Diferente
3 Conflitos
Notas iniciais
Avisinhos básicos: coloquei o gênero ecchi na fanfic e vou colocar links de alguns espaços e objetos pela primeira vez numa fic minha.
Mais uma vez aquela patricinha conseguiu tirá-la do sério. Mônica andava pelo Limoeiro pisando duro, sua respiração estava difícil por causa da raiva acumulada e ela apertava os olhos com força, o que a impediu de evitar um esbarrão na pessoa que menos queria encontrar no momento:
–E aí Mô, muito irritada com a Carmem?
–C-Cebola? O que faz aqui?
–O mesmo que todo mundo: vim ver que história é essa da Carmem estar dando mole pro DC.
–Peraí, você tá com ciúmes dela?
–Não. Só disse isso pra você ver como é ridículo esse seu ciúme desmotivado daquele doido.
–Não é ciúme! É só que...
–Que você estava acostumada a ter ele sempre no seu pé e agora sentiu falta. Mas relaxa Mô, eu vou fazer você esquecer aquele cara.
–E a história de me derrotar?
–Nós não vamos namorar sério e ficar não tem mal nenhum.
–Espera...o Do Contra e a Carminha disseram que estavam ficando. Isso significa que os dois podem não estar juntos?
–E do que isso importa? Vamos passar essa tarde juntos, sem dar importância pros dois.
–Valeu Cê.
Carmem e Do Contra estavam saindo da casa do mesmo, depois de uma conversa com a família dele que estava até feliz por vê-lo acompanhado.
–Cara, o Nimbus vai ter um treco quando souber que eu estou com você.
–Por falar nele, como anda aquela história com a Maria Mello?
–Ah, sei lá. Ele disse pra guria que só ficava com ela quando ela fosse procurar um médico pra tratar aquela anorexia. Enquanto isso ele sai com a bruxinha lá, mas parece que não vai dar em nada.
–Por que não? Ouvi dizer que a tal Ramona gosta dele, além do que os dois são magos e combinam.
–Mas o meu irmão é meio lerdo pra perceber essas coisas e, ao que parece, ele gosta mesmo é da Maria. Chegamos.
Ele olhou para a mansão dos Frufru e se deu conta de que a única vez em que se incomodou com tanto luxo foi na casa daquele atorzinho do qual não lembrava o nome.
–Senhorita Carmem, trouxe visitas?
–Sim Janjão. Meus pais estão em casa?
–Não, senhorita.
Ela pareceu um pouco triste, mas puxou-o logo para dentro.
–Pra variar meus pais não estão em casa. Você se incomoda de esperar?
–Na verdade, me incomodo sim.
–Então...
–De boa, eu espero.
Ela riu e bateu com a mão na testa, fazendo-o rir também. Depois de um tempo parados na sala se encarando, a herdeira dos Frufru pegou na mão dele e subiu as escadas, levando-o até seu quarto. Quando chegaram no cômodo, DC quase teve um ataque: todo o térreo de sua casa caberia ali. Era um quarto rosa, dourado e branco com uma TV gigantesca, um computador dos mais modernos, tapetes luxuosos, um lustre de cristal, uma cama que realmente parecia de princesa, um banheiro enorme e uma estante lotada de bonecas e bichos de pelúcia.
–Você deve estar enjoado só de ver esse tanto de rosa, né?
–Um pouco.
Ele se jogou na cama dela como se estivesse em casa e começou a analisar meticulosamente o espaço, ignorando as reclamações da loira. Estava passando os olhos por todos aqueles bichinhos típicos de garotas quando colocou os olhos naquilo. Era um monstrinho vermelho de três olhos, cheio de tentáculos que o obrigou a levantar para tocá-lo. Mas no momento em que o fez, o bicho soltou um rugido grotesco que quase o matou de susto. Assim que pegou o bicho do chão, ele olhou para Carmem com a expressão mais confusa do século.
–Explicando: meu primo Felipe me assustou com isso e, para que ele não fizesse mais isso, eu guardei.
–Ele é estranho, tem três olhos e assusta. É a coisa mais fofa que eu já vi!
–Jura?
–É claro!
–Pode ficar com ele, se quiser.
–Carminha!!!!
Ele saiu correndo e se jogou em cima dela, fazendo-a cair na cama, ficando por baixo dele.
–Valeu. -ele sussurrou em seu ouvido, fazendo-a ficar com o rosto ruborizado.
–E-ei DC, nenhum cara que namora uma garota há uma hora se joga em cima dela desse jeito.
–Que bonitinha, adiantou o horário. Você é uma boa dissípula da contrariedade.
–E-eu só estou sem relógio.
Ela tentou empurrá-lo para trás, mas não conseguiu e acabou desistindo.
–Você deve se sentir muito sozinha aqui, não é?
Do Contra não precisou de nada além daquele silêncio para beijá-la de um jeito romântico, impossível de não ser retribuído. Ele já estava descendo os beijos do pescoço para o colo dela quando a porta da mansão se abriu. Carmem assustou-se e o empurrou para longe, logo pegando sua mão e puxando-o novamente até a sala.
–Papai, preciso conversar com você.
–Agora não, princesa, eu estou cansado.
–Mas pai...
–Agora não, Carmem.
–Eu estou namorando o DC.
O Senhor Frufru estava pronto para dar a bronca do século quando seu celular tocou. Quando a ligação terminou, o homem apenas suspirou pesadamente e voltou-se para a filha.
–Tenho que ir. Converse com sua mãe quando ela voltar do salão e nós veremos. No momento tenho coisas mais importantes a fazer do que consertar suas besteiras.
Quando ele saiu da casa, Carmem soltou a mão do namorado e correu até seu quarto.
–Carminha, posso entrar?
–De boa DC, isso não vai dar certo. Vai embora, por favor.
O fato de ela estar chorando só aumentou a raiva do garoto, que abriu a porta mesmo sem permissão pra isso.
–Sinto muito, tenho que contrariar.
Ele sentou-se na cama ao lado dela e começou a afagar seus cabelos até que parasse de chorar.
–Você é a primeira pessoa de fora que me vê sem maquiagem.
Ele sorriu e secou suas lágrimas com o polegar, aproveitando para levantar seu rosto.
–Sabe que eu prefiro você assim?
–Voltou a falar ao contrário?
–Não.
–Você deve estar me achando ridícula agora, afinal sempre gostou da "senhora destemida".
–Pode até ser que você não tenha a atitude da Mônica, mas também não tem a vida tão fácil como parece. Além do que, por mais que eu não curta esse clichê de ser cavalheiro, nenhuma garota vai chorar na minha frente sem que eu faça nada. Muito menos se for a garota que me deu aquele bicho fofão.
Ela riu e o abraçou.
–Valeu, DC.
–Como vai ser com a sua mãe hoje?
–Provavelmente ela vai dizer que não tem tempo pra mim e vai ficar por isso mesmo. Aconteceu a mesma coisa quando eu namorei o Titi: eles acabaram por esquecer o assunto e nem se deram conta quando nós terminamos.
–Pensa pelo lado bom: eu não serei chutado daqui como eu imaginava que fosse.
–É, pode ser. Mas agora tá na hora do senhor voltar pra sua casa, porque amanhã e segunda e nós temos aula.
–E nós vamos ficar juntos na frente da galera toda?
–Claro. Dona Denise vai se roer de inveja e se arrepender por ter armado aquela confusão toda na sorveteria.
Quando se deu conta, Carmem notou que ele já estava descendo as escadas e com certeza não tinha ouvido nada depois do "claro". Ela sorriu e ficou sonhando acordada, até que a porta da casa fizesse barulho novamente.
Fale com o autor