Diário De Uma Bitch

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Oie!!!! Bom, esse capítulo ficou curto, mas espero que curtam... Obrigada a quem passou a acompanhar, favoritar e por todas os comentários!


Cheguei em casa um pouco mais cedo, por ter ido de táxi e ter parado na porta dos fundos da minha casa. Entrei sorrateiramente, para ninguém saber que havia chegado, afinal depois de tudo aquilo, não queria discutir tão cedo, só queria saber quem me mandou aquelas mensagens, e não podia ligar para policia, afinal muitas coisas minhas estão em jogo, sem contar que poderia ser alguém infiltrado na policia.
Tirei meus sapatos e fui subindo as escadas na ponta dos pés. Quando parei no final da escada, ouvi vozes saindo do meu quarto, Alexander e minha irmã conversavam, " Posso fazer a cabeça da minha mãe" minhas irmã dizia. " Com aqueles vídeos ela está morta!" ele dizia. Desci as escadas na ponta dos pés e me escondi embaixo dela, onde ficava a dispensa de comida.
" Vamos embora, antes que ela chegue!" minha irmã disse descendo as escadas com Alexander ao seu lado, enquanto Alexander descia, o pendrive em seu bolso escorregava, até que pulou de seu bolso, assim que caiu, peguei ele, antes que caísse no chão.
" O que acha de irmos no shopping?" ela perguntou, " Claro", ele disse. Assim que eles sairão de casa, esperei até o barulho do carro estar distante. Fui até o quarto dela e peguei seu notebook, já sabia a senha. Conectei o pendrive, vi que havia vídeos do dia em que eu e Alexander ficamos juntos, e de montagens minhas fumando.
Sem pensar duas vezes, deletei todos os arquivos do pendrive e dei uma limpa no notebook da minha irmã. Desci até a cozinha e joguei o pendrive dentro do liquidificador ligado. Peguei uma peruca verde que tinha do halloween e a coloquei, passei maquiagem total black nos olhos, passei sombra roxa na bochecha e corretivo para pele branca na boca. Vesti um sobretudo rosa pink e coloquei luvas pretas, com botas pretas que tinha na minha época feia.
Fui até a casa dele, vendo que o cachorro estava preso, fui até seu computador que estava em modo de espera. Deletei todos os arquivos do computador dele, mas quando a formatação estava quase no final, ouvi um barulho de carro cantando pneu na rua. Olhei pela janela e sai correndo pelas portas do fundo, quando mirei a porta, vi uma câmera, sem olhar para ela, apontei a mão e mostrei o dedo do meio. Abri a porta e saí correndo, vi um caminhão de lixo e pulei nele, com um lixeiro me xingando, por não poder fazer isso, assim que o caminhão parou um pouco longe da casa de Alexander, tirei a peruca, o sobretudo, a bota e a luva e joguei tudo dentro do caminhão de lixo.
Fui correndo até a minha casa, chegando nos fundos respirando tão fortemente que doía os pulmões. Me acalmei e comecei a chutar a terra do jardim e a pegá-la com a mão, arranquei uma rosa do jardim e entrei em casa. Alexander e minha irmã estavam descendo as escadas.

– Alex? — disse fingindo ter brilho nos olhos, dando um largo sorriso apaixonado — O que está fazendo aqui?

– Ahm... Sua irmã quis me apresentar a casa, eu vim aqui depois que sai da escola... Queria conversar sobre o pequeno incidente na sala.

– Que incidente? — minha irmã disse olhando para mim com os olhos semi-cerrados.

– Segredo! — disse encostando o dedo indicador na boca, como sinal de silêncio — Shhh!

Minha irmã deu um largo sorriso, como se a guerra já estivesse sido vencida, sendo que ambos sabemos que não se deve contar vantagem antes da hora. Ergui uma sobrancelha, dei um sorriso torto e fui para meu quarto, peguei todos os materiais de limpeza e comecei a limpar meu quarto, jogando todos os ursinhos de pelúcia fora. Não havia uma câmera, até onde vi. Tranquei meu quarto e fechei as cortinas, afastei a cama e coloquei todas as provas que tinha contra minha irmã e todos os outros dentro de uma parte falsa da minha cama. Troquei de roupa e abri as cortinas e a porta.
Quando abri a janela que dava de frente com a casa de Alexander ouvi um grito vindo da casa dele, mais um rugido do que um grito normal, ele abriu a janela chorando de ódio, louco de raiva, olhei para ele com a maior cara de sonsa, pondo a mão na boca, imitando até um tremor, ele abaixou a cabeça e sussurrou desculpe, virei de lado, peguei minha jaqueta de couro, fechei as janelas, trancando-as e tranquei a porta do meu quarto, descendo as escadas.
Saí de casa pelos fundos, quando olhei para o jardim vi uma cruz vermelha virada de ponta cabeça. Meu celular tocou, apertei para ver a mensagem que havia recebido
" Uma cruz pela sua morte, de ponta cabeça porque você vai pro inferno!
P"

Peguei a cruz a beijei e a joguei pro alto. Joguei meu cabelo de lado e sai rebolando, sentei no banco do ponto de táxi, enquanto esperava o táxi, vi que um carro preto, com vidros fumê, se aproximava, o vidro da janela da frente se abriu, e a única coisa que vi, foi uma pessoal de capuz preto com uma arma na mão. Me escondi atrás de uma árvore, que ficava ao lado do ponto de táxi. os tiros continuaram e dei muita sorte de nenhum ter sequer encostado em mim.
Um táxi se aproximou do ponto, vindo em alta velocidade. O carro preto tratou de sair correndo. Acenei para o táxi e dei as coordenadas ao taxista.
Descendo do táxi, entrei na delegacia rapidamente e fui direto na mesa do policial Enzo, ele estava na cafeteria, mas mesmo assim sentei na sua mesa, levantando muitos olhares perplexos, para mim mesma. Enzo me viu e arregalou os olhos.

– Saí da minha cadeira agora, ou eu te dou uma boa detenção! — ele disse com raiva.

– Ótimo, não seria a primeira vez que da detenção para uma menor, se bem que a detenção da Laura não foi bem assim ...

– Cala a boca! Você prometeu nunca mais tocar nesse assunto!

– Nunca até estar metida em problemas! — disse pegando o café da mão dele.

– O que aconteceu? — ele perguntou impaciente, me levando para sua sala.

– Acontece que tem um maníaco ou maníaca me ameaçando de morte e me atacou hoje, não que esteja com medo, mas preciso de uma arma, já sei atirar, então só preciso da arma e das balas.

– Sem chance! Se descobrirem que eu dei uma arma para uma menor...

– Pior se descobrirem do seu caso com uma menor! E que caso, que você "sem querer" matou e ameaçou não é?

– Olha aqui! — ele disse pegando no meu pescoço me jogando na parede. — Se você citar isso de novo eu vou TE matar.

– Uauuuu! — disse pondo uma língua no dente — Você fica tão sexy quando ta bravo.

Subi uma perna nos quadris dele e o joguei em cima da mesa, ficando de quatro em cima dele e disse sussurrando em seu ouvido, quando já estava claramente excitado:

– Você não pode contra mim! — disse me levantando — Sabe por quê? Porque gravei nossa conversa e tenho muitas mais provas, seu segredo por uma arma.

Ele me encarou com ódio no olhar, se levantou e tirou do seu cinto, sua arma.

– Está totalmente carregada! — ele disse entregando-me sua arma. — Dê sorte que estou de bom-humor.

– Hahaha, correção, eu te deixei de bom-humor.

– Isso não acaba aqui.

– Está me ameaçando? — perguntei olhando para ele de cima a baixo. Ele se parecia muito com aquele ator Henry Cavill. — Eu que sei dos segredos...

– Não estou falando sobre segredos. Estou falando de sexo, afinal você como ninguém sabe que gosto de garotas mais novas!


Ele me jogou na parede e começou a me beijar, não minha boca, mas meu corpo, meu peito minha barriga, empurrei ele para longe, encarando-o com malicia. Alguém bateu na porta e ele se sentou em sua cadeira fazendo menção para que me sentasse também, me sentei e ele falou para que abrissem a porta, assim que abriram, acenei com a cabeça para ele e sai de sua sala.
Sai andando da delegacia com a arma em minha bolsa. Agora é hora de ir até meu tio, para que ele me emprestasse a casa de campo dele, que era em Londres. Peguei meu celular e mandei um sms para ele, para que nos encontrasse-mos no café que geralmente a gente visitava. Suspirei e saí andando, em direção da casa do Marcos, para poder atrair o máximo de informação possível que pudesse, afinal, charme é tudo, mas no mundo real conhecimento é poder! Enzo já estava em minhas mãos, pois havia gravado as últimas palavras dele para mim, o próximo seria Marcos e os próximos que levarei para o inferno eu iria escolher depois. Afinal, em uma coisa essa P acertou, com tudo que fiz posso não ir pro céu, mas serei uma lenda na terra, uma Perséfone! E todos aqueles que ousarem me desafiar serão meus servos.

"Nada que eu possa fazer para algumas pessoas é tão ruim quanto o que fizeram para mim, mas não pensem que isso vai me impedir de tentar."

VADIA NÉ? NEM O POLICIAL DEIXEI PRA TRÁS! ESSAS DOPPEKENGAS! HAHAHA SOU ÚNICA, MAS TÁ VALENDO!!!