Do Singular Ao Plural

25 Cavalo de Tróia


Notas iniciais
Oi.

Tenho algumas coisa pra falar: Lembram que capítulos atrás eu pedi para vcs suporem que ninguém soubesse que o Rhodes era o Patriota de Ferro? É por causa desse capítulo. Bem, ninguém do 'povo' sabia quem estava por baixo daquela armadura.

Na hq o Rhodes não é nem nunca foi o Patriota, o Patriota é um 'personagem' criado pelo Norman Osborn para fins específicos. E aqui ele vai voltar para o dono. Criei uma forma mirabolante para tanto.

Dito isso, vamos ao capítulo.

Acabei de escrevê-lo, portanto desconsiderem qualquer erro de digitação e/ou concordância.

—Você...? Porque?— Tony ainda parecia não acreditar no que via.

—Porque não eu?— Carter rebateu.

—Porque você é o Secretário de Defesa dos EUA, seu dever seria zelar pela vida do homem a frete desta nação, e não...

—Nem tudo é o que parece, Sr Stark, e mesmo que eu ainda fosse o Secretário de Defesa talvez agisse da mesma maneira, afinal, foram anos dedicados à nação, e então aparece um grupo de gente esquisita usando uniformes reluzentes, e todo o trabalho das forças armadas é desacreditado. O Presidente estava prestes deixar a segurança do país nas mãos de um homem que até alguns anos vivia caindo de bêbado sem se comprometer com coisa alguma.— Tony mantinha o cenho franzido, como se estivesse fazendo força para entender o que Carter queria com aquele discurso —Você não compreende, não é? O Major Carter que você conheceu não está mais aqui. Eu sou outro, literalmente outro e ninguém notou.— Carter segurava as grades enquanto encarava Tony.

—Isso não faz nenhum sentido.— Tony manifestou-se.

—Tudo está acontecendo bem debaixo do seu nariz, diante dos seus olhos e você não percebeu. Nós achamos que depois da invasão Chiaturi, os humanos estariam alertas, mas não.— Carter deu um sorriso lateral.

—Chega de meias palavras, chegas de charadas.— Tony enfiou as mãos através da grade e o pegou pela camiseta —Do que você está falando?!

—Estou falando...— a voz de Carter mudou —...Que o universo é maior do que vocês humanos imaginam, e está cheio de ameaças que nem você, nem os seus amigos super-heróis não podem prever.

—Quem é você?— Tony perguntou.

—Eu posso ser quem eu quiser: o Presidente, a Primeira-dama, seu melhor amigo, sua esposa, você ou o Major Nathan Carter.— a cada nome citado ‘Carter’ se transformava naquela pessoa, deixando Tony perplexo.

—Um metamorfo, mas...como?— Tony piscou duro algumas vezes.

—Metamorfo não, Sr Stark, um Skrull.— a criatura havia abandonado a forma humana e assumido quem realmente era, um ser de pele verde, com o queixo protuberante cheio de saliências e orelhas pontudas, seu corpo era coberto por uma macacão roxo.

—O que você...vocês querem?— Tony perguntou —Já lidei com extraterrestres antes, você não se deixam derrotar tão facilmente, não se deixaria capturar assim.

—Às vezes as vitórias requerem sacrifício.— disse a criatura —Só me deixei capturar porque outra humano descobriu quem nós somos e o que queremos, e não me importo em frustrar a nossa incursão no seu mundo, se isso for derrubar você.

—Existem outros além de você infiltrados aqui, Jeremy Nollan e um de vocês? O que vocês pretendem, dominar o planeta?

—A resposta é sim para todas as suas perguntas.— respondeu a criatura —Mas quanto ao dominar o planeta, creio que não vá acontecer, como eu disse outra pessoa nos descobriu.

—Quem?!— Tony esbravejou e o segurou novamente.

—Tente pensar no último humano que você desmoralizou.— disse o Skrull —Pensou? Agora imagine que nos últimos meses ele tenha imaginado uma forma de te dar o troco e que eu tenha dado todas as ferramentas para ele te desmoralizar e tomar o seu lugar.

—Ninguém vai tomar o meu lugar.— Tony disse altivo.

—Quem vai querer um herói incapaz de proteger o país?— ao perguntar isso as luzes do corredor mostraram-se instáveis, deixando Tony alerta —Eu arremessei a bola, o taco está com Norman Osborn, corra, Tony Stark, o jogo acaba de começar.

Quando o skrull terminou a sua fala, as luzes piscaram novamente, e uma explosão foi ouvida, um clarão foi visto através das pequenas janelas de ventilação e Tony começou a correr pelo extenso corredor em direção a saída.

—Jarvis, eu quero a heartbrecker me esperando assim que eu sair desse túnel.— Tony ordenou. A heartbrecker era a armadura com o maior poder de artilharia.

Ela já está a caminho, Sr.— Jarvis prontamente respondeu —Devo contatar a SHIELD?

—Talvez não seja preciso.

Sr, de acordo com os dados que obtive os skrulls são uma civilização extraterrestre que vivem em colônia, sua estrutura organizacional equipara-se a uma colmeia, ou seja...— enquanto Tony conversava com o skrull estava mentalmente conectado com Jarvis, por isso, o AI pesquisava sobre tudo o que seu criador ouvia.

—Basicamente, eles são operários subordinados a uma abelha-rainha.— Tony completou.

Eles só agem sob as ordem dessa líder, certamente ela está em Washington essa noite.— Jarvis constatou —O Sr deve identificá-la e liquidá-la, e todos os skrulls que estiveram na atmosfera terrestre padecerão.

—Na teoria parece fácil.— Tony resmungou.

Quando enfim, chegou à área externa do prédio onde deparou-se com alguns seguranças do governo, que logo se transformaram, então, viu-se cercado de pelo menos uma dezena de criaturas iguais a que confrontara verbalmente minutos atrás.

—Jarvis, a... — antes de terminar seu pedido a Heartbracker chegou ao local e envolveu todo o seu corpo —Podem vim.— fez sinal com a mãos.

Os skrulls avançaram sobre Tony e começaram uma batalha, o homem de ferro sabia que aquela era só a primeira da noite, e que aquilo tudo era somente para atrasá-lo. Disparou com os repulsores contra alguns e derrubou outros no combate corpo a corpo, então viu-se livre para seguir para a Casa Branca, com certeza lá era o foco da invasão skrull, já que o congresso havia sido interditado após o atentado durante a tarde, e não estava errado.

Ao sobrevoar a Casa Branca viu dezenas de criaturas verdes trajando macacões roxos, ao pousar no jardim da residência presidencial viu-se cercado de novos oponentes, e aqueles eram mais hostis, suas armas eram maiores. Assim como a sua armadura, as armas skrull disparavam raios repulsores só que num tom arroxeado, por sorte, depois da invasão chiaturi Tony procurou aprimorar o material com o qual criava as suas armaduras, era um metal muito mais resistente, mesmo assim, não podia dar-se ao luxo de deixar-se atingir pelos alienígenas.

Enquanto enfrentava o exercito alienígena no jardim, viu uma armadura rasgar o céu, não poderia ser Rhodes, já que àquela hora ele estava se recuperando em Malibu. Assim que abateu os skrulls que o prendiam no jardim Tony conseguiu adentrar a Casa Branca, ao chegar ao salão oval lutou com dois skrulls que guardavam o local e conseguiu salvar o presidente e a primeira dama.

—Melissa, eles estão com a minha menina.— a primeira-dama disse visivelmente abalada —Por favor, salve a minha filha.— ela chorava.

Pelo estado de desespero de Bellamy Grant, Tony concluiu que aquela mulher não poderia ser um skrull disfarçado.

—Eles também estão com o meu assessor...

—Jeremy Nollan é um deles, Sr.— Tony infromou o presidente Fitz —Na verdade eu não sei em quem confiar nessa situação, você e sua esposa podem ser um deles.

—Eu não sou igual a essas criaturas que invadiram a Casa Branca, eu...

—Vocês estão perdendo tempo, eles estão com a minha filha, nossa filha, Fitz, a nossa menina!— a primeira-dama esbravejou —Enquanto vocês debatem eu vou encontrá-la.

—A Sra não vai a lugar algum, não é seguro.— Tony a impediu de deixar a sala, mas a mulher insistiu em segui-lo então acabou cedendo.

Tony deixou o salão oval escoltando presidente e sua esposa, precisava levá-los para um local realmente seguro, passavam pela sala principal, estavam prestes a sair quando a primeira-dama ouviu a voz de sua filha no corredor a garota gritava e chorava, desesperada chamava pelos pais, qualquer mãe que ouvisse aquilo não ficaria passiva, Bellamy Grant acabou correndo em direção a voz da filha, ficando frente a frente com Jeremy Nollan e dois skrulls que seguravam a menina.

—Soltem a minha filha imediatamente!— bradou a primeira-dama.

—Você não está em condição de exigir nada.— o skrull travestido de Jeremy Nollan tomou sua forma real, fazendo a primeira-dama recuar alguns passos. Tony prontamente atirou nele na tentativa de pôr um fim naquilo tudo, mas infelizmente não era aquele o líder. Outros skrulls surgiram, enquanto os dois que seguravam as garota a faziam de escudo. Tony abateu alguns tomando cuidado para não ferir Melissa.

—Você derruba um e outros surgem, parece um enxame de maribondos. — observou o presidente.

—Pare de atirar ou nós mataremos a garota.— disse a criatura verde.

—Papai, diga para ele parar!— suplicou a garota, e então um disparo atravessou a sala e atingiu o estômago da menina, as criaturas a soltaram e a garota foi ao chão.

—Você matou ela, matou a minha filha!— Fitz gritou para Tony, enquanto sua esposa correu na direção de Melissa.

—Não fui eu quem atirou.— Tony replicou.

—Eu atirei.— disse uma voz grave vinda da porta principal. Ao olharem na direção da voz viram alguém trajando uma armadura idêntica a do Patriota de Ferro —Ela não era a sua filha. É a líder deles.— disse ao se aproximar, a criatura definhava e aos poucos tomava a sua forma original, e todos os outros skrulls estavam padecendo também.

—Onde está a minha filha, eu quero vê-la, por favor diga-me que ela está bem?— Bellamy levantou.

—Sua filha está segura, está lá fora com o seu assessor e todas as outras pessoas de quem os Skrulls haviam roubado a identidade.— Norman informou —Precisamos mandar uma equipe de resgate ao cativeiro há pessoas debilitadas lá, com certeza estavam presas há dias, entre elas está Nathan Carter, o secretário de defesa.

O presidente e sua esposa saíram em disparada em direção ao jardim da Casa Branca, precisavam se certificam de que o que ouviram era verdade, ninguém atentou ao fato de que o herói que surgira usava a réplica da armadura do Patriota de Ferro, quer dizer, ninguém além de Tony.

—O que você pensa que está fazendo, Norman Osborn?— Tony perguntou ao abrir seu capacete.

—Salvando o dia, e me consagrando.— Norman que também havia aberto seu capacete deu um sorriso de escárnio.

—Você não é um herói.— Tony rebateu —Você é um oportunista.

—Você também, basta fazer uma análise de como você atingiu o status que tem hoje.— contrapôs Norman.

Os dois homens encaravam-se duelavam com as palavras no meio daquela sala cheia de skrulls abatidos.

—...Depois de hoje, talvez estejamos merecendo uma semana em Camp David.— a voz grave do presidente Fitz fez-se presente na sala.

—Um mês.— Melissa replicou.

—Seu pai não pode se ausentar por um mês, meu anjo.— a primeira-dama beijou a têmpora da filha.

—Eu quero agradecer a você por ter salvado a minha vida.— Melissa disse a Norman.

A garota tinha olheiras fundas, seus cabelos castanhos estavam ensebados, seu rosto sujo, estava num estado lastimável, assim como o jeans e a camiseta encardida que usava, mas seu olhar era doce, um sincero olhar acinzentado.

—Na verdade, temos muito o que agradecer aos dois.— Bellamy reconheceu.

—Nollan, você está dispensados considere-se de folga até segunda ordem, diga o mesmo aos outros que estava sob o domínio dos skrulls.— desse Fitz.

—Mas Sr, o jardim está tomado por criaturas verdes, aqui não é diferente, a Segurança Nacional deve ser avisada para dar um jeito na situação.— replicou —Talvez aquela agência especializada nesse tipo de assunto a...SHIELD.

—Eu mesmo cuido disso, antes tenho um assunto a tratar com os nossos heróis aqui.— o presidente informou —Suba com Melissa, ela precisa de um banho. Arrumem as malas, sairemos em breve.— Fitz disse a sua esposa —Vocês dois, sigam-me.— disse para os homens de armadura, Tony saiu de sua armadura e segui o presidente, Norman não podia fazer o mesmo a tecnologia de sua vestimenta era infinitamente inferior a de seu concorrente.

—Como você sabia que a líder...?

Skrull— disse Tony.

—Como você sabia que a líder skrull, havia tomado o lugar da minha filha? — o presidente perguntou para Norman, ao chegarem ao salão oval.

—Foi por acaso— Norman respondeu —Durante o baile no MET semana passada eu estava no banheiro quando dois homens entraram e começaram com uma conversar estranha, acho que eles acreditavam estar sozinhos no local.— Norman mentia quanto a consequência de sua descoberta —Ouvi a conversa alheia e não me orgulho disso, mas foi fundamental para o sucesso da operação. Desde aquela noite passei a seguir os passos dos supostos Nathan Carter e Jeremy Nollan...

—Porque a armadura?— Tony perguntou.

—Bem, eu não poderia me expor, sou só um cidadão comum que descobriu algo grave, fui até um engenheiro e pedi algo que me protegesse e ao mesmo tempo fosse um meio de transporte veloz, as cores foram coincidência, acho que o rapaz era fã do Patriota de Ferro.— Norman respondia como se tivesse a melhor das intenções, mas Tony sabia que havia algo muito escabroso em tudo aquilo —Aceitei o papel por saber que a maioria dos heróis não possuem um rosto que os identifique, faria o meu trabalho anonimamente. Eu vi quando esta tarde o suposto Carter atentou contra a vida do Sr Stark e do Tenente Rhodes, tentei impedir, mas falhei, mesmo assim, permaneci aqui em Washington, consegui capturar um alienígena que me disse sobre o plano e me deu as coordenadas para chegar ao cativeiro onde estavam a sua filha e os outros...

—Você quer que nós acreditemos que do nada um extraterrestre lhe deu todas as informações do plano de invasão da Terra?— Tony acusou.

—O Sr não precisa acreditar em nada Sr Stark, mas se eu não tivesse chegado você ainda estaria naquela sala atirando em alienígenas.— Norman rebateu.

—Sr Osborn eu agradeço a sua frieza e sua audácia, e gostaria de saber se a partir de hoje você gostaria de ser o rosto do Patriota de Ferro?— o presidente perguntou.

—O Patriota é o Rhodey.— Tony disse perplexo, nunca gostou que seu amigo fosse o cachorrinho de estimação do governo, mas era melhor do que dar credibilidade a alguém mau-caráter como Norman.

—Não, não é, e você sabe disso.— Fitz rebateu —O Patriota nunca teve um rosto, o Patriota de Ferro é um soldado, alguém que trabalha para zelar por mim e pelo povo...

—O povo não precisa dele, eu estou aqui, o Rhodey, Os Vingadores...

—Os Vingadores?— Fitz perguntou irônico —Não vi nenhum Vingador essa noite, uma vez garantiram que eles apareceriam caso fossemos coagidos novamente, o dia chegou e nada aconteceu. Há meses o governo estudou uma forma de manter contato com os heróis, a SHIELD se negou a nos ajudar, e veja no que deu. A invasão desses skrulls poderia ter tomado proporções catastróficas, não estamos sozinhos no universo Sr Stark e quanto mais gente para nos proteger melhor.— com aquela frase Fitz consagrou Norman Osborn como o Patriota de Ferro.

O Presidente Fitzgerald Grant pediu que Norman deixasse a sala, a conversa com ele havia terminado. Osborn não se opôs, deixou a sala de bom grado havia concluído seu primeiro objetivo. O reconhecimento. Agora precisava concentrar-se em seu segundo plano desmoralizar Tony e colocar as mãos no Brave, sabia que das duas coisas ter acesso ao soro seria o mais difícil, o skrull com o qual encontrou-se durante a semana já o havia alertado.

—Eu queria que você aprimorasse a armadura do Patriota de Ferro.— Fitz pediu a Tony.

—Não farei isso, se me negava quando o meu amigo era quem se arriscava sendo o Patriota não será agora que farei.— Tony replicou.

—Deu pra perceber que você e o Sr Osborn têm problemas pessoais mal resolvidos, mas agora vocês jogam no mesmo time.

—Norman Osborn é um mau-caráter, presidente, um homem que adulterava medicamentos para enriquecer ilicitamente. Não acreditei em nada do que ele disse aqui. Se ele tinha as informações porque não o procurou e o alertou?

—Você fala como se você e os seus amigos da SHIELD me deixassem a par de tudo o que fazem. Entenda, Sr Stark, eu não acreditei em tudo o que Norman Osborn me disse, mas qualquer pessoa que tenha salvo a minha vida, da minha esposa, ou de um dos meus filhos merece crédito. Dei credito ao novo Patriota de Ferro, e em nenhum momento desmereci o seu trabalho essa noite, mas, talvez se não fosse ele a minha filha não estivesse de volta.— Fitz explicou.

—Eu espero que o Sr não se arrependa por ter dado asas a uma serpente.— Tony disse.

—Eu também espero não me arrepender.— o presidente disse quando Tony deixava o local.

Ao chegar à sala ignorou os agentes da SHIELD e do governo que àquela altura estavam em meio a uma faxina, vestiu sua armadura e voo para um lugar onde sempre buscava apoio depois de dias difíceis como aquele. Os braços de Pepper Potts.

Três semanas depois

Tony passou as últimas semanas numa batalha pessoal com Norman Osborn, queria a todo custo provar que aquele homem não era digno de confiança. Depois de duas semanas em recuperação Rhodes voltou ao seu trabalho na base, e o Máquina de Combate tornou-se o braço direito do Homem de Ferro, era uma dupla quase imbatível. Quase. Às vezes as ocorrências aconteciam na calada da noite e em lugares ermos, coincidentemente, quem sempre atendia a essas missões era o Patriota. Tony começou a suspeitar que fosse uma armação de Norman para sobressair-se como herói, mas não podia provar as suas suspeitas, então, as partilhava apenas com Rhodes. A verdade era que pouco a pouco o Patriota de Ferro se consolidava como super-herói. Tanto que o presidente Grant fez questão de anunciar à nação quem era o homem por debaixo daquela armadura com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

Era 1º de agosto, tiros foram disparados no Congresso Nacional e um carro bomba foi encontrado na garagem subterrânea de um prédio do governo em Capitol Hill. Não foi nenhuma surpresa para Tony quando milagrosamente, o Patriota de Ferro salvou o dia antes que ele tivesse tempo de chegar ao local. Como na maioria das vezes depois de atentados terroristas o presidente convocou uma coletiva para acalmar a população, segundo o assessor da presidência essa era a melhor forma de convencer o povo de que tudo corria bem. Uma artimanha que sempre funcionou.

No entanto, no dia seguinte, o presidente abandonou o protocolo, convocou uma nova coletiva, naquela tarde de sexta-feira, apresentou o Patriota de Ferro como o novo herói da nação.

—O Patriota de Ferro sempre foi um herói que preferiu os bastidores...— começou o Presidente Grant —...No entanto creio que o povo americano merece conhecer o rosto de seus heróis. Portanto, apresento-lhes, Norman Osborn, o patriota de Ferro.— Norman abriu seu capacete deixando o seu rosto exposto ao flashes.

—O Patriota de Ferro e Norman Osborn sempre foram a mesma pessoa? — perguntou um jornalista.

—Não.— Fitz respondeu —O Patriota era um soldado, não expor a sua identidade era ter a certeza que ele sempre existisse.

—Podemos dizer que, diferente do Homem de Ferro o novo Patriota defenderá os interesses do governo americano?— perguntou outro jornalista.

—Nós dois somos heróis e lutamos por um bem comum.— Norman respondeu.

—Há alguns meses, Tony Stark entrou no ramo da biotecnologia, todos sabem que você é dono de uma das maiores indústrias farmacêuticas do pais, a sua incursão nesse novo universo seria um revide? Um invadindo o espaço do outro?

—Em hipótese alguma.— Norman mostrou-se veemente —Os EUA são a maior nação do planeta, a mais visada por terroristas. Vivemos sob ameaças constantes, ameaças que o homem de ferro não pode prever sempre. Não estou aqui para competir com Tony Stark, vim para agregar.— Norman concluiu convencendo todas as pessoas naquela sala de suas palavras.

Desde que Tony expôs o escândalo dos anticoncepcionais adulterados, Norman passou meses confabulando seu plano para desmoraliza-lo, agora começava a colocá-lo em prática. E os ventos sopravam a seu favor, afinal, no dia do baile estava no lugar certo na hora certa, no dia em que Rhodes renunciou o ‘cargo’ de Patriota de Ferro surgiu outro homem disposto a ocupá-lo. Agora Norman Osborn desfrutaria daquele status, até que Tony provasse que ele não era o herói que todos acreditavam que ele era.

Notas finais
Capítulo bem mais ou menos, mas necessário. Espero que não tenha ficado confuso.

Acho que nunca escrevi um capítulo onde a Pep não desse o ar da graça, senti saudade dela. Hahahaha.

Pra quem é Pepperonymaníaco já aviso que os próximos capítulos prometem momentos fofos entre o nosso casal, mas não vou dizer o motivo.

Comentem se puderem e aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Beijos.