Notas iniciais
Boa leitura....
leiam a notinha lá embaixo

Ela fugia.

Não tinha pernas enormes, mas mesmo assim suas passadas eram rápidas e grandes, seus pés se mexiam com agilidade, talvez fosse a adrenalina que percorria seu sangue, já que ela sempre foi desastrada.

Ela corria.

O mais rápido que conseguia não se importava com nada, apenas sabia que tinha que fugir dali. Não se importava com as poucas roupas que cobriam seu corpo, não se importava em estar descalça, não se importava em estar em um lugar que nunca havia ido a sua vida, mas que era um de seus sonhos conhecer. Afinal seu pai era daquele país, mesmo ela ainda não sabendo a onde ela estava.

Não se importava com os olhares que recebia não se importava em pedir desculpa e nem nos palavrões que ouviu ao esbarrar em alguém , felizmente, ou infelizmente ela conhecia a língua, havia passado anos estudando aquela linguagem com seu pai e em uma escola de línguas, mas infelizmente nunca chegaria a concluir seu curso, depois de mais de sete anos estudando aquela língua. Não se importava de estar correndo em meio ao enorme temporal que assolava a região naquele momento.

Um raio cortou o céu, clarando-o rapidamente, logo depois um trovão alto soou. Seu corpo tremia de frio, a aguá gelada da chuva só piorava sua situação, e do medo que estava sentindo.

Ela apenas sabia que precisava correr, antes que descobrissem o que ela havia feito e fossem atrás dela, porque ela sabia que quando descobrissem o que ela havia feito revirariam o mundo a sua procura, mas para onde ir?

Como achar um abrigo seguro em um local desconhecido?

Tinha medo de ir a policia, havia ouvido uma história de uma garota que conseguiu escapar e correu para a policia, é claro que eles descobriram isso e a pegaram na policia falando que ela tinha sério problemas mentais. Mostraram até um laudo médico. Como eles conseguiam isso? Ninguém sabia. Ela ficou sabendo que a menina havia sofrido, muito. Mais do que qualquer uma ali, eles não perdoavam e depois disso eles simplesmente a mataram.

Mas até a morte era melhor a que ficar ali.

Muitas vezes ela já havia provocando eles tanto que por pouco eles não a mataram, ela nunca entendia porque, quando alguém dava trabalho eles simplesmente atiravam na testa, mas com ela era diferente. Por que? Ela não sabia.

Estava em um lugar que não conhecia, não sabia de nada. O céu estava nublado e chovia, forte, mas ela sabia que ainda não era noite, deveria ser umas cinco horas da tarde.

Ouviu outro trovão e seu corpo estremeceu de novo, o frio se tornando ainda pior em seu corpo encharcado, que mesmo correndo não estava se aquecendo, onde ela conseguiria um abrigo? Depois com mais calma pensaria no que fazer primeiro, precisava sair dali.

Precisava permanecer viva.

Não poderia morrer logo agora que havia conseguido escapar.

Não agora.

Ouviu um carro acelerado e com agilidade, que nem sabia que tinha, se escondeu atrás de um container grande de lixo em um beco escuro.

Sabia que eram eles.

A adrenalina pareceu aumentar ainda mais em sua corrente sanguinea, fazendo suas pernas ficarem bambas. Aquela foi uma péssima ideia.

Estava sem saída.

Repreendeu-se, tarde de mais. Não teria como escapar dali, caso eles a vissem. Nunca que ela conseguiria escalar o muro que tampava o beco de dois metros de altura, e a única saída seria passar por cima deles. Impossível, claro. Não com eles todos armados e com sua força.

Ouviu o carro parar e alguém descer, mordeu seus lábios com força impedindo o grito de medo sair deles, podia sentir que eram eles, colocou suas mãos tremulas no peito em cima de seu coração que batia acelerado, se não fosse o barulho da chuva sabia que o som a denunciaria.

O que faria agora?

— Aquela vadia, não está aqui, vamos ver em outro lugar? — ouviu uma voz conhecida dizer.

— Porra, Aro vai nos matar — outro homem disse bravo. E ela tremeu mais ainda de medo, ao ouvir o nome de um dos chefões, sentindo nojo de si mesma ao se lembrar do que ele já havia feito com ela — O que vamos fazer agora? — a voz dizia já distante.

Ouviu os passos se afastarem e o carro ser ligado. Outro trovão soou e ela não conseguiu conter um grito que foi abafado pelo barulho da tempestade. Ficou ainda ali, imóvel, sem saber o que fazer esperando ser agarrada, levada de volta e espancada, mas isso não aconteceu.

Afastou as lembranças que ela queria esquecer, mas não conseguia. Sem pensar, muito levantou de uma vez e voltou a correr, para o lado oposto da onde o carro havia sumido.

Sua visibilidade estava ruim, não conseguia enxergar nada, ainda mais com sua vista embaçada com agua da chuva e de suas lágrimas, seu coração acelerou quando ela ouviu um carro freando bruscamente, mas mesmo assim o carro, um volvo prata C30 bateu de leve em suas pernas, não causando nenhum dando, mas ela exausta caiu desacordada no chão.

Notas finais
n/a: Oiie amorees!! Tudo bem com vocês?? Espero que sim! Dou um pirulito para quem acertar quem é o motorista do carro! hehe

Capítulo beeem curtinho né, esse é o menor capitulo da fic, eu acho. rss. Vou deixar logo avisado que os caítulos não serão tão grandes, mais maiores que esse com certeza serão, mais prometo muita emoção neles como podem ver já nesse capitulo... haha... Já tenho até o capitulo 17 aqui escrito, queem sabe vocês comentando eu tento reescreve-los e deixarem maiores?
Então comentem muitoooo... Muito obrigada as dez leitoras que comentaram.
Espero que gostem muito dessa fic. Vai ter muita ação, o romance ainda vai demorar um pouquinho, mas vai sair ok?
Agora os post serão semanais, mas vocês escolhem o dia então, vocês
querem que dia da semana???
Domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sabado??? qual deles??
Acho que é só isso...
uma ótima semana, beijos,
lalac