Notas iniciais
Espero que gostem por que estou a meia hora tentando postar kkk
É a minha primeira fic no Nyah! e tals, mas eu posto ela no Spirit também.

- Minha pequena Alison, você deveria ir para o acampamento – minha mãe me disse me acariciando

Nessa época eu tinha somente 6 anos e não tinha a menor idéia do que ela estava falando, eu só assenti me sentindo segura nos braços da minha mãe. Segura e aquecida, como se, lá, nada pudesse me atingir. Meus olhos fechados e eu quase adormecendo, fiz a pior escolha que eu poderia fazer naquele momento.

-Lá talvez eu passe algum tempo sem ver você, querida – Minha mãe falou e eu percebi que sua voz estava diferente e seu rosto parecia molhado.

Naquele dia eu não percebi que ela estava chorando. Minha mãe nunca chorava, ela dizia que uma Greene não demonstrava fraqueza e me repreendia quando eu chorava. Ela sempre foi um exemplo de determinação, força, talento e tantas outras qualidades.

Alguns dias depois minha mãe desceu as escadas com uma mala na mão, e os olhos vermelhos. Ela parecia triste, mas não demonstrava tristeza enquanto falava comigo. Ela estava com sua cara rígida, de sempre, minha mãe poderia até parecer má e controladora, mas ela era muito mais amorosa que o esperado.

-Vamos pra onde, mamãe?

-Você vai para um acampamento especial, Alison.

Eu a olhei confusa em relação ao significado de especial, e percebi que ela não disse se iria comigo. Mamãe só disse que eu vou, não que nós vamos.

-Você não vem?

-Não posso, minha pequenina.

-Vai ser legal lá? – perguntei a Hazel e Leo, que me levavam para o acampamento.

- Muitoo – Leo disse, sorrindo – Temos até um dragão.

-Um dragão?! – Perguntei me lembrando dos dragões da algumas historias que minha avó costumava contar. – De verdade?

-Temos um dragão de guarda, o nome dele é Peleu. E um garoto que pode se transformar em um. – Leo olhou rindo para Hazel.

-Leo! – Hazel o repreendeu, mas também sorriu.

Passei uma boa parte da viagem rindo das piadas de Leo, até Hazel riu um pouco. Ela parecia cheia de segredos, mas também podia ser muito divertida. Fizemos uma viagem tranqüila até Nova York, chegando na cidade íamos pegar um taxi até Long Island, acho que o acampamento ficava lá. Os planos foram atrapalhados por duas mulheres com duas caudas de cobras (ou sei lá como isso se chama) cada uma. Eu fiquei paralisada olhando Leo e Hazel fazerem elas virarem pó, tipo, PÓ

-O QUE ERA AQUILO OU QUEM OU SEI LÁ? – gritei ainda surpresa e com medo e cansada e com e com fome e... sei lá.

-Dracaenae, elas eram dracaenae. – Hazel disse respirando ofegante por causa da recente luta.

Eu respirei fundo por causa do susto que as dracaenae me deram, eu pensei que minha mãe estaria brava comigo por não ter tentado ajudar. Eu só fiquei parada, apavorada, paralisada, olhando Hazel e Leo acabarem com aqueles monstros. Algum dia eu teria que fazer isso, e não teria tempo para ter medo. Seria um dos meus deveres como caçadora de sombras.

Seguimos o resto da viagem em um silencio incomodo, o que era horrível para alguém que tem TDAH. Pegamos um táxi até o acampamento com o Leo no banco da frente e eu e a Hazel no de trás. Balancei meus pés impacientemente o caminho inteiro. Nova York parecia incrível, mas eu não prestava muita atenção. Eu estava pensando em minha mãe, se eu a veria novamente. Era algo idiota, mas eu não pude evitar, eu estava com saudade dela e de todos.

- Aposto que você vai adorar o acampamento. – Hazel sorriu e me deu um soco fraquinho no ombro.

Eu sorri para ela e voltei a mergulhar nos meus pensamentos e acabei meio que adormecendo, devo ter dormido por uns 4 minutos, mas pareceu uma eternidade.

No meu sonho, havia uma menina de cabelos escuros, um ruivo bem escuro, aparentemente. Apesar de não parecer, eu sabia que era eu com uns 17 anos.

- Precisamos da sua ajuda. – Uma garota me dizia. – Valentim está reunindo poder e precisamos pará-lo

-Eu. Não. Ligo. – Disse dando ênfase a cada frase.

- Você precisa nos ajudar, Alison.

- E você está errada, Clary. Não depende de mim, não é meu dever e sim da Clave.

- A CLAVE NÃO VAI FAZER NADA! – A garota, Clary, gritou exasperada.

- Chega! – Eu disse e a imagem dela tremulou e sumiu. Joguei-me em um tipo de sofá, eu estava cansada desse papo de Clave e Valentim-vai-acabar-com-o-mundo-e-sei-lá-mais-o-que, minha mente estava quase explodindo por diversas razões incrivelmente irritantes e chatas e idiotas.

- Alison?Nós chegamos.

Abri meus olhos e me vi em um lugar que parecia uma colina, de algum lugar por dentro das árvores eu conseguia ver alguns campos de morango.

-Vamos por aqui, assim você poderá ver o dragão

-Não, Leo, o pinheiro de Thalia é por aqui. – Hazel apontou para o lado contrario.

-Não, você está errada.

Meu pai me reclamou na minha segunda semana no CHB, eu me mudei para o chalé de Hades. Era estranho morar lá, com Hazel e Nico, que eram muito mais velhos que eu (já que Hazel era para estar morta a décadas atrás e a historia de Nico ainda não fez sentido para essa ser aqui)

Aos onze anos entrei para a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, como muitos outros bruxos famosos, o chapéu seletor me mandou para a Sonserina. Comecei a passar o ano escolar lá e as férias no CHB, eu não tinha mais tempo para passar com minha mãe, o que nos separou por um bom tempo.

Revi-a aos treze quando comecei a ser treinada como caçadora de sombras, foi bom revê-la, mas nós tínhamos nos distanciado muito, depois disso ás vezes eu saia do acampamento para ir para minha aulas nas férias e continuei sem ver minha mãe.

Aos meus 16 anos, exatamente no dia do meu aniversario, minha mãe foi atacada por um demônio. Naquele dia eu ia passar o final de semana com ela por causa do meu aniversario e eu tinha resolvido passar as férias, que acabavam de começar, com ela e não no acampamento. A encontrei, os restos do que um dia tinha sido minha mãe, na cozinha do apartamento novo dela e foi quando conheci Clary e Jace, que estavam em busca do demônio que a matou, mas eu o achei primeiro e acabei com aquele demônio, por um tempo.

Notas finais
Gostaram? Continuo?