Destinos Entrelaçados
3 Capítulo 2
Notas iniciais
O motorista do carro freou bruscamente assim que viu a mulher que corria em sua direção. Ela era uma doida suicida ou quê? Com raiva, tirou seu cinto, ligou o pisca alerta do carro descendo dele de baixo do temporal e viu a mulher desacordada no chão.
Seu corpo molhado coberto apenas por uma meia arrastão preta furada, um corpete vermelho e uma calcinha não muito pequena. Seus cabelos eram escuros e estavam espalhados em seu rosto, ele não queria, mas não pode deixar de ficar excitado com a visão.
Ele chegou a uma explicação obvia do que ela era ao perceber as roupas que vestia, uma prostituta que com certeza deveria está fugindo de algum cafetão, ou algo assim.
Pensou em ligar para a ambulância, mas o hospital ficava a quilômetros dali e com esse temporal não ia chegar tão cedo, depois de avalia-la rapidamente notando que não havia nenhum sangue a pegou em seus braços com facilidade colocando ela na parte traseira do seu carro. Sabia que não podia mexer em alguém que havia acabado de sofrer um atropelamento, mas ele também sabia que o carro mal havia tocado nela.
Entrou no seu banco de motorista, pensando no que fazer.
Estava cansado. Tudo que ele queria era ir para seu apartamento, tomar um banho e dormir, mas pelo jeito não seria tão cedo que isso aconteceria, com um suspiro resignado ouviu o barulho de outro trovão, a tempestade estava aumentando não daria para dirigir até um hospital assim. A jovem mulher não parecia machucada, ele poderia levar ela ao seu apartamento e cuidar dela. Ligou seu carro decidido a ir para seu apartamento, depois decidiria o que faria.
Ao estacionar seu carro na vaga de costume pegou a mulher em seus braços, caminhando com ela para o elevador, apertou o botão de seu andar, teve que esperar alguns segundos, não morava na cobertura, mas seu andar era o penúltimo.
Entrou em seu apartamento e a levou primeiramente para a pequena suíte de hospedes que tinha ali, colocou seu corpo deitado na cama. Afastou os cabelos molhado do rosto dela e pode olhar mais atentamente seu rosto.
O rosto dela tinha formato de coração, seu nariz era levemente arrebitado, sua pele era branca e macia, seus lábios rosados, percebeu que o inferior era um pouquinho maior que o superior. Mesmo se repreendendo por pensar assim, ele a achou adorável.
Olhou para o corpo dela coberto por um corpete vermelho que apertava seus seios para cima, ele ia até a sua barriga, abaixo dele tinha apenas a pequena calcinha vermelha e as meias preta rasgada que ia até suas coxas, percebeu que seus joelhos e a palma da mão dela estava arranhada e que tinha alguns hematomas espalhado pelo seu corpo.
A roupa dela estava encharcada, mas como ele tiraria sem olhar para o corpo dela? Ele tinha princípios, sua mãe o havia criado bem, não se aproveitaria e olharia para o corpo de uma mulher sem seu prévio consentimento, mesmo que ela fosse o que fosse.
Foi até seu quarto rápido e pegou uma blusa velha e grande que ele costumava usar para dormir. Vestiu nela colocando a mão por debaixo da blusa tirando os pedaços de pano molhado que tampava o corpo da mulher com um pouco de dificuldade, mas conseguiu, tentou não pensar que ela estava nua e vestida apenas com uma blusa sua.
Levou as roupas molhadas e as estendeu na pequena área de serviço que ele tinha, decidiu tomar um banho e também tirar suas roupas molhadas.
Depois do banho ele vestiu uma calça de moletom e uma blusa preta de mangas curta. Foi para o quarto novamente e encontrou-a ainda adormecida, ele começou a ficar preocupado. Será que ela havia sido machucada internamente? Aproximou-se dela e sentiu sua pulsação, estava normal para ele.
Deu de ombros, ignorando a sensação que sentiu ao tocar a pele dela.
Foi para sua cozinha e preparou uma lasanha congelada para comer, percebendo que o temporal havia diminuído, demorou um pouco e ele ouviu um grito vindo do quarto. Correu para lá e encontrou-a sentada na cama, chorando, seus braços abraçavam suas pernas.
— Quem é você? Onde eu estou? — ela falou em sua língua de origem. Seus olhos se conectando, depois de tanto tempo, finalmente aos dele.
Foi como se tudo tivesse parado.
Os olhos dela era um de um incrível tom de chocolate. Uma dor estranha apareceu no peito dele e seu coração se aqueceu, como se finalmente tivesse voltando a bater depois de um longo tempo parado. Não, ele não podia se sentir assim, apenas com um olhar. Ou podia?
— Você não fala minha língua? — ele perguntou surpreso, tentando afastar seus pensamentos, e confuso, em inglês, mas agradecido por saber português fluentemente. Destino, coincidência ou sorte?
Porque ambos sentiam-se uma estranha familiaridade um com o outro?
— Falo, mas não sou daqui, eu nem sei a onde eu estou — ela respondeu em inglês, confusa, tentando se acalmar e lembrar do idioma — O que aconteceu? Minha cabeça está doendo.
— Pode falar em português eu entendo — ele falou, antes de responder a pergunta dela — Você apareceu do nada na frente do meu carro, eu frei, mas o carro ainda te acertou um pouco, estava chovendo muito então te trouxe para cá. Você não estava machucada.
— Oh, e-eu... e-eu... — ela gaguejou sem saber o que falar. Não acreditava.
Ela havia conseguido?
Olhou para o homem lindo a sua frente. Ele era alto, tinha ombros largos, seus braços pareciam musculosos, seu maxilar era meio quadrado, seu nariz proporcional a sua face, seus olhos eram de um tom incrível de dourado. Existia essa cor de olhos? Ela não se lembrava de ver uma cor assim nos olhos de alguém, era simplesmente lindo. Será que eram lentes de contato?
Balançou sua cabeça, desviando seu olhar do dele. Com um suspiro se lembrou do motivo de estar ali, de como havia sido enganada, do que havia sido obrigada a fazer, dos castigos que haviam dado nela. O que fazer agora?
Quanto tempo havia se passado depois de tudo?
Soluços romperam seu corpo e ela começou a chorar forte, a dor percorrendo todo seu corpo. Estava desesperada, com medo.
Edward ficou assustado com o choro compulsivo da garota a sua frente e sentiu uma estranha necessidade de colocar ela em seu colo e dizer que ficaria tudo bem. Ele se aproximou com cuidado dela, sentando ao seu lado na cama.
— Ei, vai ficar tudo bem... — ele falou colocando a mão nas costas dela e acariciando levemente por cima da blusa — Qual é o problema? Eu posso te ajudar — ele falou.
— E-eu... eu preciso ir para a policia... por favor, tem como me levar lá? — ela disse entre soluços, tentando se acalmar — Mas por favor, eu não sou doida, acredite em mim — ela suplicou chorando.
— Policia? Por quê? — Edward perguntou de repente curioso.
— Eu... eu não sei por onde começar, você não vai acreditar em mim.
— Me conte o que aconteceu do começo, eu posso te ajudar — ele falou olhando para ela intensamente, ela sentiu que podia confiar nele. Ela tinha muitas perguntas, mas primeiro, sabia que precisava contar com a ajuda de alguém, antes que eles a encontrassem. Mas será que poderia confiar nele? E se ele fosse um deles e estivesse a enganando?
— Eu não sei se posso confiar em você — ela disse, mesmo sentindo que poderia contar a ele tudo, que ele poderia a ajuda-la, que ele era a sua salvação. Porque ela se sentia assim? Porque ela sentia uma estranham familiaridade com ele? Seus olhos se conectaram novamente.
Edward sentiu que seu olhar não era tão desconhecido assim, mas ele tinha certeza que nunca esqueceria alguém como ela se já tivesse visto uma vez, deve ser apenas impressão. Porque ele tinha a estranha sensação de já conhecê-la?
Ela respirou fundo, limpando mais uma lágrima.
— Acredite, você pode confiar em mim, vou ajudar você — ele falou. Ela viu a verdade em seu olhar por isso com um suspirou começou a falar:
— Meu sonho era ser pediatra, ajudar as crianças, quando eu terminei meu ensino médio, mal acreditei que havia sido aceita em um das melhores universidades do meu país, mas... eu..eu, não lembro direito o que aconteceu. Eu sei que eu perdi a hora na biblioteca estudando, quando percebi era tarde de mais, mas tinha que voltar para o lugar que morava, mas... eu nunca cheguei lá. Eu apenas me lembro de sentir uma pancada forte na minha cabeça e quando eu acordei estava em... em uma sala escura, tinha mais umas dez garotas comigo. Tinha um cara alto, o nome dele era Félix, ele não falou nada, apenas olhou para cada de nós e simplesmente perguntou quem era virgem, nos ameaçou com uma arma, apenas eu e mais duas meninas disseram que eram virgens. Nós fomos levadas para algum lugar e leiloadas para nossa primeira noite... foi horrível. Depois nós fomos obrigadas a ficar trabalhando em uma boate, nós éramos obrigadas a fazer programas lá, se não morríamos e eram seriamente castigadas — ela falava rápido resumindo tudo, nesse ponto não aguentou e voltou a chorar, ele estava chocado com a história que ela havia contado, havia ficado realmente surpreso e com raiva, sua mente fervilhava.
— Por acaso alguma vez você ouviu falar o nome Volturi? — ele perguntou sem conseguir se conter.
Sentiu o corpo dela estacar.
— Vo-você! Você é um deles, não é? — ela perguntou dando um pulo da cama, pensando se chegaria rápido o suficiente na porta antes dele a alcançar.
— Não, não sou — ele falou rapidamente — Eu sou agente federal, trabalho para o FBI, eu po...
— Pera aí! FBI? Eu estou nos Estados Unidos?
— Sim, mas precisamente na capital do meu país.
— OH, meu Deus! — ela falou aturdida — Você é mesmo da policia?
— Sim.
— Oh, meu Deus, oh, meu Deus — ela repetiu aturdida, se fosse em outra situação ele teria achado engraçado — Você tem que acreditar em mim, por favor. Eu não estou mentindo — ela disse implorou, aturdida.
— Você não respondeu a minha pergunta.
— Se eu ouvi o nome Volturi? — ele assentiu — É claro que eu ouvi, os irmãos Volturi são quem comandam tudo — ela respondeu, tentando não se lembrar do que um deles já havia feito com ela.
— Porra, eu não acredito. — ele murmurou não acreditando na sorte que tinha — Eu estou investigando os Volturi há alguns meses e nunca consegui achar uma prova concreta sobre eles estarem envolvidos em tráficos de mulheres, e agora, eu tenho uma testemunha. Nós precisamos ir para a sede , rápido — ele falou andando pelo quarto, pensando.
— O que aconteceu com minhas roupas? — ela falou notando pela primeira vez a roupa que vestia.
— Eu as tirei estavam encharcadas — ele falou simplesmente, sentiu algo dentro dele aquecer vendo o rosto da garota a sua frente ficar avermelhado.
— Eu não posso ir assim — ela sussurrou envergonhada, imaginando que ele viu seu corpo nu.
— Eu não tenho roupa de mulher aqui, mas acho que você pode vestir uma bermuda minha, já que a calça ficaria grande. E eu não a vi nua se estiver pensando nisso — ele acrescentou rapidamente e ela acreditou.
Por sorte, o temporal havia amenizado e agora apenas chuviscava fracamente.
— Obrigada — ela agradeceu quando já estava dentro do carro — Aliás, meu nome é Isabella Swan — falou.
— Swan? — porque ele sentiu essa sensação de já ter ouvido esse nome em algum lugar.
— Meu pai é daqui dos Estados Unidos, mas eu nunca vim aqui, ele conheceu minha mãe em uma viajem para o Brasil, os dois se apaixonaram e ele foi morar com ela.
— Então você tem cidadania americana? — se ela tivesse sido registrada em um consulado poderia também ter os mesmo direitos de um cidadão americano.
— Na verdade não, meu pai sempre enrolou para fazer isso. Eu preciso ligar para os meus pais...
— É melhor não, os Volturi podem tentar alguma coisa se souberem que eles receberem uma ligação sua, por enquanto é melhor deixar tudo como estar.
Bella suspirou tristemente enquanto ele dizia, pisando no acelerador do carro:
— A propósito meu nome é Edward Cullen.
Notas finais
Espero que siim. O que acharam desse capitulo??
Gostaram? Odiaram? Querem mais??
Bom, eu espero que tenham gostado, eles finalmente se reencontraram, heein? E agora como vai ser? O que será que vai acontecer com os Volturi? Algum palpite do que vaia contecer daqui para frente...
Os capitulos vão ser postados todas as terças. Obrigada a todas as meninas que comentaram no capitulo anterior, espero que vocês continuem gostando... haha...
Gente, eu vou deixar logo explicado que eu não entendo muito de leis, quanto mais dos EUA então tudo que tiver falando na fanfic, vai ser do jeito que tiver que ser para dar continuidade a história, ok?
me digam o que acharem desse capitulo, então comentem... como eu
sou boazinha vou deixar um spoiler do próximo capitulo:
Vamos ele disse apenas. Ela se levantou e o seguiu pelo prédio até chegarem ao carro dele.
Onde estamos indo? ela perguntou mordendo seu lábio.
Edward sentiu o desejo percorrer seu corpo. Droga, ele precisava urgentemente transar, havia ficado excitado apenas vendo essa menina morder seus lábios. E ele não podia se sentir assim, não mais.
Para meu apartamento, você vai ficar lá, até que tudo isso termine.
Como assim?
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E agora como vai ser, eles dois ficando juntos?? Aguardem haha
Acho que é isso.
Beeijo, lalac
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