Destiny
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Acordei nos braços dele, totalmente enroscados e olhei para o lado, Bucky dormia serenamente, não aparentava estar tendo algum tipo de pesadelo ou estar nervoso, estava calmo. Ergui o lençol e lembrei da noite passada ao ver nossos corpos nus, havia sido uma ótima noite. Depois de conseguir sair em slow motion da cama pra não perturbar o sono dele fui pro banheiro e depois vesti minha calcinha e a camisa dele e sai em direção a cozinha. Fiquei um bom tempo caçando o que comer e não achei nada de interessante, fechei a porta da geladeira e virei, quase morri do coração pois Bucky já estava parado atrás de mim, e apenas de cueca, mais um motivo pra eu quase morrer. Depois de um gritinho histérico consegui conversar
–Se a intenção era me assustar, parabéns, pois você conseguiu- falei me apoiando na geladeira
–Não, não era, mas ganhei meu dia só por isso- ele falou com um sorriso- Bom Dia, aliás, ótimo dia pra você tá vestida assim- ele falou se aproximando
–Ah, como se você não soubesse o motivo- falei e dei um sorriso com cara de idiota pra ele que riu, mal sabe ele que eu amava quando fazia isso.
–Pelo visto você dormiu bem essa noite né?- falei começando a caçar as coisas para sustentar um dos meus vicios (vulgo café) e ele se sentou enquanto acompanhava eu andar de um lado pro outro com o olhar
–Como se você não soubesse o motivo- ele falou imitando minha voz e eu mostrei a lingua pra ele, nossa, a fome tava dominando o meu ser
–Buckyzinho- falei cantarolando, ele já me olhou sabendo que eu iria pedir alguma coisa- Não quer ir comprar alguma coisa pra gente comer?
–Fazer o que né- ele reclamou e se levantou vindo até mim e me pegando de surpresa selando nossos lábios, apesar de não termos ficado nos beijando muito tempo aquilo foi bom- Não demoro- ele falou já indo pro quarto se vestir e pegar o dinheiro.
Assim que ele saiu voltei a preparação do meu cafézinho sexy, havia ouvido um barulho, mas devia ser na rua. Grande engano meu. Depois de colocar o café na garrafa fui surpreendida por alguém que apareceu atrás de mim, tampou a minha boca e me imobilizou, apesar de estar com medo não pude deixar de notar que a posição que estavamos era bem estranha
–Sem nenhum piu- a pessoa falou, pela voz grossa devia ser um homem, e com toda certeza era bem maior que eu
Apesar de ter me metido em muitas brigas nessa vida eu sempre sofri de um grave problema, crises de ansiedade e desespero nesses casos. Tentei me controlar e não fazer nada que pudesse por minha vida em risco, pelo menos até eu saber se aquele homem estava sozinho.
E não estava. Ele me virou de frente para o resto, no total era 5 homens, contando com o brutamontes que me segurava, um deles se aproximou de mim e eu gelei, é Anne fudeu
–Olha só o que achamos- ele disse se virando para os outros- Então, mora só você aqui?- ele perguntou e eu movimentei a cabeça afirmando com dificuldade graças ao "brutamontes agarrante"- Não ouse mentir pra mim- ele falou e eu disse "mas eu não estou", porém não passou de "hm hmhm hm hm", até que minha boca foi livre pra tagarelar
–Mas eu não estou. Quem são voces?- perguntei já me arrependendo de ter boca grande
–Alguém pra quem você não gostaria nem um pouco de mentir- o cara disse. Se ele tava achando mesmo que eu ia entregar o Bucky tava muito iludido pois eu sabia que tinha gente do mal atrás dele
–E quem disse que eu tô mentindo, puta que pariu, já falei que não tô- resmunguei, merda, porque eu não controlo minha boca
Senti minha cara virando e um lado da minha face ardendo, viado, desgramado, ele tinha me estressado já
–Mas respeito garota- ele disse e se aproximou apertando meu pescoço e impedindo a passagem de ar- Só vou falar uma vez
–Já falou duas- resmunguei, não é porque eu podia morrer que eu ia calar a boca
–Onde está o soldado?- buiatchaca, sabia que estavam atras do Bucky
–Não sei de nenhum soldado
Eu já não conseguia respirar direito graças ao filho de uma puta mal amada que estava me enforcando, agora estava no principio de uma bela crise de ansiedade, vulgo uma falta de ar muito louca. Já sentia meu corpo amolecer, minha visão escurecer e não conseguia respirar direito, ouvi um barulho de algo pesado cair no chão duas vezes e sons de alguém batendo em outro alguém, o pior é que foi tudo bem rápido, o homem que me segurava e o outro que me enforcava me soltaram, assim que senti meu corpo cai no chão me arrastei ate sentir algo nas minhas costas, me encolhi o máximo possivel enquanto me recuperava a tempo de ver Bucky erguer o cara que me enforcava pelo pescoço enquanto os outros estavam jogados no chão
–Da onde vocês são?- Bucky gritava enfurecido, nunca havia visto ele assim- Me responda! O que vocês queriam com ela?- ele perguntou mais alto ainda e ele apertava o pescoço do cara mais forte também, ele não respondeu nenhumas das perguntas mas antes de morrer,desmaiar, sei lá o que aconteceu com ele o vi balbuciar
–Corte uma cabeça e duas nascerão no lugar- depois disso apagou e Bucky xingou o tacando com a maior força possivel no chão
Agora eu já estava bem mais calma, porém era dificil de respirar e assimilar todo o ocorrido, eu puxava o ar com muita força e muito rápido, e talvez tenha sido isso que fez Bucky vir correndo até a minha direção
–Anne!- ele disse me sacudindo, valeu Bucky tá ajudando muito- Caramba, você ta bem?
–Para.. Com... Isso- falei pausadamente pra poder respirar- Tô...Eu Tô... bem...- falei de novo e ergui a mão fazendo sinal pra ele esperar
Fechei os olhos e tentei me acalmar, depois de 10 minutos minha respiração tinha voltado ao normal e ele havia percebido pois senti sua mão agora tocar suavemente meu ombro
–Anne, me responde, por favor — ele falava agora calmamente.
Ao invés de respondê-lo eu o abracei o mais forte que eu pude, sabia que ali eu encontraria segurança. Ele correspondeu meu abraço ,me apertou bem forte e murmurou uma ou duas vezes "Tá tudo bem" porém eu não sabia se era pra mim ou para ele mesmo
–Bucky, eu não quero ficar aqui, a gente precisa ir- falei olhando com medo os corpos jogados pela casa. Ele percebeu isso, pude ver em seu olhar
– A gente não vai, o melhor lugar agora é a torre- ele falou me ajudando a levantar, passou o braço em torno da minha cintura e depositou um beijo em minha testa- Se troca rápido enquanto eu verifico tudo aqui, não precisa pegar nada, depois a gente volta se for necessário, e pega uma blusa de frio pra mim- ele falou e eu fui correndo pro quarto, coloquei uma jeans, uma blusa e meu velho all star, peguei uma jaqueta pro Bucky e voltei pra sala .
Bucky estava verificando um do caras, havia achado uma pistola e colocado no cós da calça, entendi porque ele havia pedido a jaqueta, entreguei pra ele que assim que a pegou vestiu, cobrindo o braço metálico e a pistola
–Posso ir chamando um táxi?- perguntei e Bucky me olhou como se tivesse falado a maior idiotice da minha vida, eu apenas abaixei a cabeça, cara isso é muita loucura pra minha cabeça
–Anne, agora não podemos confiar em ninguém, a não ser um no outro, nem em um mero taxista, pode ter certeza que já tá vindo mais gente pra cá, e no máximo podemos confiar no Steve e no resto dos vingadores- ele explicou e pegou a minha mão- Vamos, não podemos demorar
Saimos andando ( Lê-se correndo disfarçadamente) até a torre. Não trocamos nem meia palavra no caminho, as vezes ele olhava pros lados vendo se alguém nos seguia, ou etão me olhava, provavelmente me certificando de que eu esteja viva.
Ao chegarmos lá fomos recepcionados por Steve, ao qual Bucky contou tudo o que aconteceu e mencionou a tal da Hydra, depois repetiu toda a historia mas agora estavamos no adar de Tony e todos os tais vingadores estavam reunidos. Depois de um dia de muita discussão, conversa e blá blá blá, eu percebi que não havia mais conversado com Bucky, Pepper cedera dois quartos para passarmos a noite lá, ja que foi tudo tão inesperado. Já era 4 da manhã e eu não havia pregado o olho, minha mente viajava a mil por hora. Alguém bateu na porta e eu apenas disse que entrasse, senti o espaço ao lado da minha cama afundar, me virei pra ver que era Bucky que havia se deitado ali
–Desculpa ter te metido nessa- ele disse enquanto eu encarava seus perfeitos olhos azuis
–Não foi culpa sua, a verdade foi culpa daqueles caras que me seguiram- falei e vi um rastro de sorriso cruzar seu rosto
Ficamos por um tempo em silencio, apenas um olhando o outro, até que decidi expor um pouquinho desse medo
–Bucky, a gente não vai morrer né?- perguntei e ele me olhou de uma forma tão sei lá, confortante, como se tentasse me passar segurança
–Não Anne, ninguém vai morrer- ele falou mas ainda não havia sanado meu medo
–Mas vocês são todos preparados pra isso, são basicamente heróis- falei e ele fez sinal pra mim continuar- Eu sou apenas normal, não sei me defender nem de uma mosca
–Não se preocupa Anne, eu tô aqui pra isso tá bom?- ele falou e conseguiu arrancar um sorriso meu
E foi assim que passamos o restinho da noite, conversando, sobre qualquer coisa besta que viesse a cabeça, um sendo a perfeita distração do outro.
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