Notas iniciais
Sim, estou atrasada desculpem, mas já tá ai, então leiam e aproveitem!

O silêncio entre Harry e Draco tinha ficado pesado. Desde que tinham visto o DVD na casa de Ron e Hermione os dois pareciam muito ensimesmados para falar qualquer coisa. O clima tinha ficado tão denso que os quatro tinham desistido do jantar e Draco aparatou com o namorado direto para seu quarto, onde os dois deitaram na cama e ficaram olhando para o dossel verde que balançava suavemente de acordo com a brisa que soprava pela janela aberta.

- É possível? – Draco perguntou quando terminou de meditar.

Harry continuou em silêncio por um tempo, até responder sinceramente:

- Sim, é. Eu já te contei que brigávamos muito, mas... costumávamos ter encontros muito ardentes por causa das brigas também. Era uma relação daninha.

- Mas... o filho é seu? Você disse que ela tinha amantes, no plural.

- Se tem uma coisa que a Ginny não é, é burra. Se ela estivesse grávida de outro cara não ia arriscar em dizer que o filho é meu, e pra quê?

- Vingança é claro, ela quer te ver agoniado e sofrendo, talvez nem grávida esteja. Por que não disse antes?! Por que sumiu do mapa?

- Eu acho que ela tentou. – Disse Harry com voz cansada. – Quando ela voltou do último campeonato estava toda feliz e animada, me esperando pra comemorar algo... pensei que era o campeonato, mas o time perdeu, não dei muita chance pra ela falar, terminamos aquela noite.

Draco ficou sem ação por um momento.

- Eu pensei que vocês não eram um casal feliz.

- Não éramos, nenhum dos dois, mas desde quando isso inviabiliza sexo? – Perguntou Harry com cinismo.

Draco pareceu machucado por isso e o moreno soltou um forte suspiro de derrota.

- Eu não sou uma boa companhia essa noite. Eu preciso ficar sozinho, desculpe amor, eu não queria que nada disso acontecesse.

- Eu sei, mas isso não melhora em nada. – Respondeu Draco lacônico.

Harry levantou e deu um beijo suave na testa do namorado, desceu pelas escadas agradecendo não topar com nenhum dos dois “pais” de Draco, só Merlin sabe o que os dois fariam se soubessem da confusão armada pela ex-namorada de Harry. Antes de sair pela lareira ele lamentou não poder encontrar Ginny para sacudi-la até arrancar toda a verdade da ruiva.

H♥D

Lucius chegou tarde naquela noite, havia tido uma reunião com Augustus sobre os próximos passos de Lara McNair no cenário político e não tinha jantado com Severus, coisa que sabia que o havia irritado já que Draco também não estava em casa, tendo saído com Harry para a casa de sua mais nova inimiga política. Quando chegou ao quarto encontrou o amante de anos sentado na confortável poltrona ao lado da cama, lendo um livro.

- Boa-noite Severus. – Disse suavemente, sabendo que estava em falta com o homem.

O silêncio que obteve como resposta foi suficiente para saber que não iria ser tão fácil obter o perdão do moreno. Sem insistir numa conversa, para a qual o outro não estava disposto, se dirigiu ao banheiro para um relaxante e longo banho. Quando saiu vestindo apenas um roupão e com os cabelos molhados Severus continuava lendo e ele continuou com sua rotina, penteando os cabelos e secando-os com cuidado, quando terminou com seus pequenos cuidados foi até o amante e ficou de pé em frente a ele.

- Não pretende gritar comigo e dizer o quanto sou egoísta e sem consideração e que devia parar de ver o homem que quer arrancar a minha roupa e me foder até a exaustão?

- Por que eu diria algo que você já sabe? É inútil, não acha?

-Talvez porque você fique muito excitante enquanto está esbravejando comigo. – Sugeriu o loiro.

Severus apenas arqueou uma de suas sobrancelhas observando como o loiro se ajoelhava e tirava o livro de suas mãos. Lucius não iria pedir desculpas, não do jeito convencional, é claro. O loiro afastou os joelhos do amante, que usava apenas uma calça de pijama, ficando com o peito desnudo. Lucius adorava ser um dos poucos no mundo que sabiam o quão informal e relaxado Severus poderia ser, claro que tratou de espantar os ciúmes ao lembrar-se dos irmãos Black ciscando perto do que era dele.

- Pretendendo me seduzir Lucius? – Inquiriu Severus com uma nota irônica na voz.

- Eu nunca precisei te seduzir Severus, você faz isso por mim desde sempre. – Enfatizou o loiro deixando seus dedos passearem suavemente pela virilha do moreno que já mostrava claros sinais de animação.

- Você é minha maldição há muitos anos. – O moreno murmurou.

Lucius sorriu ao ouvir isso e ergueu o tronco o suficiente para alcançar os lábios do moreno, traçou os lábios do outro com a ponta da língua enquanto sentia o hálito quente de Severus misturando-se com o seu próprio. Sempre mais impaciente do que o amante loiro, Severus não demorou a capturar o queixo dele com uma mão férrea ao mesmo tempo em que se dedicava a sugar a língua que o provocava. Lucius sentiu um arrepio de excitação percorrer sua espinha quando o agarre em seu queixo aumentou e o beijo do amante tornava-se mais exigente. Não se surpreendeu quando um empurrão brusco o fez tombar de costas no tapete, Severus estava querendo puni-lo, afinal. Mal havia recuperado o fôlego e sentiu o peso do amante sobre si, Severus havia se sentado sobre os quadris de Lucius deleitando-se com a visão dos cabelos loiros espalhados pelo tapete e pelo peito pálido exposto pelo robe aberto. Um sorriso maldoso apareceu nos lábios do moreno quando deixou as unhas arranharem de leve os mamilos rosados de Lucius.

- Faz algum tempo que não brincamos, não é? – Provocou Severus esfregando sua ereção contra a de Lucius.

O loiro gemeu de leve, mas não respondeu. Quando percebeu que o amante tinha a varinha em mãos sentiu um arrepio de antecipação, ele havia deixado Severus desde o encontro explosivo dos dois nesse mesmo quarto para castigá-lo pela traição na guerra e sabia que agora ia pagar duramente pela abstinência do outro. Quando com um passe de varinha Severus fez aparecer um baú de madeira a seu lado Lucius sabia que ia ter algum tempo de diversão. Sem pressa Severus abriu o baú e pegou duas jóias que ele tinha encomendado para Lucius há anos e que se admirou do loiro ter guardado, eram dois prendedores de diamante que serviam para atormentar os sensíveis mamilos do amante embaixo dele. Sem presa ele afastou ainda mais as partes do robe expondo totalmente o peito pálido do amante, deixou seus dedos acariciarem as linhas bem definidas do abdômen de Lucius e quando chegou aos mamilos eriçados usou as pontas dos dedos para contornar os pequenos montículos, aos quais beliscou levemente sentindo o pênis do amante pulsar junto ao seu. Com movimentos calculadamente frios ele puxou um dos mamilos e torceu-o levemente, fazendo Lucius chiar e com um sorriso sádico prendeu a pequena porção de carne com prendedor, repetiu a mesma operação com o outro mamilo e só então se permitiu inclinar para lamber a zona hipersensibilizada. Lucius gemeu ao sentir o contato da língua aveludada de Severus em seus mamilos maltratados e moveu os quadris de encontro aos do amante. Ante isso, o moreno mordeu-o deixando com certeza uma marca na pele imaculada, arrancando um grito afogado do loiro que o deixou satisfeito. Sem intenção de aliviar o amante tão cedo Severus ergueu-se para terminar de desatar o robe do loiro, expondo o corpo nu e recém-banhado do outro. Com o olhar predatório desceu a mão pelo abdômen plano até chegar ao membro inchado de Lucius ao qual segurou firmemente sob o atento olhar cinza do outro, com lentidão calculada o moreno expôs a ponta úmida do membro, permitindo-se o prazer de ver a apreensão misturada com a excitação do amante. Deu um apertão de leve fazendo com que o loiro arqueasse o corpo para logo investir contra sua mão procurando maior fricção, sorrindo ante esse gesto Severus esticou sua mão desocupada para o baú, de onde tirou o segundo item da noite. Lucius gemeu desconsolado quando viu o couro entre os dedos do amante, preferia o chicote àquelas correias grossas. Sentiu a mão de Severus abandonar seu pênis para ir mais para baixo, o moreno segurou suas bolas na palma da mão, sentindo o peso e o volume delas.

- Abra as pernas Lucius.

Obedecendo quase imediatamente, o loiro afastou os joelhos, sua veia exibicionista o fazia adorar se mostrar tão abertamente para o Severus, que por sua vez não se cansava de admirar o corpo que se abria pra ele. Lucius nunca tinha tido muitos pêlos no corpo, mas depois de ser castigado por ter uma fina pelugem impedindo a completa visão de seu “dono” sobre ele tinha optado por um feitiço que o livrava dos pêlos para o deleite de Severus, que como agora desfrutava observando suas coxas abertas, seu pênis ereto e seus testículos bem marcados, que ele ainda segurava.

Severus sabia que depois de tantos anos deveria ser menos suscetível ao amante, mas para ele nada se comparava com o prazer de ver Lucius se contorcendo entre a dor e prazer enquanto ele manuseava seus testículos ou a expressão ansiosa no rosto aristocrático quando ele envolveu a base de sua ereção com as tiras de couro antes de envolver os testículos também, quando apertou o agarre e fechou a fivela do anel Lucius silvou entre a dor e a sensibilidade aumentada em seu pênis.

- Confortável querido? – Perguntou o moreno.

- Bastante, acho que está ficando frouxo com a idade Severus. – Conseguiu responder Lucius entre ofegos.

Uma das coisas que Severus mais gostava era da impertinência de Lucius, ele continuava a provocar mesmo Severus estando, literalmente, com suas bolas na palma da mão. A guisa de punição o moreno apertou as delicadas esferas fazendo Lucius arquear as costas e enterrar os dedos nos lençóis de seda, com um sorriso maldoso Severus convocou o pote de lubrificante, mergulhou dois dedos no líquido viscoso e sem dar avisos prévios meteu-os dentro de Lucius, que como o bom pervertido que era soltou um suspiro de prazer e passou a ondular os quadris em direção aos dedos do amante.

- Você é um libidinoso Lucius, sabia disso não é? – Disse girando os dedos dentro do canal do loiro.

Lucius não respondeu, concentrado demais em sentir os dedos de Severus entrando e saindo dele num ritmo constante e forte, abriu mais as pernas com esperança de que o amante acrescentasse mais um dedo, mas em vez disso, Severus dedicou-se a enlouquecê-lo com aqueles dois dedos entrando e saindo de seu sensível buraco, provocando e excitando, mas nunca satisfazendo por completo. Pior ainda foi para Lucius quando Severus inclinou-se capturando seu pênis com a boca, esmerando-se em fazê-lo gritar com a dupla estimulação. O pior para o loiro era a restrição do anel peniano que o impedia de gozar mesmo com o ritmo violento com que os dedos de Severus entravam e saíam dele.

Cada gemido e ondulação do corpo de Lucius enviava uma onda de excitação pela coluna de Severus, o moreno adorava sentir as contrações do corpo do amante, que implorava por liberação na medida em que ele o penetrava duramente com os dedos. Uma fina capa de transpiração cobria o corpo perfeito de Lucius e quando viu o corpo do loiro ficando tenso por inteiro e arquear-se deixou de mover os dedos, retirando-os em seguida. O palavrão abafado que ouviu o fez sorrir, adorava quando conseguia deixar o loiro ansioso, por isso foi com uma lentidão calculada que pegou dentro da caixa o brinquedo que fez Lucius arregalar os olhos e voltar a falar um palavrão nada bonito.

- Estamos com a boquinha suja hoje, não é?

- Porque você se recusa e me foder como deve, só por isso. – Reclamou Lucius.

- Isso não é maneira de falar, creio que teremos que alongar seu castigo!

O loiro cogitou pedir perdão, mas seu orgulho ainda ganhava do desejo nesse momento e foi com um silvo de prazer que ele viu Severus introduzindo o vibrador em seu insuficientemente dilatado ânus. Ele podia sentir a borracha enchendo-o e o modo como o brinquedo começava a se mover rapidamente, quando Severus virou-o de barriga pra baixo puxando seus braços para trás soube que iria passar uma noite deliciosamente tormentosa. Suas expectativas se mostraram verdadeiras quando o moreno o fez flexionar os joelhos e logo murmurou um feitiço que amarrou suas mãos aos tornozelos impedindo-o de qualquer movimento. O vibrador continuava funcionando sem deixar de entrar e sair por um só momento, ele sentia-se pronto para explodir, mas sabia que Severus não iria deixar as coisas tão fáceis. Foi levitado para o já conhecido canto do castigo, um local no canto do quarto perto da janela, onde havia um pequeno ninho de lençóis de seda sobre o chão e uma almofada macia junto à parede, Lucius foi depositado ali de barriga para baixo na mesma posição de quando estava na cama.

Severus sentou-se na poltrona atrás de Lucius apreciando o espetáculo de seu traseiro exposto e aberto, com um vibrador enfeitiçado para não parar de foder a maltratada entrada do loiro. Ele podia ouvir Lucius ofegando e gemendo, sabia que o amante deveria estar com dores musculares, mas ainda podia ver como o grande pervertido movia os quadris para friccionar sua ereção contra os lençóis. Esticando uma perna ele usou um dos pés para parar o movimento.

- Quer gozar puta? É só pedir perdão do jeito correto, sou muito bondoso você sabe.

Luciu se recusou a responder, concentrado demais em não perder o fôlego quando o ritmo do vibrador aumentou com um simples passe da varinha de Severus, enquanto o pé do amante impedia-o de se mover. Seu pênis restringido pelo anel pulsava dolorosamente implorando por liberação enquanto ele podia sentir o vai-e-vem do vibrador aumentar, negando-se a ceder ante o amante, ele aguentou essa deliciosa tortura por algum tempo, mas Severus nunca foi conhecido por jogar limpo. Quando o moreno ajoelhou-se a seu lado e acariciou suas nádegas carnudas, beliscando a pele e sentindo a maciez ele soube que estava perdido. Sentiu o primeiro tapa rapidamente, e uma série de outras palmadas seguiram-se a essa, aquecendo sua pele e deixando-a ainda mais sensível, mas a surra durou menos do que o loiro tinha previsto, Severus parou de agredir seu traseiro quando deixou a pele num lindo tom avermelhado. Foi quando Lucius sentiu um fio gelado de óleo escorrendo em desde seu cóccix até seu ânus preenchido, a temperatura diferente o fez se arrepiar num espasmo de prazer. Os dedos calosos e longos de Severus esfregaram em torno de sua entrada, circundando a abertura e logo ele sentiu dois dedos forçando entrada junto com o vibrador, coisa que o fez urrar de prazer e dor. Sentia que suas bolas explodiriam, mas a restrição do anel impedia-o de gozar, e ele choramingou de necessidade.

- Com vontade de dizer alguma coisa? – Provocou Severus movendo os dedos.

Lucius tentou resistir mais, odiava perder tão rápido, mas estava tão fodidamente excitado que se rendeu:

- Perdão mestre. – Disse entrecortadamente.

- Não ouvi nada.

Rilhando os dentes pela provocação Lucius procurou recuperar a respiração.

- Eu peço perdão meu senhor. – Disse mais claramente.

- Começamos a nos entender então? – Severus tripudiou junto a seu ouvido, mas as cordas afrouxaram e ele sentiu os tornozelos livres, e seus músculos protestaram quando suas pernas voltaram a posição normal.

Lucius mal teve tempo para respirar, sentiu a mão de Severus em sua nuca, os dedos fortemente enredados em seus longos cabelos. Sua cabeça foi empurrada contra a almofada e ele cedeu sabendo que iria ser possuído da maneira que gostava, sentiu o amante ajoelhando-se entre suas pernas e o vibrador sendo retirado de dentro dele bruscamente para logo ser substituído pelo pênis de Severus, que pulsava dentro dele tão duro quanto o de Lucius. O primeiro impulso do moreno empurrou Lucius para frente, fazendo-o encostar o peito no chão, imobilizado enquanto Severus investia ferozmente dentro dele. O som dos corpos se batendo e das respirações alteradas enchia o quarto, o cheiro de sexo fez Severus dilatar suas narinas mais excitado ao ouvir Lucius grunhindo de necessidade e empinando a bunda em sua direção.

- Goza em mim, me deixa todo meladinho, deixa Sev?

Severus rilhou os dentes, a voz dengosa e excitada de Lucius era um afrodisíaco para ele, acelerando seus movimentos ele investiu com mais força contra o loiro inundando-o com sua semente, exatamente como o desarado havia pedido momentos antes. Sem deixar-se vencer pela letargia do orgasmo Severus saiu de dentro do loiro vendo como seu sêmen escorria do buraco alargado. Com um sorriso satisfeito ele deslizou a mão até a ereção de Lucius verificando como ela continuava dura e latejante. Tirou o anel dele com calma, fazendo o loiro se virar de barriga para cima e sem hesitar tomou o membro duro em sua boca, sugando vigorosamente, deixando seus dentes rasparem na cabeça sensível. Deslizando a mão para baixo acariciou os testículos inchados do amante fazendo-o se retorcer embaixo dele, não demorou para que o loiro gozasse em sua garganta permitindo-o engolir até a última gota de sua essência. Enquanto Lucius lutava por regularizar sua respiração ele continuou lambendo o membro semi-endurecido do amante.

- Ele não é importante, nunca vai ser. – Lucius murmurou.

- Ele tem você por perto, me incomoda. – Severus disse antes de pegar sua varinha e soltar os pulsos do loiro, que ainda permaneciam amarrados.

- Ciumento. – Lucius acusou.

- O burro falando das orelhas. Vamos dormir? – Severus levantou e estendeu a mão para Lucius, que o olhou dengoso.

- Não acha que mereço uma relaxante massagem na banheira depois de ter sido abusado desse jeito?

Severus fez uma careta, mas sei inclinou para carregar o loiro no colo até o banheiro. Lucius sorriu com o rosto escondido no ombro do amante. Potter não era o único que se derretia por um Malfoy.

H♥D

Draco queria evitar a companhia do pai e do padrinho, mas era impossível fugir dos dois. Depois de ser chamado três vezes para o café da manhã percebeu que não poderia fugir deles por muito tempo, não esperava encontrar os dois fumegantes de raiva. Severus lia o Profeta como se pudesse perfurar o jornal com o olhar e Lucius batia seu bastão no braço da poltrona com ódio contido.

- Bom-dia. – Disse temeroso.

- Sente-se filho, temos algo ruim para dizer. – Disse Lucius solene.

- Vão se separar de novo? – Perguntou olhando de um para o outro. – Não é possível que insistam em agir feito dois adolescentes pelo amor de Merlin! Já passaram da idade e... – Os olhares agudos que recebeu o fizeram ver que não era isso. – O que foi então?

- Bem, seu escolhido imbecil! Ele achou divertido ir beber ontem e contar pra meio Caldeirão Furado o quanto estava infeliz por ter engravidado Ginny Weasley logo agora que achou um veela bonito para amar! – Disse Severus jogando o jornal para Draco.

O loiro segurou as folhas por instinto e logo que pousou os olhos na manchete deu um grito que provavelmente acordou seus ancestrais na cripta de Malfoy Manor e que fez os dois adultos sorrirem... tinha um leãozinho muito encrencado por ai.

H♥D

Harry sabia que não devia abrir os olhos, sua cabeça doía sem a necessidade de luz solar piorando as coisas, ele resolveu que ficaria paradinho, deitado no sofá até que o mundo acabasse. Ouviu alguém entrando pela rede Flú, mas não se preocupou, afinal, só algumas pessoas podiam entrar diretamente e todos eram confiáveis. Ouviu passos delicados, mas que retumbaram em sua cabeça como uma tropa inteira marchando pela sala. Gemeu de dor e logo ouviu a voz suave de Draco:

- “Aquela cobra não se compara ao meu veela bonito, ele é muito mais lindo que ela. Não acredito que a vadia engravidou logo agora que eu tenho um veela perfeito só pra mim!”.

A medida que Draco citava suas palavras flashes dele esbravejando isso no Caldeirão Furado vinham a sua mente e ele xingou baixinho enquanto se sentava para encarar o loiro furioso frente a ele.

- Eu sinto muito. – Conseguiu murmurar envergonhado.

- Sente muito?! Isso é um desastre Harry Potter! – Draco gritou sem levar em conta as caretas de dor do namorado.

- Eu sei, mas bebi demais e...

- Agiu como um completo idiota! Conseguiu de uma vez só expor a minha condição e conquistar mais negatividade ainda da sociedade britânica! Ninguém ama um herói bêbado que sai gritando impropérios contra a ex-namorada grávida seu imbecil de cérebro de gelatina. E agora todo mundo está se perguntando quem é esse veela bonito! Espero que ninguém faça a conexão. – A raiva de Draco o fazia andar de um lado para o outro.

- Eu já pedi desculpas, ok? Foi uma estupidez, mas eu estava muito deprimido e bebi demais, não vamos fazer tempestade em copo d’água.

- Vamos ver a tempestade quando essa vaca ruiva ler isso seu tonto! – Draco gritou dando um tapa na cabeça do namorado.

Harry gemeu de dor e chamou o elfo para pedir uma poção para a ressaca.

- Eu deveria te deixar com essa dor seu inconsequente. – Resmungou Draco sentando ao lado dele.

- Eu sei, eu mereço, sou um imbecil.

- Sim você é. – Draco foi se acalmando.

- Mas sou um imbecil que te ama e que tem que limpar a bagunça que fez, ok? Vai me ajudar?

- Claro. Alguém tem que controlar suas loucuras. – Disse o loiro apaziguado e Harry sorriu. – Mas nem pense em me beijar com esse maldito hálito! – Draco voltou a gritar.

H♥D

A primeira parada de Harry foi n’A Toca. Conforme esperava se deparou com o clã ruivo pronto para matá-lo, mesmo com a ajuda de Ron e Hermione que já tinham ido apaziguar os ânimos explicando que Ginny estava usando o bebê para se vingar e torturar Harry eles ficaram irritados com a atitude do moreno. Molly só chorava e dizia que queria sua filhinha perto dela e insistia que Harry tinha o dever de implorar o perdão de Ginny para que se cassassem. O rosto de Harry endureceu nessa parte do discurso da matriarca, o que fez com o que os outros silenciassem em volta da sala.

- Molly, eu te amo. Você é o mais perto que eu tive de uma mãe e eu te respeito tanto que vou tentar explicar a situação ok? – Diante do aceno positivo da mulher, ele continuou. – Eu estou apaixonado por outra pessoa, um veela como diz no jornal, eu não quero mais a Ginny, nós não vamos casar e nem mesmo um filho me fará mudar de ideia.

O silêncio na sala era tão pesado que poderia ser cortado com uma faca. Molly endureceu o olhar e comprimiu os lábios.

- Eu esperava mais de você Harry Potter! Como pode pensar em fazer de uma criança um bastardo? Fazê-lo crescer sem pai e sem família do mesmo jeito que você cresceu? Por que está sendo tão egoísta?! Tem que trazer a Ginny de volta e se esquecer desse maldito veela! Há mais na vida do que uma cama quente meu rapaz!

Fleur que estava na sala começou a praguejar em francês e pegando a filha no colo saiu indignada da sala, Bill seguiu a esposa rapidamente procurando acalmá-la. Harry levou um tempo para processar as palavras de Molly e logo disse:

- Meu filho nunca vai ser um bastardo porque eu pretendo reconhece-lo e fazer dele um Potter, mas isso não significa que eu vá rastejar atrás da sua filha! Eu vou acha-la sim, pode deixar, mas quando fizer isso Molly vou garantir que ela pague por ter fugido com o meu herdeiro e estar usando um bebê para se vingar. Se alguém está sendo egoísta aqui, não sou eu! – Disse duramente. – E quanto ao meu veela, saiba que ao contrário da sua filha que é mais rodada que as vassouras de treinamento de Hogwarts, ele é só meu e me ama de verdade, se alguém esquenta camas nessa história não é ele.

Harry saiu da casa que considerou seu lar por anos tendo a certeza de que não voltaria ali nunca mais.

Notas finais
E então? O que acham que acontece agora? Gostaram? Vamos lá, deixem sua opinião, isso me anima e me torna mais inspirada.