Notas iniciais
Olá, voltei com mais um capítulo. Espero que leiam, gostem e que comentem claro!

Harry acordou alertado por ruídos de passos pela casa, estava acostumado ao silêncio. Ouviu como o loiro entrava no banheiro no fim do corredor e quando o barulho de água correndo chegou até ele o jovem moreno sorriu malicioso. Sem se apressar para dar tempo de que a banheira enchesse e o loiro tirasse a roupa Harry levantou da cama e usou seu próprio banheiro para espantar os vestígios de sono lavando o rosto e tentando dar um jeito cabelo. Levou um tempo decidindo se ia observar Draco no banho nu ou se deveria colocar alguma roupa. Optou por vestir uma a calça de um pijama vermelho que nunca usava porque não queria se impor ao loiro, não muito pelo menos. Caminhou silenciosa e mansamente até o banheiro e ao contrário do que esperava Draco não havia trancado a porta, sorrindo, abriu lentamente e sem fazer barulho a pesada porta de madeira e se recostou no batente para observar as belas costas do loiro na banheira.

– Não é educado espiar Potty. – Provocou Draco mantendo-se concentrado em ensaboar os braços e o peito sem se virar para o moreno.

– Sou um voyeur loirinho, e você é um espetáculo a parte. – Harry devolveu a provocação.

Draco não esperava que o Gryffindor fosse tão descarado, não gostava de se sentir indefeso ante o outro. Sentiu como Harry se aproximava e sentava na beira da banheira, era difícil para Draco lidar com a proximidade do outro, já que seus instintos gritavam para que o abraçasse e seduzisse. Arrepiou-se quando Harry tomou a esponja de sua mão e passou a esfregar suas costas, sentia seu rosto arder e sabia que deveria estar parecendo um tomate. Quando o moreno jogou água em suas costas os dedos firmes acariciaram a linha de sua coluna chegando perigosamente perto de seu traseiro.

– Descarado! – Draco reclamou envergonhado.

– Que foi loirinho? Pensei que ia me seduzir.

Draco ia retrucar quando a voz irritada de Hermione Granger ecoou pela mansão.

– Harry James Potter! Por que eu não consigo entrar?

Harrry bufou e revirou os olhos.

– Tinha me esquecido das visitas matutinas da Mione. – Resmungou se levantando.

– Que grosseira. – Disse Draco franzindo o cenho para os gritos.

Harry azedou a expressão e espetou:

– Mione não é grosseira Malfoy, ela é minha amiga e tem todo o direito de entrar quando quiser. Não é culpa dela que por conta de um intruso que eu tenho que proteger.

– Eu não queria vir pra cá também testa-rachada! – Se revoltou o loiro.

– Já que estamos os dois presos aqui não te quero incomodando minha amiga, então não apareça lá embaixo. – Disse Harry irritado antes de sair do banheiro batendo a porta.

Draco recusou-se a ceder as lágrimas que se acumularam nos seus olhos pro ser mais uma vez preterido pelos amigos do herói. Sua essência veela se ressentia terrivelmente disso, por isso quando o Harry de onze anos recusou sua mão e sua amizade havia lhe doído tanto.

– Maldito testa-rachada...

Enquanto o loiro terminava seu banho Harry deixou Hermione passar pela lareira e explicou-lhe rapidamente o que estava acontecendo, mas ela já sabia de parte daquilo por causa de seu trabalho no Ministério.

– Então o Ministro resolveu que você vai ser o guarda-costas de Malfoy?

– Sim, mas você já sabia disso.

Hermione assentiu.

– Eu imaginava. As invocações ficam melhor conservadas quando há presença de sangue da linhagem preservando os receptáculos dos corpos.

– Ainda não sei por que esse mago optou pelas invocações. É um feitiço muito escuro, exige muita magia negra e até mesmo os magos escuros nunca a usaram porque...

– Os sangue-puro consideram uma abominação. Eu sei Harry, estou impressionada por você saber.

– Sou bom no meu trabalho. Mas você não veio até aqui para falar disso, é meu dia de folga.

– Vim falar da Ginny. – Disse Hermione.

Harry fez uma careta.

– Por que temos que falar nela?

– Ela está arrasada e nem preciso falar de como ficou o Ron quando a viu não é? Ele iria vir, mas achei melhor dissuadi-lo já que Malfoy está aqui também.

– Podemos pular o drama? Não sei qual é a surpresa, eu já tinha dito que tínhamos terminado. Só que vocês não me levaram a sério, ela mesma voltou pensando que tudo ia ser igual.

– Eu sei, tentei acalmar todo mundo, mas sabe como os rapazes são com ela e Molly também ficou decepcionada. Já estava preparando o enxoval para o casamento.

Harry bufou e passou as mãos pelo cabelo bagunçando-o ainda mais.

– Isso não é culpa minha.

– Eu sei, mas ela também está triste e irritada porque perderam o campeonato.

Harry franziu o cenho.

– Pensei que tinham ganhado.

– Por quê? O resultado saiu em todos os jornais.

O moreno deu de ombros.

– Não tive tempo nem pra respirar nos últimos dias, quanto mais para ler a seção de esportes do Profeta, mas quando apareceu aqui ela estava muito satisfeita, não parecia ter perdido.

– Estranho... tão competitiva que ela é. – Refletiu Hermione, mas logo sacudiu a cabeça fazendo seu cabelo se agitar. – Bem, vim aqui só para te avisar como está o clima n’A Toca e pedir pra não aparecer pela loja por uns dias a menos que queira levar um soco do Ron e algo pior do George.

Harry sorriu.

– Pode deixar.

A menina do trio dourado ia saindo pela lareira quando se deteve com um punhado de pó de flu nas mãos.

– Harry?

– Sim?

– Cuidado com suas escolhas ok?

– O que quer dizer?

– Que algumas coisas não são perdoáveis. – Disse enigmaticamente jogando o pó na lareira e dizendo o endereço do Ministério.

Harry ficou intrigado com o que a amiga quis dizer, mas sabia que não adiantava tentar acompanhar o raciocínio dela e que o melhor era esperar que ela mesma explicasse o conselho. Era algo que Hermione adorava fazer, por isso, depois de suspirar foi até as escadas e gritou:

– Desça pro café Malfoy!

E foi para a cozinha começar a preparar torradas. Não sabia o que o loiro preferia, mas não era possível que não comesse torradas, o mundo todo come torradas. Terminou de preparar o chá e o pão e estranhou que o outro não tivesse descido. Subiu as escadas de dois em dois para encontrar o outro no quarto que lhe fora designado lendo um livro.

– O café está pronto, não me ouviu te chamar?

– Claro que sim auror Potter, mas não sabia se tinha permissão para comer com meu protetor, por isso decidi ficar aqui mesmo. Tenho certeza que meu pai enviará um elfo quando receber minha carta.

Harry levou dois segundos para atravessar o quarto e empurrar o loiro na cama sentando-se sobre os quadris estreitos do menor.

– O que pensa que está fazendo?! – Esbravejou Draco socando o outro no peito e empurrando-o.

Harry nem se imutou e segurou as duas mãos do outro com uma apenas uma das suas imobilizando-as acima da cabeça de cabelos loiros, obrigando-o a parar de se mexer. Draco bufou e girou o rosto para o lado, negando-se a olhar para o moreno, coisa que fez Harry sorrir.

– Gosto mais de você assim, debaixo de mim e caladinho.

– Vá à merda Potter! – Esbravejou o loiro olhando-o finalmente.

– Que boquinha suja... não devia me tratar assim, afinal, sou seu escolhido e seu protetor mais acérrimo.

Draco olhou feio pra ele.

– Você sempre foi um péssimo escolhido Potter, sempre me machucando e se esfregando com a Weasel-fêmea. – Draco finalmente deixou escapar parte de sua revolta.

– Ei! Não me culpe por isso, você nunca me disse nada.

– Claro que não seu imbecil, você só usa isso pra me machucar mais. Sou um veela, não um troll.

Harry percebeu pelas lágrimas que escorriam pelo rosto do loiro que o tinha magoado de verdade. Sentiu-se pequeno e mesquinho por estar levando a situação na brincadeira enquanto para Draco era algo bem mais visceral.

– Eu sinto muito... não sabia que era tão intenso pra você. Eu sou um cabeça quente, sempre falo algumas besteiras. Não tem que me levar a sério sabe?

Draco quase sorriu, mas ainda estava bravo. Fez um beicinho e aproveitando que o moreno tinha soltado suas mãos voltou a socá-lo na barriga.

– Gryffindor imbecil!

– Mas que você quer só pra você não é? – Provocou Harry se inclinando para beijar os lábios convidativos do loiro.

Draco permitiu que a língua atrevida do moreno entrasse em sua boca e não demorou para que o peso do corpo do outro estivesse sobre o seu. Harry encaixou-se com perfeição entre as pernas de Draco, deixou a boca doce do loiro para deixar seu rosto esconder-se na curva do pescoço dele, onde aspirou com prazer o perfume delicioso que só Draco tinha e era para ele impossível de definir.

Draco não sabia bem o que fazer, nunca tinha estado tão próximo de outro homem, por isso agindo por instinto, deixou seus dedos se afundarem nos cabelos espessos de Harry puxando-o em direção a sua boca de novo, gostava se ser beijado pelo Gryffindor. O moreno claro, não poderia recusar tal convite e com um sorriso sacana no rosto voltou a beijar Draco, dessa vez capturando a língua macia do outro e sugando-a com vagar provocando o loiro que apertava-o de encontro a si. Impaciente como sempre Harry começou a mover seus quadris de encontro aos do loiro e sentindo que o menor seguia-lhe o ritmo quase inconscientemente. Sem se conter Harry deixou suas mãos descerem pela lateral do corpo de Draco alcançando a barra da camisa que o outro usava e esgueirando os dedos por baixo do tecido Harry finalmente tocou a pele suave do loiro.

Draco sentiu os dedos de Potter em sua pele e sua respiração acelerou, era difícil respirar normalmente com o corpo que sempre havia desejado ali junto dele. Não entendeu a tensão no moreno até que ele abriu sua camisa quase arrancando os botões.

– O que foi? – Perguntou ao ver os olhos arregalados do outro que olhava seu peito horrorizado.

– Tem cicatrizes. – Harry murmurou.

Draco empalideceu e tentou se cobrir, coisa que Harry não permitiu, querendo fixar na mente cada linha que manchava aquela pele delicada.

– Já chega Potter, pode parar de olhar para as minhas deformações. – Draco gritou com lágrimas nos olhos.

Harry saiu de sua letargia e percebeu que Draco havia entendido errado.

– Não é isso... fui eu. Eu te machuquei. – Ele disse condoído.

Draco olhou-o confuso.

– Isso foi há muito tempo Potty, no sexto ano lembra? – Disse suavemente enquanto o moreno traçava as marcas finas em seu peito.

– Severus disse que não iam ficar cicatrizes... – Lamentou Harry.

– Era essa a ideia, mas é difícil de prever, meu corpo não reagiu bem ao ser atacado por você e a maldição que usou era muito poderosa.

– Foi estúpido e perigoso!

– Eu ia te atacar lembra? Foi uma...

– Eu poderia ter usado outra coisa, usei um feitiço que vi num livro desconhecido e que nunca tinha testado.

– O livro do meu padrinho. – Draco sorriu. – Não faz ideia do quanto ele ficou irritado com você.

Harry revirou os olhos saindo de cima do loiro e deixando-se cair ao lado dele na cama.

– Oh sim, eu sei. Ele fez questão de deixar bem claro, apesar de que analisando os eventos hoje vejo que ele estava muito transtornado.

– Principalmente porque se preocupou em explicar pro meu pai como eu fui ferido por um feitiço que ele mesmo tinha inventado. – Disse Draco com um sorriso maroto. – Por falar neles, será que meu pai já está bem o suficiente para fazer as pazes com o meu padrinho?

– Por Merlin, não coloque essas imagens na minha mente, nunca mais vou ter uma ereção! – Reclamou Harry.

Draco sorriu ladino e dessa vez ele é quem subiu em cima do moreno, sua natureza era por si só muito sensual e libidinosa, há anos que lutava diariamente para conter seus desejos e tendo a Harry sem camisa em sua cama era impossível não atacar. Sentado sobre os quadris dele inclinou-se para beijar o pescoço forte e experimentar o sabor da pele morena. Harry por sua vez deixou o loiro fazer o que queria, o próximo passo de Draco foi mordiscar-lhe a pele sensível fazendo-o arrepiar-se, logo, o loiro fazia uma trilha de beijos úmidos até seu queixo onde parou.

– Sua barba me arranha. – Reclamou manhoso.

Harry odiava admitir para si mesmo, mas aquele jeitinho de menino inocente que ele estava corrompendo deixava-o muito excitado. Moveu-se incômodo debaixo do loiro que sorriu e apoiou o cotovelo em seu peito e o rosto na palma da mão.

– Quer dizer que me preparou meu café da manhã?

– Sim, mas agora temos outra coisa para terminar não é? – Disse o moreno sugestivamente movendo os quadris e mostrando a Draco que estava muito animado essa manhã.

– Sim, o café da manhã. – Disse Draco travesso levantando-se e saindo do quarto.

– Ah, eu te mato loirinho do demônio! – Gritou Harry recebendo o riso cristalino do outro como resposta.

O moreno sorriu bobamente ao ouvir essa risada despreocupada e sincera de Draco, geralmente ele se limitava a um sorriso sarcástico e de zombaria, nunca havia visto ele relaxado e rindo assim.

H♥D

Lucius odiava ficar acamado, o fazia se lembrar das torturas de Voldemort, que o faziam ficar debilitado por dias seguidos. Naquela noite havia expulsado Snape para o quarto de hóspedes, ainda estava com essa relação dele com Potter atravessada na garganta. Recebeu uma carta de Augustus logo cedo, a qual respondia quando Severus entrou no quarto.

– Bom-dia Lucius.

– Bom-dia. – Disse simplesmente.

– Já escrevendo para o Draco? Não acha um pouco neurótico da sua parte?

Lucius franziu o cenho pra ele, era verdade que já tinha uma missiva pronta para seu filhinho, mas isso não vinha ao caso.

– Não creio que seja da sua conta, mas é uma carta para Augustus, ele ficou sumamente preocupado com o ataque a mansão e pediu-me notícias.

Não levou nem três segundos para que as folhas fossem arrancadas de suas mãos enquanto o moreno lia a carta que havia recebido e a que escrevia.

– Snape isso foi extremamente descortês. Devolva minha correspondência.

– Você não pode mandar cartas para esse imbecil, Potter já averiguou que a filha foi enfeitiçada para convidar o Draco.

– Sim, ele disse isso na carta caso tenha lhe escapado o detalhe. Augustus é confiável e temos uma série de coisas para resolver. – Acrescentou Lucius.

– A resposta continua sendo não! – Decretou Severus jogando as cartas na lareira do quarto.

Os dois se encararam por um tempo até que o moreno pegou a bandeja novamente e colocou sobre as pernas de Lucius.

– Tem que comer antes de tomar as poções.

Indignado pela falta das desculpas que sabia que merecia Lucius pegou a xícara e começou a tomar seu chá em silêncio, era hora de ignorar o traidor.

– Isso é bastante infantil Lucius, temos coisas para resolver.

Como se estivesse sozinho, mas com muita graça Lucius pôs-se a comer a salada de frutas que Severus preparava tão bem. Pegou um pedaço de morango especialmente suculento e mordeu-o deixando um pouco de sumo escorrer por seus lábios que logo limpou com a língua.

– Provocador. – Silvou o moreno por entredentes.

Lucius adorava levar Severus a fazer tudo o que ele queria só provocando o mais jovem. Muitas pessoas pensavam que o poder numa relação esta em quem domina fisicamente, mas ele ser submisso era só mais uma forma de manipulação, uma das mais prazerosas, claro. Sentiu como Severus sentava na cama e pegava uma mecha de seu cabelo levando ao rosto e aspirando o perfume, deixou que ele se aproximasse até que encaixou o rosto na curva de seu pescoço.

– Não deveria ter queimado suas cartas.

– Foi inaceitável. Está ficando grosseiro como Potter. – Disse o loiro.

– Prefiro pensar que eu tenho melhorado a educação dele, se der uma chance tenho certeza de que pode gostar do imbecil.

Lucius rilhou os dentes.

– Por que demônios eu iria gostar desse arremedo de herói que fica cercando o MEU homem?

Severus piscou confuso e logo riu.

– Ele não vê desse jeito.

– Claro que não. – Disse Lucius com falsa doçura. – Ele está te cercando há meses, ele saiu do treinamento e veio ver você em vez de ir ver a namoradinha e eu vi muito bem como ele ficava babando em você no St. Mungo depois da guerra.

– Você está com ciúmes. – Severus constatou.

– Nos seus sonhos mestiço traidor. – Resmungou Lucius mordendo outro morango com violência.

Essa era nova nuance de Lucius, geralmente Severus era o ciumento da relação. Ele sempre tinha que vigiar os pretendentes a cama do loiro enquanto o amante agia com a confiança de quem se sabe insubstituível.

– Só por que Potter gosta de mim não quer dizer que seja no âmbito sexual, ele é um Gryffindor efusivo, só isso.

– É o Gryffindor pelo qual você me traiu. É o filho da mulher que você amou, é a droga do motivo de eu não conseguir te perdoar! – Disse Lucius com raiva.

– Eu fiz o que devia fazer Lucius e não vou me desculpar por ter lutado contra Voldemort.

Lucius sorriu amargo.

– Então qual o motivo de tudo isso meu caro?

– Eu sempre quis você, isso não era mentira. Nossa relação não era uma farsa Lucius, foi tudo real.

– Como confiar no homem famoso por enganar os dois lados da guerra? – Disse Lucius como que para si mesmo.

– Confia para cuidar do seu filho. – Pontuou Severus. – Reconheça que o que está te mantando é seu orgulho, odeia admitir que foi enganado, acha que isso te torna mais fraco, mas eu não menti pra ser superior, foi pra te proteger.

Lucius preferiu não responder a isso.

– Era o inferno Lucius, eu vivia com a mente fechada e a dor de resistir as investidas dele era constante. Não podia te colocar em posição de ser descoberto.

– Estamos dando voltas novamente, você disse as mesmas coisas nas malditas cartas que insistia em enviar depois que saí de Azkaban. O problema é que eu não consigo esquecer.

Severus suspirou cansado. Estava lutando contra o ressentimento de um homem muito vingativo, mas o que podia fazer se amava cada traço da personalidade de Lucius? Inclusive essa teimosia.

– Não me interessa. Eu te quero, e agora que está ao meu alcance não vou deixar de desfrutar do nosso excelente entendimento.

Lucius quase sorriu.

– Se acha que pode me levar pra cama...

– De maneira alguma meu caro, penso em te foder até saciar todo o meu desejo. Quem sabe assim não posso me livrar dessa minha obsessão?

Dessa vez o loiro deixou um sorriso assomar em seus lábios e com um movimento de varinha fez a bandeja sumir.

– Severus meu tolinho, não pode se livrar do desejo por mim, é o seu castigo, a sua maldição.

O moreno quase caiu da cama quando percebeu que o amante tinha cedido. Lucius ia voltar de bom grado para sua cama e isso era um passo gigante. Inclinou-se para beijá-lo e foi recebido por um abraço que o atraiu para mais perto. Beijava-o sofregamente e quando inclinou-o para trás ouviu um gemido de protesto.

– Sem movimentos bruscos seu desastrado! – Reclamou Lucius.

– Tinha me esquecido, desculpe. Vou matar essa cadela de novo só por isso.

O olhar de Lucius ensombreceu.

– Já conseguiram saber o que usaram para a invocação?

– Eu tenho um palpite que os aurores ainda não confirmaram.

– Complete o raciocínio. – Pediu Lucius revirando os olhos.

– A invocação mais forte é da Bellatrix, então meu palpite é que a tumba dela tenha sido violada. Os nossos caríssimos vencedores da guerra não estavam preocupados com os rituais fúnebres adequados para os comensais mortos então há uma confusão sobre onde e como eles foram enterrados.

– Então você acha que usaram o sangue morto da Bellatrix para a invocação da Narcisa?

– Sim, porque eu conferi a cripta de Malfoy Manor e o corpo dela continua lá. Imagino que quem professou o feitiço queira o Draco por algum motivo.

– Algo relacionado com o lado Black?

– É o meu palpite. E sabemos muito bem que esse lado da família tem muito mais coisas a esconder do que os Malfoy.

– Acha que tem a ver com a mescla que eles faziam com criaturas mágicas? Qual o objetivo então? Sangue veela pode ser conseguido com certa facilidade, o que há no Draco que não há nos veela puros? – Refletia Lucius.

– Pensei que você pudesse ter alguma ideia.

– Não consigo pensa em nada, mas podemos pesquisar na biblioteca dos Black.

Severus assentiu.

– Depois das suas poções podemos falar com Potter para usarmos a biblioteca de Grimmauld Place.

Lucius assentiu e estava bebendo as poções quando algo lhe ocorreu.

– Severus, se estão atrás da linhagem dos Black nos esquecemos de uma que ainda está viva e desprotegida.

Severus arregalou os olhos e praguejou baixinho logo antes de sair correndo escadas abaixo. Contatou diretamente o Ministro que enviou aurores a residência trouxa em que Andrômeda Tonks vivia com o neto, apesar de não acreditar na teoria de Severus e achar que perseguiam os Malfoy e não a linhagem Black.

H♥D

Harry sabia que algo não ia bem quando sua insígnia começou a brilhar, geralmente respeitavam as folgas dos aurores. Apareceu-se na Central e John o esperava com uma cara nada boa.

– O que houve? – Perguntou.

– A invocação de Bellatrix atacou novamente.

– Isso já era esperado, conseguiram capturá-la?

– Não, chagamos tarde demais. Ela havia atacado uma casa trouxa, por isso não fomos chamados, ela... ela...

– Desembucha John! – Pediu Harry começando a ficar preocupado.

– Ela estava torturando a irmã, ela atacou Andrômeda Tonks. Os vizinhos trouxas ouviram os gritos e chamaram a polícia, quando o socorro chagou eles a levaram para um hospital trouxa e quando a levamos pra St. Mungo os medimagos conseguiram estabilizá-la.

Harry deixou-se cair na cadeira mais próxima, atordoado.

– E o meu afilhado? E o bebê? – Perguntou Harry

– Ele está bem, uma vizinha dela o havia levado para uma festinha infantil num parque. Ele foi levado a um orfanato trouxa...

Harry arregalou os olhos.

– Vou busca-lo agora! Onde é? Me dá o...

– Calma Potter, eu já sabia que era seu afilhado e fomos buscá-lo. Está com as garotas, elas adoraram o jeito que ele muda a cor do cabelo pra combinar com o delas.

– É um conquistador... – Sorriu Harry esquecendo-se da tragédia por um minuto.

Quando finalmente conseguiu tirar o afilhado das mãos das aurores pôde parar para pensar que agora teria que cuidar dele enquanto a avó estava em St. Mungo, o que seria um problema devido a sua profissão. Quando chegou a Grimmauld Place com Teddy em braços e com uma bolsa azul-bebê nos ombros encontrou Draco sentado na poltrona lendo um livro. O loiro olhou-o curioso.

– Quem é esse? – Perguntou.

– Esse é Ted Lupin, meu afilhado e seu primo se não me engano.

Notas finais
Se chegou até esse ponto seja bonzinho e deixe um comentário que fará a autora feliz.
E antes de ir queria dizer que se alguém gosta dessa história e curte Naruto pode dar uma olhada na minha outra fic, que só falta um capítulo pra acabar.
Beijos!