Difícil De Prender
35 Capítulo 35
CAPÍTULO 35:
A mesa do centro do salão era a mais animada, sem sombra de dúvidas. Novak desistiu do vinho e juntamente com o grupo já estavam na terceira rodada de cervejas, com exceção do Capitão que bebia refrigerante devido ao seu problema com a bebida, mas já estava acostumado, sua força de vontade era mais forte que a tentação.
Elliot e Fin discutiam sobre o placar do jogo de futebol do dia anterior, um terrível dilema que envolvia um pênalti.
- O seu time roubou, Elliot! Sabe disso – Fin pegou alguns amendoins e os levou a boca – Ele não foi empurrado, apenas se jogou no chão!
- É claro que você não pode estar falando do mesmo jogo que eu! – Stabler balançou a cabeça, incrédulo – O número 8 do seu time empurrou o número 5 do meu!
- Ele se jogou no chão! – bateu na mesa – Pelo amor de Deus!
E assim os dois continuaram uma interminável discussão sobre o jogo.
O capitão e Munch também estavam bem ocupados falando sobre uma possível conspiração. É claro que John tentava convencê-lo que as evidências eram óbvias, mas Don não via nada além de imaginação fértil e doentia.
- E como explica o fato das fotos do corpo não terem sido divulgadas? – John abriu os braços, demonstrando impaciência – Isso é muito simples! Ele não está morto! – ele mesmo respondeu a própria pergunta, com um ar de vitória.
Cragen deu um suspiro. Munch estava ficando cada vez pior com essas histórias.
- Munch, quer mesmo me convencer de que Osama Bin Laden está vivo em algum lugar, sendo torturado pelo governo americano – perguntou calmamente, observando atentamente e não acreditando na conversa que estavam tendo.
- E por que não? – pegou a cerveja sobre a mesa e deu um longo gole – Ele matou milhares de pessoas no 11 de Setembro e praticamente fez piada do sistema de segurança e defesa dessa nação – debruçou-se na mesa para poder olhar o chefe mais de perto — Acha mesmo que o governo esqueceu tudo isso e simplesmente o matou? Assim, sem fazer mais nada? – deu uma risada — Eu duvido!
- É claro que duvida... – riu – para você, nada é o que parece.
- Esses homens... – brincou Casey, olhando para Olivia.
Elas estavam sentadas uma ao lado da outra e também bebiam enquanto jogavam conversa fora.
- O que acha de nos sentarmos um pouco no balcão e deixarmos os quatro conversando sobre essas coisas que não nos interessam? – sugeriu Benson discretamente para que os outros não ouvissem.
- Uma ótima ideia! – respondeu já levantando-se e tomando o último gole de sua cerveja.
As duas mulheres seguiram para o balcão que ficava do lado direito do salão. Estava bem movimentado, mas conseguiram lugares para sentar. Ao vê-las, um homem moreno, musculoso e com um belo sorriso foi atendê-las. Era o barman.
- Gostariam de uma bebida? – perguntou o homem, olhando as duas. Provavelmente admirando a beleza delas, assim como os outros homens ao redor que também não conseguiam disfarçar.
- Não, obrigada – respondeu Olivia.
- Eu gostaria de uma cerveja – disse Casey.
- já vou trazer – o homem deu um sorriso e afastou-se.
Casey virou-se para Benson.
- Você não vai beber mais nada? – perguntou Casey meio decepcionada.
- Não – sorriu – Já bebi o suficiente.
- Você que sabe... – deu de ombros.
A verdade era que Olivia não podia evita o fato de lembrar-se de algumas coisas quando bebia. Ela via sua mãe, bêbada e totalmente descontrolada. Por isso, prometeu a si mesma que jamais perderia o controle com o álcool, jamais ficaria como Serena. Gostava de sair com a equipe para conversar, mas bebia apenas socialmente.
- Aqui está a cerveja – disse o barman, colocando a bebida no balcão e lançando um olhar para Casey.
O homem foi atender outros clientes e Olivia não pode deixar de comentar.
- Hum... parece que ele gostou de você – deu um sorriso, mas não olhou para Novak.
- Ele fala isso para todas as mulheres que encostam aqui – respondeu, rindo com a brincadeira de Olivia – E eu também não me deixo mais levar por um sorriso bonito e sedutor – pegou a cerveja, deu um gole demorado e ficou olhando o balcão.
- Foi isso que o Kevin fez? – virou-se e a olhou.
Novak pareceu surpresa com a pergunta. Ficou pensativa, puxou a garrafa de cerveja para mais perto e com a unha, tentava desgrudar o rótulo.
- Sim – virou-se para Olivia, tinha um olhar cansado – ele conseguiu me enganar com um sorriso bonito... – sorriu, embora não fosse um motivo de felicidade.
- E o que aconteceu entre vocês, Casey? – Ela sempre soube que tinha algo, desde o dia em que ele entrou na sala de interrogatório e olhou para a promotora.
- Isso... isso já aconteceu há alguns anos. Antes deu ser promotora aqui – olhava para a detetive – Nós nos conhecemos em um congresso e começamos a sair juntos – as lembranças voltavam – As coisas começaram a ficar sérias, até falamos em morar juntos – riu – Dá para acreditar? Eu trabalhava aqui em Nova York e ele era advogado em Nova Jersey. Ele pediu transferência para cá e tudo realmente parecia estar caminhando para um rumo agradável, sabe? – segurou a cerveja, mas não a tomou.
- E o que deu errado?
- Eu tinha uma reunião no escritório, mas houve um problema e foi cancelada. Então eu resolvi fazer uma surpresa e ir até a casa dele, já que era o seu dia de folga. Mas eu é que tive uma surpresa – sorriu e balançou a cabeça – ele estava acompanhado por uma outra mulher. Vi de dentro do carro os dois se beijando na porta da frente da casa dele. No dia seguinte fui até lá e terminamos.
Então era isso que tinha acontecido. Ela havia sido traída por ele e tratada sem o menor respeito. Não era de se estranhar que ficasse tão ... agressiva quando estavam juntos.
- Ele tentou se desculpar? – perguntou com cuidado.
- Desculpar? – agora ela gargalhou e Olivia sabia que isso era um truque para tentar esconder os sentimentos – Ele não negou nada. Disse que realmente tinha conhecido outra pessoa, mas que não sabia o motivo da minha indignação. Segundo ele, nunca me prometeu nada e sentia muito se em algum momento pareceu que nós tínhamos um compromisso – estava irritada – Falou que eu interpretei as coisas de um jeito diferente – passou as mãos pelo rosto – Agora me responde: como eu deveria interpretar a relação com um homem que dizia que me amava, mandava flores para o meu escritório e se mudou de um estado para outro para podermos morar juntos? – olhava para Olivia, provavelmente buscando uma resposta que até aquele momento não tinha encontrado.
- Eu... nem sei o que dizer, Casey – ela estava atordoada com tanta informação – Eu percebi que tinha algo entre vocês, mas não imaginava que tivesse sido tão sério assim. Se soubesse, não teria tocado no assunto. Desculpa.
- Não tem o que se desculpar – não se importava – uma hora ou outra ia acabar sabendo – falou de forma firme – e isso também não me incomoda mais.
- Tem certeza disso, realmente não o ama mais? – perguntou de forma delicada, sem querer pressioná-la.
- No começo foi difícil... muito difícil – admitiu – mas com o passar do tempo, vi que foi melhor assim, quer fizer, foi melhor descobrir tudo isso antes de termos uma vida juntos – a olhou com sinceridade – Hoje posso dizer que não o amo mais, mas isso não significa que não me incomode de ficar no mesmo lugar que ele. Mas isso é devido ao que aconteceu, ao que ele fez, e não por que exista algum sentimento.
Olivia sentiu sinceridade em suas palavras e pode perceber que Novak era ainda mais forte do que imaginava. Muitas mulheres não suportariam tamanha traição.
- Bem, agora que já sentei no divã – riu – você poderia me acompanhar em mais uma cerveja – viu a cara de Olivia – Ah, detetive! Só mais uma, a nossa última de hoje. Você começou e desenterrar tudo isso, agora tem que me ajudar a afogar as mágoas – falou com ar acusador.
Olivia riu e se redeu.
- Tudo bem, mas só mais essa – respondeu e chamou o barman.
- Pois não? – perguntou o belo homem.
- Duas cervejas, por favor – falou Benson.
- É para já! – deu um sorriso e foi buscar as bebidas.
Existia uma fila de clientes esperando para serem atendidos e Olivia teve a impressão, ou melhor, a certeza que embora todas aquelas pessoas estivessem na frente, o barman as atendeu primeiro porque eram mulheres e os outros, apenas homens. As bebidas chegaram prontamente.
- Quem disse que ser mulher não tem suas vantagens? – comentou a promotora ao ver como foram rapidamente atendidas.
- E muitas – concordou Olivia.
Cada uma pegou a sua garrafa e antes de levá-las a boca, Novak disse:
- Um brinde a nós mulheres! – sorriu.
- A nós! – concordou Olivia.
No balcão, as belas mulheres, uma de olhos castanhos e outra de cabelos loiros brindaram e tomaram suas bebidas, sendo observadas pelos homens ao redor.
Notas finais
A fic está chegando ao fim e estou ficando triste... é engraçado. Tanto tempo escrevendo, acabamos nos "apegando" à história .rrsrs
Aguardo comentários.
bjs!
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