Difference In Me - Fabiane
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Capítulo 10... Espero que gostem!!
O castelo de mentiras criado por Amora, estava cada vez mais perto de ruir. E dessa vez Giane estava certa que a a patricinha criminosa pagaria por cada uma delas.
Depois da denuncia de Malu, o depoimento de Socorro, e as suspeitas de sabotagem, além do incêndio começaram a se acumular. Nem mesmo Bento, conseguiu engolir o teatro dissimulado, que a garota fez pra se passar por vítima. A bruxa estava sob custódia, enquanto os exames novos de DNA eram feitos, e os demais fatos eram apurados. Era questão de tempo, se ela fosse esperta confessaria seus crimes, em troca de uma diminuição de pena.
Giane sabia que Bento estava caindo em si, que Malu, Plínio e Irene finalmente saberiam a verdade. Ela deveria estar contente com o namoro do pai com Margot, com a sua carreira bem sucedida de modelo, e com Fabinho prestes a saber sua verdadeira identidade. No entanto também se dava conta do tamanho da burrada que fizera. Fabinho não era nenhum santo, e ela sabia muito bem. No entanto, ele realmente não era o mesmo cara que ela odiava tempos atrás. Agora ele era o cara que ela amava, e que a evitava sempre que possível. Depois da briga na delegacia, Malu e Irene quase tiveram de implorar para que ele fizesse o novo exame, foi Margot que o convenceu, e depois a informou. A modelo sabia que não tinha nada a ver com o fato de ser um Bento na vida, que não ligava pra dinheiro, e sim porque Plínio marcara o garoto com ferro em brasa, quando o rejeitara. Não havia culpados, mas havia feridas a serem cicatrizadas.
...
Já era tarde, e Giane se sentia estúpida por não querer levantar da cama, mesmo que o domingo de sol estivesse promissor, ela queria continuar ali, sem fazer nada. Mesmo assim se levantou, substituiu o pijama, e cortou uma fatia de bolo, indo para o computador testar um novo programa de edição que Caio indicara.
Enquanto tentava escolher as imagens para serem editadas, encontrou a pasta "Fraldinha", abriu. Haviam tantas fotos dele. Desde do dia que ele se recuperava em seu quarto, outras dele fingindo saber jogar futebol, algumas no parque, no bairro, tinha deles juntos, e até mesmo pousando com Silvério e Margot.
-Cretino! -xingou
...
Margot cozinhava e Fabinho espiava a rua pela janela. A rua estava muito parada para o gosto dele.
- Tá bonito o dia né meu filho? — a senhora perguntou casual.
- É, é tá maneiro! — disse sem muito interesse.
- Imagina então, se uma certa moça aparecer.
- Mãe, por favor para com isso! — pediu.
No entanto, era o que ele realmente queria, Giane andando bem ali. Ele nunca pensara que seria tão complicado ficar longe de alguém, como era ficar longe dela. Desde que haviam brigado, ele estava dividido. Uma parte o aconselhava ir atrás de Giane, dizer que mesmo depois de tudo, ele a amava e ponto. Mas havia a outra parte que não conseguia ignorar a falta de confiança dela.
"Pode ficar bravo, chateado, pode até tentar, no entanto, mais cedo ou mais tarde cê vai se dar conta, do jeito que vocês se gostam, não dá pra ficar separado.- disse Malu quando o visitara"
Ele deixou a janela, e foi se sentar diante da TV. Começou a zapear pelos canais, e nem que tivesse acesso a um milhão deles, teria achado algo que pudesse impedir sua mente de voar, e pousar nas lembranças da maloqueira.
Se ele pensara que seu namoro com ela, era a maior loucura que sua imaginação alcançara um dia, o salto em queda-livre sem paraquedas que sua vida tivera na ultima semana era atordoante. Ele só tinha medo de se machucar novamente no fim. A principio ele não queria refazer o exame, porque as lembranças de ser rejeitado por Plínio ainda eram vivas. Ele não queria sentir nada daquilo novamente. Antigamente ele não se importava, mas agora depois de se apegar tanto a Irene e Malu, ele não podia pensar em perdê-las.
Além disso, Margot e Silvério estavam realmente juntos. O que lhe causava duplas sensações. Havia o lado bom em ver a mãe feliz, toda apaixonadinha. E o lado ruim, de toda vez que o velho aparecia estar sozinho.
Silvério era realmente um cara bacana, depois de tantos anos sozinho, ele não cedera a amargura. Toda vez dava um jeito de inserir Giane na conversa, sem que Fabinho precisasse perguntar, ou confessar interesse. Ele simplesmente sabia o que andava rolando. Como o novo fora que Caio havia tomado. Assim que soube do término, ele correu atrás da garota, e ela mandou ele embora sem pestanejar.
Fabinho não pode evitar que um sorriso se formasse em seus lábios. Ele podia negar com a fala, tentar convencer seu cérebro, mas seu coração estava desesperado para voltar com Giane.
...
Silvério viu a filha revirar o purê de batata sem pretensões de comê-lo.
- Por que você não vai lá falar com ele? — Silvério a pegou de surpresa.
- Falar com quem? — fingiu desentendimento.
- Tá bem, se você vai ficar fazendo a dissimulada, eu já vou avisando que não vou ficar espionando ele e trazendo notícias.
- Quem disse que eu pedi pra o senhor espionar alguém? — se fez de ofendida.
- Tá bom que eu vou fingir que toda vez que eu comento sobre o que aconteceu lá na casa da Margot, seus olhos não ficam brilhando.
- Pai, eu gosto do Fabinho! Mas ele não quer me ver nem pintada de ouro. E eu não quero ficar com um paspalho. E outra, foi melhor assim. A gente é muito esquentado, vive dando choque. Se não fosse agora, ia acontecer de algum jeito! — discursou mais pra tentar se convencer.
- Aham sei, agora você procura alguém que não te conhece, e nem vê o Fabinho pra contar essa bobagem.
- Pai, não é bobagem!
- É o que então minha filha? Duas pessoas que se amam, batendo cabeça longe uma da outra?
- Ele ficou magoado.
- Então pede desculpa! Não adianta ficar complicando! A vida é curta! E se ele não tinha direito, ele tinha sentimentos.- o velho se levantou e tirou os pratos. — Agora vou lavar a louça e a senhorita vai dar uma volta. Chega de ficar aqui dentro.
...
Mesmo pensando em voltar para o quarto, optou tomar banho e seguir o conselho do pai. Estava quase pronta, quando ouviu alguém batendo a porta, e Silvério indo atender.
- Quem é pai? — chegou a sala carregando sua câmera. Deu de cara com Fábio. Silvério tratou de ir pra rua, e deixá-los.
- A gente pode conversar? — disse ele.
- Se não for pra me ofender fique a vontade! — ela colocou a câmera sobre a mesa e se sentou. Fabinho fez o mesmo no sofá oposto.
- Eu só queria saber o por que você não confiou em mim? O que foi que eu fiz, que te deixou com o pé atrás?
-Cê tinha razão sobre minha desconfiança. Mas é que não é tão fácil.
-Você passou o tempo todo falando que confiava em mim. No lance do incêndio, na espionagem...
- Eu sei, só que pô... É diferente cara,cê num entende? Eu não tava contigo antes.
- O compromisso não é entre duas pessoas que confiam uma na outra?
- Eu fiquei com medo de você surtar, e me largar na primeira oportunidade, me trocar por uma patricinha fácil e fútil.
- É isso mesmo? Ou você tava comigo, porque sabia que eu posso ser rico, e só precisava achar um jeito de provar?
- Como é que é? — se levantou exaltada.- Repete seu canalha! — quase gritou. — Eu não sou uma Amora na vida, eu nunca quis gostar de você. E se você não sabe eu gostei de você muito antes de saber que realmente você podia ser um Campana. Se eu escondi essa palhaçada toda, se eu me sujeitei a guardar e correr atrás de provas, foi porque eu não queria ver o cara que eu amo se ferrando! Mas já deu disso pra mim! Dá o fora daqui agora! — abriu a porta.
- Não Giane, calma! -
- Dá o fora! Agora... — soltou o ar pausadamente. Fábio decidiu sair, e ouviu Giane bater a porta.
-Merda viu? — xingou, passando a mão no rosto nervoso.
"Às vezes odeio cada palavra idiota que você diz
Às vezes quero esbofetear a sua cara
Não há ninguém igual a você
Você me dá nos nervos
Sei que a vida seria um saco sem você"
...
- Então é isso! — disse Malu para Margot.
- Ai deus que ajude que dessa vez, as coisas se esclareçam de vez! — respondeu.
- Eu não tenho nenhuma dúvida de que o Fabinho é meu filho.- Irene confessou sorridente.
- Eu já nem sei mais o que pensar — confidenciou Plínio para Silvério. — Dona Margot, eu poderia usar seu banheiro?
- Claro, por aqui — apontou a senhora. Mal Plínio se foi pelo corredor, Fabinho abriu a porta se deparando com a casa cheia.
- Oi meu filho — saudou Irene.
- Oi Irene, oi Malu. — sorriu sem humor — Desculpa, não ficar na sala mas hoje eu vou ser a pior companhia!Dá licença.
...
- Fabinho — bateu Malu abrindo a porta — Eu sei que você não quer companhia, mas eu prometo cair fora, é só você contar o que está acontecendo!
- O de sempre Malu. Eu só faço besteira! Burrice atrás de burrice — desabafou.
-Você e a Gi, se desentenderam novamente! — afirmou. — Que foi que rolou?
- Eu fui lá conversar e acabei falando uma bobagem. Sabe às vezes eu me odeio.
- Para com isso, é bobagem.
-Cê sabe, eu amo a Giane. Eu nunca pensei que ia gostar de alguém como eu gosto dela. Ai eu...
- Calma pra tudo se dá jeito. E você pode deixar comigo que eu vou falar com ela. Mas você precisa pensar um pouco, e arranjar um jeito de pedir desculpas de modo convincente! — explicou — Fica bem tá meu irmão — beijou a cabeça dele e saiu.
...
Fabinho voltou a casa de Giane, e bateu na porta. A modelo abriu, e tentou fechar, mas ele impediu.
"Ao mesmo tempo, quero abraçá-lo
Quero colocar as minhas mãos em volta do seu pescoço
Você é um babaca, mas eu amo você"
- Trouxe pra você. — disse entregando um buquê de flores. Giane sabia muito bem distinguir, e aquele era um buquê de plástico.
- Tá tirando com a minha cara,moleque? — disse ela cruzando os braços e mostrando sua falta de paciência.
- As flores naturais morrem muito rápido! Essas daqui são pra vida toda,como a gente- declarou — Só precisa tirar o pó de vez em quando. — mordeu o lado interno da boca, e Giane teve de se controlar.
- Isso não vai dar certo — ela contou — Melhor a gente dar mais um tempo! — disse mesmo que quisesse agarrá-lo, e não soltar mais.
- Tempo caramba? Não sou homem de dar tempo!
- Viu só? A gente já tá brigando de novo. Vai pra sua casa que é melhor! — afirmou.
- Não! — respondeu. — Não, até você me dar o que eu quero!
-Que cê quer ein? Fala logo!
- Quero que você me lembre, por que é que a gente brigou! Por que nos separamos? Porque eu só consigo pensar em você, e no quanto eu te amo! — disse. — Então eu me esqueci de todo o resto!
- Simples, porque você é um cabeça dura, teimoso, metido, grosso, ingrato e pra completar, ainda disse que eu tava interessada na sua grana. Tá bom pra você, ou quer mais? — disparou.
- Quero mais! — respondeu, puxando sua cintura. E beijando-a. Giane tentou resistir e se afastar, mas não estava tão decidida a parar. Ela queria mais, muito mais. No entanto conseguiu encontrar seu controle em algum momento e se esquivou.
- Fabinho, você não pode me falar aquele monte de mer...
- Aham - ignorou voltando a beijá-la, impedindo que ela continuasse seu discurso. De repente eles já estavam dentro de casa, ela entre o corpo dele e a parede de entrada.
- Você não pode falar todas aquelas coisas e agora chegar aqui e... — ela tentou soar firme, mas sua respiração descompassada, e a mão prendendo a blusa dele dizia que ela não queria soltá-lo.
- Você é a mulher da minha vida maloqueira,ficar longe de você esses dias só me rendeu dor de cabeça. Eu falei besteira, foi sem pensar, eu tava cego de raiva! Eu não acho nada daquilo, e desculpa, eu sei que você só tava tentando me ajudar. Pra ser sincero, eu quero me casar com você, ter filhos, passear de mãos dadas, jogar futebol até cê virar uma velha rabugenta e reclamona!- disse com uma mão de cada lado do rosto da corintiana.
- Quem disse que cê entende alguma coisa de futebol? — provocou, sorrindo totalmente derretida com a declaração.
- Para de fazer piada e me beija! — repreendeu ele, voltando a beijá-la. E dessa vez a new face não se afastou. O casal não era nem um pouco contido, uma hora se apoiavam na porta de madeira, nas paredes da sala, corredor, porta do quarto, guarda roupas. Outra hora estavam rodopiando pelo cômodo, dando risada, se beijando com vontade. Só se deram conta quando estavam na cama dela, quase rasgando um a roupa do outro. Mais então a intensidade dava lugar a calmaria, a admiração. Era aquele momento que conectavam seus olhares, igualavam seus sentimentos. Se declaravam sem palavras. Era o momento que os beijos castos eram distribuídos, o afago dava o toque romântico, e então tornavam a se beijar deixando seus corpos e mentes unidos num só desejo.
"E você me deixa tão louca que fico me perguntando
Por que ainda estou aqui, ou aonde eu poderia ir?
Você é o único amor que conheci
Mas eu odeio você
Odeio você de verdade, demais
Acho que deve ser... Amor verdadeiro, amor verdadeiro"
Notas finais
Gostaram? Não????
Música: True Love - Pink
Beijos
Vídeo deles com a música: http://www.youtube.com/watch?v=q_Peq9v-Msg
Fale com o autor