Destinos Entrelaçados
21 Pânico
Notas iniciais
Voltei, e adivinhem? Penúltimo capítulo amores! O final vem ai!
Quando Harry e Draco chegaram a Malfoy Manor encontraram Lucius sorridente com um exemplar do Profeta Diário em mãos.
– Bom-dia papai. – Disse Draco alegremente. – Bom-dia filho. Você está brilhando essa manhã, literalmente. – Brincou o mais velho. Draco corou quando percebeu que sua felicidade pelo vínculo recente o estava fazendo liberar parte de sua magia veela, que o envolvia numa aura dourada e suave. – Desculpe, eu... Lucius interrompeu-o com um aceno de mão. – Eu sei como é após o vínculo, devo presumir que Potter finalmente resolveu deixar de ser tão puritano? O moreno ficou tentado a falar sobre um gestante histérico exigindo casamento ao amante de décadas quando ouviu sobre seu suposto puritanismo, mas resolveu que provocar Lucius com hormônios em ebulição era uma má ideia.– Seu filho me seduziu, eu deveria ser ressarcido pela perda da minha inocência. Lucius soltou um bufido de escárnio.– Não havia inocência nenhuma para perder Potter, eu tenho provas caso seja necessário. – Papai! Você não mandou investigar meu escolhido, não é? – Draco perguntou, surpreso.– Claro que não filho, eu apenas providenciei uma verificação simples. Eu precisava ter certeza de que seu Harry não era um herói com segredinhos sujos e sádicos. Draco balançou a cabeça ainda sorrindo e Harry abria e fechava a boca, incrédulo. Ele nunca poderia acompanhar as jogadas dessas serpentes, deu-se por vencido e puxou Draco para seu colo, o veela se aconchegou com seu escolhido e perguntou:– E você pai, o que te tem tão alegre hoje?– Isso! – O loiro mais velho jogou o jornal para o filho. Draco abriu o Profeta e encontrou a imagem de seu estoico padrinho na capa. Severus aparecia com sua ordem de Merlin na lapela de uma cara e estilizada túnica negra que em vez de esconder seu físico esbelto valorizava-o. O cabelo que ele levou longo por anos a fio aparecia curto, num corte clássico, a reportagem estrondosa dava ao conhecimento público de que o maior espião da Inglaterra Mágica havia reclamado sua herança, dando ao conhecimento geral de que ele era descendente de uma das mais antigas e tradicionais famílias puro-sangue da sociedade. Severus Snape seria conhecido de agora em diante com o sobrenome Prince também.– Ele ficou bem de cabelo curto. – Harry comentou, tendo lido a reportagem junto com Draco. Lucius fez uma careta. – Não sei se gosto do meu homem tão chamativo, ele ficou mais atraente do que já era. – Bem, ele escondeu muito bem esse charme todo por anos, seria maldade não dividir esse ar misterioso e lúgubre com o resto do mundo. Harry sabia que tinha dito algo muito errado quando teve que se valer de seus reflexos altamente treinados para fugir do feitiço que seu sogro lançou. O jovem auror estava agachado atrás do sofá quando Snape entrou na sala com seu ar de enfado costumeiro.– Tentando matar o Potter, Lucius? Devia se lembrar de que agora sim ele é vinculado ao nosso dragão, agora poderia haver um estrago no nosso pequeno. – Boa lembrança, nesse caso deveria só arrancar os olhos dele. – Ameaçou o maior estreitando os olhos. – Ah não papai! Sem estragos permanentes, por favor, além disso, ele só estava elogiando meu padrinho. – Draco disse olhando para Snape, que sorriu presunçoso. – Sinto muito Potter, mas não gosto de leões mimados atrás de mim, terá que continuar me admirando de longe. – Cuidado Severus, eu ainda posso me lembrar daquele feitiço de impotência. – Disse Lucius docemente, coisa que fez Severus estremecer. O pocionista tirou de dentro do bolso da túnica uma caixa de veludo preto e abriu-a, indo em direção a Draco. O veela sorriu para o padrinho quando ele abriu a caixa e encontrou um par de braceletes de prata, o metal era cravejado com diamantes, que entrelaçavam as iniciais dos nomes dos dois homens mais velhos. – Seguindo a tradição puro-sangue, eu, Severus Prince-Snape peço ao herdeiro da casa Malfoy permissão para me casar com seu pai, o atual Senhor destas terras. Harry arregalou os olhos achando isso muito estranho, mas fascinante. Draco se empertigou no sofá. – Eu, Draco Lucius Malfoy, herdeiro pleno da nobre e antiga casa Malfoy aceito que Severus Prince-Snape se case com meu pai, os filhos desta união serão meus amados irmãos, bem-vindos a minha vida e para partilhar da minha herança. Harry assistiu fascinado com uma onda de magia percorria toda a casa. Lucius olhava orgulhoso e emocionado para o filho, mas deu um sorriso escarnecedor para Severus. – Pensei que eu deveria ser consultado sobre esse casamento. – Disse o loiro olhando para suas unhas bem manicuradas. – Pensei que você me amaldiçoando em alto e bom som depois que eu disse que estávamos velhos demais para casar fosse concordância suficiente. O sorriso de Lucius ficou mais bonito quando ele começou a balançar a cabeça negativamente, Harry se segurou para não rir quando seu sogro apontou com seu aristocrático dedo indicador para o tapete, Draco, que não tinha medo de ser amaldiçoado por um dos homens riu livremente. Severus bufou e rilhou os dentes, mas acabou por dar de ombros e se ajoelhar na frente de Lucius, que ainda sorria quando o moreno pegou sua mão e levou aos lábios para dar um suave beijo.
– Você me daria a honra de se unir a mim numa cerimônia de matrimônio?– Sim, querido, eu farei isso. Harry sorriu para a adoração que viu nos olhos dos dois homens, e cutucou seu namorado para que parasse se enxugar lágrimas traiçoeiras em sua camisa. – Não deveria chorar por isso. – Sussurrou. – É a droga do vínculo que ainda está fresco, eu fico assim porque eles ficaram separados tantos anos... eles merecem ser felizes. – Nós já somos pequeno, e você é minha maior felicidade. – Afirmou Lucius. Logo eram Harry e Severus quem assistiam pai e filho abraçados e trocando carinhos. – O lado veela de Lucius está aflorado pela poção que ele tomou para engravidar, ele sente a necessidade de se certificar que o filhote não está machucado após o vínculo. – Eu nunca machucaria o Draco. Severus deu de ombros, mas ainda lançou um olhar duro para o jovem herói.– Lembre-se disso Potter, eu e Lucius ainda podemos arrancar sua pele e te manter vivo por semanas... Harry não sabia se ria ou se choramingava por estar atado pela vida toda com dois homens propensos a maldições escuras. H♥D Ginny tinha se sentido melhor desde que Harry tinha arrumado aquele médico simpático e aquela enfermeira para cuidarem dela no campo. O médico tinha ficado satisfeito com a evolução de seu estado, ele ainda se preocupava com seu desgaste mágico, mas ela evoluía bem. Tinham se passado algumas semanas e sua barriga já era grande e o bebê bastante ativo, ela tinha adquirido o costume de se sentar na varanda, protegida do frio por um feitiço de aquecimento, tentando tricotar algo para o bebê. Sua frustração crescia à medida que nada ficava bonito, ela jogou as agulhas e a lã no chão no exato momento em que Harry aparatou de seu lado. – Qual o problema? – Ele perguntou, calmamente. – Eu não consigo nem fazer a droga de uns sapatinhos, meu bebê vai nascer e a droga da mãe dele nem conseguiu fazer uns sapatinhos bobos! – Ela explodiu, deixando as lágrimas escorrerem por seu rosto. Era difícil pra Harry ficar bravo com Ginny quando ela era tão espontânea e meiga quanto no passado, ele suspirou e recolheu as agulhas e a lã vermelha do chão, devolvendo-os para a grávida. – Eu sei que você consegue, e “nosso” bebê vai adorar os sapatinhos. Você pode fazê-los Ginny, é filha da Molly afinal de contas. Ela deu um meio sorriso, mas logo agarrou a mão dele e colocou sobre a barriga grande. Harry ficou impressionado quando sentiu o bebê se movendo, ele era forte. Ginny não o tinha deixado tocar antes, ela tinha sido arisca como um cavalo selvagem. – Ele é forte, não é? Acho que será um batedor. – Ela disse divertida.– Que nada, buscador, igual ao papai. – Ele rebateu. A ruiva revirou os olhos, mas deixou-o continuar acariciando sua barriga.– A que devo a visita? Tive a impressão de que não voltaria depois da nossa última discussão. Harry fez uma careta. Ele tinha trazido algumas revistas e jornais para a ruiva em sua última visita e eles entraram numa briga épica quando ela soltou comentários ácidos sobre o casamento de Lucius e Severus, ao qual ele tinha comparecido oficialmente como convidado de Severus e tinha dançado com Draco uma música. Ele sorriu ao se lembrar de como teve que se segurar ao ver tantos convidados tentando flertar com seu veela, ele quase tinha ido amaldiçoar alguns desavisados, mas eles tinham mantido as aparências. Claro que Ginny ao saber disso fez questão de soltar uma enxurrada de acusações sobre ele estar sendo mal influenciado por Snape e se ressentiu dele estar confraternizando com a família que sempre destratou a dela, para não falar do episódio do diário de Voldemort. Harry havia perdido sua pouca paciência e jogado na cara dela como ela mesma estava tratando sua família e enfatizou sua liberdade para fazer o que quisesse, quando quisesse. – Foi uma discussão infeliz e sem motivos.– Espero que saiba que eu não vou deixar meu filho perto do Snape agora que ele é casado com aquela serpente loira! Harry rilhou os dentes e contou até dez interiormente, claro que ele não iria deixar seu temperamento vencer e jogar na cara da ruiva que ele mesmo era vinculado ao filho de Lucius Malfoy. – E hoje eu li no Profeta que a doninha está estudando em Paris... estúpido de sorte. – Ela disse sem amargura. – Isso soa estranho vindo de você. Ginny deu de ombros. – Era guerra e ele era tão jovem quanto nós Harry, olhando friamente, pode afirmar que não iria fazer tudo ao seu alcance para proteger sua família? Eu teria feito qualquer coisa para impedir a morte do Fred... qualquer coisa Harry. O moreno odiava mesmo quando os hormônios da gravidez a faziam ficar melancólica. Ele realmente preferia que ela fosse a versão feminina de Lucius, que tinha pendor a amaldiçoar até o ar quando se sentia mal, Ginny chorava, coisa que quebrava o coração de seu ex-namorado. – Não chore Ginny, ele odiaria te ver assim... o que acha de pedirmos a sua enfermeira um grande pedaço de torta de abóbora? – Essa tática funcionava até com Lucius, e o moreno suspirou de alívio quando a grávida pulou da cadeira e entrou na casa alegremente. H♥D Harry e Draco haviam tido uma espécie de lua-de-mel após o vínculo, foram duas semanas em que os dois se mudaram para um chalé nos terrenos de Malfoy Manor. Todos os momentos em que Harry não estava no trabalho ele ficava com o loiro em seu “ninho”, o moreno havia apelidado o lugar desse modo porque era onde Draco costumava se esconder quando Voldemort fez da mansão seu quartel-general, por isso o local tinha muitos objetos de Draco empilhados, era um cantinho quente e aconchegante, um ninho, como disse Harry enternecido. Draco corava quando ele dizia isso, mas tinha gostado do apelido para o local. Harry saiu da casa de campo e foi para o chalé, ele sentia falta das semanas após o vínculo, ele e Draco passaram muito tempo juntos, mas já fazia dois meses que o loiro ia para Paris com Severus e eles tinham pouco tempo para namorar, por isso foi surpreendente para o moreno encontrar o namorado deitado entre as peles macias da cama que ficava em frente a lareira do chalé. – Por favor, não me diga que você está nu debaixo dessas cobertas. – Está congelando lá fora, o que te faz pensar que estou sem roupas? Seu pervertido. O moreno sorria ao tirar o casaco pesado e suas demais roupas para deslizar junto do loiro, que sim, estava nu debaixo das peles macias. Harry não demorou a descobrir que além de nu, seu veela estava excitado e com sua entrada devidamente lubrificada, só esperando pelo pau de Harry, que praticamente grunhiu com essa constatação. Ele passou a beijar Draco intensamente enquanto deslizava dois dedos dentro do veela, que se encaixava perfeitamente embaixo de si e provocava-o rebolando em seus dedos enquanto deixava sua língua ser sugada gulosamente pela boca faminta de Harry. – Quem é o pervertido aqui? – Perguntou Harry ofegante, quando se separaram por ar. – Você, e me transformou num também. Agora, seja um bom leãozinho e comece a me foder bem gostoso. Harry tinha adorado ver aflorar o lado pervertido de Draco nos últimos meses, ele ficava duro só de ouvir a voz melodiosa falando obscenidades... e o maldito slytherin ao qual era vinculado tinha se tornado perito em excita-lo nos momentos mais inoportunos, como em sua dança, durante a festa de casamento de Severus e Lucius. Lembrar-se desse momento o faz ficar mais duro e sem se fazer de rogado, penetra Draco rapidamente, adorando ouvir o gemido gutural do loiro. Os dois passaram dias sem contato físico e precisavam desesperadamente um do outro, Harry não demorou em investir com força contra Draco, que girava os quadris embaixo do namorado, prensando sua ereção contra o abdômen definido do moreno. Os dois não iriam durar muito e quando Harry recuou até quase sair do corpo de Draco e voltou a entrar nele com força, o loiro gozou, sendo logo acompanhado pelo companheiro que desabu sobre ele. Os dois ficaram ali, enroscados e ofegantes por um tempo, Harry podia sentir o sono chegando, mas os dedos de Draco acariciando seu cabelo o despertaram. – Sentiu minha falta? – O loiro perguntou, dengoso. – Você sabe que sim, veela bonito. – Bom, lembre-se de que tenho fãs franceses. – Provocou o loiro. Harry rosnou em resposta. Snape havia voltado de Paris provocando Harry sobre o sucesso da beleza de Draco entre seus alunos, se ele e seu veela já não tivessem discutido sobre isso Harry teria feito um escândalo pedindo que ele parasse de ir às aulas. Claro que Severus o teria amaldiçoado, ele não cabia em si de orgulho, fez questão de ir até a St. Mungo visitar seu “colega” e mestre pocionista da Faculdade de Medimagia da Inglaterra para contar casualmente como seu enteado tinha as melhores notas em séculos e que o Diretor do St. Maire em Paris já estava de olho no jovem prodígio.
– Não precisa rosnar leãozinho, eu amo só você. – Eu sei, mas não gosto de ninguém rondando o que é meu. – Não sei se você faz de propósito, mas meu lado veela praticamente ronrona quando você diz essas coisas. – Comentou o loiro. Harry sorriu, contente de ter esses momentos com seu veela. – O que andou fazendo enquanto estive em Paris?– Fui um auror muito bonzinho e não cruciei os imbecis dos Centros de Reinserção. O inquérito terminou e prendemos parte do staff do lugar.– Deixe-me adivinhar, a outra parte se safou porque não há leis sobre maltratar crianças ao modo trouxa. – Disse Draco sarcástico. Harry concordou, ele tinha enlouquecido sobre isso também, Hermione tinha dito que já tinha prontas propostas para novas leis sobre abuso físico. Nem ele, nem Ron estavam felizes por ela ter aceitado trabalhar nas sombras para Shacklebolt, mas ela não tinha dado ouvidos aos protestos dos dois. – Sim, mas pegamos os piores. – Harry deu um suspiro, mas logo sorriu. – Ginny me deixou sentir o bebê hoje pela primeira vez, ele é forte... ela disse que ele vai ser um batedor. Draco forçou a sorrir, apesar da pontada de dor em seu coração por ouvir desses momentos de Harry com um bebê que deveria ser deles. – Que nada, um buscador como o pai, pode apostar. O sorriso do moreno pareceu aumentar de intensidade, o que encheu o veela de alegria também. – Isso foi exatamente o que eu disse! – Ele riu. Os dois sorriram um para o outro e Draco se aconchegou junto ao namorado para dormir, estudar medimagia estava se mostrando mais cansativo do que parecia. Harry ficou olhando para o loiro adormecido entre seus braços, era nesses momentos que ele pensava que a vida era perfeita. H♥D Harry não gostava de ser acordado, na verdade ele odiava, mas era difícil ignorar Severus Snape quando ele se empenhava em ser notado, um jato de água gelada em seu rosto foi o suficiente para que ele sentasse rapidamente na cama procurando seus óculos. – Você me molhou padrinho! – O loiro se queixou olhando feio para Severus. – Me desculpe Draco, mas isso é uma emergência. Weasley está na sala com seu pai esperando para falar com Harry. Severus parecia sério demais e Harry sentiu o sangue gelar. – O que houve? – Perguntou temeroso enquanto pulava da cama e colocava uma calça. – Eu não sei, mas deve ser sério o bastante para fazê-lo chamar no meio da noite e falar com Lucius educadamente. – O homem ironizou. Harry correu até a mansão descalço e apressado, encontrou Ron olhando sério para Lucius, que vestia um roupão negro que mostrava sua charmosa (na opinião de todos, menos dele) barriga arredondada pelo bebê que ele esperava. – Ron, o que houve?– Ginny e mamãe brigaram, mamãe resolveu fazer um monte de roupinhas para o bebê por algum motivo e Ginny juntou dois mais dois e descobriu que era ela quem estava lá cuidando dela... ela entrou em trabalho de parto Harry. – É muito cedo! Nem ela nem o bebê se recuperaram do começo complicado, isso não podia ter acontecido. – Harry foi murmurando enquanto se dirigia a lareira. – Amor, é melhor se vestir antes, não vai ajudar chegar a St.Mungus só com a calça de pijama. – Disse a voz controlada de Draco, que já se encontrava plenamente vestido. – Certo. Roupas primeiro. – Disse Harry automaticamente, correndo pelas escadas. – Ron, quem levou sua irmã para o hospital? Pegaram as coisas dela? As roupinhas do bebê?– Sim, Mione fez isso eu acho. Ela estava mal... ela vai ficar bem? Certo? Severus e Draco quase caíram para trás quando Lucius deu umas palmadinhas amistosas nas costas do grande ruivo.– Não se preocupe sr. Weasley, as mulheres da sua família são fortes, sua irmã vai conseguir. – Obrigada. – Ron gaguejou e logo que Harry desceu as escadas correndo, os dois passaram pela lareira. – Eu não posso ficar aqui, ele precisa de mim. – Ela não precisa de você filho, eu gostaria que a vadia morresse, mas o bebê poderia sofrer e... seu escolhido iria ficar arrasado. Draco não queria nem pensar na possibilidade do bebê não sobreviver. Ele não desejava isso nem para Ginny, ele era um veela, poucos de sua raça sobreviveram à morte de seus bebês, era algo abominável para sua raça. Ele entendeu que não era o momento de estar no hospital, mas isso não significava que pudesse se sentir menos agitado e preocupado. H♥D Harry não pensava que algum momento em sua vida seria mais aterrador que quando enfrentou Voldemort, mas quando chegou ao hospital e encontrou Molly aos prantos e a família Weasley séria e silenciosa seu coração pareceu parar, o que piorou quando ouviu Ginny gritar dentro da sala de parto. – Onde esta o medimago?! – Ele reencontrou sua voz. – Aqui meu jovem. – Ele apareceu passando um lenço na testa suada. – As coisas não estão bem, não posso usar magia para evitar a dor e ela não para de perder sangue. Harry empalideceu, mas manteve a cabeça fria. – O que posso fazer? – Ela é uma menina forte e teimosa. – O medimago disse com um meio sorriso. – Ela quase arrancou meus olhos quando eu sugeri que talvez fosse melhor desistir do bebê...– Eu preciso falar com ela. – Harry disse, entrando na sala após um rápido feitiço de esterilização. Quando ele entrou viu como a ruiva tinha os cabelos grudados em sua cabeça com os olhos flamejantes e o rosto suado. – Harry! Faça-os tirar nosso bebê, agora! – Ela gritou. – Shhh, temos que pensar com calma. – Não me peça calma seu maldito demônio dos infernos! Eu quero que tirem o meu bebê, eu não sei se aguento mais... faça eles salvarem o bebê... por favor! Harry hesitou, o medimago balançou a cabeça negativamente e disse aos dois. – Eu não posso usar magia e nem o modo trouxa. Você é uma sangue-puro, pequena, os remédios trouxas para anestesia poderiam te matar...– Eu arrisco, faça. – A ruiva disse.– Ginny... – Harry não sabia o que fazer. – FAÇA! – Ela gritou numa outra contração. Depois disso, o dia do nascimento de James Sirius Potter passou a ser um borrão indefinido para seu pai, se perguntassem a Harry os fatos que se seguiram depois desse momento ele não saberia dizer com precisão.
Notas finais
Meninos e meninas... comentem e me façam feliz para que eu possa escrever! Vocês acham que eu vou matar a Ginny? Ou que a Ginny vive e o bebê morre? Dêem seus palpites.
Mistérios... agitem nos comentários.
PS: Estou respondendo os comentários aos poucos, estou muito ocupada galera.
Mistérios... agitem nos comentários.
PS: Estou respondendo os comentários aos poucos, estou muito ocupada galera.
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