Sensação de missão cumprida. Era isso que Magali sentia ao entrar na escola ao lado de sua melhor amiga, que expunha um sorriso na face, o que foi suficiente para acarretar a alegria de todas as amigas, que ralaram feio pra ver a dentucinha feliz.

Milhões de idéias ótimas, como a da tarde passada afloraram na mente da comilona, e se dia após dia tivessem um novo programa? Aos poucos restaurariam a velha Mônica, que todos eles se cansavam de tanto amar.

A aula voou feito um tiro, e Mônica nem se dava ao trabalho de lembrar-se da ruiva inescrupulosa que te fizera tão mal na manhã passada. Já Cebola, não se limitava, lembrava de tudo, e um gosto férreo de ódio lhe ardia à língua, arquitetou algum bom motivo que lhe servisse para acertar a cara de Toni, mas nada.O cara era o queridinho das meninas, estilo perfeito com mesclas de garoto mau que as fazem perder a sanidade tão fácil... Não tinha como competir.

_Vamos sair hoje à noite Mônica e não aceito um...

_Tudo bem. – As garotas se entreolharam apavoradas.

_COMO É? – Disseram em coro.

_Eu vou. – Sorriu, e em seguida ela foi acertada por tiros de abraços, de todas as direções.

_Vamos em pares, Eu e o Cascão. – O sujinho lhe abraçou por trás lhe dando um beijo na face, Maria riu corando de maneira graciosa. – A maga e o Quin, a Marina e o Fran, a Aninha e o Titi, você e o Cebola.

_Eu o que? – Disse retirando os fones do ouvido.

_Vamos sair hoje Mané, e você como um bom amigo vai me fazer companhia. – Ele jogou os ombros demonstrando desinteresse.

_Que seja.

_E aonde vamos mesmo? — Indagou a garota por trás dos óculos.

_Naquele barzinho maneiro na frente do campinho! – Aninha revirou os olhos quando Mônica se mostrou totalmente por fora. – Tina petiscos.

_É maneirinho. – Rebolou Maria junto do namorado.

_E tem uns petiscos... – A comilona lambeu os beiços.

_O nome já é de se suspeitar. – Mônica riu sinceramente feliz por sentir o ar adentrar seus pulmões de maneira tão boa.

Assim o tempo rola, e todas levaram horas com megas produções... Exceto Mônica, é claro. A menina se usou pó uma vez na vida tinha sido muito, um delineador então jamais! Essa se submeteu a uma calça jeans, o que já era muito vindo dela, destas de boca larga, uma camiseta enorme e frouxa, e o resto... Bem, o mesmo de sempre.

Despediu dos pais, e saiu. Sua mãe só sorria aliviada, ver sua filha saindo como há tempos não fazia só lhe trazia alegria e satisfação, nenhuma mãe ou pai gosta de ver seu filho se esvaindo entre quatro paredes.

Mônica enfiou o dedo na campainha, e logo Cebola saiu emburrado.

_Eu ia te buscar!

_Qual a diferença? Somos vizinhos...

_Ainda assim. – Respondeu com indiferença, e seguiram lado a lado pro barzinho.