Notas iniciais
Olá, voltei mais rápido dessa vez pq recebi comentários lindos. Leiam logo!

Harry sabia que essa pequena vingança de Ginny não era a pior coisa que ela poderia fazer, mas conhecia bem a ex-namorada e sabia que isso tinha só um aquecimento, e as consequências da edição do Profeta não demoraram. Sua manhã na Central de aurores foi infernal, as corujas com cartas desaprovadoras e vociferadoras não paravam de chegar. John parecia divertido, mas seu chefe Cavan havia gritado mais que algumas das pessoas das vociferadoras, o bom humor de seu parceiro tinha ido embora quando chefe os confinou a trabalhos burocráticos devido ao grande volume de corujas procurando-o, não poderiam correr o risco de ter uma missão deflagrada por causa de uma vociferadora.

– Harry, não podia ter continuado com ela? Assim não teríamos que ouvir gritos sobre como você devia se envergonhar de trocar uma “preciosidade como a Ginny por um homem”, aliás, por que tem gente brava com isso?

– Porque eles não têm o que fazer. – Resmungou Harry terminando outro relatório. – E alguns nascidos trouxas ainda trazem alguns preconceitos do mundo trouxa pra cá.

– No mundo trouxa não gostam de casais de homens? – Perguntou John, estranhando.

– A maior parte da sociedade vê relacionamentos entre pessoas do mesm sexo como algo sujo e antinatural. Em alguns lugares é crime.

– Trouxas são tão esquisitos. – O parceiro resmungou.

– Em algumas coisas sim.

– Quer dizer, isso não faz sentido, por que se importam se alguém gosta de homem ou mulher? – Ele refletiu um pouco. – Ei, quer dizer que aquele papo de alguns trouxas não gostarem de pessoas negras é verdade?

– Infelizmente sim.

Jonh parecia realmente surpreendido.

– Ah cara, melhor mudarmos de assunto. Os trouxas tem seus problemas e seus defeitos, mas também tem qualidades, como os bruxos.

– Você tem razão. – Concordou John vendo como mais duas corujas entravam na Central. – Como, por exemplo, mandar cartas de repúdio para um jovem herói de guerra que precisa rever seus conceitos de vida.

– Isso deve ser alguma praga que Voldemort me rogou antes de eu poder mandá-lo pro inferno, não é possível.

Com sua mesa repleta de cartas, Harry pensava que seu dia não poderia piorar, levando em consideração o grupo de jornalistas aglomerados na porta da Central, mas ele havia se esquecido de Ron. Quando o grande ruivo entrou na Central mandando os jornalistas para lugares nada bonitos Harry se lembrou de ter dito sobre Draco na noite anterior.

– Ron?! – Harry correu para segurar o amigo que segurava um jornalista pelo colarinho pronto para socá-lo.

– Harry! Oi, deixa só eu arrancar os dentes desse imbecil que já conversamos, ok?

O jornalista chiou de medo e Harry ajudou-o a se desvencilhar das mãos de Ron e sair correndo para fora do prédio.

– Ei! Devia me ajudar a bater nele. Foi o cara que perguntou se nós tivemos um caso! E se Hermione também ia me deixar e...

– Sabe que não devia dar importância aos jornalistas.

– Mas eles são tão imbecis.

– Eu sei, mas veio falar comigo sobre a entrevista da Ginny?

– Em parte, fiquei mais interessado sobre certa informação que você soltou ontem e depois fugiu. – Disse o ruivo estralando os dedos.

Harry olhou para os lados, avaliando suas vias de escape.

– Podemos falar lá em casa? Não acho que meu chefe vá gostar de me ver apanhando do meu melhor amigo.

– Oh, isso soa bastante interessante. – John opinou. – E Harry, com tantas confusões Cavan vai acabar te demitindo, olha ai, mais corujas. – Gemeu frustrado.

– Não é minha culpa!

– É, dessa vez a culpa é da Ginny. – Apoiou Ron.

O grito de Cavan estremeceu o escritório, ele chamava pro Harry, claro.

– Vá indo lá pra casa Ron, vou ver o que meu chefe quer.

– Boa-sorte amigo.

Cavan não estava nem um pouco feliz e fez o último resquício de bom humor de Harry sair pela janela quando o ameaçou de demissão e remarcou que só o tinha feito já porque ele era o “queridinho” do Ministro. Ele foi suspenso, o que achou extremamente injusto, afinal, não podia controlar as cartas que as pessoas mandavam pra ele. Chegou em casa bufando de raiva.

– Dia ruim colega? – Brincou Ron.

– Ah Ron, isso não tem graça. Sua irmã só está me arrumando problemas.

– Ginny está descontrolada, não faz ideia da carta horrorosa que ela mandou pra mamãe.

– Como assim?!

O ruivo parecia incomodado.

– Hoje, junto com o Profeta chegou uma carta da Ginny, ela disse que queria que parássemos de mandar gente atrás dela, que não queria mais contato com a gente e que... não tinha mais família.

Harry sentiu muito pelo amigo.

– Sinto muito.

– Eu sei, mas algumas coisas que ela disse pra mamãe... isso não se faz Harry. Ela queria machucar a mãe só porque ela não pediu desculpas pela briga do outro dia. Ela disse que nunca mais ia voltar pra Toca, acha que ela falava sério?

– Sabe como é a Ginny quando está brava Ron, ela fala coisas do tipo, mas depois se arrepende.

– Acha que foi por isso que ela deu a entrevista?

– Isso já é outra história, pensei que já tivéssemos resolvido as coisas, mas isso foi muito mesquinho da parte dela, não garanto que não dê algumas palmadas nela quando a vir, mas não veio aqui da Ginny, não é?

– A Doninha saltitante Harry?! Não espere que eu te parabenize pelo bom gosto, mas não é nenhuma surpresa, é? – Ron disse, deixando Harry boquiaberto.

– Como não?!

– Pelo amor de Merlin, você e a Hermione estão ficando burros. Vou explicar como eu expliquei pra ela, tente me acompanhar, ok?

O moreno balançou a cabeça afirmativamente

– Quem é que desde os onze anos de idade consegue sua completa atenção em menos de cinco segundos? Malfoy. Quem presta tanta atenção em você que fez bottons com o seu rosto? Malfoy. Quem prestava mais atenção no seu traseiro e ficava te provocando em vez de ir atrás do pomo? Mal...

– Entendi, entendi... ele olhava mesmo pro meu traseiro? – Perguntou Harry.

Ron revirou os olhos.

– Era um exemplo, mas conseguiu entender?! Harry, você não dormia no sexto ano só pra ficar vigiando o cara, eu pensei que todo mundo sabia dessa tensão sexual mal resolvida entre vocês. – O ruivo deu de ombros.

– Claro que não! Fomos inimigos exemplares na escola Weasel! – A voz aristocrática de Draco chegou até eles. O loiro vinha descendo as escadas calmamente.

– Inimigos não ficam se encarando de pertinho doninha, geralmente partem para a briga de uma vez. Ah, e nem gritam histericamente pros amigos NÃO matarem dito inimigo no meio de uma batalha. – Ron soltou um sorriso radiante. – Estou tão contente que eu percebi isso antes que todo mundo, acha que a Mione vai ficar brava muito tempo? Ela estava resmungando sobre com deixou os sinais passarem quando saí de casa.

– Não fique todo pomposo pobretão, só porque acertou uma coisa por uma vez na vida.

– Draco! – Harry gritou. – Não chame o Ron assim.

– Mas ele me chamou de doninha e você nem disse nada! – O loiro disse cm um beicinho apontando o dedo acusador para Ron que já ria a gargalhadas.

Harry ignorou o amigo e abraçou o namorado bravo, que esquivou de seus beijos.

– Ok, prometo que o transformo em algo bem desagradável se ele te chamar assim de novo.

– Promete?! – Perguntou Draco quase ronronando.

– Palavra de herói.

Ron parou de rir quando os dois começaram a se beijar e fez um som de asco.

– Não Harry! Isso vai me dar pesadelos, não beije ele na minha frente.

Harry ia se separar dos lábios apetitosos de Draco, mas o loiro sorriu maliciosamente e atraiu-o novamente dando pequenas mordidinhas no lábio inferior de Harry, gemendo de leve, coisa que deixava o moreno louco.

– Meus olhos! Meus pobres olhinhos! – Reclamou Ron dramaticamente cobrindo os olhos.

As risadas de Draco não diminuíram o rubor de Harry.

– Isso foi golpe baixo Draco.

– Não vai ficar bravo comigo, não é? – Perguntou o loiro manhoso.

– Claro que não meu veela bonito.

– PUTA MERDA! ELE É VEELA? – Ron gritou.

– Viu só o que seus apelidinhos fizeram Potter?! Agora temos que lançar um obliviate nele.

– O quê? Não vou fazer isso com o Ron.

– E o meu segredo, como fica?! Ele é mais importante que eu por acaso?!

– Eu não disse isso, só que não quero lançar um obliviate no meu melhor amigo, que por sinal, não teve um ataque quando soube da gente.

– Ah, então devo me ajoelhar e agradecer ao São Weasel? Espero que não queira que eu demonstre todas as minhas habilidades nessa posição também...

Harry ficou vermelho de raiva e Ron voltou a rir, coisa que obteve a atenção dos dois.

– O que é tão engraçado cara de fuinha?! – Draco rosnou.

– Nada não... – Disse Ron engolindo o riso ao reconhecer o olhar psicopata que Hermione lhe lançava quando estava muito irritada.

– Acho bom!

– Malfoy? – O ruivo chamou calmamente.

– Que é?!

– Eu nunca prejudicaria o Harry, não tenho nada contra veelas, meu irmão é casado com uma sabe?

– E por que eu acreditaria que você protegeria meu segredo? Eu fiz da sua vida um inferno, sempre zombei da sua família, é a sua chance perfeita de vingança. – Disse Draco confuso.

Ron levantou e se aproximou do veela para estender-lhe a mão.

– Você é da família agora. Trégua?

Harry estava olhando para os dois com olhinhos de cordeiro e Draco suspirou teatralmente antes de apertar a mão de Ron.

– Mas isso não significa que vou gostar de você agora, nem vou entrar para o trio dourado.

– Eu duvido que a Mione gostasse disso. – Ron disse dando de ombros. – Ela não confia nem um pouquinho em você.

– Que desconfiada. – Draco reclamou. – Não vai oferecer chá para as suas visitas Potter? Onde foi parar sua educação?

– Você não é visita e o Ron menos ainda, e nós estávamos brigando, esqueceu?

– Vou pra casa então, tenho certeza que meu pai e meu padrinho vão ficar contentes de saber que você anda espalhando pros seus amigos que eu sou um veela e depois quer que eu me ajoelhe e... – Harry tentou impedir, mas o loiro passou pela lareira mais rapidamente antes que ele pudesse impedir.

– Ah cara, por que eu acho que isso não pode ser bom? – Ron perguntou ao ver a cara do amigo.

– Eu estou tão ferrado... devíamos beber antes da minha morte horrível sabe? E nada de flores brancas no meu velório, quero rosas vermelhas e...

– Ah cara, que exagero!

– Estamos falando de Lucius Malfoy e Severus Snape aqui. – Harry lembrou-o.

– Ah, cara, eu vou voltar pra loja.

– Ei! Onde foi parar a lealdade e a coragem gryffindor? – Harry zombou.

– Eu não mandei você provocar seu veela manhoso com dois ex-comensais de guarda, se vire! – Disse Ron antes de sair porta afora.

H♥D

Harry nunca teve um jantar tão incômodo em sua vida. Um Lucius irritado por uma possível exposição de seu filho não era algo bonito de ver, e o maldito loiro era muito bom no feitiço de furúnculos, e ele acertara o genro em sua delicada parte traseira.

– Problemas Potter? – Perguntou Snape com um brilho divertido no olhar.

– Seu maldito loiro sabe usar esse feitiço e você sabe perfeitamente que só a poção e o contra-feitiço não tiram toda a dor.

– Eu estou à mesa Potter, não é educado falar de mim como se não estivesse. – Disse Lucius calmamente.

– Estou ignorando você pra não brigarmos, já me basta que o Draco esteja bravo por besteira e me dando o gelo.

O veela brilhava por sua ausência no jantar, nem as flores nem os chocolates tinham conseguido tirá-lo do quarto.

– Meu filho é caprichoso Potter, tem que aprender a lidar com isso ou ele vai te ter pulando quando ele mandar.

Tanto Harry quanto Snape olharam pra ele com olhos arregalados.

– Não precisam me olhar assim, eu SEI que Draco é mimado. Eu estava até estranhando a falta de brigas entre vocês, brigar está ligado ao relacionamento de duas pessoas como vocês. Reconheça que exagerou, mas faça-o se comportar como um adulto também.

– Por que está me ajudando? Isso é estranho, é uma armadilha, certo?

– Eu te enfeiticei porque realmente deveria ter lançado o maldito obliviate no Weasley, mas principalmente porque depois de todo esse tempo com o Draco ainda não conseguiu o fazer confiar em você, gryffindor estúpido!

– Ele confia em mim.

– Então por que ficou com medo de ser exposto para o seu amigo? E não é culpa do meu filho Potter, a confiança de uma serpente não vem de graça.

Harry reconheceu a verdade nas palavras de Lucius e prometeu a si mesmo trabalhar na confiança de Draco.

– Vou dar um jeito nisso, o problema é que hoje eu já estava muito irritado com tudo o que aconteceu por causa da matéria do Profeta. Todo o rebuliço da imprensa que eu tinha conseguido controlar voltou com força total, para não falar das centenas de cartas e vociferadores...

– Existe um feitiço de bloqueio, use na sua casa. – Disse Severus.

– Já coloquei, mas elas continuam chegando no meu trabalho e eu fui suspenso.

– Prevejo uma manchete sobre isso no Profeta de amanhã. – Zombou Lucius.

– Não tem graça, quanto mais confusão e coisas do tipo, piores eles ficam. É um círculo vicioso.

– Potter, você é um herói de guerra, tem que contratar alguém para cuidar da sua imagem. Um assessor de imprensa.

– Ele faz o quê?

– Controla esse tipo de crise. Por Circe, teremos trabalho para dar um jeito nesses genes ruins que irão para os meus netos.

Harry mostrou-lhe a língua, coisa que fez Lucius engasgar com seu vinho e Severus rir. O clima do jantar continuou assim, leve e cheio de provocações. Depois de terminar de comer Harry foi para o segundo andar lidar com seu veela irritado, só que dessa vez entrou sem bater e encontrou-o deitado na cama com a caixa de chocolates no estômago com muitos bombons a menos.

– Você comeu chocolate em vez de jantar? Isso faz de você um menino muito malvado.

Draco olhou feio pra ele, mas não disse nada. Harry subiu na cama e engatinhou até ficar exatamente acima do loiro, apoiado em suas mãos e joelhos. Fitou aqueles ardentes olhos cinza e pediu:

– Me desculpa por ter sido um idiota mais cedo?

– Não! – Foi a resposta rápida do loiro.

– Nem se eu disser que te adoro muito e que sabia que o Ron nunca ia sair por ai falando sobre você? – Perguntou dando pequenas mordidas no pescoço exposto do menor.

– Mas... você tinha que me escutar. E não vou te deixar me distrair com essas táticas sujas.

– Ah não? Mas eu sei que você gosta.

O moreno tirou a caixa de bombons do caminho e com um feitiço não-verbal fez a camisa do loiro se desabotoar e deixar o peito pálido exposto.

– Isso é trapaça Potty. – Draco reclamou.

Harry riu para si mesmo, tinha aprendido rapidamente que Draco tinha os mamilos sensíveis e apetitosos.

– Eu estou usando as armas que posso aqui. Diga que estou perdoado.

– Não. Eu aguento.

O loiro quase voltou atrás quando Harry baixou a cabeça e abocanhou um de seus mamilos, a língua aveludada dele brincou com o pico endurecido até que o moreno passou a usar os dentes para provocá-lo.

– Harry... assim não. – Pediu ofegando.

– Estou perdoado? – Perguntou soltando o mamilo, mas continuando dar pequenos beijos ao redor do bico.

– Sim, mas sabe como eu fico quando você faz isso.

Harry meneou os quadris verificando que Draco começava a ficar excitado.

– Estou percebendo... animadinho, não é?

– Você acha? – Provocou Draco.

O loiro não deixaria Harry excitá-lo sem retaliação, deslizou as mãos pelas costas largas do namorado e chegou ao traseiro dele, só não contava que o moreno chiasse de dor.

– Auch!

– Que foi?

– Seu pai me lançou um feitiço de furúnculos! Que homem sádico.

Draco tentou resistir ao riso, mas falhou e deixou-se levar pelas gargalhadas.

– Muito bom ver que minha desgraça te alegra. – Harry reclamou saindo de cima do loiro.

A revolta do moreno nem afetou Draco que continuou rindo até que contagiou Harry, que terminou por acertá-lo com um travesseiro, o que ele podia fazer se não conseguia ficar bravo com a alegria de Draco?

H♥D

Se Harry estava decidido a encontrar Ginny por causa da preocupação que ela estava dando a família, agora ele queria para poder gritar e lançar alguns feitiços nela devido à entrevista. O problema surgiu quando se deu conta de que a ruiva estava se escondendo, e o fazia muito bem. Os feitiços de localização não resultaram em nada e o pior era que à medida que o tempo passava Molly e Arthur ficavam mais tristes, ela mais do que ele devido a algumas coisas que a filha disse na carta que lhe doeram profundamente. Harry começava a pensar que Ginny estava muito mal da cabeça para brigar com uma mãe tão boa quanto Molly, e isso o irritava de sobremaneira. Depois de duas semanas de trabalho infrutífero ele reconheceu que não estava progredindo e disse isso ao melhor amigo e a família num de seus costumeiros almoços de domingo, ele não estranhou o clima desanimado do clã ruivo, mas achou que eles estavam melhorando. Enquanto os rapazes ajudavam Molly a organizar a cozinha ele e Hermione foram para o jardim conversar.

– Ron me disse que encontrou o Malfoy na sua casa.

– Sim, e ele reagiu bem mais racionalmente que você, devo pontuar.

A amiga dele corou, mas evitou ficar brava pela única vez em que o marido teve mais capacidade de análise que ela.

– Bem, eu teria proposto antes, mas com os problemas no Ministério fiquei sem tempo...

– Problemas? – Interrompeu Harry.

– Sim, Lara McNair saiu do lado do Ministro. Foi no meio de uma sessão do Wizengamot, aquela onde íamos aprovar a lei da educação infantil de magos.

– Aprovaram? Não vi nada no Profeta.

– Porque o jornal parece mais preocupado com a sua vida amorosa. Suas fotos com seu parceiro e o Ron estavam ótimas, por sinal.

– Não se preocupe Mione, juro que não seduzi seu marido... ainda.

Ela fez um som depreciativo.

– Não fique se achando arremedo de herói, ele tem mais medo de mim do que algum possível tesão em você!

Harry riu, havia esquecido de como a amiga podia ser bem-humorada.

– Mas enfim, a lei não passou. Eu não estava preparada para a investida dela... droga Harry, pensei que ela era uma aliada. Quando ela começou a falar e enumerar os motivos pelos quais a lei era um acinte as tradições e a instituição familiar eu fiquei sem ação.

O moreno deu alguns tapinhas consoladores no ombro da amiga.

– O pior foi que depois eu e o Ministro fomos falar com ela e não muito educadamente fomos informados de que ela está se retirando do lado “irritantemente dourado e ditatório”.

– Ela parece bem irritada.

– E eu não sei porque... aliás, sei, tudo porque ela queria ficar com os sobrinhos e não podia, mas é a lei.

– Que separa famílias inteiras para colocá-los num orfanato.

– É um Centro de Reinserção! – Hermione protestou veementemente.

Harry deu de ombros.

– Só acho que fizemos essa lei muito no calor da guerra, o clima era outro, talvez fosse o momento de revisar.

– Isso é besteira, o programa é para evitar que eles cresçam com os mesmos preconceitos idiotas da família e...

– Ok, ok... entendo seu ponto. Não quer brigar sobre política agora, quer?

– Não, eu ia dizer que devíamos marcar um jantar lá em casa, pra você apresentar o Malfoy como seu... hum... namorado.

Harry sorriu.

– Isso é uma boa ideia! – O moreno concordou, empolgado.

A empolgação de Harry não foi exatamente bem recebida por Draco quando ele estendeu o convite de Hermione naquela noite.

– Eu visitar a sangue... – O olhar sombrio de Harry o fez revirar os olhos. – A Granger, acha mesmo que pode dar certo?

– Por que não? – Harry perguntou emburrado.

– Pelo amor de Morgana, ela ainda é a mesma pessoinha irritante que passou os anos de escola me hostilizando, ela até me bateu! – O loiro lembrou-o.

– Você também não era nenhum doce na escola Draco! E eu estou tentando fazer todo mundo se dar bem e esquecer dessa época, agradeceria o mínimo de esforço da sua parte!

Antes que Draco pudesse contradizer Harry saiu da sala rumo a lareira e sumiu.

– Essa foi uma jogada ruim. – A voz de seu pai chegou até ele.

– É culpa daquela sangue-ruim!

– Não, na verdade foi sua. Primeiro, não pode sair chamando os amigos do seu namorado de sangue-ruins, ele é o herói de guerra pelo amor de Merlin.

– Essa criatura fica abraçando ele e deixando MEU NAMORADO com esse perfuminho dela... ela não tem aquele ruivo? Por que diabos abraça o meu homem?

– Draco, controle seu veela. – Lucius foi imperioso.

O mais jovem respirou fundo um par de vezes.

– Isso foi muito ridículo, não é?

– Suponho que estar tão perto do seu escolhido, tendo contato e sem completar o vínculo deve estar enlouquecendo sua parte veela.

– Mas ele nunca disse nada sobre completar o vínculo e... e...

– E o que? – Incitou Lucius.

– Não é como se ele ficasse muito perto, sabe? – Explicou corando.

– Como assim?

– Bem, nós já fomos mais... hã... íntimos, mas depois do encontro em Paris ele parece mais recatado que eu!

– Entendo... e por que não o seduz de vez? Você é o veela dessa relação.

– E ele não vai pensar que eu sou fácil?

– Deixa o papai te ensinar uma coisa filhote. – Disse Lucius se sentando do lado dele. – Homens adoram ser seduzidos, nada os deixa mais alegres do que uma boa foda, acredite.

– Papai! – Reclamou Draco escandalizado e envergonhado.

O loiro mais velho só sorriu e acariciou os cabelos do filho.

H♥D

Harry ficou feliz quando Draco mandou uma coruja pedindo desculpas (de uma maneira indireta, claro), e aceitando o convite de Hermione. Os dois se apresentaram no apartamento dos amigos, que ficava numa zona trouxa da cidade, Draco ia levando flores e Harry carregava uma torta. Quando Ron abriu a porta parecia preocupado.

– Que bom que chegou Harry, estávamos te esperando.

– Claro, e eu trouxe o Draco.

– Oi Doninha! Entrem logo.

– Ele me chamou de Doninha Harry. – O loiro reclamou.

– Ron, não chame o meu namorado assim.

– Desculpe, é o hábito. – O ruivo deu de ombros.

Hermione surgiu na sala de avental.

– Que bom que chegaram. Olá Malfoy, como vai?

– Muito bem, obrigada pelo convite. – Disse formal, entregando as flores.

– São muito bonitas, obrigada.

Ron parecia ansioso e Harry percebeu.

– Vamos lá Ron, o que foi? Você parece um leão enjaulado.

O ruivo corou de leve, mas fez sinal para que eles sentassem antes de pegar um envelope na mesinha.

– Chegou algo pra gente na portaria, mas como ninguém manda nada por meios trouxas ficou esquecido lá por um tempo e... é da Ginny.

Harry franziu o cenho e Draco ficou tenso.

– Que bom que a acharam amigo.

– Não, ela não diz onde está e... é pra você.

O moreno hesitou sobre abrir ou não, mas Draco parecia curioso.

– Abre logo Potty.

Ron e Hermione sorriram para o apelido e Harry revirou os olhos, quando abriu o envelope achou um DVD e um bilhete.

– O que é isso? – Perguntou Draco, estranhando.

– É um DVD, é algo trouxa para guardar imagens e sons. – Explicou Hermione pegando o objeto e indo para o aparelho de televisão que havia ali.

Enquanto ela colocava o disco no aparelho Harry leu o bilhete e empalideceu notavelmente. Os outros iam perguntar o que tinha escrito quando o som potente de um coração batendo chamou a atenção de todos, na tela da televisão havia a imagem de um pequeno feto, cujo coração ouviam bater acelerado. Draco arrancou o bilhete dos dedos de Harry e leu horrorizado a letra de Ginny dizendo:

“Levei uma lembrancinha sua comigo, espero que não se importe. Devo parabenizar o papai?”

Notas finais
Então foi isso, que tal deixarem um comentário falando o que acharam e fazer de mim uma autora feliz?
Beijos e até a próxima.