outro lado da linha.

—N-não, estou em casa, por quê? Quem é?— Pepper reconhecia a voz, mas não ousou arriscar.

—É a Carol e talvez você deva ligar a tv.— o coração de Pepper pareceu parar ao ouvir aquilo, parecia um déjà-vu.

Pepper solicitou Jarvis e o AI não respondeu, não possuía tv no quarto, precisou ir até a sala.

—Pelo amor de Deus, me diz o que está acontecendo. Ele não morreu, morreu?— perguntou com a voz vacilante.

—Não. Mas a briga do Homem de Ferro contra o Patriota está sendo televisionada em todos os canais, é um MMA de armadura.— Carol respondeu.

Quando Pepper enfim chegou à sala e ligou a tv, viu Tony em seu embate contra Norman. Teve a certeza de que tudo aquilo era uma artimanha dele, transmissão era via satélite, o áudio era captado pelo capacete de sua armadura. Sua vontade era de desligar a tv, mas ela não conseguiria, precisava ver como aquilo iria acabar.

Manhattan – Nova York

—Eu vou acabar com você hoje, e depois vou atrás da sua esposa. Você não teria atravessado o meu caminho se não fosse ela.— Norman disse segurando Tony pelo pescoço.

—Não! Você não vai!— Tony se desvencilhou e disparou contra a armadura do Patriota, mas Norman o derrubou logo depois.

—Aceite o seu fim, Tony, o fim do homem de ferro foi quando até os meios de comunicação começaram a questionar você. A cortina do seu espetáculo se fechou, no palco agora só há lugar para mim. As pessoas estão duvidando de você, logo estarão vaiando você.— Norman provocava.

—Você fez um trabalho fantástico, Norman, devo reconhecer, você seria um gênio se não fosse completamente psicótico.— Tony disse ao se levantar —Se aliar a terroristas e alienígenas foi uma cartada de mestre. Mas o povo não vai gostar de ter sido feito de idiota por você. O mesmo povo que te consagrou como herói vai te derrubar quando souber de tudo o que você armou e quanta gente inocente morreu por isso.

—Eu poderia ter alertado sobre a invasão skrull? Sim, mas não o fiz. Civis morreram por isso? Sim. Baixas civis sempre foram uma realidade no meu plano, não podia deixar o nacionalismo ofuscar a minha perspectiva, minha ascensão.— confessou —Até mesmo escolher as cores da bandeira foi uma estratégia. Tornei-me um herói nacional, Stark, e você? Você é pária.

—Você é insano. E a culpa da sua ruína será apenas sua. Foi você quem adulterou a composição dos remédios que a sua empresa produz. Não há outro responsável nisso tudo senão você.— Tony acusou.

—Sim, eu adulterei, mas você não pode provar? É a sua palavra contra a minha, e nesse momento a credibilidade maior é minha. Você se meteu nos meus negócios e eu nos seus, te derrotar hoje é a minha maneira de mostrar que eu sou um herói melhor do que você jamais foi, e ainda farei de você o responsável pelos atentados de hoje. Nós vivemos num mundo de ameaças, Stark, ameaças que você não pode prever sempre. Ameaças que podem ser você.

—Bom, acho que você já disse o bastante, chega de holofotes pra você.— ao dizer isso Tony reagiu, logo dominou Norman, e o tirou da armadura do Patriota —Sempre achei a armadura do Patriota de Ferro horrível, e mesmo não gostando dela sei que você não é digno de usá-la, você não merece ser tratado como herói. Não passa de um lunático, um bandido sem caráter.— disse fitando Norman enquanto este estava ao chão, então pisou no capacete do Patriota o reduzindo a sucata. Não demorou para que surgissem dezenas de agentes do governo para renderem Norman Osborn.

—Norman Osborn, você está sendo preso por fraude, terrorismo, conspiração, atentar contra a vida do Presidente dos Estados Unidos...

—Não sou eu quem vocês devem prender é ele.— Norman se debatia —Ele armou tudo isso.— apontou para Tony.

—O mundo inteiro viu e ouviu a sua confissão, Norman. Seus quinze minutos de fama acabam aqui.— Tony garantiu.

—Eu não vou ficar preso muito tempo, tenho dinheiro. Ninguém rico apodrece na prisão.— disse enquanto era levado por agentes.

—O presidente Grant deseja lhe falar.— um agente disse a Tony.

—Não tenho nada pra falar com ele.— colocou as palmas das mãos viradas para baixo e decolou de volta para casa.

(...)

Malibu – Califórnia

—Eu devia matar você, Anthony Edward Stark!— Pepper exclamou quando Tony surgiu diante de seus olhos —Exibir o seu combate em rede nacional?!

—Mundial.— corrigiu —Mas não era pra você ter visto.

—O mundo inteiro veria, menos eu? Que idiotice pensar assim. Seu insano!— Pepper esbravejou.

—Amor, para de gritar e vem me dar um beijo.— ele pediu.

—Não!— raivosa ele apertou os olhos.

—Porque não?

—Porque você é um idiota! E o que foi aquele bilhete que você deixou?! Eu não conseguia nem falar com o Jarvis, achei que você estivesse morto, seu cretino!— Pepper cerrou os punhos e batia contra o peito dele.

—O que foi que você me pediu ontem?— perguntou tentando conter a fúria dela.

—Que você voltasse.— Pepper respondeu.

—E onde eu estou?

—Aqui, mas...

—Então, anjo, você não tem do que reclamar. Me beija.— ele a segurou firme tomando-lhe num beijo ávido.

Pepper foi arrebatada por ele com tanta rapidez que sua cabeça girou, tudo escureceu e ela se perdeu naquela sensação, se perdeu nele.

(...)

24h haviam passado, a notícia sobre a falcatrua de Norman e o triunfo de Tony era o assunto em todos os meios e veículos de comunicação. E naquela manhã de domingo Tony receberia uma visita inusitada.

—Pep?— Tony sussurrou ao ouvido dela, mas Pepper não se moveu —Pep, por favor.— passou a beijar o pescoço dela.

—Eu já abri uma exceção ao deixar você dormir aqui, Tony, e as exceções acabam aqui. Ontem você quase me envolveu, mas não vai acontecer. Estou com raiva e em greve.— disse impassível enquanto penteava os cabelos úmidos, Pepper havia acabado de sair do banho.

—Você vai ficar de birra por eu ter feito meu trabalho até quando?— ele perguntou.

—Por tempo indeterminado.— ela respondeu.

—Você vai me punir com sexo?

—Com falta de sexo.— ela respondeu.

—Tem certeza?— Pepper murmurou afirmativamente —Então, você vai ficar sem meus beijos por tempo indeterminado também, porque uma coisa leva à outra.— Tony disse ao levantar da cama, então Pepper ouviu a porta do banheiro bater com força.

Depois de um banho demorado, Tony voltou ao quarto.

—Sr, o Presidente Fitzgerald Grant está na sala e deseja lhe falar.— Jarvis informou.

—Quem?!— Tony e Pepper exclamaram juntos.

—O pres...

—Conta outra, Jarvis, piada a essa hora?— Tony o interrompeu.

—Não é uma brincadeira, Sr.— quando o AI disse isso Tony e Pepper se entreolharam.

Tony se vestiu rapidamente e logo deixou o quarto, ao chegar à sala teve certeza de que Jarvis não mentiu.

—Bom dia, Sr Stark.— a voz imponente de Fitz Grant reverberou na sala —Bonita casa.— elogiou.

—Podia perguntar com que direito você invade a minha casa, mas realmente estou curioso pra sabre o que te trouxe aqui.

—Acredito que lhe devo um pedido de desculpas.— Fitz se pronunciou.

—Você não me deve nada, na verdade, acredito que você deve pedir desculpas ao povo que o elegeu, por quase colocar a segurança do país nas mãos de um psicopata.— Tony foi um pouco rude.

—Farei isso.— Fitz aquiesceu —Mas antes precisava falar com você. Não o ouvi quando você me alertou a respeito do caráter do Osborn. Eu dei sim crédito ao Norman, fui ingênuo e acreditei nas boas intenções dele, até você desmascará-lo.

—Eu disse que o Sr se arrependeria por dar asas a uma serpente.— Tony lembrou.

——Naquela nossa conversa você disse que esperava que eu não me arrependesse da minha escolha.— Fitz corrigiu.

—Eu sabia que se arrependeria, sabia que Norman não era digno de ser um herói.

—Quem é de verdade sabe quem é de mentira.— disse o presidente —Mas, como eu podia não dar crédito ao homem que supostamente havia salvado a vida da minha filha?— perguntou —Talvez você não me entenda agora, mas quando tiver um filho entenderá.

—Fiz questão de desmascarar Norman Osborn não por ter supostamente tirado o meu lugar, mas por indiretamente ter virado a minha vida do avesso.— Tony afirmou —Até ouvir o coração do meu filho bater dentro do ventre da minha esposa eu não tinha ideia de que queria ser pai. E isso só aconteceu por causa de uma falcatrua do Norman. O fato de a minha esposa ter perdido o bebê não foi culpa dele, foi uma fatalidade, mas nós estamos dispostos a tentar novamente, por isso quis garantir que o mundo em que nosso futuro bebê nascerá estará livre de alguém como Norman.

—Estará.— Fitz garantiu —Norman está numa prisão de segurança máxima em Washington, não há a menor possibilidade de liberdade. Os crimes cometidos por ele foram gravíssimos, não há como enumerar e não há apelação para o caso dele.— foi veemente —Além do mais, nenhum advogado trabalharia de graça para tentar libertá-lo.

—De graça?— Tony perguntou —Mas e a fortuna dele?

—Norman ainda não sabe, mas seu patrimônio foi dilapidado, estamos investigando isso. É um fato no mínimo estranho.— informou o presidente —No entanto, ele não precisará de dinheiro aonde está. Ele vai definhar, como outros tantos terroristas definharam.

—Fico aliviado em saber que não há chances de liberdade para alguém como ele.— disse Tony —Sabe, presidente, desde que eu desenvolvi a tecnologia do homem de ferro perdi a conta de quantas vezes tentaram reproduzi-la. Pessoas morreram tentando. Mais do que ser o homem de ferro, a minha missão é não deixar que uma réplica da minha armadura seja de qual cor for esteja em posse de alguém sem escrúpulos.

—Me desculpe pelos transtornos que a minha escolha errada lhe causou, e saiba que você tem carta branca para retomar o Projeto Brave quando quiser. Se estiver interessado o posto de...

—Retomarei o Projeto Brave de bom grado, mas, não quero ser o Secretário de Defesa, isso não é pra mim. Porém, se o Sr estiver disposto tenho um nome para indicar.— Tony sorriu.

—Imagino qual é o nome que você indicará, e acredite, pensei nele também.— Tony esboçou um sorriso —Mas o que me diz sobre a direção da SHIELD?— o presidente perguntou.

—Bem, embora Nick Fury não tenha dado as caras nem sob uma ameaça alienígena iminente. Acho que a SHIELD está em boas mãos.— Tony respondeu.

—Não, Sr Stark. O que o Sr acharia de ser o novo diretor da SHIELD?

—Eu?!— perguntou surpreso —E quanto ao Fury?

—A SHIELD é uma organização com fins específicos, mas ainda assim, é de responsabilidade do Governo dos Estados Unidos, Sr Stark. Assim como a CIA, o FBI e tantas outras.— Fitz esclareceu —Posso nomear quem eu quiser para assumi-la.

—Não quero arrumar uma nova confusão, Presidente, Nick Fury...

—Depois da invasão Skrull fui até o Sr Fury para confrontá-lo, e ele colocou seu posto a disposição, apenas duvidou que eu encontrasse alguém a altura para ocupar aquele cargo. Desde ontem, não penso em ninguém melhor para ocupá-lo do que você, Sr Stark.— o presidente informou.

—Diretor da SHIELD?— Tony se questionou em voz alta, o presidente aquiesceu —Posso pensar?

—Claro que pode.— Fitz afirmou —Aguardarei a sua resposta. Antes que eu vá embora...— o presidente tirou um papel e uma caneta do bolso interno de seu paletó azul-marinho —...Meu filho gostaria de um autógrafo seu. Ontem à noite ele me confessou que também nunca gostou do Patriota de Ferro.

—Garoto inteligente.— Tony sorriu ao pegar a caneta e o papel —Qual a idade dele?

—12, Christopher é o nome dele. Aliás, não creio que ele tenha idade pra ver uma luta como aquela.

—Ele também viu?— Tony perguntou.

—E quem não viu? Foi exibida até nos telões da Times Square. E a minha pergunta é: Como você fez isso?

—Dois filhos— Tony desconversou —Espero ter essa sorte um dia.— disse ao devolver o papel.

—Um já é sorte.— Fitz apertou a mão de Tony, sabia que ele não revelaria sua artimanha, mas tinha que tentar —Aguardo uma posição sua.— disse antes de sair.

Ao olhar pela câmera de segurança Tony viu o carro do Presidente deixar o pátio da mansão. Ao passar pelo portão três outros carros passaram a segui-lo, com certeza o guiariam até a base aérea onde então, Fitz embarcaria de volta à Washington.

—Você vai aceitar?— Pepper perguntou assim que Tony voltou ao quarto, ela estava sentada na poltrona.

—Ouvindo conversa alheia, Sra Stark?

—O presidente estava na sala de casa, Tony, é claro que eu fiquei curiosa.— ela disse —Cheguei a chorar quando você falou sobre quando ouviu o bebê. Mas e quanto a proposta?

—Você acha que eu devo?

—Tenho certeza de que você fará um ótimo trabalho.— ela sorriu —Mas eu quero impor uma condição.

—Qual?

—Que essa sua nova função não te deixe por muito tempo longe de casa.— ela disse.

—Feito.— ele assentiu.

—Acabei de me lembrar de outra condição.

—Hum?

—Só recrute agentes feias daqui pra frente.— ela disse o fazendo gargalhar.

—Isso não posso prometer. Mas... Se essa história de greve não virar um costume...— ele ajoelhou diante da poltrona —Eu prometo...— descruzou as pernas dela —Nunca olhar pra elas, por mais bonitas que elas sejam— cravou seu enormes olhos castanhos nos dela.

—Nunca?— Pepper curvou o corpo ficando com o olhar na altura do dele.

—Jamais!— sussurrou próximo aos lábios dela.

—Você vai me beijar agora?— perguntou ansiosa.

—Essa é a minha intenção, mas sabe, uma coisa leva à outra. E você está...

Ela colou seus lábios nos dele —Não estou mais.

(...)

Na segunda-feira, enquanto Pepper estava na empresa Tony aproveitava a ausência dela para confabular com Happy.

—Bom trabalho, Hogan.— Tony disse —Você se saiu melhor do que eu esperava.

—Só segui as coordenados que você me deu, Tony, está feito, o resto é por sua conta.— Happy replicou.

—Obrigado.— disse Tony.

—Fico feliz em ter sido útil.— Hogan sorriu.

Nos dias que se seguiram Pepper estranhou a ausência de Tony, era véspera do aniversário dela e, em todos os outros anos, ele sempre planejou algo. Uma festa, uma viagem, sempre comentou sobre aquela data. Nunca deixou de perguntar o que ele queria fazer. Mas esse ano tudo estava diferente. Compreendia que os acontecimentos recentes mexeram com ele, mas tudo havia passado e ela não entendia o comportamento distante dele.

Era o final de seu dia de trabalho, não voltaria à empresa no dia seguinte, Lauren insistiu para passar o dia ao lado dela, Sarah viria de Nova York especialmente para comemorarem juntas. Pepper ajeitava algumas coisas sobre sua mesa quando ouviu batidas na porta.

—Chefe, há alguém aqui que deseja vê-la.— Lorelai informou ao surgir na porta entreaberta.

—Deixe que entre.— ela consentiu —Emily!— disse ao ver s Sra Gilmore adentrar sua sala segurando um pequeno bolo de chocolate nas mãos.

—Richard disse que você não vem à empresa amanhã, e eu não sabia quando a veria novamente, então decidi vir hoje.— Emily disse.

—Não pude segura-la.— Richad disse ao surgir na sala.

—Esse bolo é aquele?— Pepper perguntou ao lembrar-se do bolo de chocolate que comera num jantar na casa dos Gilmore.

—Sim.— Emily respondeu colocando o doce sobre a mesa.

—Oh meu Deus, você é fantástica!— Pepper exclamou e abraçou Emily —Vocês Gilmore’s são incríveis. Obrigada.

—Feliz aniversário adiantado, chefe.— disse Lorelai.

—Obrigada.— Pepper agradeceu com um sorriso amplo no rosto.

Lorelai deixou seus pais conversando com Pepper e foi ao refeitório da empresa buscar pratos e talheres para comerem o bolo. Depois de mais de uma hora na companhia dos Gilmore, Pepper deixou a empresa. Quando chegou em casa procurou por Tony, e não o encontrou.

—Jarvis, tem ideia de onde o Sr Stark possa estar?— Pepper perguntou.

—Ele esteve em casa durante a tarde, fez uma mala e...

—Mala?!

—Sim, Sra, fez uma mala e disse que precisava ir à Washington. Pediu que eu avisasse a Sra que no domingo ele estará de volta para o seu aniversário.— Jarvis avisou.

—Mas...?

—Há algo em que eu possa ser útil, Sra?

—Meu aniversário é amanhã e não domingo.— Pepper murmurou tristemente ao jogar-se contra o sofá.

Notas finais
Eis os Gilmore ♥ Quem gostou da sugestão da futura função do Tony? Na hq isso acontece, não sei como e nem pq, mas acontece. No próximo capítulo a fic entra mesmo na fase final, então esperem fortes emoções pq é o que TODAS vcs esperam. Por isso aguardo comentários, favoritamentos e novas recomendações. Hahahaha. Provavelmente postarei no final de semana, amo drama e ação, mas fofolindeza é muito mais fácil de escrever. Beijos.