Notas iniciais
Olá, sim, estou muito atrasada, mas eu tive que voltar a trabalhar... coisas da vida e da crise. Então posso passar a demorar mais entre as postagens. Mas vamos ai, leiam e aproveitem.

Lucius sempre foi o tipo de homem que se regozija quando vê seus inimigos caindo, mas ao olhar o Profeta do dia posterior à revelação do escândalo envolvendo os centros de reinserção do Ministério o loiro só podia fazer uma careta para o jornal como se ele tivesse a culpa de tudo o que andava dando errado na sua vida. Jogou a publicação de lado e pegou uma xícara de café que se maninha aquecida pela mágica dos elfos, ia dar um gole na bebida quando os dedos de Severus arrebataram-lhe a xícara.

- Isso não foi educado Snape, se quer café peça aos elfos. – Repreendeu friamente.

- A questão meu caro, não é se eu quero café, é que você não deveria bebê-lo. Cafeína não combina muito bem com as poções que você anda tomando.

Lucius era muito bom em dissimular suas emoções, por isso arqueou uma elegante sobrancelha com uma perfeita expressão de dúvida quando olhou para Severus.

- De que poções você está falando? Eu não...

- Ontem sua reação foi digna de uma peça teatral trouxa, ou no mínimo de alguém transbordando de hormônios, e como você é um homem só poderia estar assim por causa de poções para engravidar dadas a certos descendentes de veelas...

- Não precisa se preocupar Snape, sei perfeitamente cuidar de um filho. – Disse o loiro amargamente. – Pode ir para Paris se pavonear como um grande pocionista e...

- Lucius, eu só aceitei o posto para que Draco pudesse estudar. Além disso, só darei algumas aulas por semana, nada que me faça morar em Paris permanentemente, pensei que estaria feliz pelo nosso menino finalmente ir atrás de seus sonhos.

O loiro rangeu os dentes recusando-se a deixar-se engambelar pelas palavras tranquilizadoras do amante. Ele nem sabia se as poções tinham dado certo, ele tinha absoluta certeza de que não era vítima de hormônios, afinal, ele era um Malfoy e Malfoy’s mantém a fleuma, mesmo numa possível gravidez.

- Eu ainda não sei de que poções você está falando, por que eu iria querer um filho de um insensível espião que nem mesmo se digna a me contar sobre seus planos?

- Salazar bendito, você está mesmo gestando, não é? – Disse Severus, seu tom num lugar entre a ternura e a incredulidade.

- Eu não estou grávido! Só tomei as poções mês passado e...

- Então é perfeitamente possível.

- Sejamos realistas Severus, eu não sou mais um jovenzinho. Sei perfeitamente que muitos casais jovens tentam por meses antes de conseguirem, não vamos nos iludir.

O loiro soltou um gritinho indignado quando Severus num movimento rápido sacou a varinha e lançou um feitiço em direção a seu abdômen, uma luz azul refletiu-se naquela parte do corpo de Lucius e ele arregalou os olhos.

- Parece que a magia ancestral dos Malfoy não falhou meu caro. Você está carregando um filho meu.

Lucius sentiu uma pontada de decepção pela reação calma e metódica de Severus, ele esperava que o homem exibisse algo de alegria.

- E você pretende ficar ai como se isso não fosse algo importante?

- Na verdade estou fazendo meu melhor para não te machucar...

O lado paternal e protetor de Lucius acendeu-se em um instante, ele agarrou sua varinha e a manteve em posição de defesa até que Severus puxou-o rudemente imprensando os braços de Lucius em seu peito.

- Juro que se machucar o bebê te mato usando só as mãos. – O loiro rosnou.

- Não seja estúpido, eu disse que estava fazendo o melhor de mim para não te machucar, porque saber que você está carregando meu filho me faz ter vontade de arrancar a sua roupa e te foder com força até te ter implorando por misericórdia.

Lucius sentiu um arrepio de excitação subindo por sua espinha junto com a alegria pela truculência possessiva de Severus ser a maneira que ele tinha de demonstrar amor por ele e pelo bebê. O loiro suspirou, a infância traumática de Severus o fazia ser um idiota algumas vezes.

- Sabe que podemos ter sexo não é?

- Não até o fim do primeiro trimestre, é a fase em que você está mais propenso a um aborto e eu não quero arriscar nada.

Lucius fez uma careta, ele esperava que o amante não se tornasse um maluco superprotetor.

- Draco vai ficar com ciúmes, sabe disso, não é?

- Posso até imaginar como vai ser...

H♥D

Harry seguiu o conselho de Draco sobre uma revisão para Ginny e o bebê. Levou um medimago indicado por Hermione até a pousada onde tinha hospedado a ruiva e quando ela abriu a porta continuava com o aspecto pálido e um pouco doente.

- Se lembrou de mim grande herói? – Ela resmungou.

- Estive ocupado no trabalho.

- Limpando a bagunça da Hermione eu suponho. – Disse a ruiva com um sorriso malvado.

Harry rangeu os dentes e ia responder quando o medimago tossiu.

- Desculpe doutor, essa é a paciente. Ginny, eu trouxe um medimago para te examinar, você não está bem.

A ruiva assentiu, respondeu as perguntas e obedeceu ao medimago enquanto ele a examinava, ela podia estar odiando Harry no momento, mas aquele bebê também era dela e tudo que ela queria era que ele estivesse bem. Harry assistiu a consulta com uma ansiedade crescente, afinal, o medimago terminou os exames com o cenho franzido. Ele era um homem de idade, seu cabelo branco curto e seu rosto agradavelmente redondo e rosado davam-lhe um ar amigável.

- Vocês jovens são tão complicados hoje em dia. – O simpático e gorducho medimago disse sorrindo para Ginny. – Quer que o jovem saia?

- Na verdade eu preferiria isso sim. Ele não e mais nada meu e não o quero aqui.

- Mas isso não e justo! Eu quero saber como está o meu bebê! – Harry exclamou.

- Seu bebê está dentro da mãe e minha paciente é a senhorita aqui e se ela quer você fora é lá fora que você vai ficar meu jovem. Estamos entendidos?

Harry saiu, mas deixou bem claro seu descontentamento com uma cara emburrada digna de um menino de seis anos de idade. O médico sorriu para Ginny, que já tinha se deitado na cama novamente, ela se sentia realmente fraca.

- Se você não nasceu trouxa deve saber que o problema com a sua gravidez vem diretamente dessa tensão toda entre vocês, não é? O bebê deveria estar se desenvolvendo através da magia dos dois que foi usada na concepção, mas em vez disso a magia está se desgastando evitando que o seu núcleo mágico agrida o bebê.

- Eu não quero machucar meu filho, eu o amo. – Ela disse com lágrimas nos olhos.

- Eu não disse isso, mas você me parece uma mocinha bastante inteligente e deve saber também que nossa magia está intimamente ligada aos sentimentos, suas reações para o pai do bebê afetam o desenvolvimento da gravidez. – O medimago ia explicando enquanto realizava feitiços diagnósticos. – Ainda não há muito preocupante, vou recomendar uma enfermeira para acompanhá-la, mas preciso saber, quer mesmo levar essa gravidez até o fim?

- Sim, claro que sim!

- Então recomendo que comece a se livrar de toda essa raiva, pode ficar brava quando o bebê nascer, o que acha disso?

- Pelo que me disseram do parto não vai ser difícil.

O medimago sorriu e Ginny se sentiu um pouco mais segura com ele. Era difícil estar passando por tudo isso sozinha, mas ela ainda não estava pronta para perdoar a família e Harry, ela não se sentia pronta sequer para desistir de fazê-lo miserável.

H♥D

Draco estava estudando quando Harry chegou, o moreno parecia mais leve e descontraído.

- Um bom dia na Central?

- Se você chama de bom dia passar horas interrogando Monitores que agiam como professores trouxas de dois séculos atrás...

- Como assim?

- A investigação dos Centros de Reinserção está apenas começando e já vimos que tem muita coisa podre por lá. Há muito tempo atrás os trouxas usavam castigos físicos com as crianças, coisas pra bater nelas, como palmatórias e réguas de madeira. Aparentemente alguns magos pensam que se não é magia não é agressão.

- A lei do nosso mundo não é muito específica quanto a isso Harry, dificilmente magos usam violência trouxa para infligir dor porque é mais eficiente usar um feitiço.

- Hermione está soltando fumaça pelas orelhas por isso. As leis são confusas para esse tipo de agressão e ela está com medo de não conseguir punir os culpados de verdade. E é claro que McNair está adorando poder dizer aos jornais que nos Centro usavam métodos trouxas de tortura... isso ainda vai dar muito trabalho.

- Então, se teve tanta coisa ruim no trabalho, por que sinto você mais feliz? – Perguntou o loiro curioso.

- Ah, levei um medimago para ver Ginny hoje. Ele disse que vai trabalhar com ela para estabilizar a gravidez e que nenhum dos dois corre perigo agora. E ele me expulsou do quarto, o que eu não gostei claro, mas depois de examiná-la ele me chamou de volta, dessa vez eu o vi Draco, eu vi meu filho e ouvi o coraçãozinho dele.

Os olhos de Harry brilhavam tanto que Draco pensou nos brincos de esmeralda de sua mãe. Ele adorava olhar para aquelas pedras quando criança e pensava agora que isso já era o destino preparando-lhe para a intensidade dos olhos de seu companheiro. Ele ficava feliz pelo namorado, de verdade, mas não podia evitar que sua parte veela aranhasse sua consciência, seus instintos o faziam querer caçar Ginny e fazê-la pagar por ter um bebê de Harry, o bebê que deveria ser dele.

- Draco, você está rosnando. – Harry disse surpreso.

- Desculpe Harry, estou feliz por você, mas não posso evitar que meus instintos achem errado que outra pessoa leve um filho do meu escolhido, é angustiante.

- Te machuca?

- Não fisicamente, mas acho que eu não posso ver sua ex-namorada tão cedo, posso cair na tentação de abrir a garganta dela e vê-la morrer sangrando.

O moreno arregalou os olhos e depois sorriu.

- Quer dizer que você tem ciúmes de mim? – Harry zombou.

- Claro que não! Tenho ciúmes do seu esperma, que deveria ser só meu... sabe como é, todo esse potencial reprodutivo é para os meus futuros filhos. – Ele respondeu no mesmo tom de brincadeira.

- Se está tão interessado no meu esperma posso oferecer um dose quando quiser. – O moreno provocou.

Draco corou, mas decidiu que não iria perder para o descaramento do namorado.

- Será que você consegue fornecer a quantidade suficiente para me satisfazer?

Harry sentiu uma pontada na virilha só de imaginar Draco no modo insaciável e exigente por mais e mais sexo, ele teria continuado a seduzir seu veela se não fossem os passos de Lucius e Severus se aproximando. Draco sorriu quando ele se afastou quando abriram a porta da sala de estudos.

- Ele ainda tem medo de vocês. – Draco disse alegremente.

- Fique feliz meu filho, isso significa que ele não é tão burro quanto imaginávamos. O que estava fazendo para o meu herdeiro Potter? Tentando pervertê-lo bem debaixo do meu teto? – Perguntou o loiro mais velho, se divertindo em intimidar o genro.

Harry engoliu em seco, mas negou vivamente com a cabeça, coisa que só confirmou as suspeitas de Lucius, claro. Draco sorriu ao ver o embaraço do namorado, ele não sabia que o Malfoy mais velho era na verdade o maior pervertido de todos eles.

- Algum motivo especial para interromperem minha sessão de perversão com meu namorado? – Draco perguntou divertido por ver os dois homens já em paz, as brigas deles costumavam ser mais duradouras.

- Temos que contar algo. – Severus disse quando Lucius ficou calado.

- Vai obrigá-lo a fazer alguma coisa embaraçosa em troca do seu perdão papai?

- Quem disse que eu precisava de perdão? A culpa foi do seu pai. – Disse Severus revoltado.

- A culpa foi de quem Snape? – Perguntou Lucius com uma voz sedosa que fez Harry ter medo pelo pocionista.

Severus viu o riso nos olhos do afilhado e solidariedade em Harry, mas claro que ele não ia provocar uma briga com um Lucius Malfoy grávido, ele ia acabar com um crucio.

- A culpa foi minha afinal de contas, quem te engravidou fui eu. – Ele optou pela saída menos humilhante.

Lucius disse a si mesmo que o calor em suas bochechas não era porque ele estava corando simplesmente porque ele era um Malfoy, e Malfoys não coram. Draco tinha arregalado os olhos e olhava do pai para o padrinho para o outro sem reação.

- Um bebê de vocês dois?! Vou me mudar para os Estados Unidos hoje mesmo, só Merlin sabe do que essa pequena cobrinha será capaz. – Harry brincou num tom alegre.

- Eu estava te provocando quando falei da poção! Por que vocês querem um bebê novo?! – Draco disse fazendo beicinho.

Harry estranhou a reação do veela.

- Você não é meio grandinho pra ter uma crise de ciúme? Além disso, você adora crianças que eu sei.

- É diferente! – Afirmou o loiro teimosamente fazendo beicinho. – E por que me disseram só agora? Não é como se eu fosse torcer contra quando começaram com as poções. – Continuou seus protestos.

- Pensei que não precisassem de poções, vamos ter que fazer isso também pra ter bebês?

- Vai me deixar conversar com meu pai sem interromper a cada dois segundos seu inconveniente? Já falo com você.

Lucius riu da cara amuada que Harry fez, mas preferia responder ao grifinório do que dar um jeito nas birras de Draco.

- Draco tem muito mais sangue veela que eu, ele pode engravidar naturalmente, então se não quer ter dois bebês com a mesma idade, sugiro que usem os feitiços contraceptivos quando completarem os vínculos.

- Entendi.

- Eu tive que tomar as poções que ativam minha fertilidade porque como tenho alguns genes veela isso facilita a concepção.

- Obrigado por me esclarecer Lucius, já que seu filho não queria me ajudar.

Harry levou uma cotovelada nada amigável de seu namorado veela.

- Está mesmo bravo comigo filhote? – Perguntou Lucius, seu instinto veela que sempre tinha sido fraco começava a aflorar devido à gestação e claro que se fazer de vítima ajudaria a dobrar o ciúme de Draco.

- Não de verdade, acho que a culpa é minha mesmo, eu que comecei com essas ideias de vocês terem bebês... então, vamos ter um casamento?

- Sim. – Disse Lucius prontamente.

- Não! – Respondeu Severus ao mesmo tempo.

Harry riu quando Severus se encolheu ante a fúria de Lucius.

- Nenhum Malfoy jamais nasceu fora do casamento Snape! Você vai se casar comigo e assumir a responsabilidade pelo nosso filho ou eu vou castrar você!

- Mas... vai ser ridículo, somos muito velhos pra isso!

Até mesmo Harry sabia que isso era a coisa errada a se dizer e sua reação quando viu Lucius alcançar sua varinha foi puxar Draco para seu colo e conjurar um protego, coisa que se mostrou muito inteligente já que Snape saiu voando pela sala e se espatifou na parede. E como Lucius estava irritado não se conteve e continuou atacando o amante, o bombarda que lançou estilhaçou uma mesa caríssima quando Severus teve presença de espírito suficiente para desviar do feitiço, o professor sacou sua varinha também, mas usou-a para impedir que Lucius caísse no chão quando este desmaiou.

- Papai! – Draco exclamou fugindo do agarre de Harry e indo até o homem que foi levitado até o sofá. – Viu só o que você fez Snape? – Ele disse olhando feio para o padrinho.

Severus só revirou os olhos e ouviu Harry cochichando:

- Como isso ficou sendo culpa sua mesmo?

- São Malfoys Potter, nunca é culpa deles. – Respondeu discretamente também. – Não foi nada de alarmante Draco, ele não devia usar magia desse modo, as gestações masculinas são mais delicadas e o corpo dele o fez parar para proteger o bebê. E não era você que estava reclamando do novo irmãozinho?

- Não significa que vou te deixar maltratar meu pai e meu irmão. – Disse o pequeno veela cruzando os braços. – E já não devia estar buscando a poção que ele vai precisar quando acordar? Ou também pretende negligenciar a saúde do homem que está carregando seu filho além de fazer terrorismo emocional?

Severus estava bufando quando saiu e assim que ele passou pela porta Lucius abriu os olhos.

- Acredita na insensibilidade desse ogro? – Perguntou ao filho. – Vou matá-lo e arrumar uma esposa.

- Não exagere papai, afinal, seu casamento com o grande Severus Snape pode ajudar sua imagem... e isso de ser o portador do bebê de vocês pode ser bem visto também.

- bem lembrado filho, te criei tão bem! – Disse Lucius orgulhoso.

Harry só balançava a cabeça para as loucuras daquelas serpentes, sua vida ao lado de Draco nunca seria monótona.

H♥D

Harry e Draco tinham se divertido bastante vendo como Lucius torturava Severus pelo resto do dia, e lamentaram perder o resto do espetáculo quando Harry lembrou-se de que deveria falar com Ron e Hermione e convidou Draco para ir com ele, o loiro concordou querendo se integrar mais na vida do namorado.

Na casa de Ron e Hermione Draco ouviu como o moreno contava aos amigos o que tinha acontecido e viu o ruivo grandalhão murchar de preocupação pela irmã caçula e pensou que Granger (ainda não conseguia chamá-la de Weasley), parecia um bocado cansada. Quando Harry terminou seu relato Ron suspirou e disse:

- Ela tinha que ficar em casa, mamãe vai pirar quando souber disso.

- Então, por que contar a ela? – Draco perguntou.

O trio de ouro da Grifinória olhou para o loiro como se ele tivesse acabado de sugerir a ressureição de Voldemort.

- Molly tem o direito de saber Draco, é a filha dela. – Harry explicou.

- A filha que já deixou violentamente claro que não valoriza em nada a família amorosa que teve. Se minha mãe estivesse viva eu nunca seria tão mal-agradecido, por que machucar a mamãe-Weasley de novo?

- Porque é um problema de família Draco, e desde a guerra que nos recusamos a perder alguém por mais tolo que isso pareça. – Disse Ron surpreendendo o loiro pela maturidade.

- Você continua me surpreendendo pobretão, então vou ajudar vocês leãozinho com isso. Vão em frente, sejam nobres e burros e contem pra a sra. Weasley, mas como Harry disse, o médido sugeriu uma enfermeira para cuidar da va... da sua irmã, faça com que sua mãe tome polissuco e vá cuidar da filha.

- Pode dar certo! – Disse Ron animadamente.

- Acha mesmo que Molly pode evitar dar broncas e gritar com a Ginny? A sério Ron, não quero que nada dê errado.

- Podemos convencê-la Harry, vou falar com Molly e ver o que ela quer fazer, de qualquer modo, posso ajudar pessoalmente nisso. – Garantiu Hermione.

- Mas e o Ministério? Pensei que fosse estar ocupada com a reestruturação dos Centros. – Disse Harry.

Ron agora parecia raivoso aos olhos de Draco e Hermione mais apagada ainda.

- McNair queria mais que destruir os Centros, ela queria desestruturar o governo de Shacklebolt, ele não podia continuar lutando com ela bem no furor do escândalo, então...

- Ele escolheu você como bode expiatório e oferenda de paz, bastante esperto da parte dele. – Refletiu Draco em voz alta, se encolhendo quando recebeu olhares irados de Harry e Ron.

- Não precisam brigar com ele, é certo. A vida política é assim, o público precisa de alguém para culpar e eu fui a escolhida, importante o suficiente para manchar a imagem do governo, mas não tão grave que o Ministro não possa se recuperar.

- Isso é um absurdo! – Harry exclamou. – Vou falar com Kingsley agora mesmo.

Hermione segurou o amigo pela manga da túnica.

- A ideia foi minha Harry, eu quero que ele continue como Ministro e isso não vai acontecer caso ele não mostre alguma medida que agrade o público. O povo tende a se esquecer fácil quando pensam que alguém bem posicionado foi punido, eu ainda posso ser advogada e consultora. Não se preocupe, vou sobreviver.

Draco se segurou para não rosnar pelo abraço apertado e demorado que Harry estava dando na amiga, Weasley percebeu seu desconforto e o cutucou levemente para sussurrar logo depois:

- Sabia que eles ficaram sozinhos dormindo numa barraca apertada quando tivemos que enfrentar você-sabe-quem? – Provocou.

O veela arregalou os olhos e gritou:

- POTTER! Você por acaso está abraçando uma ex-amante na minha frente seu descarado?

Hermione riu ao ver o moreno se defendendo do veela que desferia-lhe uma série socos pelo peito, era uma cena engraçada. O braço de Ron pousou em seus ombros e ela olhou para o marido num misto de carinho e repreensão.

- Não é justo irritar o Draco só para me divertir.

- Ele é uma serpente, ele faria pior para animar o Harry.

Notas finais
Entãoooooooooo, comentários para me alegrar?! Pleaseeee.