Destinos Entrelaçados
22 Final Pt. 1
Notas iniciais
Olá, o final ficou maior do que eu esperava, por isso dividi em duas partes. Olha a primeira ai.
Draco odiava esperar, desde pequeno que ele odiava esperar. Era algo impensável para ele ficar sentado esperando por algo ou alguém, sua tendência natural só aumentava devido às emoções de Harry que chegavam a ele através do vínculo.
- Por favor, Draco, sente. Está me deixando mareado. – Pediu Lucius.- Desculpe papai, mas eu não consigo. Harry está muito nervoso e agora o medo dele está me sufocando. – Se explicou o loiro menor. - Eu vou ver o que está havendo. Mas, por favor, se controle. – Pediu Severus, se dirigindo à lareira e desaparecendo nas chamas verdes rumo a St. Mungo. Draco assentiu e virou-se para Lucius, que acariciava sua barriga, pensativo.- Papai, seus instintos são melhores que os meus, acha que os dois vão morrer? – Draco perguntou. - Meus sentidos veela estão mais aguçados pela gravidez Draco, mas isso não faz de mim um vidente. – O loiro mais velho disse suavemente. – Claro que eu torço pela morte da Weasel fêmea, seria mais fácil para todos se o bebê fosse criado por você desde o princípio. Draco mordeu os lábios, ele mesmo tinha fantasiado sobre a morte de Ginny várias vezes, mas quando isso parecia uma realidade, ele simplesmente só queria abraçar Harry e impedir que algo machucasse o bebê... inclusive a morte prematura de sua mãe.H♥D Quando Severus chegou a St. Mungo ele já esperava encontrar a sala de espera lotada com os Weasley, só não esperava que eles estivessem tão calados. O silêncio na sala era tanto que ele só podia ouvir as respirações dos ruivos. - Severus. – A voz quebrada de Potter quebrou o silêncio e quando ele olhou para o moreno não era o herói do mundo mágico que ele via, era novamente aquele garotinho magricelo e assustado que saiu de um armário na casa dos tios. - O que está acontecendo?- Estão abrindo ela... do jeito trouxa. Severus estremeceu de desgosto, um mago puro-sangue ser submetido a procedimentos trouxas era arriscado e insano na opinião dele. - O medimago disse que era isso ou desistir do bebê. – Harry justificou. – Ela arrancaria as mãos dele se ele tentasse a primeira opção. O pocionista deu um sorriso de lado ao ouvir isso, o instinto materno das Weasley era lendário. - Ele está bem? – Harry perguntou baixinho. - Sentindo sua tensão e ficando agitado por isso, preocupe-se com você mesmo por agora. - Eles vão morrer, não é? – Perguntou o moreno desolado. Severus sacudiu a cabeça negativamente, se recusando a corroborar os medos do herói. Podiam ouvir na sala os soluços aflitos de Molly, que continuava arrasada, murmurando que a culpa tinha sido dela. Aquele ambiente era opressor para Harry, ele se sentia agoniado e daria tudo para poder abraçar seu veela bonito, sentia o vínculo deles se tensionando e ia pedir a Severus para ir buscá-lo quando sentiu sua magia dar um aperto doloroso. Caiu de joelhos sem ar, Draco havia explicado que a magia dos bebês era conectada a dos pais nos primeiros meses de vida, e ele sabia que seu filho não estava bem, se recusava a pensar no bebê morto. O choro de Molly aumentou e Hermione e as ouras noras acompanharam o choro, Fleur soluçava com sua pequena Victorie no colo. - Levante daí e vá ver o que aconteceu, leão dramático dos mil demônios! – Severus esbravejou. Harry obedeceu ao comando de forma automática, entrou na sala de cirurgia após os feitiços de esterilização para ver um grupo de medimagos em volta de Ginny e outra em volta de um pequeno bebê com um tufo de cabelos avermelhados, que chamavam menos a atenção de seu pai do que a coloração azul de sua pele. Harry sentiu as lágrimas escorrendo de seu rosto enquanto via os medimagos agitarem suas varinhas freneticamente ao redor do bebê, eles só pareciam frustrados, o que fez seu coração doer como nunca antes. Ele sentiu as mãos do medimago puxando-o para trás quando ele avançou para o bebê, mas foi algo inútil, ele podia sentir sua magia se retorcendo, praticamente em agonia. Quando pegou nos braços o pequeno bebê envolto numa manta branca ainda manchada de sangue podia sentir as ondas de sua magia fluindo através dele, viu uma luz dourada envolvendo o bebê e de algum modo isso o tranquilizou. - Você é um veela? – O medimago de Ginny perguntou surpreso. - Não, mas sou vinculado a um, faz diferença? – Perguntou Harry com voz sumida, o bebê ainda não se movia e isso o estava matando. - Sim, essa luz, está criando uma incubadora mágica para o bebê... vamos levá-lo para o berçário, há uma chance ainda. Harry obedeceu, mas sua mente, ainda muito ligada ao mundo trouxa se recusava a acreditar que um bebê que não chorava ou respirava poderia sobreviver. Sua desolação parecia abrir um buraco em seu peito e ele deixou as lágrimas correrem livres por sua face, estava tão preso em sua miséria que não percebeu que seu vínculo com Draco relaxava um pouco da tensão por causa de suas emoções conflituosas. Numa sala cheia de Weasleys preocupados Severus praguejou em alto e bom som quando seu marido e seu enteado apareceram. Lucius parecia muito elegante, mesmo grávido e espanando fuligem de suas vestes caras e negras.
- Eu não mandei vocês ficarem em casa, porra?!- Cuidado com essa boca, há damas e crianças presentes seu idiota. – Disse Lucius friamente antes de jogar seus cabelos para trás elegantemente, — Além disso, o que te deu a impressão de que poderia mandar num Malfoy? A maior parte dos Weasley parecia estranhamente fascinada com o interlúdio dos dois, momentaneamente esquecidos do perigo que Ginny e o bebê corriam. - Pelo amor de Merlin Lucius, sabe perfeitamente que não devia usar pó de Flú na sua condição e...- Severus, onde está Harry? Preciso encontrá-lo. – Pediu Draco retorcendo as mãos. - Ele está na sala de operações, eu não acho que... Draco só sacudiu a cabeça e rumou pelas portas por onde Harry tinha entrado pouco tempo antes, Severus suspirou irritado quando percebeu que seu afilhado brilhava levemente, todos na sala de espera ficaram embobados. O filho mais velho dos Weasley foi o primeiro a reagir:- Filho de uma mãe sortudo! O veela dele é o Malfoy bonitinho... ai! Isso doeu Fleur! A esposa do homem da face cheia de cicatrizes olhou feio pra ele após beliscá-lo. - Não seja assanhado. – Repreendeu-o ela com seu sotaque melodioso. – E sua irmã está naquela sala parindo o filho do seu amigo sortudo, então seja mais solidário. Lucius só arqueou uma sobrancelha, seu instinto veela e sua arrogância natural o faziam ver Fleur como uma invejosa, ciumenta da beleza resplandecente de seu filho. Severus percebeu por onde iam os pensamentos do marido e deu um bufido de descrença. - Não precisa ser desagradável Snape, meu filho foi ajudar o bebê. O vínculo deles está trabalhando para manter o novo membro da família vivo, mas os dois precisam de contato. - MEU HARRY NÃO ESTÁ VINCULADO COM SEU FILHO! ELE VAI SE CASAR COM GINNY QUANDO ESSE PESADELO ACABAR. Lucius achou os gritos de Molly muito irritantes, mas sua máscara de indiferença ainda estava lá. - Nem você mesma pode acreditar nisso sra. Weasley. – Disse com o tom sarcástico e ofensivo de que só os Malfoy são capazes. - Só porque seu pequeno ordinário seduziu nosso menino...- Mãe! – Ron gritou. – Não é a hora, nem o lugar. Desculpe sr. Malfoy, ela está um pouco perturbada. O loiro cabeceou em concordância, mas claro que ele nunca esqueceria o insulto a seu filho. Arthur parecia um pouco atordoado, mas ainda sim luzia desamparado. - Ele pode ajudar? Ele pode ajudar minha menina?- Ele vai. – Disse Lucius, ele sabia como era se preocupar tanto por um filho. H♥D Draco seguiu o puxão de seu vínculo e encontrou Harry ao lado de uma incubadora, o moreno segurava com dois dedos a pequena mão do bebê, que ainda estava envolvido pela luz dourada. O loiro não hesitou e abraçou o moreno por trás, encostando sua cabeça nas costas largas. - Por que não acreditam que ele se foi? Ele não se move... – Disse Harry com voz fraca e dolorida. – Meu pequeno anjo nem chorou. - Ele está protegido amor, é a nossa magia. É o nosso vínculo protegendo ele. - Mas ele não está respirando! Pare de mentir para mim! – O moreno pediu se afastando de Draco. O loiro tinha contido seu temperamento por muito tempo, devido ao vínculo recente e seu lado veela querendo ser submisso, mas defender suas “crias” era algo que o permitia queimar de raiva, até mesmo contra seu companheiro. Ele deu um soco potente no peito de Harry antes de usar o bom par de pulmões que tinha para colocar o moreno nos eixos:- Pare de se comportar como um idiota! Isso é magia Harry, ele está bem por agora, é tênue, mas a magia o protege. Ele não se move ou respira porque está em suspenso, é uma chance, é uma oportunidade para podermos salvá-lo... agora para de choramingar e me ajude a pensar! – Completou o loiro furioso dando outro forte soco no peito de seu escolhido. Harry se limitou a balançar a cabeça concordando, ainda sem ação. - Meu jovem, este não é um local para gritos. – O medimago disse enquanto entrava. - É culpa desse leão descerebrado! – Draco disse apontando seu aristocrático dedo para Harry. – Ele se recusa a se mover para ajudar nosso bebê!- Seu veela, eu presumo. – Disse o medimago com um arquear de sobrancelha. – Ele é sempre assim?- Pior, ele estava mais amansado pelo vínculo. – Disse Harry quase sorrindo. - Vocês dois podem parar de falar de mim como se eu não estivesse presente! – Draco disse batendo o pé. – E você, velhote, onde diabos está a equipe para cuidar do James?! O medimago olhou feio para o loiro. Draco não se intimidou e sacou ele mesmo sua varinha para lançar uma série de feitiços diagnósticos no bebê.- Mexa sua bunda e peça para Sev ir para o laboratório, vou precisar de muitas poções e...- Meu rapaz, este é o meu hospital e você não está autorizado a realizar procedimentos aqui! – O medimago disse seriamente e com um feitiço murmurado, a varinha de Draco voou até suas mãos. – Caso não ensinem isso na França, aprendizes não podem diagnosticar até o terceiro ano. Agora, faça o favor de ficar atrás de mim e observar. Harry viu Draco rilhar os dentes e cerrar os punhos, seu lindo veela tinha aprendido (a duras penas segundo Snape), a deixar de enfeitiçar seus mestres na universidade e engolir algumas broncas. Ele jogou seus cabelos para trás num gesto muito parecido com o de seu pai e cruzou os braços, mas claro que não ia engolir o desaforo tão fácil assim.- Sabe o que me ensinaram na França? Cortesia, por exemplo, nunca arrancaram minha varinha... mas tudo bem, vou perdoar esse deslize, afinal, na sua idade devo perdoar certos desvios de conduta. – Deu de ombros graciosamente. – Mas nem pense que vai dar poções desse muquifo para o pequeno James, só Merlin sabe o que esse pocionista incompetente faria com o bebê. O loiro completou suas exigências esticando a mão imperiosamente, claramente esperava sua varinha de volta. - Você é um fedelho muito atrevido, sabia disso? – Perguntou o medimago, com a face torcida numa careta, mas devolvendo a varinha.- Sim, sempre dizem. A inveja é um problema sério. – Disse com um ar de condescendência. – Agora, pode se focar no que é importante? Como o bebê doente? - Sua magia e a do vínculo possibilitaram que nosso jovem papai pudesse colocar o bebê em suspensão. Isso é bom, mas não o suficiente. Temos de ganhar tempo, a magia está agindo como uma incubadora, mas precisamos acelerar o crescimento e o fortalecimento do bebê... agora, menino gênio, vai querer ver como se faz ou só ficar batendo o pé como uma criança birrenta? Draco quis dar uma resposta atravessada, mas só concordou com a cabeça. - O feitiço de aceleração é complicado e pode interagir com a magia de proteção. Como vai fazer isso de forma segura para James? Nesse ponto Harry pareceu reagir:- Isso é perigoso Draco?- Nenhum procedimento é 100% seguro nesse caso, amor. - Seja mais criterioso aprendiz, nenhum procedimento é 100% seguro, em nenhum caso. - Que seja, você não é meu professor! Vai explicar o procedimento ou só vai ficar jogando na minha cara minha inexperiência? Charles geralmente era um mago muito simpático, até Ginny tinha gostado dele, então para Harry era engraçado ver o ancião jovial provocar Draco. - Muito bem, eu vou realizar um feitiço complicado que fará com que o bebê acelere seu desenvolvimento, por mais poderosa que seja a magia veela, essa proteção é instável, e vai esgotar seu companheiro a longo prazo. Ele precisou vir correndo pra cá porque é a magia dele mais que a sua que cria o a incubadora. – Explicou para Harry, que só sacudia a cabeça. – Por outro lado, esse feitiço é ruim porque usa magia num bebê, a longo prazo isso poderia afetar seu núcleo mágico de alguma forma... por isso, a melhor opção é combinar o feitiço com as poções nutritivas específicas para o seu filho, essas das quais seu escolhido falou. - Isso está bem Draco?- Sim, é o que eu faria. E eu não estou desgastado velhote, só que a magia é mais eficiente quando estou por perto. O medimago só fez uma careta enquanto conjurava uma cadeira para o jovem veela, que caiu elegantemente no estofado macio, ao lado da incubadora do bebê. - Vou fazer alguns testes no bebê e na nossa mamãe ruivinha para sabermos como confeccionar as poções. - E Ginny, como ela está? – Perguntou Harry com uma ponta de remorso por ter se esquecido da mãe do seu bebê. - Ela está em coma. A perda de sangue e os danos a seu núcleo mágico foram extensos, mas ela é uma sangue-puro muito forte, vai se recuperar bem.
- Isso é estranho, se ela fosse mestiça a recuperação seria diferente?- Sim, a magia dos sangue-puro é mais antiga e age para proteger a descendência a qualquer custo, é magia de sangue. Os mestiços podem fazer isso, mas não com a facilidade com que seu veela faz, por exemplo. - O nome dele é Draco, pare de chamá-lo de veela como se fosse um insulto. O medimago arregalou os olhos com o tom venenoso de Harry e Draco deu uma risadinha. - Não é isso amor, eu sou um veela, e você é meu escolhido. Na época dele dizer “seu veela” era algo para demostrar respeito com o casal. É o mesmo que dizer “seu consorte” ou “seu esposo”. - Ah, desculpe. – Pediu Harry sem graça. – Mas a Ginny vai ficar bem, não é?- Esperamos que sim, assim que o efeito da anestesia trouxa passar saberemos mais. Por enquanto ela está num estado comatoso, mas era algo de se esperar. Se ela ainda não colapsou, é provável que não o faça mais. Harry suspirou aliviado. Os Weasley não iriam perder outro filho e o pequeno James tinha ganhado mais uma oportunidade. Nem Draco nem o medimago esperavam que o herói do mundo mágico caísse de joelhos na frente do loiro e começasse a chorar de alívio. H♥D Lucius e Severus sabiam que não ia ser possível abafar o escândalo que se seguiria aos gritos de Molly Weasley no meio de St. Mungo. O loiro mais velho ponderava sobre a morte da matrona, mas Severus tinha dito que eles não precisavam adicionar mortes suspeitas ao inferno que seria a vida deles com a imprensa depois da revelação. Os problemas já tinham começado quando vários jornalistas chegaram, procurando por notícias do nascimento do filho do casal mais falado da Inglaterra Mágica nos últimos meses para se depararem com o delicioso escândalo de que o “veela bonito” de Harry Potter era nada menos que Draco Malfoy, filho de um eminente comensal da morte, e afilhado de outro. Lucius revirava os olhos só de imaginar as manchetes. - Por que eles não saem de lá? – Resmungou o loiro acariciando sua barriga levemente.- Você ouviu o medimago, a magia de Draco está protegendo o bebê, e Potter não sairia do lado dos dois nem que Voldemort retornasse dos mortos. Lucius estremeceu a menção de seu antigo mestre e olhou reprovador para o marido. - Já vamos para casa, estou apenas esperando que me tragam a lista com as poções que o pirralho do Potter precisa. - St. Mungo não tem um pocionista? – Perguntou George, curioso. Severus revirou os olhos. - Ainda com o péssimo hábito de ouvir conversas alheias sr. Weasley?- Não me culpe, foi você que lançou o feitiço insonorizador, torna quase impossível que não escutemos tudo. – Disse o ruivo. - Nem pensar que eu vou deixar esse incompetente que se pensa pocionista preparar as poções para o enteado de Draco. Só Merlin sabe as besteiras que ele faria. - Temos que fazer uma declaração à imprensa. – Disse Hermione. – É melhor que deixá-los com suas mil teorias loucas. - Ignore-os. – Disse Lucius dando de ombros. - Podemos fazer isso, claro. E toda a Inglaterra mágica vai ler amanhã de manhã que o senhor está grávido do outro filho de Harry, concebido num ritual de magia negra onde você era o terceiro na cama do herói do mundo magico. – Disse a menina-gênio com falsa doçura. George, Bill e Charlie riram, mas o olhar da matriarca da família os fez calar rapidamente. - Odeio dizer isso Lucius, mas ela está certa. Por que não usa esse cérebro brilhante para impedir que ela diga algo muito estúpido enquanto eu vou ver como vão as coisas lá dentro? – Pediu Severus. Lucius concordou, e o pocionista rumou para a sala da incubadora, onde encontrou Draco sentado no colo de Harry e a poltrona dos dois ao lado da criança envolta na película dourada característica da magia de Draco. Ele percebeu que seu afilhado dormitava e deu um aceno para Harry enquanto arrancava a lista com as poções de Charles. Ele teria uma longa noite pela frente, o bebê ia precisar de combinações complexas em cada poção. - Obrigada Severus. – Murmurou Harry.- Não se preocupe, anotarei na sua conta. Quando o pocionista saiu, Draco resmungou algo em seu sono e acordou. - Como está James? – Perguntou. Harry sorriu. - Do mesmo jeito, não sei se percebeu Draco, mas você escolheu o nome do meu filho sem nem perguntar primeiro. – Provocou carinhosamente. - Até parece que eu não vi você escrevendo uma lista de nomes para o bebê... James Sirius, amor? – Perguntou o loiro fazendo uma careta. – E que ideia foi aquela de Albus Severus?! Decidi que para o bem do bebê, ele será James, afinal, todo mundo pode ter um nome do meio a esconder. E que ideia foi aquela de Albus Severus?!- Não se preocupe, guardarei esse para o nosso primeiro.- De nenhuma maneira no inferno! – Draco disse ardentemente, fazendo Harry rir. H♥D Harry e Draco não saíram de St. Mungo pelos próximos três dias. Após o primeiro dia, o medimago deu permissão para que os dois segurassem o bebê, mas mesmo assim usando máscaras e tendo as mãos esterilizadas por feitiços. O quarto de James era um ambiente estéril para a proteção do sistema imunológico frágil do bebê, que ainda nem tinha sido amamentado pela mãe. Era comum para os poucos visitantes autorizados a entrarem chegarem e se depararem com o bebê nos braços de Draco, aconchegado junto a seu peito. Foi essa cena que Ginny viu quando entrou e seus olhos arregalaram e uma veia começou a pulsar em seu pescoço, ela tinha acabado de sair do coma e vinha amparada por uma enfermeira. - Como se atreve?! – Ela sibilou. – Como se atreve a tocar o meu filho, seu maldito comensal dos infernos? - Eu... eu só... – Draco não sabia o que dizer diante do olhar de ódio intenso da ruiva.- Ginny, não grite. Este não é o local para as suas loucuras. – Disse Harry firmemente. - O que ele está fazendo aqui? Eu quero segurar meu filho, por que ele está com nosso filho Harry? – Perguntou a ruiva desorientada. Harry suspirou. - Ele é meu companheiro, o veela ao qual sou vinculado. - Não... é Malfoy. Você o odeia, ele deixou comensais entrarem na escola, ele quase matou Ron e ele é Draco Malfoy! Isso não é engraçado, quero que ele saia de perto do meu bebê! Harry tinha a impressão de que ela estava tendo um ataque histérico, seus gritos fizeram Charles aparecer no quarto, e a presença dele conseguiu acalma-la. Foi com muito custo que ela entendeu a situação, mas os olhares de ódio que ela lançava para loiro mesmo depois de saber que ele mantinha seu filho a salvo deixaram o clima no quarto pesado pelo resto do tempo da internação do pequeno James. Com Ginny fora do coma, eles puderam ministrar as poções junto com leite materno, o que fazia o bebê melhorar a olhos vistos. O feitiço de aceleração iria durar mais duas semanas e James estaria como um bebê nascido no tempo normal e não prematuro. Nem mesmo Ginny tinha permissão de tocá-lo fora da película de proteção, coisa que a revoltava, porque como a magia era proveniente do vínculo de Draco e Harry, os dois podiam sentir os movimentos do bebê e os batimentos cardíacos dele que eram acelerados. Draco havia se oferecido para partilhar isso com ela, mas seu orgulho a fizera declinar e olhar com nojo para a mão que o veela lhe estendia. Draco deu de ombros na hora, mas depois chorou no ombro de Harry a noite, coisa que ocasionou outra briga gigantesca entre os pais de James. H♥D Andrômeda tinha esperado até que o bebê pudesse estar fora da película para levar Teddy ao hospital para vê-lo. Os dois só apareceram no dia em que James receberia alta, e quando entraram no quarto viram Ginny segurando o bebê, enquanto Harry segurava um pergaminho em mãos e a olhava com tamanho ódio que fez a mais velha retroceder um passo. - O que está havendo? – Inquiriu de maneira imperiosa. - Ela... essa desgraçada está me processando. Ela não quer que eu veja nosso filho! Andrômeda sabia que Ginny não iria ficar de braços cruzados, mesmo porque o efeito negativo da relação de Harry e Draco era gigantesco. Ainda não se falava de outra coisa na imprensa... e nada de bom para o casal.- Não vou deixar aquele veela asqueroso perto do meu filho, Harry. Ele é Malfoy, é uma serpente rasteira e não vai ficar perto do meu bebê. Se quiser ver o James, terá que ser nos meus termos. E lembre-se do que está escrito ai, não pode se aproximar até a decisão do Wizengamot. Adeus Harry. A ruiva saiu apressada com o bebê e Teddy correu para o padrinho que parecia devastado. - Padin, e o seu bebê? Tá com o Daco?- Oh Teddy, ainda não posso te mostrar o bebê, mas vai ser logo. Tudo bem? – Disse o moreno à guisa de desculpa. - Tudo certo. Cadê meu Daco? – Perguntou o pequeno alegremente. - Sim, onde está meu sobrinho?- Ele está em casa. A última vez que tentou chegar aqui por Flú quase foi linchado por uma multidão enlouquecida no saguão. Charles teve que liberar uma lareira em seu consultório para que pudéssemos chegar sem ter que enfrentar os loucos que querem machucar o Draco e me colocar juízo na cabeça. - Professora falou coisas feias do Daco, eu chutei ela padin... e a vovó me castigou. – Contou o menino revoltado. Harry olhou para Andrômeda que só sacudiu a cabeça tirando importância do assunto. - O que vai fazer agora?- Lucius já tinha previsto algo assim. Ele contratou um advogado muito bom, na verdade é ele quem está redigindo tudo, ele anda transbordando energia por causa da gravidez. - Ainda é surreal que Malfoy esteja portando o filho do Severus. Só não combina com ele. Harry riu fracamente e pegou Teddy no colo. Draco ficaria feliz de vê-lo. - Na verdade, meu sogro fia lindo grávido. Quer fazer uma visita? Preciso de toda a ajuda que conseguir. A mulher mais velha concordou e eles rumaram para a Malfoy Manor. H♥D Ron realmente não conseguia olhar para a irmã sem censura no olhar. Ela tinha feito as pazes com Molly e ela e James estavam na Toca há duas semanas, e durante esse tempo ela não tinha deixado Harry ver o bebê. O clima entre ela e Molly era bom, mas o resto da família se mostrava desconfortável em torno do assunto da audiência que ocorreria naquela tarde. James estava contente, olhando com seus olhos muito verdes para o avô que o segurava praticamente babando em cima do neto. - Vai precisar de um babador papai. – Brincou Ron.- Não seja chato, está com inveja porque estou segurando o bebê e você não consegue. As pessoas em volta da mesa riram. Ron se sentia demasiado desajeitado para segurar um bebê tão pequeno e frágil como James ainda era. - Eu vou segurar, quando ele for maior. – Ele disse amuado. - Você tem que arrumar um pra você Roniquinho, ou a Mione tomou juízo e resolveu te largar? Ela não aparece mais por aqui. – Disse George. - Ela está ajudando Harry com a audiência, mas ainda não pensamos em bebês, queremos...- Ela está O QUÊ?! – Ginny gritou, fazendo o bebê começar a chorar. Os homens Weasley fizeram uma careta. A caçula estava ficando muito boa em intimidar ao melhor estilo de Molly. - Ajudando Harry, e não precisa gritar, eu não sou surdo. Espero que esteja preparada para perder Ginny. Você não vai conseguir afastar o Harry do filho dele.- É meu filho! Ele tem aquele veela pra ele.- Draco não é tão ruim Ginny, ele ajudou a salvar seu filho, caso não se lembre. Cresça irmãzinha, porque seus gritos não vão funcionar no Wizengamot. A família ficou em silêncio após a saída tempestuosa de Ron.H♥D Hermione odiava sentir-se oprimida pelas lembranças da tortura que sofreu em Malfoy Manor, mas ela fazia das tripas coração para se aguentar e ajudar a terminar as argumentações que o advogado usaria na corte hoje. Ela, Lucius e Andrômeda foram minuciosos e perfeccionistas. Esperavam que tudo desse certo e que Harry e Draco terminassem com a guarda de James, na pior das hipóteses, Ginny teria o bebê, mas Harry conseguiria seu acesso a ele. Manter a restrição era impensável, mesmo para os membros mais contrários a união de Harry e Draco no Wizengamot. O Ministro já havia sondado e a audiência era para delimitar fronteiras na briga entre os pais. A jovem bruxa esticou os braços e percebeu que todos na sala olhavam para as escadas. Draco e Harry desciam de mãos dadas. O moreno usando sua túnica formal de auror, seu cabelo parecia mais domado e seu ar imponente combinava com perfeição com a altivez de Draco, que usava uma elegante túnica verde com seus cabelos longos soltos e bem penteados. Os dois eram a imagem do poder.- Vocês são tão fofos juntos. – Ela disse sorrindo. - Pelo amor de Merlin Granger! Nós aqui tentando impressionar e você diz isso! – Draco protestou. - Vocês são impressionantes, filho. E aqueles velhos vão perceber isso. Deixe seu vínculo brilhar hoje. – Disse Lucius.
- Ainda acho que seria melhor deixar o Draco em casa. A presença dele vai irritar a Ginny, vai parecer provocação. - Essa é a ideia Granger. – Afirmou Lucius, sorrindo maldosamente.- Não Lucius, a ideia é que os dois se mostrem como família. Esse é um assunto de família e o Wizengamot tem que ver que Draco é da família também. – Disse Andrômeda. – Mas claro que não seria mau se a coisinha ruiva perdesse a cabeça e começasse um escândalo em plena corte. Hermione ficou intrigada com a dinâmica dos Slytherin, mas tinha que concordar que era uma boa estratégia. - Obrigada pela ajuda Mione. – Disse Harry puxando-a para um abraço. - Me agradeça quando vencermos Harry. Draco puxou seu escolhido para a lareira. - Se nos dão licença, temos umas bundas para chutar lá no Ministério. – Disse o veela arrancando risos na sala.
Notas finais
Agora, me façam feliz e deixem suas opiniões.
Beijos.
Beijos.
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