Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
18 Os Filhos de Apolo
Allie acordou com um beijo doce na face, mas logo o momento fofo acabou quando a dor a invadiu.
_Bom dia dorminhoca, pronta para exames médicos?
Leo estava completamente vestido, assim como a sua roupa habitual e seu cinto cheio de bolsos.
_Não sei... – ela disse sonolenta, sentado devagar na cama – você algum dia me explicará o que é o seu cinto?
_Um dia, mi amor – ele sorriu – vamos, vou arrumar você, nossos amigos filhos de Apolo logo estarão aqui.
Leo pegou a escova de cabelo e fez um gesto para que Allie sentasse mais para frente para que ele pudesse sentar atrás dela para ter acesso melhor aos seus cabelos, e ela o fez. Ele começou suavemente a pentear seus cabelos, agora longos, negros.
_Seu cabelo é lindo, assim como tudo em você – ele disse baixinho.
_Obrigada.
_Antes deles chegarem, quero que me conte como chegou até aquela bendita lojinha de donuts.
_Certo... – disse ela.
Leo parou completamente de pentear seus cabelos e a fez virar para que ele pudesse olhar para ela enquanto falava.
_Pode começar, amor.
Ele começou a contar tudo o que acontecerá desde que desembarcou: a perda da carteira e a menina que se oferecerá para pagar a conta, a mesma menina a levando para conhecer a cidade e lhe hospedar naquele hotel, pagando todos os gastos da garota.
_E ela disse que estava fazendo aquilo para consertar coisas do passado.
_Estranho – Leo disse pensativo – me conte mais sobre essa menina.
_Hã, deixa eu terminar a história...
_Ok, ok – ele disse impaciente, como sempre.
Allie continuou a contar sobre o que acontecerá com ela, a noite que passou conhecendo a cidade, e digamos que Leo não reagiu bem a essa parte, pois começou a andar de um lado para o outro a chamando de maluca e que poderia ter acontecido coisa pior, mas então voltou a sentar ao lado de Allie e ela então finalizou a historia.
_Bem, agora me conte como é essa menina.
_Pra que tanto interesse, Leo Valdez? – ela sentiu uma pontada de ciúmes e ele, ao perceber, gargalhou.
_Para com isso, bobinha. Eu quero saber porque tem coisas estranhas nessa menina. Consertar coisas do passado?
_Sim...Bem, ela era do meu tamanho, cabelos cor de caramelo e estava trançado, eu acho. Os olhos eram...
_Não pode ser – ele a interrompeu – Como pode ser isso...
Ele parecia perdido.
_Conhece?
_É CALIPSO – ele gritou e Allie se assustou.
_Como assim, Calipso?
_Você encontrou Calipso, Allie, deuses! Por que eu deixei você sozinha?!
_Mas ela não me fez mal...
_Mas te direcionou para aquela maldita...
_Leo! EU decidi vir para cá – ela arrumou forças para dizer – EU deixei ela me ajudar e ela não estava comigo quando fui procurar um emprego!
_Mas ela te encontrou, ela podia te matar... Você não entende...
_Chega disso! – Allie encerrou o assunto.
Alguém bateu a porta. Allie estava desnorteada e irritada, Calipso a ajudará, mas por que?
Leo foi abrir a porta e três adolescentes estavam postos diante da porta, um deles, o mais alto e que parecia ser o líder, era loiro como o sol. Na verdade, todos os outros eram quase iguais ao maior, mas esse tinha um calor especial.
_Entrem – Leo dizia a eles, que entraram com certa cautela, como se Allie fosse um bicho.
_Bom dia, mocinha – disse o líder deles – Sou Will Solace, filho do Deus Apolo.
_Já falei de vocês, Will.
Will sorriu e Allie se sentiu quente, mas era um calor diferente do que o que Leo lhe passará, era um calor de paz.
_Olá, meninos. – ela disse sorrindo.
_Bem, olhe só Will, Allie enfrentou a fúria de Mirna e seus monstrinhos.
_Tadinha – ele disse olhando para ela – Vamos tratar de você.
Will começou seus trabalhos juntamente com seus companheiros. Leo interrompia de vez em quando querendo saber como ela estava se sentindo e se estava conseguindo aliviar as dores. Allie sempre respondia a mesma coisa, que estava bem. Will tentava afastar, calmamente, Leo, mas a ultima vez o garoto de cabelos dourados o empurrou para fora do quarto e Allie teve um acesso de riso.
***
Meia hora depois, Will tinha finalizado seus curativos e seus procedimentos medicinais.
_Obrigada, Will – ela disse extremamente agradecida, já que não sentia mais dores – Eu me sinto muito melhor.
_Fico feliz. Agora vê se não vai caçar monstros, hein.
Ele tinha um jeito tão especial de tratar as pessoas que sua companhia era extremamente agradável.
_Não vou, prometo.
Ele sorriu e chamou Leo de volta.
_Pronto, engraçadinho, ela já está bem.
Leo entrou como um foguete e foi para o lado de Allie. Ele a encarou de vários ângulos para se certificar de que ela estava bem, depois se virou para Will e disse:
_Obrigada, Will.
_Não precisa agradecer. Agora, Leo, tenho noticias, podemos conversar em particular?
_Sim, claro – ele se virou para a garota – já volto, mi amor.
_Que fofo! – expressou Will – Até mais, Allie, e se lembre da promessa de não se meter em confusão.
_Pode deixar, Will. Prazer em te conhecer.
_Igualmente – ele sorriu e saiu.
Os outros saíram junto dele e Leo os acompanhou até lá fora. Allie já se sentia bem, ele se levantou e foi até a janela e abriu as cortinas. A manhã estava magnifica, o sol brilhava apesar do vento frio. Ela não podia ficar naquele hotel, se realmente Calipso pagou aquilo tudo, ela não podia ficar.
Calipso, pensou, eu nem sei o que fiz para essa menina, nem a conhecia. Mas Allie tinha certeza de que era por causa de Leo, da paixão que surgiu entre os dois e ela provavelmente sentiu. Essa menina tinha poderes, afinal, era filha de um titã.
Leo voltou, com um sorriso bobo nos lábios. Allie se virou para receber o abraço que ele oferecia ao caminhar até ela. Ele a aconchegou em seus braços e disse:
_Que bom que você está bem...
_Sim, estou bem melhor. Você tem amigos muito legais.
_Eles são – Leo sorriu.
Eles se separam e Leo se perdeu na linha do horizonte, atrás de Allie.
_O que foi? – ela perguntou.
_Sabe, pensando aqui no porquê de Calipso estar com ódio de mim sendo que foi ela que me fez mal.
_Um dia você me contará? – ela arriscou a pergunta.
Ele olhou para baixo, encarando Allie nos olhos.
_Sim. Ainda dói, sabe. Mas o que estou sentindo por você está curando pouco a pouco o que ela deixou.
Allie sentiu seu coração quase parar.
_Leo... eu...
_Fique tranquila, não pense muito nisso. Eu passei as informações para Will enviar para os outros, da historia que você me contou, sabe.
Seus olhos se perderam novamente no horizonte. O sol da manhã deixava seus cabelos meio caramelizados, assim como seus olhos.
_Você é lindo... – ela sussurrou.
Ele tirou os olhos do horizonte pela segunda vez e a encarou novamente. Sem perceber, ele a beijou. Um beijo diferente, dessa vez, sem tantos medos como antes, nem tantos receios.
Ele a levou para a cama no centro do quarto e a deitou delicadamente, o beijo ficou ainda mais intenso e então ele parou.
_Desculpe, Allie, eu...
_Não, Leo, eu quero.
Leo a olhou confuso, mas então sorriu e voltou a beija-la. Por algumas horas eles se entregaram ao que sentiam, se sabiam se iriam durar ou não, isso era o menos importava, eles só queriam um ao outro.
***
Allie acordou sobressaltada, o quarto estava escuro. Leo dormia calmamente ao seu lado, ela se sentou lentamente para não acorda-lo e o observou, passou os dedos por seu rosto e no mesmo instante ele abriu os olhos.
_Olá, mi amor.
_Oi... – ela disse num tom meio meloso, que nem mesmo ela reconheceu.
_Sabe, queria fazer uma proposta – ele segurou sua mão e beijou seus dedos.
_O que? – ela se deitou sob seu peito, ouvindo seu coração e sentindo sua pele quente em sua bochecha.
_Quer ir para Long Island comigo?
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