Diário De Uma Bitch
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Passou-se um bom tempo, eu me levantei devagar e fui andando na ponta do pé até a cozinha, estava morrendo de fome, abri a geladeira e vi uma tigela cheia de musse de limão, na mesma hora minha barriga praticamente gritou, sem pensar duas vezes peguei o musse e qualquer colher que achei no escorredor de louça e comecei a comer, sem nem ao menos colocar uma porção de musse em um pote separado.
Depois de comer praticamente o musse inteiro, abri um pacote de bolacha salgada e comi uma e depois me servi com suco de laranja, que por sinal estava azedo demais. Peguei minhas roupas que estavam largadas por aí e as vesti, escrevi em um bilhete, '' Foi um prazer em conhecer'', colei na geladeira e saí da casa, ainda na ponta do pé. Abri a porta de casa e entrei, minha irmã estava sentada no sofá com ódio em seus olhos, passei em sua frente rebolando, ela puxou meu pulso e se levantou, ficamos cara a cara, como dois lutadores de UFC.
– Tira as patas de mim cachorra. — eu disse me soltando dela.
– Você vai arrepender por tudo que você fez, até por ter nascido! — ela disse com o olhar fixo ao meu.
– É o que veremos. — respondi retribuindo o olhar.
Subi as escadas, degrau por degrau, jogando meu cabelo de lado. Ao chegar no meu quarto, me deitei na minha cama e acabei dormindo, estava exausta e amanhã ainda ia ter aula. Quando acordei já estava escuro e um laser vermelho percorria pelo meu quarto. Me joguei da cama e vi que o laser vinha da janela e fui até ela. O vizinho estava lá com o laser na mão, fechei a cara e ele desligou aquela luz vermelha irritante.
"Qual seu nome?" estava escrito em uma sufite. Peguei uma folha e escrevi "Carol, e o seu?", ele respondeu "Alexander, você me deve um copo de suco, musse de limão e bolacha de água e sal'', peguei uma folha e dei um meio sorriso e escrevi " Não se deve comida, mas se você quiser posso te visistar e te devolver tudo o que peguei" ele sorriu, entendendo a irônia e escreveu " Está convidada".
Joguei a sufite de lado e tirei minha camiseta, peguei a que estava ao lado e a vesti. Fechei a janela e mandei um beijo para ele, comecei a arrumar meus materiais de escola e a revisar a matéria. Passados alguns minutos, fiquei com fome e desci para comer alguma coisa, peguei um pacote de bolacha, meu celular bipou, uma nova mensagem do Marcos.
" Vi você saindo da casa daquele cara, logo agora que pensei que podíamos começar algo sério, logo agora que me apaixonei de verdade, mas saiba que um com ódio pode fazer grandes estragos, te cuida!"
Ergui a sobrancelha e fiz biquinho, madei um emoction com um rostinho feliz, mandando um beijo para ele. Preparei um leite, para poder acalmar os animos, quando olhei para janela vi Alexander e um grupinho juntos, todos com cigarros e bebidas nas mãos. Ele me viu olhando deu sorriso malicioso, chegando a ser sinistro e se virou. Terminei de beber meu leite e me virei para porta, minha irmã estava sentanda na mesa e com uma faca de cabo branco exatamente a sua frente. Ergui as duas sobrancelhas e subi para meu quarto, trancando a porta, fui até a janela para fechá-la direito e quando olhei bem para janela de Alexander vi a lente de uma camera reluzir na luz da lua, em meio a uma chuva de cortinas.
Fechei as cortinas bem fechadas e tranquei as janelas, me deitei e fiquei de olhos abertos o resto da noite, parecia até um complô contra mim. Fiquei pensando em como agiria em cada caso e quando o sono bateu, meu despertador tocou. Me levantei, tomei um analgésico e tomei meu banho. Vesti uma regata apertada verde musgo, uma jaqueta de couro, calça jeans preta e um salto alto preto. Joguei meu cabelo de lado, coloquei uns brincos e umas pulseiras, peguei minha bolsa e fui para escola sem pedir carona para ninguém, afinal é melhor pegar um táxi, pelo menos tenho dinheiro.
Saí de casa e vi que Alexander saia de sua casa com olhos vermelhos, dentro de um carro, ele me olhou, eu sorri amarelo e ele deu o mesmo sorriso malicioso e sinistro e fechou o vidro fumê, da BMW em que estava.
Vi um táxi vindo e parei em frente a casa dele, senti cheiro de maconha, e vi um cigarro mal escondido, dentro de onde fica as cartas, tampei minha mão com minha jaqueta e tirei uma foto do cigarro. Após tirar a foto acenei rapidamente para o taxista e disse o ponto exato em que queria estar.
Quando estavamos uma rua antes da minha escola, vi Marcos e seus amigos, todos conversando em grupo. Pedi para o taxista parar e entreguei-lhe o dinheiro. Desci do táxi e vi o que não havia somente eles por ali, o diretor conversava com eles, na verdade eles entregavam dinheiro na mão do diretor para que ele mudasse as notas. Peguei meu celular e comecei a filmar todos eles.
Assim que eles se dispersaram, esperei uns minutos e fui logo atrás. Ao chegar na escola, dei de cara com Alexander parado no portão, as garotas já a sua volta, todas com as roupas identicas as minhas e as delas. Fui andando rebolando até ela.
– Garotas estúpidas! — Bia disse — Não é assim que se conquista, eu vou ser a primeira a ficar com ele!
– Na verdade a segunda, eu fui a primeira, ele é meu vizinho e nós ficamos lá na casa dele.
– Vocês... Jogaram ping pong? — Bia perguntou
– Sim! — disse sorrindo — Mas irei te poupar dos detalhes, afinal você não precisa saber, sem contar que estou exausta, vamos entrar!
Bia deu um meio sorriso e entrou comigo. Marcos ficou me encarando do outro lado da rua, quando ia entrar na pela porta, me virei rodando na ponta do meu salto e mandei um beijo para Marcos. Rodei na ponta dos pés e entrei na escola. As três primeiras aulas que se passaram foram um saco, já sabia da matéria e as garotas vinham puxar assunto, sendo que estava sem paciência para ouvi-lás falando.
Ao bater o sinal para o intervalo, terminei a atividade de História e entreguei para professora. Peguei minhas coisas e as organizei dentro da minha bolsa, não havia mais ninguém na sala, quando ia sair Marcos bateu na porta.
– Com licença garota. — ele disse dando um passo a frente.
– Toda! — disse jogando minha bolsa de lado, deixando-a sobre a mesa do garoto que sentava logo atrás de mim. — Em que posso ajudá-lo?
– Pode parar de me provocar, não sei que jogo você está jogando, mas acho bom parar!
– Se estou jogando, quem criou o jogo foi você!
– Ahh com certeza, tudo fui eu, não pode superar o passado?
– Eu superei, mas não existe nada pior do que uma MULHER com ódio!
– Não jogue o feitiço contra o feiticeiro!
– Não pense que você tem o controle.
– Você pode acabar se machucando com esse seu jeito.
– Não tenha tanta certeza!
Peguei minha bolsa e fui sair andando, ele pegou no meu pulso, me empurrou contra ele e sussurou em meu ouvido '' Muito cuidado, nunca sabe-se o dia de amanha'', ficando estressada puxei ele contra meu corpo e sussurei em seu ouvido '' O dia de amanhã não se sabe, mas o preço de uma nota para um diretor sim né?''.
Marcos me soltou na mesma hora e arregalou os olhos. Pisquei para ele e sai andando. Chegando no refeitório vi Bia se esgueirando com Alexander, fui até eles.
– Veja se não é Carol, a vizinha mais legal que já tive! — Alexander disse sorrindo.
– É muito legal te ver também Alexander, mas preciso falar com a Bia.
– Não pode esperar? — ela disse abraçando mais o braço de Alexander.
– Você sabe que eu detesto esperar! — disse olhando no fundo dos olhos dela.
– Mas Carol... — ela disse
– Vamos logo, ele pode esperar! — disse puxando ela.
Contei o que houve dentro da sala de aula.
– Você está certa em fazer o que fez! — ela disse
– Se quisesse alguém para me falar que estou certa perguntava a qualquer ótario dessa escola! Mas tabom, volta pro seu cara que eu vejo o que faço para segurar a rédea desses cavalos indomados!
– E quem seriam eles? — Alexander perguntou sussurando em meu ouvido.
– A maioria e ... — disse me virando, deixando nossos corpos grudados, e nossas bocas a poucos centímetros de distância — Você!
Dei um leve tapa em seu ombro e saí andando. Bateu o sinal e as três últimas aulas passaram como as primeiras, lentas e chatas. Quando o sinal de saída bateu fui a última a sair e quando olhei para trás Alexander apareceu. Começos a ficar dentro da sala, rolando entre todas as mesas, joguei ele em cima da mesa do professor e subi em cima dele, beijando-o ardentemente, dando impulsos com o corpo para frente e para trás. Pulei de cima dele, peguei minha bolsa, arrumei meu cabelo, limpei o batom borrado e disse:
– Não vai rolar.
Saí andando, deixando-o falar sozinho. Quando saí da escola meu celular bipou, uma nova mensagem de um número anônimo.
" Parabéns pelo seu reinado como vadia, mas quando a estrela brilha forte demais, logo seu fogo apaga. Sua vida será um inferno agora, nos vemos em seu interro minha querida!
P"
Olhei em volta e vi todo mundo com celular na mão, me virei para esquerda e vi uma pessoa de máscara e moletom preto entrar dentro de uma land rover, que foi devagar até ficar em minha frente, quando olhei para aquele vidro preto o carro saiu cantando pneu.
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