Devoradora de Memória
5 Capitulo 5 - Olá. Uma casa florida na colina e uma jovem dama.
Casa pegando fogo e pessoas gritando. Pessoas com o rosto deformado em medo correndo. Um céu escuro com nuvens vermelhas, cinzas caindo do céu como neve pousava nos longos cabelos negros de uma garota que empunhava em sua mão uma arma de fogo de cor prata. Ela ria enquanto ditava medo nas pessoas. . .
— Olá. — Disse uma jovem de cabelos claros e rosto pálido e magro, assim que Gabrielle abriu os olhos em um quarto cheio de conforto.
— Não pensava que acabaria vindo parar aqui. .. Depois de tanto tempo, Lilith. — Disse a jovem anfitriã enquanto torcia o pano úmido em uma bacia de porcelana branca. A lareira acesa ajudava a esquentar seu corpo junto com o cobertor de algodão. Estava um dia nublado e muito frio, porém a jovem de cabelos compridos e dourados parecia não se importar com o frio que fazia, pois usava um longo vestido de tecido fino azul.
Gabrielle se sentou na cama olhou ao seu redor, tudo era cheio de conforto e organizado.
— Onde estou? Pondo a mão em sua cabeça e sentindo a casca da ferida, vindo em seguida todas as imagens da noite passada, a besta de olhos amarelos e suas dolorosas feridas em uma noite de terror.
— Ah, sim. Havia me esquecido que você devorou sua Própria mente. — Disse a jovem anfitriã sem esboçar nem uma emoção segurando uma xícara com chá. — Sabe, eu tenho inveja de você. Pondo a xícara na mão da menina.
— Do que você está falando? — Disse a jovem confusa sentindo uma forte tontura que balançou seu corpo.
— Sinto inveja da sua dor. Senti inveja do frio que você sentia quando te achei perto do lago e do pesadelo que fazia você gritar a noite. Eu fiquei te observando enquanto dormia, e desejei tudo isso para mim.
A garota a olhava sem nem uma expressão no rosto. Olhos secos, sem nem um brilho assim como aqueles dois homens na cidade. Dois bonecos em almas.
— Me desculpe. Mas, continuo sem entender. Disse a garota de cabelos escuros mais confusa. O rosto da jovem dama lhe trazia uma sensação boa, ela sentia que podia confiar nela. Algo puro e bonito exalava dela.
— Então eu explico. — Se sentando ao lado da garota. — Nós éramos grandes amigas. Eu estava sempre muito doente e você cuidava de mim.
— Então eu não sou uma pessoa má, como todos dizem que sou. Disse a garota com um pouco de esperança no olhar.
— Não. Você é uma pessoa má. Você e pessoa mais cruel que existe. Mas era boa para mim. Você acreditava ser a lei e a ordem nesse lugar. Eu te amava, eu já não sei como é sentir isso. Mas, eu sei que eu te amava e você me amava. — Pegando na mão da Lilith ou Gabrielle, ela já não sabia qual era seu nome de verdade. — Quando você foi embora dizendo que iria fazer tudo diferente, eu fiquei com medo de morrer e nunca mais te ver, então eu tomei a maldição, do mesmo jeito que a metade das pessoas dessa vila tomou. Estava cansada de sentir dor. Estava cansada de viver em cima de uma cama... Fui covarde, mas não consigo me arrepender.
— Christine! — Esse era o nome da jovem anfitriã, veio com clareza em sua mente que ela mesma se assustou. — Deixa eu te ajudar. Eu posso encontrar um jeito. — Ignorando a xícara de chá e se levantando da cama.
— Então ache sua memória.
Você é uma simbiose maldita para essa cidade, eles te odeiam, mas precisam de você… É eu também, pelo menos acho que preciso. — Com seu olhar claro sem nem uma emoção Christine lhe entregou o mapa que Lilith havia pego na biblioteca. — Algumas pessoas dizem que viram sua sombra na casa da colina. Vai atrás dela e pegue de volta o que é seu, esse é o único jeito.
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