Destiny
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Acordei num solavanco, eu estava deitada decentemente e coberta, o contrário de como dormi, de ponta cabeça com uma das pernas pra fora da cama, mas isso não vem ao caso. Eu havia tido um pesadelo horrível, era como um cenário de guerra, porém aqui na torre, eu estava vendo todos mortos, quase todos pelo menos, pois ouvia Bucky me gritar ao longe, eu não o achava, em lugar nenhum, olhei pras minhas mãos e estavam sujas de sangue, e um homem do meu lado apontou pra frente onde Bucky apareceu todo machucado e disse "mate-o", eu obedecia a ordem sem hesitar.
Fiquei relembrando aquele sonho antes de levantar da cama, porém fui retirada de meus devaneios com Jarvis me chamando, awn ele é muito perfeito, quero um pra mim
–Bom dia senhorita Anne- ele falou e eu olhei pra cima como se pudesse vê-lo
–Bom dia Jarvis, que horas são?- perguntei e ele prontamente respondeu
–10 horas, o senhor Stark pediu que lhe avisasse que a esperaria no laboratório. A senhorita Pepper deixou roupas pra você no canto da cama- ele explicou e eu apenas murmurei um "uhum" como resposta
Como tinha um banheiro no quarto já fiz tudo o que era necessário, tomei banho, arrumei o cabelo e até usei uma escova de dentes que estava lá e eu não sabia de quem era, uma pena.
Depois de estar finalmente quase pronta pra enfrentar o dia que notei que o lado da cama ao meu lado estava bagunçado porém nem sinal de Bucky. Sai andando sem rumo pois aquela casa era bem grande pra minha cabeça, meu objetivo era achar o laboratório mas acabei indo parar na cozinha, e quando eu disse que estava quase pronta pra enfrentar o dia era porque faltava alguma coisa, comida! Era bem grandona também (assim como o resto do palácio, não pera) estava Pepper, Natasha, Bruce e Bucky, comiam e conversavam animadamente, um momento raro já que Tony me dissera na festa que seria bem dificil encontrar o Bruce fora do laboratório.
–Bom dia- murmurei quase num tom quase inaudivel, afinal eu quase não conhecia eles (menos o bucky) tão, era estranho chegar na cozinha dos outros e dizere "Aí negada passa o rango"
–Bom dia Anne, dormiu bem?- Pepper disse com um sorriso no rosto
–Sim, e muito obrigada pelas roupas- aproveitei pra agradecer
–Não foi nada, senta aí- ela disse sinalizando pra cadeira vazia, ao lado de Bucky
Pelo visto se eu chegasse no "aí negada" não mudaria nada. Sentei e senti o olhar de Bucky acompanhando meus movimentos. Os três eram bem legais, Natasha que parecia ser bem séria e durona era super gente boa, e Pepper era um amor de pessoa, Bruce também era legal porém bem timido e Bucky, bom, dele não preciso falar. Eles conversavam e o máximo que eu fazia era rir ou concordar com algo, depois pedi pra Pepper me indicar onde era o laboratório e fui pra lá. Não preciso contar a novidade de que era grande assim como o resto da casa, Tony mexia num holograma ajustando algo parecido com uma de suas armaduras ( que estavam lindamente expostas na parede)
–Bom dia Tony- falei e ele se virou pra ver quem era
–Bom dia pirralha- ele respondeu e voltou a atenção pro holograma
–Pirralha? Eu?- perguntei cruzando os braços
–Levando em conta de você ser a mais nova da torre, a mais baixinha, é claro que é pirralha, ou prefere que eu te chame de baby?- ele perguntou e eu apenas revirei os olhos
–O que você tá fazendo?- perguntei e assim deu-se inicio a uma longa conversa
Ficamos até de tarde mexendo nisso, e Bruce logo apareceu para nos ajudar. Tony estava tentando criar uma inteligência artificial que seria superior ao Jarvis ( que reclamou disso), porém esse tipo de inteligencia além de ser tangivel teria caracteristicas da personalidade do Tony. Era quase três da tarde quando Bucky apareceu lá no laboratório
–Pepper pediu pra perguntar se vocês não vão almoçar?- ele falou se sentando em um banquinho e pegando uma peça pra analisar
–Eu tô de boa- Tony falou
–Eu também- o Bruce disse concordando também
–Sem fome- falei olhando Bucky que parecia olhar tudo agora
–Anne, se você quiser ir lá buscar suas coisas a casa já está livre- ele falou agora me encarando
–Mas eu tô ajudando aqui agora- respondi e Tony veio até mim
–Vai lá pirralha, eu e o Bruce já estamos acabando o que tinhamos pra hoje, seria impossivel terminar tudo mesmo- ele falou e eu fiz menção de reclamar sobre o pirralha- Olha só, não reclama não baby
–Você sabe ser chato né?- eu falei e vi Bruce e Bucky darem risada
–Claro, tenho doutorado nisso, Jarvis peça pro Happy levar eles- Tony disse
–Quem é happy?- Bucky se adiantou perguntando antes de mim
–Um amigo, fica na boa sorvetinho- o Tony falou e foi minha vez de rir, eu e Bruce haviamos entendio, já Bucky parecia estar boiando
–Tony depois dessa você foi perdoado- falei pra ele fazendo um positivo- Vamos Bucky
Eu e o Bucky saimos com o tal do Happy e ele era bem legal e conversador, ele entrou em casa com a gente e eu pedi para que ele e Bucky pegassem algumas coisas como os quadros e livros que estavam na sala que eu pegaria o que estava no meu quarto, ao entrar senti alguém passar por trás de mim, quando olhei o ser fechou a porta, apagou a luz e fez sinal para que eu ficasse quieta
–Olá pequena Anne- ele falou sussurando
–Quem é você?- perguntei no mesmo tom
–Ah Anne, não lembra de mim?- o homem disse. Ele era alto e careca, estava com um sobretudo preto, e tinha uma expressão sombria
–Se eu lembrasse eu falaria, como você se chama?- perguntei ameaçadoramente
–Pode me chamar de pai querida Anne- ele falou me supreendendo
–Você ta louco!Só pode!- falei baixo, apesar de querer sumir com aquele cara queria saber mais sobre ele
–Não, não sou, me chamo Wolfgang Von Strucker, se preferir Barão Von Strucker, sua mãe chamava-se Anne Christie Hope, você ficou a vida inteira no orfanato depois da enfermeira que te criou ter morrido, sem saber quem você era, apenas mais uma merdinha qualquer, aos 15 começou a faculdade e agora tá ai protegendo o soldado. Agora eu preciso de sua ajuda Anne, quero que se alie a mim- ele falou e eu sentia algumas lágrimas molharem meu rosto, o pior é que não era alegria, comoção,era puro ódio
–Onde você conheceu minha mãe?- perguntei com a voz embargada
–Ela era mais uma vadia qualquer, achou eu a amava que casariamos fazendo eu largaria tudo, pobre mulher, apenas serviu para satisfazer minhas necessidades como homem, como ela sabia de meus segredos tive que dar um jeito de acabar com ela, você nem precisou sofrer, não a conheceu né?- ele perguntou com um sorriso diabolico, eu não era obrigada a suportar toda aquela merda
–Eu nunca irei me aliar a você- falei chorando e ele se aproximou de mim
–Ah querida Anne, você vai, querendo ou não você vai, tenho planos pra você minha filha- ele falou e alisou meu rosto. Empurrei sua mão longe e comecei a gritar para o desespero dele
–Bucky! Bucky- gritei e ele pegou uma arma que estava no coldre da calca e apontou em minha direção
–Menina tola- ele disse e ergueu a arma a altura da minha testa para atirar mais ouviu Bucky e Happy empurrarem a porta, minha visão estava embaçada graças as lágrimas que não captei o rápido momento em que ele abaixou a arma e atirou na altura do meu quadril provocando uma dor muito forte
–Isso foi apenas um aviso, preciso cumprir meus planos- ele falou e "se jogou" pela janela no mesmo tempo que Bucky e happy entraram.
Antes de vir até mim Bucky olhou o quarto rapidamente e Happy olhou através da janela mas não encontraram nada. Eu estava com a mão em cima do ferimento porque aquela desgrama doia demais, Bucky se aproximou até mim e eu aproveitei para lhe agarra-lo, meu momento de segurança era ali nos braços dele. Não sei se foi de dor, medo ou alivio mais começei a chorar copiosamente enquanto sentia Bucky me apertar mais fazendo minha mais nova aquisição de machucados doer mais do que já estava doendo
–O que aconteceu Anne?- Bucky perguntou fazendo carinho na minha cabeça
–Meu pai, ele tava aqui- falei trêmula- Ele quer te matar, quer que eu me alie a ele- falei e começei a chorar de novo- Ele que matou minha mãe
–Calma Anne, calma- ele falou-Como ele se chamava?
–Alguma coisa Von Strucker- falei e senti ele se erijecer- Você o conhece?
–Sim, é um maldito, filho da puta, depois falamos disso, Happy podemos ir?- Bucky disse e se virou pra ele, me deixando ver que eu havia manchado a camisa dele com sangue
–Claro, esta bem Anne?- ele perguntou enquanto saiamos até a sala
–Não Happy- falei quase num gemido, tinha um alto nivel de odio por eu ser tão sentimental
–Não está doendo?- ele perguntou quando já estavamos lá fora, ai sim me toquei que estava sentindo muita dor porém esqueci de falar do tiro
–Muito Happy- gemi, minha camiseta e minha calça estavam bem manchadas
–O que tá doendo?-Bucky perguntou entrando no carro atrás de mim
–Ele, o barão- falei e fiz uma pausinha, o que fez Bucky ficar me olhando ansioso por uma continuação- Me deu um tiro, tá doendo, mas não é nada demais- falei e ele olhou pra minha camiseta e vu a mancha, a ergueu e ficou analisando
–Merda, ele vai pagar caro- Bucky falou- Happy o doutor Bruce pode cuidar disso?- Bucky perguntou enquanto eu me aconchegava mais nele
–Claro, isso é basico pra ele- Happy respondeu e fomos o resto do caminho em silencio
Ao chegarmos lá Bruce cuidou de mim isso sobre os olhares atentos de Tony, Steve e principalmente Bucky, ele tirou a bala e Tony, Steve e Bucky chegaram a conclusão de ser sovietica. Depois disso alguém preparou comida pro jantar, pois até toda aquela parafernalha terminar já era noite. Todos os vingadores jantaram juntos e conversamos sobre o ocorrido, Steve e Bucky ficaram bravos pois conheciam meu suposto pai. Ao fim cada um foi pro seu cantinho, eu e Bucky cada um pra um quarto, fiquei por uma hora e meia rolando na cama e decidi ir atras de Bucky. Ao entrar no quarto vi ele sentado na cama lendo algo sobre atualidades que Pepper havia lhe dado, caminhei até parar ao seu lado e ele baixou o livro para me olhar
–Posso?- falei indicando seu colo
–Claro- ele falou e eu me sentei de frente pra ele que colocou o livro do lado e me puxou pra mais perto, suas mãos subiram até onde eu havia levado o tiro
–Então, sobre hoje- ele fez mençao de continuar mas eu coloquei meu indicador sobre seus lábios
–Shiiu James, sem isso por favor- falei e vi ele dar um sorriso lindo
–Cansou de falar Bucky?-ele perguntou
–Não, só inovando um pouquinho- falei e hoje fui eu quem o surpreendi com um beijo que foi muito bem retribuido- Tava com saudade
–Eu também. A gente demorou pra se entender assim não é- ele falou com um sorriso no rosto. Lhe dei mais um beijo
–Uhum, posso dormir aqui hoje?- perguntei
–Hoje, amanhã, pra sempre, a vontade,escolha uma opção- ele falou num tom brincalhão
–Terceira opção por favor- falei e a gente começou a noite se beijando, agora como foi o andamento dela é outra história.
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