Notas iniciais
Olá povos e povas, olha ai mais um capítulo. Estou meio morta de cansaço, mas vim aqui postar pra vcs, então aproveitem.

Lucius tinha prometido ao filho que iria ajudar Harry a cuidar de Teddy em sua folga, já que Draco estaria com Severus em Paris finalizando os preparativos e a documentação para começar a estudar. Os dois ainda não ficavam muito à vontade um ao lado do outro, mas perceberam que podiam se dar muito bem ao despotricar contra seus respectivos parceiros por terem isso a Paris deixando-os sozinhos. Os dois estavam num dos jardins da mansão observando Teddy correr atrás dos pavões albinos de Lucius quando o som agudo da chave de portal os interrompeu, logo Severus e Draco chegaram ao local, o loiro menor com uma expressão desanimada e infeliz e Severus com o semblante carregado.
– O que houve? – Harry perguntou.
Draco fungou levemente e não respondeu de imediato, só se aproximou do namorado para se aconchegar no colo deste e esconder o rosto na curva do pescoço do moreno. Harry começou a acariciar as costas do namorado enquanto olhava feio para Snape.
– Você não cuidou direito do meu veela bonito! – Harry disse bravo.
– Sim Snape, o que você deixou acontecer com meu primogênito?
Severus revirou os olhos para os dois homens que o olhavam acusadores, mas quando ia responder Draco deu um bom empurrão no namorado e se levantou com as mãos na cintura.
– Eu não preciso que cuidem de mim, testa-rachada! Sou bem grandinho, muito obrigado. E meu padrinho não tem culpa das leis idiotas do Ministério.
Harry franziu o cenho e Lucius fez uma careta.
– Me desculpe Draco, eu esqueci totalmente da restrição de Shacklebolt. Ele não quis assinar a permissão?
– Meu padrinho foi lá e o Ministro nem o recebeu, a secretária deixou implícito que posso esperar sentado pela assinatura dele. Acho que é mais retaliação pelo “levante Slytherin” que houve recentemente. – Disse o loiro cheio de sarcasmo.
– Ah, não sabia que ele podia ser vingativo... interessante. – Disse Lucius pensativo.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui?
Draco revirou os olhos de maneira idêntica a de seu padrinho e levantou a manga da camisa que usava expondo a marca tenebrosa que ainda manchava a pele pálida.
– Isso está acontecendo! – Disse violentamente apontado para a marca. – A política dos marcados é dura, o Ministério pode ter errado com os Centros, mas eles ainda são os que precisam autorizar meus movimentos. O lado da luz ganhou e resolveu mostrar que até um bando de nobres leõezinhos pode ser mesquinho quando quer.
– Eu sinto muito, mas agradeceria que você parasse de gritar como se a culpa fosse minha, eu não marquei você Draco, foi sua escolha. – Disse Harry irritado além do normal. – Quando terminar com seu faniquito pode me procurar para tentarmos resolver isso.
Draco assistiu como o moreno pegava o afilhado que os estava olhando assustado e aparatava para fora da mansão.
– Draco, ele não disse por mal. – Severus tentou conciliar.
– Ele quis sim, padrinho. – Afirmou Draco chateado, ele sabia que tinha descontado no namorado problemas que vieram de suas escolhas erradas, mas mesmo assim seu orgulho o impedia de ir atrás dele e implorar perdão como seu lado veela gritava que fizesse. – Eu vou estar no meu quarto.
Severus soltou um suspiro de frustração e olhou para Lucius, que permanecia estranhamente calmo e pensativo.
– Não ouviu nada do que aconteceu nos últimos minutos ou só está fingindo?
– Estou pensando em matar o Ministro, já aprimorei cinco maneiras, mas estou com vontade de comer torta de abóbora, me providencie uma que terei mais ideias para deixar meu filho estudar o que quiser.
O moreno não sabia se ria ou se amarrava Lucius para impedi-lo de tentar realmente matar o Ministro da Magia, optou por ir providenciar a maldita torta ou corria o risco de ser ele o morto em vez de Shacklebolt.

H♥D

Harry detestava brigar com Draco, mas admitia a si mesmo que era esperar demais que um deles pudesse se policiar o bastante para viverem sem suas discussões, os dois eram como cão e gato e sabiam disso. Depois que saiu da mansão teve que lidar com um Teddy bastante irritado e choroso por ter sido tirado dos pavões e claro, porque não pôde abraçar ou falar com Draco, o menino não o havia perdoado ainda e quando chegaram à casa de Andrômeda o pequeno metamorfo tinha o cabelo bege e um beicinho nada contente.
– O que houve com meu netinho? Ficou sem sobremesa? – A mais velha perguntou brincalhona.
– Pior, eu e ele estávamos em Malfoy Manor e eu Draco discutimos, peguei o Teddy e saí de lá antes que s dois pudessem ter sua sessão normal de mimos e brincadeiras. – Explicou Harry sarcástico. – Draco o deixou mal acostumado.
– Eu diria que Draco o deixou muito ligado a ele sim, mas não era essa sua intenção? E francamente, entre você e ele não seria possível escolher quem mima mais o meu neto. E não faça caretas para mim, jovenzinho. Teddy tem o direito de estar bravo, você não pode dar-lhe um veela amoroso e tirar depois.
A racionalidade da mulher mais velha era irritante para Harry naquele momento, ele queria alguém para xingar o veela com ele, não dizer que Harry tinha sido malvado com seu pequeno afilhado.
– Limpe sua bagunça, querido.
– Mas você nem sabe o que aconteceu, ele foi estúpido antes e...
– Ele é um Malfoy, tenho certeza que se foi estúpido teve um bom motivo.
– Agora você gosta dele?
– Eu gosto de fazer você ver além da sua irritação grifinória, e, sejamos francos Harry, de vocês dois é ele quem pode sair mais machucado só por ter brigado com você.
Harry era um homem impulsivo e sabia disso, motivo pelo qual tinha começado a agir contra sua tendência de explodir violentamente quando provocavam suas emoções. Já estava arrependido de ter gritado com Draco, e principalmente de ter jogado na cara do loiro sobre ele ter escolhido ser um comensal da morte quando já sabia que o veela tinha feito isso por pressão e por medo. O moreno suspirou e foi dar um beijo no pequeno Teddy que brincava com seus blocos de madeira, ainda com os cabelos beges e um beicinho muito parecido com o de Draco.
– Ei campeão, desculpe por não ter deixado você ver o Draco, ok? Prometo que deixo vocês dois saírem para voar amanhã, que tal?
– Voar com a bolinha?
– Veremos. – Harry tinha calafrios só de pensar no que Draco faria se soubesse que ele já tinha voado atrás de um pomo com Teddy na vassoura.
– Ele iria arrancar sua pele, seria tão interessante de olhar. – Cantarolou Andrômeda atrás dele, praticamente lendo seus pensamentos.
– Isso, se junte a campanha slytherin pela pele do pobre herói Harry Potter. – Ele brincou também.
– Você parece se esquecer meu caro, que eu sou uma Black, até mesmo Sirius tinhas os traços slytherins inerentes a nossa família. Draco é uma serpente de duas linhagens igualmente rasteiras, eu tomaria cuidado em irritá-lo futuramente se fosse você.
Harry pensou nele tendo eu lidar com um Draco tão experiente quanto Lucius era e desejou momentaneamente não ser tão irrevogavelmente apaixonado pelo veela, ele não era Snape, se até o pocionista era manejado pelos loiros o que se diria dele, um indefeso e bondoso gryffindor? O moreno não percebeu que a mulher elegante ria discretamente quando ele saiu, Andrômeda pensava que devia se envergonhar de brincar desse jeito com o rapaz, mas às vezes era irresistível deixar seu lado de serpente sair para brincar.

H♥D

Harry nunca foi bom em deixar passar tempo entre perceber algo errado e consertar. Ele não era o herói do mundo mágico para nada, e ele poderia mostrar a Kingsley Shacklebolt que sua educação esmerada tinha valido o tempo e os galeões investidos pelo próprio Ministro. Quando o homem entrou em seu gabinete com Percy atrás de si encontrou Harry sentado em sua cadeira com os pés apoiados displicentemente na mesa de madeira maciça.
– Vejo que está bastante à vontade Harry. – Disse o Ministro de bom humor, ele ainda via Harry como um menino magrelo e que precisava de direção.
– Eu estou mesmo confortável nessa cadeira, e estive pensando sobre a possibilidade de ser o Ministro mais jovem dos últimos... bem, de sempre. – Disse o herói displicentemente. – Eu estou bravo Kings. – Disse propositalmente atrevido.
– Acho que é hora de ser mais respeitoso, meu jovem. – O homem mais velho endureceu a postura e Harry deu-lhe alguns pontos quando não pulou como Percy ao ouvir a porta batendo e fechando impulsionada pela magia de Harry.
– Você falando em respeito? O homem que jogou uma jovem promissora aos leões para poder livrar a própria pele? – Despejou Harry, ainda não tinha engolido o afastamento de Hermione.
Shacklebolt teve a decência de parecer embaraçado.
– Eu entendo que Hermione está sofrendo, mas garanto que isso é temporário, o povo tem memória curta e logo poderei trazê-la de volta ao Ministério, além disso, a ideia foi dela.
– Que você concordou muito rapidamente, devo dizer. Mas não é disso que eu vim falar, na verdade meu problema é um pouco mais pessoal...
– Do que se trata? – Perguntou o Ministro pensando no que poderia ser mais pessoal para o herói do que Hermione.
Percy deu alguns passos para trás e se colocou perto da porta, ciente do que Harry era capaz quando irritado.
– Draco Malfoy já foi impedido de estudar aqui, qual é o ponto de restringir a movimentação dele para uma universidade francesa?
– Qual é o ponto? – Perguntou o Ministro confuso. – O pequeno comensal não entraria nunca em St. Mungo porque nenhum profissional naquele hospital quer trabalhar com alguém que estava d lado de Voldemort, não se esqueça do inferno que eles fizeram quando tomaram o hospital. No fim das contas, eu fiz um favor ao rapaz, ele estaria em maus lençóis se conseguisse o diploma e depois não pudesse exercer.
Harry viu em Kingsley a mesma condescendência irritante e falsamente amável que Dumbledore tinha cultvado tão bem e que ele não soube identificar quando jovem e vulnerável. O moreno deixou sua magia fluir livremente e deixou o Ministro sentir sua ira dirigida a ele.
– Você vai parar de perseguir Draco, ele não tem culpa que Lucius chutou a sua bunda arrogante.
Kingsley ficou surpreso pelas palavras de Harry.
– Desde quando eles são mais que os Malfoy pra você?
– Desde que descobri meu apreço por loiros bonitos, e convenhamos meu caro, eles são deliciosos.
Percy cobriu um sorriso quando o Ministro se engasgou com o que ia dizer a respeito de feitiços e poções, Harry era impressionante mesmo sem uma varinha.
– Eu poderia deixar você sufocar e ninguém nunca poderia me acusar porque eu nem estou usando minha varinha... mas eu ainda acho que você é o homem para colocar esse Ministério nos eixos, mas eu poderia mudar de ideia.
O grande homem caiu de joelhos quando a magia de Harry pressionou-o mais um pouco impedindo-o de respirar, a essa altura o sorriso de Percy tinha morrido e ele correu para sacudir a manga de Harry.
– Harry pare com isso! Você vai matá-lo.
– Eu poderia Percy, mas eu ainda não quero, ele vai ficar bem desde que eu consiga aquela autorização para o meu namorado.
– Está ficando imprudente Harry, Ron nunca foi muito bom com segredos e acabou de dar uma arma para um homem poderoso que não está muito feliz nem com você nem com seu namorado. – Disse o ruivo, sempre tão centrado e sério.
Harry sorriu, era bom saber que Percy era se preocupava com ele, por isso deixou o Ministro em paz e se levantou.
– Um engano comum Percy, ele não é poderoso, eu sou e acho que o fato de saber que eu me preocupo muito com Draco vai manter o Ministério bem longe de incomodar meu loiro bonito, não é Kingsley?
Harry recebeu um olhar enraivecido do homem que o tinha considerado seu pupilo pessoal até poucos minutos antes, mas essa raiva não pareceu incomodar o jovem, que sorriu.
– Vou tomar isso como um sim, você sempre foi um homem inteligente. O engraçado, Kings, é que achei que ia se orgulhar. Não fica feliz que eu tenha crescido e usado um pouco da minha influência tal e qual você queria? – Foi a zombaria final do jovem antes de aparecer em sua casa.
Harry se sentia estranhamente bem depois de defender Draco, ele sabia que o loiro iria dar um escândalo quando soubesse, mas agora ele só tinha a sensação de que tinha cumprido seu dever. Ele passou algum tempo em seu escritório terminando de ler relatórios sobre a atual situação dos Centros e depois de definir as tarefas de cada um em sua equipe nos próximos dias, ele foi para seu quarto. Se Harry não fosse um bruxo, ele teria começado a acreditar em magia quando abriu a porta de seu quarto e viu Draco deitado em sua cama. O loiro estava vestindo uma camisa sua, seus cabelos graciosamente espalhados em seu travesseiro e seus olhos pareciam umedecidos de lágrimas, e ainda sim ele era a coisa mais sexy que Harry já tinha visto.

– Draco?
– Eu preciso de você... está doendo. – O veela disse com voz sumida.
Harry nem terminou de ouvir direito e já estava ao lado do loiro na cama.
– O que doí? Você se machucou? O que houve?
– Eu briguei com você, eu não deveria brigar com você. – O loiro choramingou. Seu instinto veela havia vencido a batalha, enfim.
– Por Merlin Draco, desculpe. Eu fui estúpido porque perdi a paciência muito rápido, mas você me conhece, eu sou um tolo impulsivo. Por favor, pare de se sentir mal por isso.
O loiro se agarrou a camisa do namorado e afundou o rosto no tecido macio, seu instinto se sentia melhor quando tinha Harry por perto e sem suas magias tensas por causa de uma briga. Ele tinha chegado à casa do namorado e para sua eterna vergonha sentiu a necessidade de pegar uma das camisas do moreno e vesti-la para poder sentir a essência de Harry mais perto.
– Está tudo bem, são só os seus instintos te enlouquecendo. – Disse o moreno com riso na voz. – Ser veela e um loiro malcriado e arrogante deve ser duro de aguentar, não é?
Draco praticamente rosnou para ele.
– É porque não somos vinculados, meus instintos acham que porque você não me reclamou ainda há a possibilidade de alguém te roubar de mim.
Harry passou os dedos pelos fios macios do cabelo de Draco. Lucius e Severus já haviam alertado aos dois jovens de como era importante para Draco firmar o vinculo com seu companheiro, depois de ligados os instintos de Draco não iriam oscilar tanto e o loiro deixaria de ser tão dependente de contato com Harry ou de ter a necessidade de agradá-lo em quase tudo.
– Podemos resolver isso agora se você quiser.
Draco arregala os olhos com esperança, mas logo os orbes cinza se escurecem e o loiro franze a testa e apruma o queixo com orgulho, coisa que perde parte do efeito por ele continuar aferrando-se a camisa do namorado como se sua vida dependesse do contato.
– Eu não quero que você entre num vínculo irrevogável só porque não consigo controlar meu lado veela adequadamente, isso seria humilhante e os Malfoy não...
Harry interrompeu a reclamação do loiro capturando-lhe os lábios rosados num beijo quente, só soltou o namorado quando tinha certeza que desmaiariam sem ar. Draco olhava-o aturdido e lindo com os lábios mais vermelhos pelo beijo de Harry.
– Por quê? – Perguntou o loiro um tanto confuso.
– Porque isso transar com você tem muito de tesão e nada de bondade... Draco, você me excita mais que qualquer outra pessoa no mundo.
E para provar o que disse Harry levou a mão do veela até a frente de sua calça e deixou que ele sentisse como já estava duro.
– Entende agora? Eu estou duro desde que entrei na droga desse quarto e te vi usando minha camisa e mais nada. Está tentando me seduzir pequeno pervertido? – Perguntou Harry empurrando o namorado contra a cama e subindo em cima dele.
Draco corou, mas manteve o olhar firme no de Harry.
– Eu precisava do seu cheiro em mim, tive que tirar a roupa e me masturbar na sua cama pensando que era você me fodendo. – Confessou.
Harry cerrou os dentes com força reprimindo a vontade de abrir as pernas de Draco e verificr o quanto seu namorado tinha se divertido sem ele, em vez disso tomou a decisão de finalizar com esse jogo de sedução que os dois vinham jogando há meses, deixou sua mão deslizar até o rosto do loiro e acariciou a bochecha avermelhada dele.
– Você é meu, nada, nem ninguém pode mudar isso e não é só o fator “veela” da nossa relação que torna isso irreversível, mas porque você sempre foi o único a captar minha atenção total em alguns segundos. Você sempre teve tudo de mim Draco, já passamos pela parte ruim e agora espero que tenha só a parte boa.
Os olhos de Draco umedeceram-se ante a declaração do namorado e dessa vez foi ele quem segurou o rosto de Harry, puxando-o para um beijo. O moreno de bom grado deixou-se guiar até os lábios tentadores de Draco, ele amava beijar o namorado, Draco sempre tinha um sabor doce que o inebriava. Sentiu os dedos vacilantes do loiro desfazendo os botões de sua camisa e deixou o veela tirá-la, Harry podia jurar que Draco silvou de emoção quando tocou a pele de seu peito.
– Está muito excitado, não é?
– Acho que foi por causa da briga. – Disse o loiro envergonhado. – Eu sinto muito.
– Por quê? Pretendo me aproveitar de você hoje. Posso? – Pediu Harry apontando para sua camisa que ainda cobria o corpo tentador de Draco.
O loiro sacudiu a cabeça positivamente, sem confiar em sua voz naquele momento. Harry não fez como ele pensava. Em vez de tirar a camisa de uma vez ele puxou o tecido para cima, expondo sua parte inferior, mas mantendo-o vestido castamente da cintura para cima. Os dedos fortes do moreno passearam por suas coxas incitando-o a abri-las e para maior embaraço de Draco quando ele abriu as pernas Harry soltou um gemido estrangulado. O loiro sabia que a umidade do lubrificante que tinha usado para se masturbar era ainda visível entre suas pernas e ele não pôde evitar gemer audivelmente quando Harry deslizou seu dedo médio entre suas nádegas sondando sua entrada.
– Você estava mesmo excitado, não é? Conte-me quantos dedos usou.
– Só um... sabe que não sou muito grande e doí.
– Vamos ter que trabalhar nisso amor, eu sou muito maior que o seu dedo. – Disse Harry maliciosamente obtendo com isso que Draco mordesse o lábio inferior num misto de medo e antecipação. – E você vai adorar quando eu entrar nesse buraquinho, vai gostar de me sentir te abrindo Draco?
O loiro engasgou com ar quando Harry deslizou um dedo para dentro dele, ele já adorava quando Harry o fodia com os dedos, e com seu lado veela deixando-o hipersensível todo o prazer era potencializado. Harry sentia que sua ereção poderia romper o tecido de sua calça, mas ele não se permitiria tirar toda a roupa até que tivesse Draco pronto pra ele, ou temia machucar o namorado por sua impulsividade. Por isso contentou-se em só deslizar um dedo dentro do loiro, sentindo-o úmido e apertado, só de imaginar seu pau enterrado naquela pequena entrada suas bolas apertavam instando-o a gozar, mas ele ainda teria um longo caminho até sua liberação, por isso respirou fundo um par de vezes antes de calmamente invocar o pote de lubrificante. Ele tirou o dedo com que vinha acariciando Draco e após derramar mais do líquido gelado em volta da entrada rosada e franzida do veela forçou dois dedos dentro dele assistindo o namorado arquear as costas apertando seus dedos fortemente e fazendo sua ereção ficar mais dolorida ainda.
– Harry... agora, por favor. – Choramingou Draco de olhos fechados.
– Paciência veela bonito, só mais um pouco, ok? – Harry pediu e repetiu a si mesmo que o loiro precisava de muito mais tempo.
Draco era sensual por natureza e a cada vez que Harry movimentava os dedos fodendo-o lentamente ele erguia os quadris, girando-os ao ritmo do namorado e louco por mais contato. Sem pensar, deixou-se levar pelo instinto e agarrou sua própria ereção, que pulsava furiosamente e passou a se masturbar. Podia ouvir Harry incentivando-o, dizendo pra ele se tocar mais, um terceiro dedo foi adicionado e ele gemeu fortemente, implorando a Harry para fodê-lo, mas o moreno estava especialmente malvado com ele aquela noite e em vez de satisfazê-lo parou de mover os dedos, tirando-os de dentro dele logo depois. Draco soltou uma exclamação de revolta, que só durou até que sentiu o moreno segurando suas nádegas e abrindo-as, o loiro podia ver nos olhos de Harry um desejo intenso e todo esse ardor era causado por ele, percepção que o fazia sentir poderoso e excitado. Draco se desvencilhou das mãos de Harry, que rosnou por ter a visão do buraco de Draco aberto e pulsando negada, mas quando o loiro se ajoelhou a tirou a camisa ele se esqueceu da revolta momentânea.
Draco sorriu maliciosamente para Harry, ele tinha tido um par de conversas com seu pai e tinha aprendido que um Malfoy pode ficar por baixo, mas que o controle é sempre dele. Sem deixar de olhar para o namorado, ele desafivelou o cinto de Harry e sussurrou para o namorado:
– Eu já estou pronto, mas tenho que verificar se você está devidamente preparado para me foder. – Disse malicioso.
Harry assistiu ao loiro desabotoando sua calça lentamente, viu como os dedos esguios e brancos deslizaram cuidadosamente o zíper e fechou os olhos em busca de controle quando o namorado beijou a ponta de sua ereção que escapava da restrição de sua cueca. Draco era muito bom em provocar, primeiro puxou as calças dele para baixo e sem tirar-lhe a apertada box preta, começou a lamber a ponta palpitante, o loiro puxou lentamente mais da ereção de Harry para fora da restrição do tecido, ia engolindo a carne endurecida a medida que baixava o tecido elástico da roupa íntima do namorado. Harry se obrigou a respirar fundo um par de vezes para manter o controle, Draco tinha se tornado um especialista em fazê-lo gozar usando só a boca. Com algumas palavras murmuradas ele próprio se livrou magicamente das roupas que estavam enroscadas em suas coxas. Sem o menor pudor abriu mais as pernas quando os dedos de Draco chegaram a seus testículos endurecidos, ele podia ouvir o som obsceno quando Draco o engolia e sugava om gula escandalosa, sentia a boca molhada deslizar ao redor de seu pau fazendo o sangue bombear com mais força no local, levando-o a borda do desejo. Draco mordiscou a ponta de seu pênis um par de vezes, permitindo-se respirar antes de engolir toda a longitude da ereção do namorado, fazendo Harry chegar a sua garganta e gemer como um animal no cio.
Decidido, Harry segurou os cabelos do namorado e puxou-o de seu pênis lentamente, adorando sentir como a língua travessa de Draco lambia-o desde a base até a ponta. O rosto do jovem veela estava corado e junto da ereção potente e brilhante do moreno.
– Bom o bastante pra você sr. Malfoy? – Perguntou Harry com voz rouca.
Draco lambeu os lábios que já estavam brilhantes de saliva e sua resposta foi se deitar na cama e abrir as pernas, ele viu como o olhar de Harry enchia-se da mais pura luxúria quando olhou como Draco deslizava dentro de si mesmo dois dedos e bombeava-os lentamente.
– Bom o bastante para você sr. Potter? – Provocou Draco.
Como o loiro esperava, Harry avançou para ele e agarrando seu pulso tirou os dedos que Draco usava para se masturbar e com um encanto de lubrificação garantia que o loiro estava devidamente preparado. Draco prendeu a respiração quando sentiu a ponta do pênis de Harry pincelando em sua entrada lubrificada, choramingou quando o moreno ficou provocando-o desse modo por alguns minutos até que ele mesmo cruzou as pernas ao redor da cintura do namorado e ergueu seus quadris. O moreno se rendeu aos apelos do veela e arremeteu contra a entrada estreita de Draco, sentiu a parede de músculos cedendo ante sua dureza e ouviu o namorado murmurando incongruências e mordendo os lábios enquanto rebolava embaixo de si tentando acomodar melhor sua ereção. Harry entrou lentamente até que sentiu suas bolas batendo nas nádegas macias de Draco, ele nunca tinha se sentindo tão malditamente bem fazendo sexo, custou-lhe todo seu autocontrole não começar a estocar fortemente contra Draco, mas quando loiro começou a se mover debaixo dele, foi Harry quem teve que conter o namorado.
– Devagar amor, ou pode se machucar.
– Eu quero mais forte! – Protestou o loiro ofegante.
Harry podia sentir a magia de Draco formigando entre eles, o lado veela do loiro queria solidificar aquele vínculo de qualquer maneira e para o bem do namorado Harry deixou-se capturar pelo encanto do veela e com o coração bombeando fortemente segurou as coxas brancas do namorado, obrigando-o a manter-se aberto. Harry recuou lentamente, quase saindo de Draco para investir contra ele com firmeza, o gemido afogado do loiro só aumentou-lhe a excitação fazendo com que voltasse a arremeter contra ele com força, sentindo o canal do veela ceder para ele e apertá-lo como uma luva.
Draco podia sentir Harry abrindo-o e subjugando-o, mas sua excitação era tal que ele só queria que o moreno metesse com mais força e mais rápido, seu lado veela queria ser dominado. Sem forças para ter pudor ou controle contra seus instintos, ele segurou os ombros do namorado e o fez sair dele, rolando sobre seu estômago, o loiro ficou de bruços na cama e abriu as pernas, ouviu o moreno silvar quando ele usou as mãos para expor seu cuzinho, que ele mesmo sentia alargado e palpitante. Não demorou para que Harry voltasse a entrar nele e investir duramente contra seu buraco, cada vez que Harry acertava-o envia-lhe uma descarga de prazer por sua espinha, sem contar que o peso do moreno prensava-o contra a cama, fazendo sua ereção gotejante roçar na seda fria. Draco sentiu-se explodir quando sentiu Harry acertando sua próstata, ele gozou fortemente num gemido animal, sentindo seus membros amolecerem e ficarem trêmulos. Harry por sua vez sentiu Draco gozando e seu pau sendo apertado loucamente pelos espasmos do loiro, mas quando o veela se recuperou um pouco de seu orgasmo começou a rebolar e contrair seu canal ao redor de Harry num ritmo que enlouqueceu o moreno, ele voltou a estocar contra o loiro fortemente, seus dedos fincaram-se nos quadris estreitos de Draco quando ele finalmente gozou.
O grito de Harry chamando por Draco fez o veela sorrir, a magia do vínculo começou a formigar na pele dos dois enquanto Harry lançava jatos quentes de sêmen dentro de Draco. Quando o moreno deixou-se cair nas costas do namorado ofegante e suado, percebeu que além da pulsação forte de seu coração podia sentir a satisfação do veela, e quando abriu os olhos percebeu que os dois estavam envoltos numa suave luz dourada. Harry afastou os cabelos do loiro de seu rosto e beijou a bochecha dele suavemente.
– Eu amo você, meu veela bonito.
– Eu te amo também, testa-rachada. – Disse o loiro com voz sonolenta e satisfeita.
Harry deixou um riso áspero sair de sua garganta, ele tinha vontade de se deixar dormir ali, sobre o namorado, mas o bem-estar de Draco vinha antes do dele, por isso saiu com cuidado de dentro do veela, coisa que fez o loiro resmungar. Harry sorria enquanto molhava um pano no banheiro para limpar seu namorado, não, corrigiu-se, Draco era seu companheiro, para sempre.

Notas finais
Como eu disse anteriormente, estou trabalhando e estudando, então escrever fica difícil, mas nem demorei tanto assim... portanto, eu MEREÇO COMENTÁRIOS gigantes como esse capítulo, ok? Lembrem-se: incentivo a autora agiliza as postagens.
Beijos.