Tina Petiscos era um local realmente cheio, pessoas de todos os gêneros se encontravam por lá, logo eles avistaram a mesa forrada de amigos tagarelando, mas a visão continuou adiante, e seus olhos reascenderam em chama ao ver a turma mais popular da escola duas mesas depois da sua, e ali estava ele, Toni, lindo como sempre.

Respirou fundo, e jogou os ombros como se não tivesse visto nada, não queria servir de riso pro amigo por causa da discussão passada.

_E ai. – Acenaram, e sem muitos rodeios puxaram suas cadeiras e se sentaram.

_Ué, e o Titi? – A dentucinha indagou a amiga, que retorceu um bico tristonho.

_Não atende as minhas chamadas... Pelo jeito, vai se atrasar. – Ana amava Timóteo desde garotinha pequena, mas na verdade ele sempre a encheu de dores de cabeça, inúmeros casos de infidelidade, e ainda assim ela tinha esperanças que um dia ele pudesse mudar por ela, mas já fazia tempo que o rapaz não trazia novidades, tempo mesmo.

Voltaram pra conversa rotineira, os casais conversando felizes, Aninha falava de cabelo com Mô e Cê, e este por sua vez permanecia tenso, os olhos cravados em Toni, com uma raiva e inveja que ele queria poder arrancar a tapas.

_Licença. – Disse se levantando, seguiu em busca de um bom ar fresco, chacoalhou a cabeça e se xingou por sentir-se tão inútil. Encostou ao bar, e suspirou.

_Caipirinha... – Mordeu o lábio inferior na incerteza, mas não recuou. – De pinga.

_Com certeza. – Isso era um erro da Tina Petiscos, eles vendiam bebida a qualquer um sem medir as conseqüências. Logo com seu drinque em mãos, ele voltou à mesa.

_O que é isso Cê?

_Nada da sua conta, dentuça. – Disse lhe jogando uma piscada, ela deu de ombros.

E assim a noite seguiu, Cebola pediu mais um copo daquele veneno, e pra quem não tem hábito de beber, pinga é como uma surra bem dada, ainda mais quando se tomam dois generosos copos.

_Gente, nós já vamos. – Disse Maria ao se levantar junto de Cascão.

_Mas ta cedo ainda gente!- Resmungou Marina.

_Meia noite só é cedo pra você mocinha! – Riram. – Tchau pessoal.

_Acho que já vou também. – Aninha carregava um semblante de pura decepção, até que Titi atravessou a porta do bar com as pernas bambas gritando seu nome.

_ANA! Gatinha! – Grudou os lábios frouxos na face da namorada.

_Você está fedendo cachaça! – O empurrou, lotada de mágoa e enjôo.

_Qual é em Ana? Que porra! Nada está bom pra você. – O bar inteiro parou para assistir o escândalo do rapaz alcoolizado, mas ainda assim lindo. Sim, Timóteo era muito lindo.

_Para, por favor! – As lágrimas correram pela sua face.

_Fica com esses seus amigos de merda! Olha só. – Apontou pra Mônica, que instantaneamente se encolheu na cadeira. – Até a toupeira mor veio? Se fodam.

_Titi! – Ele tampou a boca e arregalou os olhos.

_Esqueci amor que dessa, em especial, não podemos falar! – A menina baixou os olhares envergonhados e sussurrou pra dentucinha algo como desculpa, mas faltou coragem para encarar seus olhos.

_Eu não tenho como ficar aqui, galera. Desculpa. – De cabeça ainda baixa ela saiu entre as mesas, e o namorado a seguiu berrando asneiras típicas de bêbados.

_Esse cara não toma jeito! – Advertiu Cebola com a voz tão mole como o outro.

_E cara... – Gemeu Fran. – Você ta mau.

_Fica quieto ai cú de burro, e você Mônica? – A menina se encolheu ainda mais, ela sempre era alvo de piadas, justo agora que começava a se sentir tão melhor.

_Ha não, show de novo não! – Magali berrou. – Garçom, a conta.

_Escuta aqui, me dá um beijo? – Mônica arregalou os olhos, como se tivesse escutado o mais feio de todas as ofensas.

_Você realmente esta mal.

_Que merda! – Ele se levantou alterado e apontou pra cara da moça assustada. – Que é? Você devia me agradecer sua burra! Devia me beijar, por que de fato o Toni é que não vai te querer! Nem ele e nem ninguém.

Então a menina se deparou com o riso de canto do rapaz a duas mesas dali, era Toni, fixado na conversa, ela murchou como as flores postas em copos d’água, os olhos arderam com uma vergonha horrível lhe causando nós na garganta, se levantou, encarou Cebola que derramava lágrimas exaustivas, enquanto a mesma mergulhava em uma depressão escura e numa mágoa sem fim.

_Nunca vou te perdoar por isso, nunca. – Saiu dali às pressas, sem dar atenção aos gritos de Magali e do restante da platéia.

Notas finais
UAU *-*
quanto nervoso, jesus!
pinga nunca faz bem, neah?
só se for na minha boca '-' BRIIINK'S
espero que tenham gostado *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.