Diário de uma paranormal

8 Lista de Problemas


Notas iniciais
heey capitulo de ferias

Outubro (isso mesmo descobri o mês em que estamos)

Sabe qual é o problema de um carro velho? Ele sempre quebra quando você mais precisa. Andamos vários quilômetros para achar um hotel na estrada e achar um mecânico, o carro de Josh não tinha mais conserto. Ótimo, mas um problema. Outro era o tempo que os feitiços demoravam em ficarem prontos, lembra-se daquele pedaço de pele que tínhamos pegado do “estranho”(nós não sabemos ainda o seu nome)?

Depois que Miguel desmaiou ele desapareceu como tivesse sido abduzido, mas de algum jeito eu sabia que isso tinha acontecido por ele ter no ajudado demais, me sentia péssima por isso, mas eu estava procurando na internet algum jeito de trazê-lo de volta.

-Você ainda vai usar?-Harry perguntou apontando para o notebook dele.

-Eu estou usando não está vendo?-respondi

-Não — ele começou lentamente-você está escrevendo no seu diário. Ah, Katherine ,você tinha prometido que eu ia poder ler o seu diário e...

-WHAT? Quando eu disse isso ?

-Naquele dia no apartamento de Josh

-Problema é seu eu não vou te mostrar — às vezes Harry me fazia dizer coisas que eu não queria,como prometer isso. Era meio assustador o efeito que ele tinha sobre as pessoas ,porque não era sobrenatural como o dom de Amber em influenciar as pessoas era só uma coisa que fazia parte dele.

Eu senti tudo girar e eu me levantei da cadeira do restaurante do "hotel".

-Está bem, Kath? Você tá meio pálida.- Harry disse preocupado

-Estou ót-eu cai no chão desmaiando.

Uma estrada que dizia quilometro 20 ,um posto de gasolina ,era tudo que a visão mostrava também mostrava outra coisa mas eu não conseguia me lembrar.

-Katherine? Katherine? Alguém me ajuda?

-Shhh

-Katherine?-Harry chamou

-Pare de falar.Eu tive uma visão.

Expliquei para ele o que tinha acontecido. Fomos até o quarto contar a minha visão a Amber e Becky.

-Eu sinto que isso é uma pista para encontrarmos Josh

-Nós já sabemos onde Josh está- Becky disse

-Alguém pode ter influenciado a sua visão -Amber disse pensando

-Podemos pelo menos ver se tem alguma coisa errada lá?

-Não, eu sinto alguma coisa muito errada lá — Amber deu a palavra final.

Quando nós saímos do quarto eu falei para Harry

-Você vem comigo?

-Para onde?

-Naquele posto de gasolina .Eu vou buscar a minha mochila.

-Espera — ele puxou pelo braço — e se Amber estiver certa?

-Nós nunca vamos saber se não formos até lá.

-Nós tínhamos que vir mesmo a pé? Faz alguns quilômetros que estamos andando sem parar — Harry reclamou

-Você tem um carro?

-Não mas ...-eu o encarei tipo "preciso dizer mas alguma coisa?"-será que vai demorar a chegar?

Olhei para o horizonte e disse

-Parece que não

O posto de gasolina parecia maior do que na minha visão ,na verdade era maior do que qualquer outro posto de gasolina tinha até um super mercado no lugar do posto de conveniência, isso era bem...estranho ,mas eu estava muito animada para entrar no ar-condicionado uma coisa que eu não sentia a meses.

Nós entramos no supermercado e nos separamos para procurar alguma coisa que pareça sobrenatural, isso ajudaria se Becky e Amber estivessem aqui, mas...

Andei meio distraída procurando algo quando alguém esbarrou com tanta força em mim que eu cai no chão

-Me desculpe -o velhinho disse — quer ajuda? -ele estendeu a mão

-Não precisa- eu disse me levantando rápido,vi que eu tinha derrubado a bengala dele ,me abaixei para pegar e entreguei a ele.

Quando me levantei vi de relance os olhos do velhinho mudarem de vermelho escarlate para o castanho comum e seu rosto todo deformado para um comum.

-Ah meu...-soltei.Eu tinha visto aquilo mesmo?

O velho sorriu maleficamente e pareceu crescer,eu não estou falando de jeito figurado,ele estava crescendo mesmo. Ele parou de crescer mais o menos quando ficou com 2 metros de altura e o seu rosto ficou todo deformado como estivesse em um sonho(no caso pesadelo,eu tenho que destacar),os seus olhos voltaram ao tom escarlate.

Soltei um gritinho, olhei para os lados. Isso devia parecer no mínimo estranho, mas as pessoas simplesmente se aproximavam e não corriam assustadas. Os rostos delas ficaram no mesmo aspecto do que o do velho ,e eu comecei a andar para trás tentando fugir,infelizmente eu só estava me afastando mais da saída do mercado.

Eu precisava encontrar Harry ,pensei.

Os caras deformadas se aproximavam lentamente de mim como zumbis. Corri procurando por Harry naquele hipermercado que parecia aumentar de tamanho cada vez mais. Em cada sessão que eu passava correndo mais pessoas se revelavam ser os caras deformadas.

Isso é que dá seguir os meus planos, pensei mal-humorada lembrando de Amber jogando na minha cara que os meus planos nunca davam certo.

-Haaaaaaaaaaaaaaary-gritei não fazia diferença se eu gritasse ou não, eles já estavam atrás de mim. Na verdade para alguém que tem os rostos borrados eles enxergavam e corriam muito bem. Um deles segurou o meu pé quando pulou para me segurar e começou a me arrastar na direção dos outros que ainda estavam chegando. Gritei loucamente para ver se eu gritasse com muita forca eles explodiriam, mas essa é a vida real e não acontece esse tipo de coisa.

Quando você esta sendo arrastado num estilo the walking dead pelo chão para sobreviver tem que ter uma epifania obvia de que você tem guardado na parte de dentro da sua jaqueta um punhal.As vezes ela pode ser bem útil,e um dos momentos talvez seja esse.

-AAAAAAH -gritei tirando a faca da minha jaqueta e cravando-a na mão que me arrastava, mas o que mais poderia acontecer? Isso mesmo .Não funcionou. A faca atravessou a sua mão como ela fosse uma projeção. Os outros caras deformadas já estavam perto o bastante de mim para me matarem mas eles fizeram melhor,eles começaram a me desmembrar.Que legal,ótimo jeito de morrer sem nenhuma dor(espero que vocês percebam que eu estou sendo irônica,porque eu quero que alguém me ajude).Fechei os olhos,desejando que Harry pudesse me escutar:Cara,seria um ótimo momento para você me salvar e seria bem legal se fosse RÁPIDO.

Ouvi alguns sons de luta e meus olhos abriram

-Harry?-perguntei olhando para os lados

Senti uma mão tocar no meu braço. Espero que seja Harry, espero que seja Harry...

-Seus planos não dão certo mesmo, Katherine — esse tom metido de voz me lembrava...

-Amber!O que você faz aqui?

-Salvando a sua vida ,o que mais seria?-Becky disse convencida se metendo na conversa.

Como eu as odiava, mas pera aí eu era pior do que elas por isso nós éramos amiga, pensei revirando os olhos.

As garotas gênio tinham conseguido abrir espaço para me ajudar, mas não matou os outros que estavam se aproximando, só pelo tempo da nossa conversa o dobro de caras deformadas haviam aparecido em volta de nós.

-A minha faca não funciona-informei

Becky jogou um liquido de um cantil na faca ,molhando toda a lamina.

-Agora funciona

-Cachaça?-perguntei incrédula –Cachaça vai mata-los?

-Isso não é cachaça, imbecil ,é água benta

-Num cantil?

Amber revirou os olhos

-Importa mesmo aonde colocamos agua benta, ela continua sendo benta.

Empunhamos nossas facas e esperamos os caras deformadas atacarem. Mas que surpresa ,eles davam choque ,pensei revirando os olhos, acho que Zeus tinha um problema com a gente.

Em 1 minuto já estávamos cercadas novamente mas até agora eles não atacaram, o que era meio estranho, mas quem liga? Isso não deveria ser bom?

Um carro maluco veio para a nossa direção derrubando vários caras deformadas em cima da gente.

Antes que eu continue, eu sei um carro.Da onde ele veio ?Minha mente trabalhava bem melhor sobre pressão, lembrei de quando eu corria que nem uma louca pelo supermercado mais ou menos a cinco minutos atrás e vi um carro de demonstração daqueles para que a gente queira comprar. Eu bem que queria comprar, ninguém merece ficar andando naquela droga de lata-velha do Josh.

E antes que eu continue...Eca aqueles caras deformadas pareciam feitos de carne podre .Ah, não, era carne mesmo podre que estava na lixeira de lá. E.estava.emcima.de.mim.eu.vou.matar.quem.estiver.nesse.carro.

Harry saiu do carro gritando para nós três:

-Entrem!

Corremos até o carro novinho e sujo de carne podre .Antes que eu me esqueça, isso vai ter voltar me aguarde Harryslei Orfali da Silva.

Voltando a lista de problemas do começo do capitulo.O problema de ter um amigo que já foi atingido por um raio de uma criatura sobrenatural e foi posto em coma por outra criatura sobrenatural bem pior é que ele pode dar problema. Tipo aquele radinho que você comprou falso no camelo e começa a ter reações bem esquisitas e assustadoras,ah,eu ainda estou falando do Harry. Depois que nós entramos e trancamos as portas,eu pelo menos,esperei que Harry fosse nos tirar daqui.Mas nãããão ele tinha que dar aquela pausa dramática,para dar emoção a minha quase morte.

-Tá, é serio- eu disse-obrigadaporsalvaraminhavida satisfeito?

Esperei que ele fosse dar por satisfeito ,mas quando olhei para ele percebi que ele estava bem esquisito, tipo o cachorro comeu o meu bebê. Então quando eu pensei que ele fosse me abraçar ele segurou com toda a sua forca no meu pescoço como fosse me matar.Eu comecei a ficar vermelha e sem ar. Amber e Becky não se moveram um centímetro para me ajudar,tudo em volta começou a girar.E vi os olhos de Harry mudarem de cor,o antigo azul vivo para um preto profundo que me fez ficar realmente com medo.O que eu poderia fazer? era o meu melhor amigo. Mesmo assim tentei tirar a minha faca da jaqueta mas a minha mão não se movia e os meus olhos ficaram pesados. A ultima coisa que eu vi foi Amber esfaqueando Harry.

Talvez fosse assim o final da minha historia trágica. Meus melhores amigos mataram uns aos outros tentando salvar o meu primo que foi sequestrado por um serial killer de paranormais que fazia isso para abrir o portal dos mortos. Mas por sorte eu não sou muito dramática.

Levantei-me do couro macio em rompante. Meus olhos estavam arregalados e minha boca se mexia sem que eu mandasse. Falei 4 ou 5 frases e voltei ao sono profundo.

Acordei algum tempo mais tarde incomodada com o cheiro de alvejante ouvi Amber e Harry discutindo.

-...você quer me isolar agora?Isso não foi nada...

-Nada comparado com o que poderia ter acontecido, você somente tentou matar a Katherine que é a sua melhor amiga imagina o que você poderia ter feito a outras pessoas e- Amber parou de falar notando que eu tinha acordado.

-O que aconteceu?-perguntei inocentemente, tentando disfarçar que eu estava escutando a conversa deles.

-Você desmaiou –Amber contou — depois que Harry teve um surto do mal, acho que posso dizer assim.

-Kath, você se lembra da previsão que você fez ontem?

-Previsão-repeti debilmente — eu não me lembro do que eu disse, parecia que eu não tinha controle-falei com os olhos ficando cheio d’água lembrando do desespero de não ter controle de mim mesma.

-Katherine-alguém tocou no meu ombro-é importante saber sobre a sua profecia.

Virei o meu corpo para ver quem falava e vi meu anjo da guarda ,Miguel, que era extremamente incompetente em me proteger, parado olhando para mim .Fiquei feliz em encontra-lo pois pensei que não o veria mais.

-Onde você estava?Eu estava preocupada — perguntei o empurrando. Ele desacostumado com esse tratamento caiu no chão surpreso .

-Eu estava preso no céu por ajudar demais os mortais, mas depois do que aconteceu ontem eles perceberam que a minha protegida tinha problemas em se manter segura e me mandaram de volta, agora com permissão de interferir nos assuntos a favores de vocês .Eu não volto ao céu ate que eu tenha provas que você não precisa mais de mim, ou seja não está em alto risco de vida. – ele disse se levantando.

-Então, que profecia é essa que vocês me contando que eu fiz?

-Eu esperava que você perguntasse eu demorei um tempão tentando lembrar tudo exatamente o que você disse, mas aqui está –Becky apareceu me entregando um papel escrito um haicai com o nosso futuro.

O papel dizia:

A chave perderão

E os libertados se reerguerão

O traidor pelo sangue será chamado

Para servir o mal já esperado

Três finalmente encontrarão a vingança

Mas não conseguirão impedir a matança

Uma vida será roubada

E se juntará a criatura alada

Eu não conseguir dizer nada e Harry como lesse meus pensamentos disse

-Eu sei, eu sei. Mas veja pelo lado bom nós temos um carro novo.

Olhei em volta pela primeira vez desde que essa conversa tinha começado, nós estávamos em um acostamento de uma estrada e o banco do carro cheirava a alvejante.

-Pra onde nós vamos?-perguntei

-A pergunta certa é “aonde estamos”?

Amber puxou o mapa de dentro da sua mochila.E Harry animado a interrompeu.

-Esse carro tem gps, não é demais?

Ele perguntou ao gps aonde estávamos e ele nos informou

-Daqui para onde queremos chegar vai levar só três dias mas com essa maravilha pode ser que o tempo da viagem diminua.

Harry quase pulava de felicidade por dirigir um carro como aquele. Eu não conheço muito sobre carros mas era impossível não saber que era uma BMW com ele pulando dizendo “Uma BMW, Josh não iria acreditar” e eu estava feliz só por pelo menos alguém aqui não estar com raiva ou magoado comigo.

Durante a viagem de carro prometi a mim mesma tentar melhorar o tempo que eu passava com Amber e Becky, às vezes nem parecia que éramos aquelas garotas que ficávamos sempre juntas.

Paramos algumas horas para dormir no primeiro hotel que achamos sem sair da rota, era madrugada mas eu não conseguia dormir com o barulho do ar-condicionado pingando então fui até o quarto ao lado para jogar vídeo game(era de Harry mas ele não se importaria, eu tenho certeza, principalmente quando ele estiver dormindo).Comecei a mexer na mochila de Harry procurando o seu gameboy e fui jogar no banheiro, eu não queria atrapalhar o sono dele.

Eu estava apertando botões loucamente e não percebi a porta se abrir mas pela fresta da porta do banheiro vi um vulto,não como ver ,foi mais ou menos sentir aquele vulto me rodeando.Me arrastei até o fundo do banheiro, assustada, acabei batendo em uma cabine de banho.Eu não conseguia ouvir mais os barulhos de fora do banheiro já que a minha respiração tinha ficado consideravelmente alta, dessa vez eu vi a sombra passar pela porta do banheiro buscando algo.Eu via o carpete do quarto se mexendo mas não fazia nenhum barulho e a sombra finalmente viu a luz do joguinho aceso na minha mão e se aproximou do banheiro. Lentamente, preciso dizer mas quando você fica assustada as ações parecem demorar mais que o normal. Procurei nos bolsos da minha jaqueta o meu punhal, mas eu estava de pijama. Encolhi-me toda vendo a porta se abrir que quase cai para dentro da cabine.