Difference In Me - Fabiane
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Ó céus o beijo foi mesmo de dar replay 100 vezes!!! E eles fazendo as pazes ontem foi tão meigo *.* Ok Fabiane é lindo de viver e ponto!!
Capítulo 7...
Dito e feito, se no sábado era só um boato, uma possibilidade... No domingo a Casa Verde inteira estava comentando sobre o mais novo e improvável casal do pedaço. Enquanto seus nomes eram usados para as conversas dominicais, Giane a Fabinho passaram o dia no parque. A modelo foi convidada pelo namorado pra que fosse fotografar, e claro ela adorou a ideia.
- Olha pra cá! – pediu Giane.
- Trouxe você pra tirar foto do parque. Eu sei que sou lindo, mas você não precisa ficar retratando minha beleza o tempo todo. – comentou todo convencido.
- Mas se acha mesmo! — retrucou – Só to tirando foto sua, na falta de modelo melhor – alfinetou.
- Ah é sua pilantra! – resmungou correndo atrás dela.
- Para Fabinho. Para maluco. – pediu ela.
- Tá certo. – disse ele agarrando-a pela cintura, e beijando-a. Quando a soltou sorriu abertamente. E beijou o nariz da namorada.
- Mas tá me saindo um fraldinha de primeira. – reclamou ela falsamente.
- Fica ai se fazendo de difícil, mas no fundo tá adorando! – constatou beijando a bochecha dela apertadamente. Depois saíram de mãos dadas pelo parque. Ao que tudo indicava um dos primeiros dias divertidos que desejavam passar juntos.
...
A semana passou rápido.
Fabinho continuou trabalhando na Toca, no começo ele até que tentou manter distância das crianças, mas foi fotografado por Malu, no meio da pirralhada contando uma história. Giane se deliciou com o retrato mostrando para o pai e pra Margot. Quando Fabinho chegou em casa, ficou todo sem graça, arranjando uma desculpa, mas no fim acabou confessando que até tinha gostado da experiência. No entanto por puro orgulho, ele resolveu ficar os próximos dias o mais distante possível das crianças.
Já os dias de Giane estavam ficando cada vez mais corridos, inglês, Acácia, fotos, comerciais... Adicione a equação um namorado e tudo fica ainda mais trabalhoso. Giane gravou um comercial, e pousou em uma campanha de sapatos e outra de bolsas. Por mais que raramente usasse uma, ganhou um exemplar de cada, e saiu distribuindo entre a vizinhança. Malu, Salma, Odila, Renata, Socorro, Margot e até Simone ganhou uma.
A new face e o ex bad boy, eram vistos sempre juntos pela vizinhança, e em perfeita sintonia, ou melhor dizendo na sintonia deles próprios.
Bento ainda não havia aceitado a ideia. Na cabeça dele Giane estava ficando maluca, mas a florista não deu trela, optou por não tocarem no assunto para que as brigas fossem evitadas. A Acácia passou a receber as primeiras melhorias dentro do orçamento, e Giane mesmo resolveu pagar pela nova placa.
Outro que não ficou nada contente foi Caio. O produtor torceu o nariz e fez birra. Mas Giane pediu pra que ele se conformasse, caso contrário eles nunca mais se falariam. O moço aceitou, mesmo porque não parecia que qualquer atitude para "abrir os olhos de Giane" fosse funcionar efetivamente.
...
Lá pelas bandas do Kim Park a coisa estava ficando cada vez mais feia. Amora quando soube da notícia ficou toda animada. Arranjou um plano de vingança, e contou com Socorro pra arranjar as chaves com Renata de forma que a administradora nem percebesse. Socorro resolveu ajudar, mas só copiando as chaves, e ficando de fora de todo o resto. Amora acabou fingindo ter desistido do plano, o que deixou a fã mais aliviada. Afinal de crime as duas já estavam cheias.
Depois de operar meses no vermelho, uma festa importante foi planejada no Buffet, e a esperança de Wilson e sua equipe, era que os bons ventos voltassem a soprar. O que ninguém sabia era que alguém estava muito interessada que o evento fosse um fiasco, e então o parque só iria rolar ladeira abaixo na falência.
A festa foi bem organizada e a imprensa estava toda lá, e logo o resultado apareceu, manchetes por todos os lados, gritavam a desgraça que se abatera sobre o local de recreação. Sueli Pedrosa uma jornalista sensacionalista foi quem mais se deleitou, quando a notícia de processos chegou aos seus conhecimentos depois que algumas crianças se machucaram nas atrações.
Wilson estava alarmado e arrasado. Tudo o que ele sempre sonhara era dar o filho Kim um parque, não bastava seu garoto ter morrido, sua única ligação com ele também estava sendo avacalhada pela imprensa e logo estaria fechando as portas.
- Amora, Amora – Socorro entrou correndo na casa dela.
- Que foi Socorro? – a modelo estava apreensiva.
- Você viu? Bem que você disse que o Wilson era muito ganancioso. Agora vai receber pelo que fez.
- É Socorro! É! – disse impaciente.
- Viu que ótimo? Pelo menos a gente não precisou sujar as mãos nessa.
- É claro, até porque se dependesse de você a coisa podia ter sido pior. Quem sabe ao invés do escorregador no parquinho tivesse sido a montanha russa?
- deus me livre, não fala isso nem brincando! – pediu a garota.
- Ai Socorro vê se me erra, não pensa que eu esqueci que você me deixou na mão nessa. Aliás, eu nem sei mais se posso confiar em você. – Amora se levantou jogando o controle e indo até a cozinha.
- Que isso Amora, você sabe que eu sou sua fã número um. Que eu faço qualquer coisa pela sua felicidade.
- Deveria fazer um pouco pela sua, porque você não tenta uma dieta ein Socorro?
- Eu to de dieta. Emagrecia 1kg, desde que o médico me passou a receita. – a garota prendeu a respiração, tentando encolher a barriga.
- Então processa ele, porque não tá parecendo. Vai por mim, de dieta eu entendo. – Socorro sempre foi o tipo de garota insegura, principalmente por estar um pouquinho acima do peso. Já havia radicalizado muitas vezes, até Salma levá-la ao médico.
- Por que você faz isso comigo? – a garota tentou não choramingar.
- Eu só to de dando um toque de amiga.
- Tá! – a garota tentou não chorar, mas ficava cada vez mais difícil.
- Ah pelo amor né Socorro? Você não vai chorar, vai? – revirou os olhos. – Tava brincando boba.
- Quer saber Amora, to cansada.
- Cansada de quê? De ser gorda? — riu.
- Não, de você me humilhando, me destratando! Eu faço de tudo por você, e você não perde a chance de me diminuir. Eu arrisquei tudo por você! Até meu emprego.
- Fez porque quis. Eu não te obriguei a nada.
- Não mesmo. – deu de ombros – Mas se quer saber, esquece que eu existo. Nunca mais conte comigo pra nada.
- Vai fazer o que ein garota? – Amora impediu que ela saísse segurando firme o seu antebraço.
- Você tá me machucando! – tentou se soltar.
- Preciso te lembrar que se você abrir a boca, você cai junto?
- Me deixa! – puxou o braço com mais força. – Fica tranquila. – saiu correndo, com os olhos apertados pra não chorar com a decepção, nem com a raiva que sentia.
...
Giane estava esperando Malu pra almoçarem juntas, quando por pouco não foi atropelada por Socorro.
- Hey, olha por onde anda! – repreendeu.
- Me erra! — gritou Socorro com a voz embargada, o que não passou despercebido por Giane.
- Socorro? Socorro! – tentou pará-la.
- Me deixa Giane. – pediu.
- Tá maluca garota, você tá chorando, só queria ajudar.
- Você não pode me ajudar, então me deixa.
- Oi Giane. – Malu apareceu, viu a amiga e Socorro depois de estacionar o carro. – Algum problema?
- Muitos problemas! – gritou Socorro. – Eu sou gorda, estúpida, feia...
- Que isso garota? – Malu se surpreendeu. – Que ideia horrenda você faz de si.
- Que foi que te deu? De onde você tirou esse porrada de bobagens? – Giane perguntou.
- Não é bobagem, pensa que eu não sei o que todo mundo diz? Que eu não tenho vida própria, que eu não tenho um namorado, que eu sou gorda... — enumerou.
- Que bobeira é essa Socorro? Ser gorda não impede ninguém de namorar, se é o que você acha. Aliás, você não tá tão assim não!
- Muito fácil pra vocês falarem. Uma modelo e uma magrela. – apontou pra ambas.
- Não Socorro, para de bobagem. — Pediu Malu.
- Só responde uma coisa, foi a Amora que te disse essas bobagens? – Giane sugeriu.
- Não...
- Você entrou sorrindo e saiu chorando – alertou Giane.
- Não... – começou a chorar, contradizendo sua resposta. – Ela não podia ter feito isso comigo.
- Vem Socorro, entra no carro que a gente vai conversar. – pediu Malu. Giane arrastou a menina e entraram as três no carro.
...
- O problema é esse Socorro. – apontou Giane – Até quando você vai ficar se sacrificando pela Amora? Até ela te meter no meio de um problema de verdade?
- deus que me livre. Não posso perder meu emprego por nada. – disse depois de se acalmar.
- Como assim, não pode perder seu emprego? – a fã arregalou os olhos, ciente de que tinha falado o suficiente pra levantar suspeitas. – Quer dizer que a Amora já te pediu alguma coisa à esse ponto?
- Socorro, seja sincera! – pediu Malu.
- Eu troquei os exames. – confessou baixinho, escondendo o rosto nas mãos.
- Como é que é? – Malu e Giane se entreolharam.
- Que exames? – insistiu Giane. – Anda Socorro fala!
- Calma Gi. – pediu Malu. – Socorro olha pra gente, que história é essa? Você tá falando dos exames de DNA?
- Não, deixa pra lá! – tentou trocar de assunto.
- Eu sinto muito, mas agora que começou é bom falar. Porque se for realmente o que estamos pensando, se a bomba explodir nós somos sua melhor opção. Ou você acha que a Amora vai te proteger? Que ela vai te livrar dos problemas?
- Eu sei que não.
- Olha Socorro, se você ajudar a gente, a gente arranja um jeito de ajudar você – propôs Giane.
...
Giane chegou em casa aterrorizada. Ao que tudo indicava Fábio Queiroz era mesmo Fábio Campana. Ele não havia mentido, e o coração de Irene não havia se enganado. O único problema agora era como dar um jeito naquela bagunça. Malu e ela haviam acordado que Amora não podia nem desconfiar que elas sabiam das falcatruas até terem certeza e provas de como incriminá-la. Socorro aceitou o acordo, ela deporia se necessário contra Amora, e Malu arcaria com as despesas de uma boa defesa pra ela.
Malu havia ligado pra Bento e perguntado o tipo sanguíneo dele. AB, enquanto que Irene, Plínio e ela era O. Pela leis da biologia um casal O, não poderia gerar um filho com sangue AB Tudo estava cada vez mais claro, agora só precisavam arranjar um jeito de refazer os exames.
Giane estava tremendamente preocupada. O que aquela notícia poderia causar ao namorado? E se ele voltasse a querer comprar o mundo e passar com um trator em cima? Se ele voltasse a ser o arrogante de antes?
Todas aquelas perguntas estavam assombrando sua mente, e a fazendo ficar distante. Ela estava aninhada em Fabinho, enquanto assistiam filme na TV.
- Deu pane foi maloqueira? – Fabinho a cutucou.
- Oi? – Giane recuperou o foco.
- To aqui há meia hora falando, e você viajando no mundo da lua.
- Desculpa. – pediu ela.
- Desculpa? – repetiu incrédulo – Você pedindo desculpas?
- Eu sei pedir desculpas – disse ela de pé e de costas pra ele. – Que não sabe fazer isso aqui, é você.
- Qual foi dessa violência gratuita? – resmungou ele impaciente. – Que foi que eu fiz?
Giane se deu conta da besteira que estava fazendo, o fato de ela estar uma pilha de nervos pelo futuro, não lhe dava o direito de ser estúpida com ele.
- Foi mal. – ela amenizou o tom, quase num pedido de desculpas – Aconteceram uns lances ai e eu to meio nervosa.
- Ai quer descontar em mim? Porque se você for passar o resto da noite de tromba e dando patada, é melhor eu ir pra casa!
- Não, sério eu vou ficar de boa. – pediu ela.
- Quero só ver. – estreitou os olhos tirando o sarro.
- Cê é mesmo um mané. – brincou ela de forma descontraída, e no instante seguinte os dois estavam trocando farpas, e rindo um do outro, e se beijando novamente.
Notas finais
...
Obrigada por todos os comentários, todos os leitores novos, se quiserem dar as caras não ligo não!
Beijos
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