Difícil De Prender
34 Capítulo 34
Notas iniciais
Boa leitura!
- Sara, é perfeitamente normal ficar assustada depois do que acabou de acontecer – Olivia a olhava – não precisa fingir que está bem.
A futura jornalista passou as mãos pelos cabelos e pareceu buscar as palavras, antes de responder.
- É claro que eu fiquei assustada – tinha um olhar sério – Fiquei imaginando o que poderia ter acontecido se eu estivesse sozinha – engoliu – As coisas que acontecem com as pessoas que não encontram ninguém por perto para ajudar... – olhou para a irmã – Ele tinha um ar doentio... não se importa com as coisas que fez.
Ficaram em silencio por um tempo, somente olhando uma para a outra.
- Tem certeza que está bem? O caso já terminou, posso ir para casa com você – falou a detetive.
- Sabe, eu sou irmã de Olivia Benson – deu um sorriso – é preciso mais que isso para acabar com o meu dia – Sara continuou – Depois do que aconteceu hoje, eu tenho mais admiração por você. Ter que lidar com esse tipo de gente todos os dias não deve ser fácil.
- Tem razão. Não é fácil – olhou para o céu e depois para a irmã – mas eu faço isso pelas vítimas.
Sara deu um passo a frente e segurou a mão de Olivia.
- Eu sei disso, por isso tenho mais orgulho ainda de ser a sua irmã – suspirou – a mamãe... – fez uma pausa – tenho certeza que ela também tinha muito orgulho de você.
- Obrigada – respondeu, apertando a mão de Sara.
Um carro encostou na calçada.
- Podemos ir? – perguntou Elliot.
- Vamos – respondeu Olivia.
- Vai ficar na faculdade, Sara? – perguntou Casey.
- É claro. Tenho que manter todos informados das últimas notícias – sorriu.
O carro seguiu e logo desapareceu no fim da rua.
Quando os detetives e a promotora chegaram a delegacia, forma direto para a sala do capitão. Todos queriam saber os detalhes, o andamento do julgamento, os momentos de tensão, as estratégias da defesa. O entusiasmo era visível entre toda a equipe.
- Fiz reservas no bar – anunciou Don – Preparem os relatórios e toda essa parte burocrática para finalmente encerrarmos o caso. Assim que estiver tudo pronto, saímos.
- Vamos aproveitar, gente! – brincou Munch.
- Quando você fala assim... – balançou a cabeça – vai dar prejuízo para o departamento – riu Fin.
- Enquanto vocês ficam discutindo, vou concluir o meu relatório – falou Benson, levantando-se para sair da sala.
- Ah, Olivia! Já vou daqui a alguns minutos, tudo bem? – disse Stabler, interrompendo uma conversa muito animada com o capitão.
- Tudo bem — ela respondeu rindo com a animação de Elliot e de Cragen.
Quando saiu da sala, Benson viu a Sra. Parker chegando.
- Boa tarde Sra. Parker.
- Boa tarde, detetive. Vi o resultado do julgamento pela televisão – esfregou as mãos – Como você deve ter percebido, não fui ao Tribunal – passou a mão pelo pescoço – Eu simplesmente não consegui... não conseguiria olhar para aquele monstro que matou a minha Mary.
- Entendo Sra. Parker. Gostaria de sentar-se um pouco? – perguntou de forma educada.
Olivia tinha muito jeito em tratar as vítimas e seus familiares. Não era simplesmente dar uma notícia, fazer perguntas e esse tipo de coisa. Aquelas pessoas estavam sofrendo, estavam abaladas, fragilizadas.Ela era extremamente humana e isso a diferenciava.
A mãe de Mary a seguiu até a sala, a mesma em que esteve da última vez em que foi a delegacia. Porém, desta vez, estava mais movimentada, um fluxo enorme de pessoas indo e vindo. Isso fez a Sra. Parker pensar que isso significava que outras tantas jovens, assim como sua filha, estavam morrendo nesse momento, sendo abusadas e violentadas de todas as maneiras. Ela sentou-se e Olivia lhe contou tudo o que aconteceu no Tribunal. A pobre mulher não teve como evitar as lágrimas que lhe molhavam a face. Pegou um pequeno lencinho rosa em sua bolsa, passou em volta dos olhos, agradeceu novamente a detetive pelo seu empenho e de toda a equipe e retirou-se.
Olivia ficou ali, sentada, observando aquela senhora indo embora para viver a sua vida, ou pelo menos tentar. Como conseguir suportar a dor de ter uma filha, um pedaço seu, arrancado tão brutalmente? Será que ela deu um beijo ou um abraço em Mary no dia em que ela morreu ou nem teve essa chance?
Afastou os pensamentos da cabeça e se concentrou para finalmente concluir o trabalho. Logo, Elliot chegou e sentou-se em sua mesa para fazer a sua parte. Em pouco mais de uma hora eles já haviam acabado.
- Muito bem. O trabalho está encerrado, tudo em seu devido lugar... acho que podemos ir – falou Don.
- Nem acredito que finalmente terminamos – disse Olivia, desligando o computador e pegando sua bolsa.
- Pois pode acreditar! – respondeu Elliot, afrouxando a gravata e sorrindo.
- Vamos parar de conversa e sair logo – falou Munch.
- Dessa vez serei obrigado a concordar com você – Fin deu uma batida no ombro de John.
- Eu preciso de uma taça de vinho, então vamos? – Novak colocou o casaco e pegou a bolsa.
- Está certo – sorriu Don – Nós merecemos.
Assim, a equipe saiu para comemorar a vitória que demorou tanto a chegar. Eles estavam animados, mais descontraídos e falantes. O bar ficava próximo e era muito movimentado, por isso Don fez reservas, pois queria que a equipe ficasse mais confortável e não em pé, se debatendo em todos. Uma mesa os aguardava no centro do salão. Eles logo se acomodaram e adoraram a sensação de saber que estavam ali somente para jogar conversa fora, e não para tentar achar a solução para um caso. Um garçom aproximou-se e eles fizeram os pedidos.
Notas finais
O caso era complicado, mas eles conseguiram.
Obs.: No próximo capítulo termos uma conversa entre Olivia e Casey. Sabe como é, Novak vai beber um pouquinho e pode contar coisas... rsrsr
Bjs!
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