Notas iniciais
Quando diz que vai ter abraço ele não rola, quando dizem que eles iam ficar jutos de forma romântica, ele se jogam na parede, na cama, no chão, é um puxando a perna do outro, correndo... E eu morta com a cena!!!

Gente foi super genial, bem a moda Fabiane *__* Intensidade, e eles tem uma química que vou te contar!

Capítulo 8... Não tá dos melhores, então me desculpe!!

Bento cuidava das flores imerso em um amargo silêncio. Ele odiava se sentir tão vazio e pra baixo. Sentia falta do falatório descontrolado de Giane, na verdade ele sentia muita falta da sua magrela. Ele não se lembrava de ter vivido muitos momentos que ela não estivesse bem ali. Fosse pra dar chilique, e quase acertar seu nariz ou abraçá-lo forte e dizer uma ou duas coisas nada delicadas, que no fim arrancava-lhe uma boa risada.

Ele se lembrava de quando Malu, e tio Silvério haviam dado indiretas ou falado abertamente sobre o tal amor de Giane por ele. Mas ele nunca imaginara que fosse verdade, até vê-la chorando e dizendo que ela era e deveria ser a sua mulher. No entanto, as coisas haviam mudado. E ele realmente torcia pela felicidade da amiga, queria vê-la feliz. Mesmo assim por algum estranho motivo, odiara quando Caio aparecera ostentando o título de namorado dela, e se já não fosse terrível demais, agora quem tinha assumido o lugar era ninguém mais do que Fabinho. Naquele momento o que ele não daria para ver Caio e Giane andando pela Casa Verde de mãos dadas!

Fabinho era um grande idiota, que Bento aprendera a não querer por perto. Arrogante, prepotente, maldoso, perigoso, incendiário... Havia muitos outros nomes ruins que lhe viam em associação ao nome do antigo colega do Lar.

Fato era que ele não podia negar que Giane estava radiante, ela parecia se divertir genuinamente quando estava ao lado de Fábio. Ele assistira os dois jogando futebol, dias antes de virarem namorados, e na noite anterior vira os dois sorrindo e correndo atrás de uma bola, como se aquilo fosse a coisa mais apropriada e romântica que um casal de namorados podiam dividir.

Talvez fosse exatamente, ele por sempre ter sido um cara muito simples, tinha sonhado e idealizado, alguém que partilhasse de seus princípios, ou que no mínimo achasse que as pessoas eram mais importantes do que um sapato de grife. Casar-se com Amora, tinha sido um grande equivoco. E mesmo que ele não admitisse em voz alta, havia sempre uma parte de si cantarolando sobre seu erro.

- Nossa, tá ai todo pensativo, que se um ladrão entrasse, você nem notaria! — disse Giane. Bento se assustou, abrindo um largo sorriso em seguida, e puxando Giane para um abraço apertado. — Que foi cara? Cê tá legal?

- Só sinto sua falta! — ele confessou apertando-a ainda mais.

- Cê tá realmente com problemas ein?

- Eu sei o quê a senhora vai falar...

- Vamos dar uma volta? — disse quase arrancando o avental que ele usava. — Willian! — chamou o garoto que veio correndo. — Seguinte, o Bento e eu vamos sair, toma conta da loja. Se apertar e não der conta, fecha mais cedo! — explicou.

- Beleza! — o cara concordou.

- Como assim sair sua maluca? — Bento tentou protestar. — Não posso largar a loja bem no começo do dia!

- Pode e vai. Eu vou remarcar uma reunião da Karmita pra amanhã, e você vem comigo. — alcançou a chave da van e mandou um sms pra Caio, e outro pra Fabinho. Ambos sem dar muita explicação. Entrou no banco do motorista, enquanto Bento ocupava o carona, passaram o cinto e ela tirou a van dali.

...

Malu mordiscou a tampa da caneta pela milésima vez naquela manhã. Estava uma pilha de nervos com toda a descoberta, e sabia que Socorro não era nada confiável. Ela ajudara Amora a cometer um crime, ela precisava dar um jeito em tudo antes que a ex-fã voltasse atrás.

Enquanto estava imersa em seus pensamentos, foi até a janela de sua sala, a vista dava direto para o jardim. Fabinho estava juntando o excesso de folhas, ele tinha uma aparência serena, estava tranquilo. Ela sentiu uma vontade imensa de abraçá-lo, de contar sobre a sua fraternidade. De jogar pra fora toda a verdade, que até então ela não tinha como provar. Lembrou-se de como exortara a Giane a não contar nada por enquanto, mas sabia o quanto estava sendo difícil pra cunhada, afinal é horrível esconder coisas de quem se ama.

- Tá chorando por quê, minha filha? — disse Emília entrando na sala.

- Ai Emília, — fungou — O mundo é cheio de pessoas terríveis! — abraçou a antiga babá apertadamente, descansando um pouco em seu ombro. Dividindo silenciosamente sua revolta.

...

- Como assim ele largou a loja e saiu com a Giane? — Amora soou indignada.

- Ela veio aqui, e arrastou ele. — Willian explicou.

- Mas eu odeio essa imbecil! — Amora bateu o celular contra a palma, depois de mais uma vez não conseguir falar com Bento.

...

Giane levou Bento para dar uma volta pela cidade, tomaram soverte, comeram num restaurante qualquer, e conversaram sobre muitas coisas, já no meio da tarde estavam de volta. Bento parecia bem mais leve, mais sorridente.

- Parece que a gente voltou no tempo! — comentou ele.

- Parece mesmo. Quando eu ainda era um moleque de botas de combate. — riu.

- Você sabe que é linda de qualquer jeito. — elogiou. — E o mais importante, você mudou a embalagem, mas reteve sua essência. Eu te admiro quase que por completo.

- Para de jogar confete. Até porque eu não quero estragar nosso dia, tendo de ser sincera.

- Pode falar. Eu não vou reclamar.

- Você que pediu — ela mostrou as palmas em sinal de rendição. — Bento, você virou um caco. É tão difícil ver você sorrindo. Sorrindo de verdade. Você tá sempre pra baixo, parece que não quer voltar nunca pra casa. E você sabe como resolver isso.

- Eu sei. — suspirou — Mas é complicado.

- Complicado? Complicado é você ser cabeça dura, continuar ligado a um monstro como a Amora.

- E você andando pra cima e pra baixo com o Fabinho!? — revidou.

- Eu não to andando pra cima e pra baixo com o Fabinho! — corrigiu. — O Fabinho é meu namorado!

- Eu ainda não consigo entender como isso foi acontecer!

- Eu ser feliz? — perguntou irônica. — Eu to bem, eu to rindo, to feliz. Eu durmo e acordo sabendo que só de ouvir a voz dele, ou ler um sms, ou encontrar ele nem que for por um segundo, torna o meu dia mais leve, mais feliz. Eu sei que a gente não é lá um casal muito meloso, mas eu amo ele cara, e eu sei que ele me ama. E não teve jogo sujo, não teve mentira, manipulação.

- Agora é só passar cinco minutos com você que se nota que você está infeliz.

- Até porque você entende tudo sobre felicidade, namorando um marginal! — acusou.

- Pode apostar que bem mais do que você. E dobra a língua, e para de chamar o Fabinho de marginal.

- E o que ele é então? Alguém que incendeia um lugar, mente, manipula, é o quê?

- Não sei, pergunta pra tua mulherzinha, afinal na matéria do crime ela é doutora! E quer saber Bento? Você acaba de estragar tudo. Eu tentei alegrar você, mas você só consegue enxergar no quadradinho do impossível. Você vive no mundo, onde a Amora é um anjo de luz, com desvio de comportamento. Enquanto o Fabinho é um demônio da pior espécie. Mas se você parasse pra pensar só um pouco veria quem tá se esforçando de verdade pra ser e viver uma vida melhor!

- A gente pelo jeito nunca vai chegar num acordo. Enquanto um de nós não quebrar a cara!

- Não mesmo! — ela se exaltou ainda mais. — Por isso, a nossa sociedade acabou de vez. Eu não volto a botar meus pés na Acácia, nem vou me envolver na cooperativa. Agora se prepara, porque a verdade está muito próxima de vir a tona! — esbravejou jogando a chave contra o peito do amigo, e saindo pisando duro.

Bento socou a parede, e resmungou.

- Mas que merda.

...

Silvério ainda não estava em casa, e Giane passou pela sala como um furação, pegou seu celular e ligou direto pra Malu.

- Mas do que nunca a gente precisa resolver esse lance dos exames de DNA, antes que eu exploda! — contou Giane. — Eu to louca pra esfregar na cara do Bento, o quão trouxa ele está sendo.

- Que foi Giane? Aconteceu alguma coisa?

- Aconteceu, eu cansei do Bento! — reclamou — Agora tudo o que eu quero, e devolver a identidade do Fabinho, e ferrar com aquela vaca!

- Eu acabei de pensar numa solução! — Malu ponderou - Na verdade, eu vou precisar dar uma conversada antes, mas eu juro que vou tentar fazer dar certo! Reza por mim amiga!

- Pode deixar, agora me avisa o quanto antes ok?

- Pode deixar! — finalizou a ligação.

...

Giane preparou a papelada, assinou e foi até a Acácia obrigá-lo a assinar, ele tentou dissuadi-la, mas ela foi firme dessa vez. E acabou terminando a sociedade finalmente. Fabinho ficou preocupado com o estado da namorada, assim que chegou em casa, logo depois de jantar foi visitá-la. Silvério alertou que algo estava muito errado, e ele correu pra saber o que era. Abriu a porta e viu Giane abraçada ao travesseiro.

- Giane?

- Entra! — ela girou o pescoço. Ele entrou, enquanto ela se sentava na cama.

- Tá tudo bem? — soou preocupado — Você mandou a mensagem que ia sair com o Bento, eu não fiquei muito feliz, mas pelo jeitocê tá bem pior! Que foi que o panaca te fez?

- Não quero falar sobre aquele idiota! — pediu puxando ele para um abraço apertado.

- Conta pra mim o que tá rolando! Esse florzinha... Que foi que ele fez com você? Eu vou lá e quebro a cara dele.

- Não importa. O Bento é passado, a gente não é mais nada um do outro. Nem sócio, nem amigo, nem colega.

- Tá falando sério? — disse desconfiado, por mais que sentisse um pouco de ciúmes, ele sabia que Giane adorava Bento.

- Eu só quero que você saiba que o que eu sinto por você, é a coisa mais bonita que eu já vivi.

- Eu também marrenta. — ele sorriu, limpando uma lágrima dos olhos delas. — Eu sempre achei que você fosse a última mulher do mundo por quem eu me interessaria, e agora eu não só estou interessado, eu te amo.

- Promete que vai confiar em mim. Que não vai me decepcionar?

- Eu confio em você. Mas não dá pra prometer que não vou decepcioná-la. É muita pretensão falar assim, não acha não? — ponderou.

- Se você ficar rico amanha, promete que não vai me abandonar?

- Rico eu maloqueira? — riu — O quê... Eu não joguei na loteria não!

- Tô falando sério fraldinha.

- Mesmo que eu ganhe na loteria, que eu descubra a cura do câncer, ou ache um poço de petróleo debaixo da minha cama, eu não vou trocar seu mau-humor por nenhum outro. — prometeu. — Agora vamos deixar esse papo maluco de lado e vamos ficar juntinhos?

- Obrigada! — sorriu ela, puxando-o para que ele se sentasse na cabeceira da cama, e se aconchegou no peito dele.

...

Notas finais
Só esperando pra ver a cena de reconciliação em Sangue Bom, e eu vou dar na cara do Bento, primeiro por dar pitaco na vida da Giane, e segundo por bater no Fabinho. Só acho!!

Obrigada por todos os comentários, mas triplicou o número de leitores e os comentários não tão aparecendo :(

Beijos e me deixem saber pelo menos o que acharam deles se pegando na TV.