Destinos Entrelaçados
14 Surpresas
Notas iniciais
Olá, voltei mais rápido dessa vez pq recebi comentários lindos. Leiam logo!
Harry sabia que essa pequena vingança de Ginny não era a pior coisa que ela poderia fazer, mas conhecia bem a ex-namorada e sabia que isso tinha só um aquecimento, e as consequências da edição do Profeta não demoraram. Sua manhã na Central de aurores foi infernal, as corujas com cartas desaprovadoras e vociferadoras não paravam de chegar. John parecia divertido, mas seu chefe Cavan havia gritado mais que algumas das pessoas das vociferadoras, o bom humor de seu parceiro tinha ido embora quando chefe os confinou a trabalhos burocráticos devido ao grande volume de corujas procurando-o, não poderiam correr o risco de ter uma missão deflagrada por causa de uma vociferadora.
– Harry, não podia ter continuado com ela? Assim não teríamos que ouvir gritos sobre como você devia se envergonhar de trocar uma “preciosidade como a Ginny por um homem”, aliás, por que tem gente brava com isso? – Porque eles não têm o que fazer. – Resmungou Harry terminando outro relatório. – E alguns nascidos trouxas ainda trazem alguns preconceitos do mundo trouxa pra cá.– No mundo trouxa não gostam de casais de homens? – Perguntou John, estranhando.– A maior parte da sociedade vê relacionamentos entre pessoas do mesm sexo como algo sujo e antinatural. Em alguns lugares é crime. – Trouxas são tão esquisitos. – O parceiro resmungou. – Em algumas coisas sim. – Quer dizer, isso não faz sentido, por que se importam se alguém gosta de homem ou mulher? – Ele refletiu um pouco. – Ei, quer dizer que aquele papo de alguns trouxas não gostarem de pessoas negras é verdade? – Infelizmente sim. Jonh parecia realmente surpreendido. – Ah cara, melhor mudarmos de assunto. Os trouxas tem seus problemas e seus defeitos, mas também tem qualidades, como os bruxos. – Você tem razão. – Concordou John vendo como mais duas corujas entravam na Central. – Como, por exemplo, mandar cartas de repúdio para um jovem herói de guerra que precisa rever seus conceitos de vida. – Isso deve ser alguma praga que Voldemort me rogou antes de eu poder mandá-lo pro inferno, não é possível. Com sua mesa repleta de cartas, Harry pensava que seu dia não poderia piorar, levando em consideração o grupo de jornalistas aglomerados na porta da Central, mas ele havia se esquecido de Ron. Quando o grande ruivo entrou na Central mandando os jornalistas para lugares nada bonitos Harry se lembrou de ter dito sobre Draco na noite anterior. – Ron?! – Harry correu para segurar o amigo que segurava um jornalista pelo colarinho pronto para socá-lo. – Harry! Oi, deixa só eu arrancar os dentes desse imbecil que já conversamos, ok? O jornalista chiou de medo e Harry ajudou-o a se desvencilhar das mãos de Ron e sair correndo para fora do prédio. – Ei! Devia me ajudar a bater nele. Foi o cara que perguntou se nós tivemos um caso! E se Hermione também ia me deixar e...– Sabe que não devia dar importância aos jornalistas. – Mas eles são tão imbecis. – Eu sei, mas veio falar comigo sobre a entrevista da Ginny? – Em parte, fiquei mais interessado sobre certa informação que você soltou ontem e depois fugiu. – Disse o ruivo estralando os dedos. Harry olhou para os lados, avaliando suas vias de escape. – Podemos falar lá em casa? Não acho que meu chefe vá gostar de me ver apanhando do meu melhor amigo. – Oh, isso soa bastante interessante. – John opinou. – E Harry, com tantas confusões Cavan vai acabar te demitindo, olha ai, mais corujas. – Gemeu frustrado. – Não é minha culpa! – É, dessa vez a culpa é da Ginny. – Apoiou Ron. O grito de Cavan estremeceu o escritório, ele chamava pro Harry, claro. – Vá indo lá pra casa Ron, vou ver o que meu chefe quer. – Boa-sorte amigo. Cavan não estava nem um pouco feliz e fez o último resquício de bom humor de Harry sair pela janela quando o ameaçou de demissão e remarcou que só o tinha feito já porque ele era o “queridinho” do Ministro. Ele foi suspenso, o que achou extremamente injusto, afinal, não podia controlar as cartas que as pessoas mandavam pra ele. Chegou em casa bufando de raiva. – Dia ruim colega? – Brincou Ron. – Ah Ron, isso não tem graça. Sua irmã só está me arrumando problemas. – Ginny está descontrolada, não faz ideia da carta horrorosa que ela mandou pra mamãe. – Como assim?! O ruivo parecia incomodado. – Hoje, junto com o Profeta chegou uma carta da Ginny, ela disse que queria que parássemos de mandar gente atrás dela, que não queria mais contato com a gente e que... não tinha mais família. Harry sentiu muito pelo amigo. – Sinto muito. – Eu sei, mas algumas coisas que ela disse pra mamãe... isso não se faz Harry. Ela queria machucar a mãe só porque ela não pediu desculpas pela briga do outro dia. Ela disse que nunca mais ia voltar pra Toca, acha que ela falava sério?– Sabe como é a Ginny quando está brava Ron, ela fala coisas do tipo, mas depois se arrepende.
– Acha que foi por isso que ela deu a entrevista?– Isso já é outra história, pensei que já tivéssemos resolvido as coisas, mas isso foi muito mesquinho da parte dela, não garanto que não dê algumas palmadas nela quando a vir, mas não veio aqui da Ginny, não é?– A Doninha saltitante Harry?! Não espere que eu te parabenize pelo bom gosto, mas não é nenhuma surpresa, é? – Ron disse, deixando Harry boquiaberto. – Como não?! – Pelo amor de Merlin, você e a Hermione estão ficando burros. Vou explicar como eu expliquei pra ela, tente me acompanhar, ok? O moreno balançou a cabeça afirmativamente – Quem é que desde os onze anos de idade consegue sua completa atenção em menos de cinco segundos? Malfoy. Quem presta tanta atenção em você que fez bottons com o seu rosto? Malfoy. Quem prestava mais atenção no seu traseiro e ficava te provocando em vez de ir atrás do pomo? Mal...– Entendi, entendi... ele olhava mesmo pro meu traseiro? – Perguntou Harry. Ron revirou os olhos. – Era um exemplo, mas conseguiu entender?! Harry, você não dormia no sexto ano só pra ficar vigiando o cara, eu pensei que todo mundo sabia dessa tensão sexual mal resolvida entre vocês. – O ruivo deu de ombros. – Claro que não! Fomos inimigos exemplares na escola Weasel! – A voz aristocrática de Draco chegou até eles. O loiro vinha descendo as escadas calmamente. – Inimigos não ficam se encarando de pertinho doninha, geralmente partem para a briga de uma vez. Ah, e nem gritam histericamente pros amigos NÃO matarem dito inimigo no meio de uma batalha. – Ron soltou um sorriso radiante. – Estou tão contente que eu percebi isso antes que todo mundo, acha que a Mione vai ficar brava muito tempo? Ela estava resmungando sobre com deixou os sinais passarem quando saí de casa. – Não fique todo pomposo pobretão, só porque acertou uma coisa por uma vez na vida. – Draco! – Harry gritou. – Não chame o Ron assim. – Mas ele me chamou de doninha e você nem disse nada! – O loiro disse cm um beicinho apontando o dedo acusador para Ron que já ria a gargalhadas. Harry ignorou o amigo e abraçou o namorado bravo, que esquivou de seus beijos. – Ok, prometo que o transformo em algo bem desagradável se ele te chamar assim de novo. – Promete?! – Perguntou Draco quase ronronando. – Palavra de herói. Ron parou de rir quando os dois começaram a se beijar e fez um som de asco. – Não Harry! Isso vai me dar pesadelos, não beije ele na minha frente. Harry ia se separar dos lábios apetitosos de Draco, mas o loiro sorriu maliciosamente e atraiu-o novamente dando pequenas mordidinhas no lábio inferior de Harry, gemendo de leve, coisa que deixava o moreno louco. – Meus olhos! Meus pobres olhinhos! – Reclamou Ron dramaticamente cobrindo os olhos. As risadas de Draco não diminuíram o rubor de Harry. – Isso foi golpe baixo Draco. – Não vai ficar bravo comigo, não é? – Perguntou o loiro manhoso. – Claro que não meu veela bonito. – PUTA MERDA! ELE É VEELA? – Ron gritou.– Viu só o que seus apelidinhos fizeram Potter?! Agora temos que lançar um obliviate nele. – O quê? Não vou fazer isso com o Ron. – E o meu segredo, como fica?! Ele é mais importante que eu por acaso?!– Eu não disse isso, só que não quero lançar um obliviate no meu melhor amigo, que por sinal, não teve um ataque quando soube da gente. – Ah, então devo me ajoelhar e agradecer ao São Weasel? Espero que não queira que eu demonstre todas as minhas habilidades nessa posição também... Harry ficou vermelho de raiva e Ron voltou a rir, coisa que obteve a atenção dos dois. – O que é tão engraçado cara de fuinha?! – Draco rosnou. – Nada não... – Disse Ron engolindo o riso ao reconhecer o olhar psicopata que Hermione lhe lançava quando estava muito irritada. – Acho bom! – Malfoy? – O ruivo chamou calmamente. – Que é?! – Eu nunca prejudicaria o Harry, não tenho nada contra veelas, meu irmão é casado com uma sabe? – E por que eu acreditaria que você protegeria meu segredo? Eu fiz da sua vida um inferno, sempre zombei da sua família, é a sua chance perfeita de vingança. – Disse Draco confuso. Ron levantou e se aproximou do veela para estender-lhe a mão. – Você é da família agora. Trégua? Harry estava olhando para os dois com olhinhos de cordeiro e Draco suspirou teatralmente antes de apertar a mão de Ron. – Mas isso não significa que vou gostar de você agora, nem vou entrar para o trio dourado.– Eu duvido que a Mione gostasse disso. – Ron disse dando de ombros. – Ela não confia nem um pouquinho em você.– Que desconfiada. – Draco reclamou. – Não vai oferecer chá para as suas visitas Potter? Onde foi parar sua educação?– Você não é visita e o Ron menos ainda, e nós estávamos brigando, esqueceu?– Vou pra casa então, tenho certeza que meu pai e meu padrinho vão ficar contentes de saber que você anda espalhando pros seus amigos que eu sou um veela e depois quer que eu me ajoelhe e... – Harry tentou impedir, mas o loiro passou pela lareira mais rapidamente antes que ele pudesse impedir. – Ah cara, por que eu acho que isso não pode ser bom? – Ron perguntou ao ver a cara do amigo. – Eu estou tão ferrado... devíamos beber antes da minha morte horrível sabe? E nada de flores brancas no meu velório, quero rosas vermelhas e...– Ah cara, que exagero! – Estamos falando de Lucius Malfoy e Severus Snape aqui. – Harry lembrou-o. – Ah, cara, eu vou voltar pra loja. – Ei! Onde foi parar a lealdade e a coragem gryffindor? – Harry zombou. – Eu não mandei você provocar seu veela manhoso com dois ex-comensais de guarda, se vire! – Disse Ron antes de sair porta afora. H♥D Harry nunca teve um jantar tão incômodo em sua vida. Um Lucius irritado por uma possível exposição de seu filho não era algo bonito de ver, e o maldito loiro era muito bom no feitiço de furúnculos, e ele acertara o genro em sua delicada parte traseira. – Problemas Potter? – Perguntou Snape com um brilho divertido no olhar.– Seu maldito loiro sabe usar esse feitiço e você sabe perfeitamente que só a poção e o contra-feitiço não tiram toda a dor. – Eu estou à mesa Potter, não é educado falar de mim como se não estivesse. – Disse Lucius calmamente. – Estou ignorando você pra não brigarmos, já me basta que o Draco esteja bravo por besteira e me dando o gelo. O veela brilhava por sua ausência no jantar, nem as flores nem os chocolates tinham conseguido tirá-lo do quarto. – Meu filho é caprichoso Potter, tem que aprender a lidar com isso ou ele vai te ter pulando quando ele mandar. Tanto Harry quanto Snape olharam pra ele com olhos arregalados. – Não precisam me olhar assim, eu SEI que Draco é mimado. Eu estava até estranhando a falta de brigas entre vocês, brigar está ligado ao relacionamento de duas pessoas como vocês. Reconheça que exagerou, mas faça-o se comportar como um adulto também. – Por que está me ajudando? Isso é estranho, é uma armadilha, certo?– Eu te enfeiticei porque realmente deveria ter lançado o maldito obliviate no Weasley, mas principalmente porque depois de todo esse tempo com o Draco ainda não conseguiu o fazer confiar em você, gryffindor estúpido!– Ele confia em mim. – Então por que ficou com medo de ser exposto para o seu amigo? E não é culpa do meu filho Potter, a confiança de uma serpente não vem de graça. Harry reconheceu a verdade nas palavras de Lucius e prometeu a si mesmo trabalhar na confiança de Draco. – Vou dar um jeito nisso, o problema é que hoje eu já estava muito irritado com tudo o que aconteceu por causa da matéria do Profeta. Todo o rebuliço da imprensa que eu tinha conseguido controlar voltou com força total, para não falar das centenas de cartas e vociferadores... – Existe um feitiço de bloqueio, use na sua casa. – Disse Severus. – Já coloquei, mas elas continuam chegando no meu trabalho e eu fui suspenso. – Prevejo uma manchete sobre isso no Profeta de amanhã. – Zombou Lucius. – Não tem graça, quanto mais confusão e coisas do tipo, piores eles ficam. É um círculo vicioso. – Potter, você é um herói de guerra, tem que contratar alguém para cuidar da sua imagem. Um assessor de imprensa.– Ele faz o quê? – Controla esse tipo de crise. Por Circe, teremos trabalho para dar um jeito nesses genes ruins que irão para os meus netos. Harry mostrou-lhe a língua, coisa que fez Lucius engasgar com seu vinho e Severus rir. O clima do jantar continuou assim, leve e cheio de provocações. Depois de terminar de comer Harry foi para o segundo andar lidar com seu veela irritado, só que dessa vez entrou sem bater e encontrou-o deitado na cama com a caixa de chocolates no estômago com muitos bombons a menos.
– Você comeu chocolate em vez de jantar? Isso faz de você um menino muito malvado. Draco olhou feio pra ele, mas não disse nada. Harry subiu na cama e engatinhou até ficar exatamente acima do loiro, apoiado em suas mãos e joelhos. Fitou aqueles ardentes olhos cinza e pediu:– Me desculpa por ter sido um idiota mais cedo?– Não! – Foi a resposta rápida do loiro. – Nem se eu disser que te adoro muito e que sabia que o Ron nunca ia sair por ai falando sobre você? – Perguntou dando pequenas mordidas no pescoço exposto do menor.– Mas... você tinha que me escutar. E não vou te deixar me distrair com essas táticas sujas.– Ah não? Mas eu sei que você gosta. O moreno tirou a caixa de bombons do caminho e com um feitiço não-verbal fez a camisa do loiro se desabotoar e deixar o peito pálido exposto. – Isso é trapaça Potty. – Draco reclamou. Harry riu para si mesmo, tinha aprendido rapidamente que Draco tinha os mamilos sensíveis e apetitosos. – Eu estou usando as armas que posso aqui. Diga que estou perdoado. – Não. Eu aguento. O loiro quase voltou atrás quando Harry baixou a cabeça e abocanhou um de seus mamilos, a língua aveludada dele brincou com o pico endurecido até que o moreno passou a usar os dentes para provocá-lo. – Harry... assim não. – Pediu ofegando. – Estou perdoado? – Perguntou soltando o mamilo, mas continuando dar pequenos beijos ao redor do bico. – Sim, mas sabe como eu fico quando você faz isso. Harry meneou os quadris verificando que Draco começava a ficar excitado. – Estou percebendo... animadinho, não é?– Você acha? – Provocou Draco. O loiro não deixaria Harry excitá-lo sem retaliação, deslizou as mãos pelas costas largas do namorado e chegou ao traseiro dele, só não contava que o moreno chiasse de dor. – Auch! – Que foi? – Seu pai me lançou um feitiço de furúnculos! Que homem sádico. Draco tentou resistir ao riso, mas falhou e deixou-se levar pelas gargalhadas. – Muito bom ver que minha desgraça te alegra. – Harry reclamou saindo de cima do loiro. A revolta do moreno nem afetou Draco que continuou rindo até que contagiou Harry, que terminou por acertá-lo com um travesseiro, o que ele podia fazer se não conseguia ficar bravo com a alegria de Draco? H♥D Se Harry estava decidido a encontrar Ginny por causa da preocupação que ela estava dando a família, agora ele queria para poder gritar e lançar alguns feitiços nela devido à entrevista. O problema surgiu quando se deu conta de que a ruiva estava se escondendo, e o fazia muito bem. Os feitiços de localização não resultaram em nada e o pior era que à medida que o tempo passava Molly e Arthur ficavam mais tristes, ela mais do que ele devido a algumas coisas que a filha disse na carta que lhe doeram profundamente. Harry começava a pensar que Ginny estava muito mal da cabeça para brigar com uma mãe tão boa quanto Molly, e isso o irritava de sobremaneira. Depois de duas semanas de trabalho infrutífero ele reconheceu que não estava progredindo e disse isso ao melhor amigo e a família num de seus costumeiros almoços de domingo, ele não estranhou o clima desanimado do clã ruivo, mas achou que eles estavam melhorando. Enquanto os rapazes ajudavam Molly a organizar a cozinha ele e Hermione foram para o jardim conversar. – Ron me disse que encontrou o Malfoy na sua casa. – Sim, e ele reagiu bem mais racionalmente que você, devo pontuar. A amiga dele corou, mas evitou ficar brava pela única vez em que o marido teve mais capacidade de análise que ela. – Bem, eu teria proposto antes, mas com os problemas no Ministério fiquei sem tempo...– Problemas? – Interrompeu Harry. – Sim, Lara McNair saiu do lado do Ministro. Foi no meio de uma sessão do Wizengamot, aquela onde íamos aprovar a lei da educação infantil de magos. – Aprovaram? Não vi nada no Profeta. – Porque o jornal parece mais preocupado com a sua vida amorosa. Suas fotos com seu parceiro e o Ron estavam ótimas, por sinal. – Não se preocupe Mione, juro que não seduzi seu marido... ainda. Ela fez um som depreciativo. – Não fique se achando arremedo de herói, ele tem mais medo de mim do que algum possível tesão em você! Harry riu, havia esquecido de como a amiga podia ser bem-humorada. – Mas enfim, a lei não passou. Eu não estava preparada para a investida dela... droga Harry, pensei que ela era uma aliada. Quando ela começou a falar e enumerar os motivos pelos quais a lei era um acinte as tradições e a instituição familiar eu fiquei sem ação. O moreno deu alguns tapinhas consoladores no ombro da amiga.– O pior foi que depois eu e o Ministro fomos falar com ela e não muito educadamente fomos informados de que ela está se retirando do lado “irritantemente dourado e ditatório”. – Ela parece bem irritada. – E eu não sei porque... aliás, sei, tudo porque ela queria ficar com os sobrinhos e não podia, mas é a lei. – Que separa famílias inteiras para colocá-los num orfanato. – É um Centro de Reinserção! – Hermione protestou veementemente. Harry deu de ombros.– Só acho que fizemos essa lei muito no calor da guerra, o clima era outro, talvez fosse o momento de revisar. – Isso é besteira, o programa é para evitar que eles cresçam com os mesmos preconceitos idiotas da família e...– Ok, ok... entendo seu ponto. Não quer brigar sobre política agora, quer? – Não, eu ia dizer que devíamos marcar um jantar lá em casa, pra você apresentar o Malfoy como seu... hum... namorado. Harry sorriu. – Isso é uma boa ideia! – O moreno concordou, empolgado. A empolgação de Harry não foi exatamente bem recebida por Draco quando ele estendeu o convite de Hermione naquela noite.– Eu visitar a sangue... – O olhar sombrio de Harry o fez revirar os olhos. – A Granger, acha mesmo que pode dar certo?– Por que não? – Harry perguntou emburrado. – Pelo amor de Morgana, ela ainda é a mesma pessoinha irritante que passou os anos de escola me hostilizando, ela até me bateu! – O loiro lembrou-o.– Você também não era nenhum doce na escola Draco! E eu estou tentando fazer todo mundo se dar bem e esquecer dessa época, agradeceria o mínimo de esforço da sua parte! Antes que Draco pudesse contradizer Harry saiu da sala rumo a lareira e sumiu. – Essa foi uma jogada ruim. – A voz de seu pai chegou até ele. – É culpa daquela sangue-ruim! – Não, na verdade foi sua. Primeiro, não pode sair chamando os amigos do seu namorado de sangue-ruins, ele é o herói de guerra pelo amor de Merlin. – Essa criatura fica abraçando ele e deixando MEU NAMORADO com esse perfuminho dela... ela não tem aquele ruivo? Por que diabos abraça o meu homem?– Draco, controle seu veela. – Lucius foi imperioso. O mais jovem respirou fundo um par de vezes. – Isso foi muito ridículo, não é?– Suponho que estar tão perto do seu escolhido, tendo contato e sem completar o vínculo deve estar enlouquecendo sua parte veela. – Mas ele nunca disse nada sobre completar o vínculo e... e...– E o que? – Incitou Lucius.– Não é como se ele ficasse muito perto, sabe? – Explicou corando. – Como assim? – Bem, nós já fomos mais... hã... íntimos, mas depois do encontro em Paris ele parece mais recatado que eu! – Entendo... e por que não o seduz de vez? Você é o veela dessa relação. – E ele não vai pensar que eu sou fácil? – Deixa o papai te ensinar uma coisa filhote. – Disse Lucius se sentando do lado dele. – Homens adoram ser seduzidos, nada os deixa mais alegres do que uma boa foda, acredite. – Papai! – Reclamou Draco escandalizado e envergonhado. O loiro mais velho só sorriu e acariciou os cabelos do filho. H♥D Harry ficou feliz quando Draco mandou uma coruja pedindo desculpas (de uma maneira indireta, claro), e aceitando o convite de Hermione. Os dois se apresentaram no apartamento dos amigos, que ficava numa zona trouxa da cidade, Draco ia levando flores e Harry carregava uma torta. Quando Ron abriu a porta parecia preocupado. – Que bom que chegou Harry, estávamos te esperando. – Claro, e eu trouxe o Draco. – Oi Doninha! Entrem logo. – Ele me chamou de Doninha Harry. – O loiro reclamou. – Ron, não chame o meu namorado assim. – Desculpe, é o hábito. – O ruivo deu de ombros. Hermione surgiu na sala de avental.– Que bom que chegaram. Olá Malfoy, como vai?– Muito bem, obrigada pelo convite. – Disse formal, entregando as flores.– São muito bonitas, obrigada. Ron parecia ansioso e Harry percebeu.– Vamos lá Ron, o que foi? Você parece um leão enjaulado. O ruivo corou de leve, mas fez sinal para que eles sentassem antes de pegar um envelope na mesinha. – Chegou algo pra gente na portaria, mas como ninguém manda nada por meios trouxas ficou esquecido lá por um tempo e... é da Ginny. Harry franziu o cenho e Draco ficou tenso.– Que bom que a acharam amigo. – Não, ela não diz onde está e... é pra você. O moreno hesitou sobre abrir ou não, mas Draco parecia curioso.– Abre logo Potty. Ron e Hermione sorriram para o apelido e Harry revirou os olhos, quando abriu o envelope achou um DVD e um bilhete.– O que é isso? – Perguntou Draco, estranhando.– É um DVD, é algo trouxa para guardar imagens e sons. – Explicou Hermione pegando o objeto e indo para o aparelho de televisão que havia ali. Enquanto ela colocava o disco no aparelho Harry leu o bilhete e empalideceu notavelmente. Os outros iam perguntar o que tinha escrito quando o som potente de um coração batendo chamou a atenção de todos, na tela da televisão havia a imagem de um pequeno feto, cujo coração ouviam bater acelerado. Draco arrancou o bilhete dos dedos de Harry e leu horrorizado a letra de Ginny dizendo: “Levei uma lembrancinha sua comigo, espero que não se importe. Devo parabenizar o papai?”
Notas finais
Então foi isso, que tal deixarem um comentário falando o que acharam e fazer de mim uma autora feliz?
Beijos e até a próxima.
Beijos e até a próxima.
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