Difícil De Prender
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Eu tinha decidido postar esse capítulo somente no final da tarde, mas gostei tanto de escrevê-lo que quis dividi-lo logo com vocês.
Espero que gostem!
Como havia prometido antes, teremos um pouquinho mais de Sara e Olivia.
Boa leitura!
Ela mal saiu do elevador e já era possível ouvir a suave música que vinha do apartamento. Deu um sorriso. Havia se esquecido como era chegar em casa quando Sara estava lá. Sabia que a irmã era movida à música, como dizia sua mãe. Olivia lembrou-se de uma cena que ocorreu há anos atrás...
Sara era um bebê, deveria ter uns cinco meses, e não parava de chorar devido à cólica. Então, Serena a pegou no berço, a colocou nos braços e começou a cantarolar uma música. Sara parou de chorar na hora.
- Você é uma menininha muito esperta – falava Serena para a criança – Será que eu terei que virar cantora para você parar de chorar? – sorriu.
Olivia observava a mãe. Era tão diferente quando ela estava... bem. Ela gostava de vê-la cantando para a irmã e a amamentando. Nessas horas ela se perguntava se Serena também a tratava assim, com esse mesmo carinho, quando ela nasceu. ..
Deixou os pensamentos vagando e entrou em casa.
- Sara, cheguei! – gritou para poder ser ouvida.
A música vinha do banheiro.
- Já? Eu estou saindo do banho – respondeu.
Em menos de dez minutos a música foi desligada e Sara apareceu na sala, onde Olivia estava sentada no sofá e vendo televisão. A jovem estava vestindo um roupão e com o cabelo preso e envolto em uma toca de banho.
- Fico feliz por você ter chegado cedo, mas eu queria fazer uma surpresa... ia preparar o jantar – falou desanimada por seu plano não ter tido sucesso.
- Não tem problema – deu um sorriso para animar a irmã – Sai cedo porque finalmente conseguimos resolver o caso, então o capitão nos liberou. – Podemos sair para jantar e você me conta tudo sobre a viagem, o que acha? – perguntou dando um grande sorriso.
- Acho uma ótima ideia! – Sara aproximou-se do sofá e sentou-se ao lado de Olivia – estava morrendo de saudades, Liv – a abraçou – Não tinha ninguém para pegar no meu pé durante o tempo que estava viajando... senti falta – riu.
- Será que devo considerar isso um elogio? – afastou-se dela para encará-la.
- Com certeza! – voltou a abraçar.
- Também senti saudades – lhe deu um beijo — O apartamento fica muito silencioso e civilizado quando você não está – sorriu – Mas é claro que não posso dizer que os vizinhos também compartilham do mesmo sentimento que eu.
As duas riram com o comentário de Olivia, pois uma vez ou outra o porteiro as abordava na portaria para pedir, por favor, que não colocassem a música tão alta ou, por favor, que não andassem de salto pelo apartamento às duas na madrugada ou, por favor, que não ficassem falando alto no corredor. É óbvio que quem fazia tudo isso era Sara, mas graças a cara de pau da irmã, as pessoas tinham as suas dúvidas...
Olivia já havia notado que o porteiro a olhava com um pouco de indignação, mas não estava entendo o motivo. Um dia descobriu. Estava tomando banho e ouviu a campainha tocar. Sara atendeu e conversava com alguém. Olivia saiu do banho, trocou a roupa e ficou ouvindo o que eles falavam.
- ... só quero que você entenda a minha situação, Sara – tentava se justificar – apenas passo o recado. E a vizinha do apartamento de baixo já reclamou duas vezes esse mês.
- É claro que entendo o senhor – falava de forma compreensiva – vou falar com ela – deu um suspiro – Não sei o que está acontecendo, mas de uns tempos para cá ela está assim. Acho que é o estresse do trabalho – o olhava, buscando um apoio.
- Entendo, entendo – balançava a cabeça – Só peço que você fale com ela para parar de falar alto no corredor e de ficar segurando o elevador... – o homem praticamente implorava.
- Tudo bem. Vou conversar com ela – deu um sorriso – e peço desculpas.
- Sem problemas, sem problemas – despediu-se.
Olivia não podia acreditar no que tinha ouvido. Por isso o porteiro estava estranho com ela. Achava que Olivia era o motivo das reclamações. Quando chegou na sala, a irmã estava fechando a porta.
- Pode me explicar porque mentiu para o porteiro? – ainda a olhava sem acreditar – Sabe muito bem que quem faz tudo aquilo que ele disse é você.
- Está brincando? – a olhou espantada – E queimar o meu filme? – riu – Pelo menos você tem um trabalho estressante, isso justifica esse comportamento – ela falava naturalmente — Sem contar que você é policial, então a sociedade entende se uma vez ou outra você agir como se tivesse perdido o juízo. Não precisa se preocupar – a olhava como se realmente Olivia estivesse passando por algum tipo de problema e ela compreendesse a atitude da irmã – Você faz um ótimo trabalho ajudando a proteger essa nação. Nenhum cidadão americano vai te julgar só porque incomoda o sono dos vizinhos ou segura o elevador, fazendo com que eles se atrasem – sorriu, sentou-se no sofá e começou a mexer no celular.
Essa era Sara Benson. Uma cara inocente, um jeito doce e incrivelmente convincente quando era necessário. Previsões para o futuro: uma ótima jornalista e uma dor de cabeça para os políticos, empresários e qualquer outro pobre coitado que fosse o centro de suas matérias.
- Bom, vou trocar de roupa – falou Sara, levantando-se.
- Ok. Enquanto você faz isso, vou tomar um banho – pegou sua bolsa e seguiu para o quarto.
Em aproximadamente uma hora, as duas estavam prontas. Quando chegou na sala, Olivia viu que a irmã estava a sua espera. Ela usava um vestido azul-marinho e um casaco branco com detalhes também em azul, uma bota de salto e uma pequena bolsa dourada. Os cabelos estavam soltos com uma pequena mecha presa por um grampo dourado que tinha um detalhe de estrela na ponta.
Benson estava com os cabelos soltos, usava um vestido vinho, casaco bege, sapatos de salto e uma bolsa de couro da mesma cor do casaco.
- Tem certeza que é comigo que você vai sair? – falou praticamente gritando e estreitando os olhos — Será que não tem um homem charmoso lhe aguardando lá na portaria e você esqueceu de me avisar– Sara deu um sorriso – você está lida.
- Obrigada, mas não me arrumo só quando tenho um encontro, Sara – colocou a mão na cintura – e essa é uma ocasião especial, já que ficamos tanto tempo sem nos ver – foi na direção da irmã e lhe deu a mão para que ela levantasse do sofá – E você também está linda.
- Obrigada – fez uma reverência exagerada e riu.
Olivia ficou olhando a irmã, a alegria que ela tinha, os planos em relação a carreira de jornalista, os lugares que sonhava em visitar. Inevitavelmente, lembrou-se de Lana, Mary e no sofrimento de Anne Parker. Sentiu um aperto no coração. Ela sabia que tinha se envolvido no caso e que isso não era bom, mas não consegui evitar. Sara ainda ria quando ela aproximou-se e simplesmente a abraçou. No momento ela não notou nada de estranho, mas depois sentiu o coração de Olivia pulsando forte, como se estivesse levado um susto.
- Liv, está tudo bem? – ela passava as mãos nas costas da irmã, tentando acalmá-la.
Demorou um pouco para responder. Nem ela sabia o que estava acontecendo, por que estava assim.
- Sim – afastou-se e forçou um sorriso – Está tudo bem – passou a mão no rosto de Sara, a olhando com ternura.
- Por que está me olhando assim? – Sara sabia que Olivia não estava como de costume.
- Não é nada... – sentiu que seus olhos estavam cheios de lágrimas – Só... acho que ficamos tanto tempo sem nos ver, que... eu fiquei morrendo de saudade – passou as mãos nos olhos para deter uma lágrima que ameaçava rolar – Ou estou ficando velha – tentava se conter.
- Você não está velha – falou indignada – É a irmã mais sexy do mundo – as duas riram quando ela disse isso. Sara a abraçou – Só acho que deve estar cansada e teve uma semana difícil. Precisa descansar um pouco.
- Talvez você tenha razão – respondeu conseguindo controlar mais o lado emocional.
- Então podemos ir? – perguntou, pegando a bolsa.
- Vamos, mas essa pressa toda é fome? – brincou.
- Também. Principalmente levando em conta que quando acordei, descobri que você come! – balançou a cabeça – Tive que sair para fazer compras – Foi na direção da porta.
- Desculpa, Sara – lembrou-se que não tinha feito as compras e se sentiu mal por isso – mas as coisas estavam tão complicadas na delegacia e também sabendo que você estaria fora, não me preocupei em comprar nada.
- Tudo bem. Eu sei me virar – deu uma piscadinha e um sorriso presunçoso.
- Imagino... – respondeu com o mesmo sorriso da irmã – Agora vamos logo para podermos aproveitar.
E assim, as irmãs Benson saíram do apartamento, trancaram a porta e desceram.
Notas finais
Espero sinceramente que sim! rsrsr
Bjs!
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