Difference In Me - Fabiane
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Só achei linda a cena que ele disse "Te amo" pra Gi. De resto quero amassar a cara de todo mundo.
Capítulo 11... (formatação com problema)
– Hey tá acordada? — Fabinho sussurrou contra a pele do pescoço de Giane.
– Mais ou menos — respondeu de olhos fechados, aproveitando o abraço do namorado. — Que horas são?
– Acho que umas oito. — respondeu.
– Cê não vai trabalhar hoje não?
– Não! — respondeu beijando a curva entre o ombro e pescoço.
– Por que não?
– Porque você me seduziu, me trouxe pra sua cama e não me deixa sair. — brincou.
– Eu te seduzi foi? — ela abriu os olhos sorrindo. — Foi ao contrário não?
– Culpado! — confessou apertando-a contra si.
– Vai logo zé preguiça, e me deixa dormir. — mandou.
– Você é tão bem humorada pela manhã! — ironizou.
– E você ainda quer acordar comigo todos os dias?
– É o que eu mais quero.
– Então é sério sobre se casar? — perguntou virando-se pra ele.
– Não, eu tava pensando que precisava te convencer a me deixar dormir aqui — brincou recebendo um tapa. — Mesmo assim, você não me respondeu.
– Respondi o quê?
– O moleque, cê quer ou não quer se casar? Juntar as escovas, dividir o cobertor, brigar pelo controle da TV?
– Tentadora essa sua proposta — ela fingiu pensar. — Depois dessa semana horrenda longe de você, eu aceito sim! — riu beijando-o.
– Sentiu minha falta foi? — ele perguntou enquanto começava a cutucá-la, e Giane caiu na risada. Enquanto ele a prendia entre os joelhos e não parava com a brincadeira. — Isso foi a coisa mais melosa que você me disse.
– Ah foi é? — ela limpou a lágrima que escapara com a risada.
– Foi, foi... — ele esfregou a ponta do nariz, contra o dela, beijando sua testa, sua bochecha, e sua boca. Depois usou seus dedos para afastar os cabelos que caiam sobre seus olhos. Ambos se encararam por um tempo.
– Desculpa por ter desconfiado de você, mais do que nunca agora eu sei que deveria ter confiado no meu coração. — ele sorriu em resposta. — Te amo Fraldinha! — se declarou — Agora levanta, e vamos dar um jeito na bagunça.
– Não vamos ficar aqui pra sempre. — ele pediu fechando os olhos e puxando ela de volta pra cama.
– Té parece, anda levanta molenga! — ordenou. — Melhor fica ai, eu vou tomar banho! — saiu e se foi.
"Menina bonita, me deu um nome
Me deu uma vida para sentir
Abraço magnífico
Ela não sabia que o tempo revelaria
Daria a ela o direito de curar qualquer coisa estranha"
...
– Olha trouxe café! — ela disse voltando, já de banho tomado. Fabinho também saíra do banheiro, e estava sentado na cama com o celular entre as mãos. — Que cara é essa? — pousou a bandeja e se sentou no colo dele.
– Nada, é só que a Malu mandou uma mensagem. — balançou o celular.
– E...
– Ela perguntou se eu quero ver o resultado do exame! Ele vai ficar pronto hoje depois do almoço!
– E o que você respondeu? — bagunçou o cabelo dele.
– Não respondi!
– Quer que eu vá com você? Só preciso ligar pro Caio e desmarcar a reunião de hoje. E eu falto no inglês também.
– Não precisa, eu nem sei se eu vou! Mas valeu, você largando seus compromisso pra me apoiar!
– Me pediu em casamento, agora aguenta! — brincou.
"Uma menina tão bonita, compartilhando o seu amor
Mais do que ela tem para dar
Espero que ela saiba que é linda
E quando a vida trouxe dúvida
Ela sempre estava lá para que você"
...
Plínio e Irene chegaram na hora combinada e encontraram Malu e Maurício. Os quatros se sentaram na sala de espera, enquanto o delegado não chegava, assim como Fabinho o Bento.
–Cê tá tensa, meu amor! — disse Maurício.
– Um pouquinho! Mas é que agora é tudo ou nada! A Amora pode se safar, ou se ferrar de vez. Cê me entende? — olhou nos olhos do playboy.
– Vai dar certo, você vai ver. A Amora vai pagar por tudo! — ele disse beijando o topo da cabeça dela, e passando o braço sobre seu ombro e a aconchegando.
– Irene — disse Plínio apertando a mão da mulher, ele estava totalmente preocupado.
– Tô bem meu amor! — respondeu antes dele perguntar. — Só não vejo a hora do resultado provar o que meu coração já sabe!
Plínio pensou em dizer algo, mas sabia que não havia nada a ser dito, até que o exame estivesse pronto.
De uma hora pra outra ele começou a se dar conta que mais uma vez sua vida podia mudar. Se Bento realmente não fosse seu filho, e Fabinho assumisse o posto, ele não fazia a menor ideia de como lidar com aquilo. No dia anterior havia ouvido um pedaço do diálogo entre Malu e Fábio. Ele fez um belo discurso sobre Giane, mas ele não estava completamente convencido. Além de tudo, a sua preocupação só aumentava, não só Irene estava crente, como Malu também que ele era um Campana.
Plínio suspirou cansado, e se pôs de pé no momento que viu Fábio entrando de mãos dadas com Giane. Todos trocaram cumprimento, mas entre ele e o suposto filho nada além de um distante e monossilábico "Oi". Bento chegou com Salma. A tia do lar, havia decidido acompanhar o garoto. Malu e Maurício ficaram juntos com Giane e Fabinho, enquanto Irene e Salma conversavam do outro lado. Plínio ficou ao lado de Bento. Mas ambos estavam sem repertório para uma conversa.
O delegado os chamou, avisando que os resultados já estavam em suas mãos.
– Fábio Queiroz e Bento de Jesus. — chamou. Os dois seguiram o homem da lei. Lá dentro da sala, um médico estava com os exames.
– Boa tarde. — apertaram as mãos.
– Esse é o médico e dono do laboratório que executou as novas análises do material genético dos senhores. — apresentou.
...
Giane mordia o polegar repetidamente, andava de um lado para o outro, ansiosa. Mau tentava acalmar Malu, enquanto Irene, Plínio e Salma dividiam o silêncio da espera.
Quando a porta da sala foi aberta, todos os olhos se voltaram para os dois jovens, o médico e o delegado que saiam. Fabinho olhou direto nos olhos da noiva, que apresentava mil perguntas. Ele foi até o lado dela e apertou sua mão, Bento saiu cabisbaixo, pigarreou.
– Então é isso gente... Plínio e Irene, eu não sou filho de vocês! — contou. Plínio ficou estático, enquanto Irene quase saltou. A mulher ficou dividida entre correr atrás de Fabinho ou consolar Bento. Mas Malu tornou as coisas mais fáceis quando foi abraçar o ex-irmão.
– Eu sabia, eu sempre soube — disse Irene — desde a primeira vez que eu pus meus olhos em você. — apertou o moço num abraço.
– Obrigado Irene. — agradeceu sorrindo incerto. Em seguida Malu o abraçou, Maurício apertou sua mão, depois Salma também. Giane abraçou o noivo e o beijou rapidamente.
– Hey cara cê tá bem? — Giane perguntou para Bento.
– Aham, é só que no fim o Fabinho estava certo e a Amora... A Amora mentiu pra mim. Pra todos!
– Eu sei, mas pensa que pelo menos você se livrou daquela cobra, e agora você pode começar a viver uma nova vida!
– Que vida Giane? Eu perdi você, eu perdi minha melhor amiga, minha identidade, minha alegria. Olha só pra mim? — desabafou.
– A gente pode ter brigado, mas eu nunca deixei de me importar com você não! — abraçou, acariciando as costas do florista.
– Vamos Giane? — pediu Fabinho. Bento e ele trocaram um olhar, nem agressivo, nem amigável... Apático talvez. Plínio se interpôs.
– Fábio acho que a gente precisa conversar! — sugeriu.
– Outra hora Plínio pode ser? — perguntou. — Agora eu só quero contar pra minha mãe, e digerir a notícia.
– Tá certo então! — o homem se deu por vencido. — Você pode ligar lá pra casa, quando quiser marcar!
– Eu aviso a Irene! — respondeu — Vamos? — olhou pra Giane e ela concordou e ambos saíram de mãos dadas.
...
Bento ficou reflexivo, mesmo assim notou o inquietamento de Salma.
– Tá tudo bem tia Salma?
– Na verdade não meu filho! — respondeu — É sobre sua verdadeira identidade.
– Ou a falta dele né tia Salma?- corrigiu — Até isso eu deixei que a Amora roubasse.
– Agora que o Plínio e a Irene não são seus pais... Eu acho que sei quem pode ser.
– Eu não sei se quero saber! — explicou.
– Mas já é hora! Eu pensei em dizer antes, mas quando o exame provou que você era um Campana não tinha o porquê, tocar no assunto.
– Tudo bem, pode falar!
– Eu acho que o Wilson Rabelo, o meu cunhado é teu pai! — contou.
...
Margot abraçou o filho emocionada.
– Eu só queria dizer, que mesmo sendo o filho da Irene e do Plínio, mesmo que a Malu seja minha irmã... Antes de tudo a senhora é minha mãe de verdade. Foi a senhora que me aguentou quando eu era um crápula, e me ajudou nos momentos rebeldes e agora tá aqui comigo!
– Ai meu filho, eu nem sei o que dizer...
– Não sei o que vai rolar agora, mas nem pense que eu vou ficar longe da senhora! — afirmou apertando a velha, até quase sufocá-la. — Te amo dona Margot.
Giane assistiu a cena emocionada, se um dia ela teve dúvidas, elas já não contavam mais. Fabinho estava diferente, e ela só podia ficar feliz com isso. Quase não percebeu, mas logo estava no meio do abraço do noivo e da sogra.
...
Mais tarde no quarto dele, a modelo lhe fazia cafuné, enquanto ele ficava deitado em seu colo de forma preguiçosa.
–Fraldinha? — chamou.
– Fala Pivete– respondeu de olhos fechados quase num sussurro.
–Cê tá feliz? Agora que ficou provado que seus pais são o Plínio e a Irene?
– Mais ou menos. — respondeu — Quero dizer eu gosto muito da Irene, me amarro no lance de ser irmão da Malu, mas se eu pudesse escolher, não seria filho do Plínio. — confessou. — O que é mó doideira, já que ele é quem tem a grana.
– Mas agora você não tá mais fissurado nisso! — concluiu ela. — Eu to super feliz por isso.
– E sabe por eu to feliz ein moleque? — se levantou
– Sei não. — fez voz manhosa.
– Porque agora eu vou poder te dar uma vida de rainha. — contou beijando-a seguida vezes em vários pontos do rosto, ombro e pescoço.
...
Irene ligou para o celular do filho pedindo para que ele junto com Margot, Silvério e Giane se juntassem a eles para o jantar. Ele acabou aceitando o convite, depois que a mãe e a noiva concordaram.
Giane então resolveu ir pra casa se arrumar, e avisar o pai do compromisso. Encontrou Simone chegando do serviço.
– Oi Giane — a irmã mais velha de Amora saudou sem jeito.
– Oi Simone, cê tá bem?
– To, to sim! Já me ligaram avisando sobre a Amora. Eu vim preparar alguma coisa pra ela comer lá na delegacia. — contou desconfortável.
– Cê sabe que ninguém queria que as coisas chegassem a esse ponto, não é? Se a Amora tivesse parado de aprontar, ela não teria ido tão longe.
– Eu sei que vocês tem seus motivos, a Amora errou e errou feio. Mas ela ainda é minha irmã, e eu me sinto culpada.
– Não se sinta, você não é responsável pela Amora ter se tornado um monstro! — afirmou.
– Valeu Giane, mas eu preciso ver com a dona Salma se ela fica de olho nas crianças mais um pouco, enquanto eu volto na delegacia.
– Vai lá então... E saiba que você pode contar comigo sempre — se posicionou. A mulher sorriu e se foi.
...
Malu chegou no apartamento do pai, e Irene e Celinha estavam andando de um lado para o outro, ajeitando tudo. Malu se ofereceu pra ajudar, e ficou responsável por ajeitar a mesa. Irene estava radiante tanto pela notícia, quanto pela vinda da sua nova família. A mulher não podia estar mais grata, depois de anos de sofrimento, anonimato e culpa, ela havia voltado para Plínio seu grande amor, reencontrado seu filho Fábio, havia ganhado uma enteada adorável, no caso Malu, e ainda havia Doroty, Kevin e Luz as crianças adoráveis, que cercariam seu novo bebê.
...
Notas finais
Respondo os do ultimo capítulo em breve!!
Beijos
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