Destinos Entrelaçados
7 Conversas
Notas iniciais
Atendendo a pedidos escrevi esse capítulo no meio da semana! :)
E meu trabalho que é bom nada de ficar pronto... portanto, sejam bonzinhos e me deixem muitos comentários.
E meu trabalho que é bom nada de ficar pronto... portanto, sejam bonzinhos e me deixem muitos comentários.
Quando finalmente conseguiu tirar o afilhado das mãos das aurores pôde parar para pensar que agora teria que cuidar dele enquanto a avó estava em St. Mungo, o que seria um problema devido a sua profissão. Quando chegou a Grimmauld Place com Teddy em braços e com uma bolsa azul-bebê nos ombros encontrou Draco sentado na poltrona lendo um livro. O loiro olhou-o curioso.
– Quem é esse? – Perguntou.– Esse é Ted Lupin, meu afilhado e seu primo se não me engano. Draco olhou para o garotinho de olhos brilhantes e exóticos cabelos azuis grudado no pescoço de Harry e que olhava-o curioso. O menino não devia ter mais que dezoito meses. E Draco fez cara séria para Harry.– Por que está com ele? Não sabem que você é o garoto-que-viveu-para-ser-descuidado? Para a surpresa de Harry o loiro levantou e pegou o afilhado do colo dele sem a menor cerimônia e Teddy que não era nem um pouco tímido trocou-o sem o menor problema. – Olá menino bonito, como é seu nome? – Perguntou Draco ao bebê.– Teddy. – Disse a vozinha infantil. – Eu sou o Draco, consegue dizer? Dra-co. – Perguntou o loiro sentando-se com a criança no colo.– Daco? Dagão? O loiro sorriu encantado para a criança. – Que menino inteligente, se vê de longe que não convive muito com o padrinho. – Ei! – Protestou Harry ofendido. – Eu o visito sempre que posso, eu que o ensinei a falar dragão. E que comprou o ursinho. – Disse exibindo o dragão de pelúcia vermelho que tirou da bolsa e que entregou ao menino. Teddy sorriu e soltou um bocejo. – Já é hora do lanche e da soneca campeão? – Perguntou Harry. – Sim, seja útil Potter e vá fazer o leite. – Tá, pode ficar com ele um minuto? – Pediu o moreno. – Estamos confortáveis, não é? – Perguntou ao bebê enquanto o fazia pular em seus joelhos, o que o fez rir. Harry ficou um momento olhando para a cena insólita. Tinha esperado que o loiro ficasse no mínimo incomodado com a presença de seu afilhado, mas ele se mostrava bastante confortável. Preparar a mamadeira era fácil pra Harry, havia feito isso muitas outras vezes quando ia visitar Andrômeda. Terminou rapidamente e quando voltou a sala encontrou o afilhado muito interessado nos cabelos de Draco, o pequeno estava de pé no colo do loiro com as mãozinhas enterradas entre os fios suaves do cabelo claro do primo. – Cuidado, ele não é delicado, adora puxar cabelos. – Já descobri isso, mas já combinamos que puxar não pode, não é Teddy?– No puxa. – Garantiu o pequeno de cabelo azul elétrico. Harry sorriu enternecido e estendeu os braços para pegar Teddy. – Hora da soneca campeão, vem com o padrinho. Teddy olhou de Harry para Draco algumas vezes até que sentou no colo do loiro e apontou para o braço da poltrona. – Padin aqui. Harry ficou desconcertado. – Ele está me trocando por você seu loiro dos ...– Olha a boca Potter. – Advertiu Draco sério. – Tem uma criança aqui. Me dá logo a mamadeira e deixa de choramingar. Harry entregou, mas ainda reticente. Sentou-se onde o afilhado tinha pedido e sentiu o perfume de Draco chegando até ele. Draco apoiou seu braço na coxa firme de Harry para que Teddy pudesse se deitar, o pequeno já havia arrancado seus tênis coloridos e sorriu para o padrinho quando focou seus olhinhos nele. Harry sentiu pela primeira vez em anos uma verdadeira onda de calma e felicidade enquanto olhava o afilhado devorar seu leite deitado no colo de Draco e com o loiro encostado nele. E para Severus Snape essa foi a cena que o recebeu quando chegou em Grimmauld Place. Seu afilhado acariciava os cabelos de uma criança enquanto Potter praticamente babava em cima dos dois. – Pelas barbas de Merlin Potter, já arrumou um fedelho? – Perguntou assustando os dois jovens que olharam feio pra ele. – Não seja desagradável padrinho, não é um fedelho, é o Teddy. – Disse Draco como se aquilo explicasse tudo. – O filho do Lupin, então já soube do ataque a Andrômeda. – Concluiu o homem olhando para Harry. – Sim. Meu parceiro me chamou e tinha ido buscar o Teddy no abrigo trouxa pra onde o levaram. Soube de mais alguma coisa? Draco se levantou com o menino adormecido no colo. –Tem um bebê dormindo seus dois insensíveis, deviam parar de conversar. – Admoestou Draco com voz sussurrante enquanto se dirigia as escadas. Harry ficou olhando os dois enquanto sorria bobamente e Severus revirou os olhos ante isso. – Pare de babar imbecil. – Não sei do que está falando. – Se defendeu o moreno confuso. Snape teve pena por um segundo do quão embasbacado Potter estava por seu afilhado, mas foi só por um segundo, logo veio a vontade de ver como Draco iria controlar o outro com o dedo mindinho quando se desse conta do poder que tinha sobre o herói.– Sua lentidão em algumas coisas é assombrosa. – Disse Snape meio divertido. – Vim aqui porque ao que tudo indica nossos atacantes estão interessados na linhagem Black, será mais fácil identificar quem nos ataca se soubermos o que ele procura.
– Tem algum palpite? – Como herdeiro universal dos Black deve ter recebido os diários da família e já sabe que eles eram adeptos da mescla com criaturas mágicas para fortalecer os poderes dos magos em certos aspectos. – Li algumas coisas sobre feitiços muito escuros que envolviam lobisomens torturados, vampiros sendo mortos e rituais cujo teor sexual que é melhor nem comentar. – Disse sério. – Então já entendeu ao que pode se dever essa busca pela linhagem certo?– Sim, mas se eu li tudo corretamente, os pais do Sirius já haviam deixado grande parte dessa magia de lado porque Voldemort não via com bons olhos a mescla entre magos e criaturas mágicas. – Mas será que eles sabiam que o Lorde tinha grande interesse nos feitiços que podia fazer com a ajuda deles? Harry franziu o cenho. – Não sei, por que diz isso?– Regulus deu as costas ao Lorde porque ouviu um dos planos que lhe aguardavam. – Devemos nos preocupar com o que os Black possuem que interesse a um maníaco e de que forma esse fator contribui para algo potencialmente perigoso para a sociedade? Severus assentiu e Harry se deixou cair na poltrona teatralmente. – Por que nada é simples com magos escuros? Ele podia ser normal e aparecer para um bom duelo, mas não, prefere ficar se escondendo e atacando na surdina... slytherin com certeza. – Reclamou.– Pensei que tinha superado seus preconceitos infantis. – Não é preconceito, é um elogio retorcido, nenhum gryffindor teria paciência e engenho para algo tão elaborado. – Nisso nós concordamos Potty. – Disse Draco parado nas escadas de onde observara a conversa.– Alguma ideia de por que estão atrás dos Black? Draco negou com a cabeça.– Minha mãe era Black, mas eu sou o primogênito Malfoy. Ela ficava triste por não ter um herdeiro que desse continuidade a linhagem dela, mas meu pai não gostava de certas tradições e não tive muitos ensinamentos sobre a família. – Lucius Malfoy com receio de magia escura? Por que será que não acredito? – Disse Harry com descrença.– É fácil quando a magia em questão envolve machucar o filho dele. Você leu sobre os rituais Potter, não seja ingênuo. Harry pareceu confuso por um momento. – Por Merlin... eles usavam os próprios filhos nos rituais?! – Perguntou escandalizado.– Os Black são muito mais escuros do que pensa Potter, temos que pesquisar sobre o que esse inimigo pode querer, mas preciso que vá buscar o Lucius, a casa está sob o Fidelius e não posso trazê-lo. – Mas ele já está bem? – Perguntou Draco. – Não de todo, mas conhece seu pai, não se pode impedi-lo quando põe algo na cabeça. E precisamos de quanta ajuda possível, há muitas gerações e livros para verificar. Harry fez uma careta. – Dois Malfoy na mesma sala que eu Severus? Pensei que já gostasse um pouquinho de mim. – Que iludido que você é não é? – Escarneceu o mais velho. – Agora ande logo e vá buscar Lucius, ele está te esperando e fica de péssimo humor quando o deixam plantado. Harry ainda resmungou muito antes de aparatar até a porta da casa de Snape. Voltou alguns minutos depois com Lucius ao lado e uma cara azeda. Draco ficou feliz de ver o pai sem os problemas decorrentes da tortura e foi abraçá-lo. – Esse troll te tratou bem Draco? Está bem acomodado? E...– Sim, tudo bem pai. Pode parar de se preocupar, o testa-rachada não é rancoroso. – Não é o que parece. – Resmungou Lucius. – Por favor, parem de agir como crianças. – Disse Severus e Harry sorriu vitorioso. – Isso foi para os três Potter. Temos muito o que fazer, sugiro que comecemos pela biblioteca. E com seu característico voltear de capa Snape saiu da sala sendo seguido pelos outros três. A biblioteca de Grimmauld Place era enorme, pelo que Severus resolveu que Lucius e Draco ficariam na parte de cima enquanto ele e Potter pesquisavam no térreo, coisa que lhe rendeu um olhar mortífero de Lucius. – O que deu no loiro tingido? – Perguntou Harry quando os dois ficaram sozinhos. – Nada importante. – Disse Severus tirando importância do assunto. – Sua central de inteligência não tem nenhuma pista?– Estamos terminando uma averiguação importante, mas o problema é que os arquivos do pós-guerra em relação aos comensais mortos estão uma bagunça. Eu tenho um palpite de quem é, mas segundo meus professores só meu instinto não ajuda em nada. Isso sem falar que a inteligência não consegue determinar se meu suspeito está vivo ou morreu durante a guerra.– Quem seria?– Rabastan Lestrange. Severus assentiu. – Entendo, mas o perfil dele não combina exatamente com o de alguém que opera sigilosamente. Harry deu de ombros. – Essa foi uma das grandes discussões que tive com a inteligência, todo o perfil que temos dele é associado com o irmão ou com a Bellatrix, Rabastan sempre esteve nas sombras Severus.– Tem razão, mas o que te leva a crer que se trata dele?– Quando lutamos na guerra eu o via calmo e frio demais. É realmente um instinto, aliado claro ao fato de que para saber dos segredos dos Black teria que ser alguém próximo, ele era cunhado da Bellatrix e pode perfeitamente ter feito as invocações.– Faz sentido. Mas o que ele poderia querer?– Isso eu não sei, mas podemos começar a procurar pelos livros que falam daquele ramo da família... Passaram a folhear livros e pergaminhos em silêncio. Severus podia sentir a agitação do mais jovem e se perguntava quanto tempo levaria para que ele dissesse logo o que o incomodava. O professor contou exatos 47 segundos. – Severus?– Que é?– Eu estava pensando...– Não faça isso Potter, pode ser perigoso tentar coisas novas com seu cérebro. – Engraçadinho... mas é sobre o Malfoy. – Qual deles? – Severus fez-se de desentendido. – Como quero evitar ser cruciado por um amante possessivo estou falando do filho claro. – E o que o senhor andou pensando acerca do meu afilhado?– Ele é diferente do que eu esperava. – Disse Harry e como Severus não disse nada optou por continuar. – Eu pensei que isso de ser o escolhido dele fosse mais fácil... não sabia que podia machucá-lo tanto. Severus já apontava sua varinha para o moreno antes de perguntar:– O que quer dizer com isso imbecil?– Por Merlin Severus, isso já está ficando chato. – Disse Harry se afastando da varinha. – Percebi que ele tem cicatrizes no peito de quando o ataquei. Ele disse algo sobre o corpo dele reagir mal aos meus ataques. – Sim, é verdade. O corpo de um veela tem magia de regeneração e autoproteção, mas quando o ataque vem do escolhido a parte irracional do Draco tende a agir como se o castigo fosse merecido e potencializa a dor e as consequências do ataque. Harry empalideceu e parecia enjoado. – Quer dizer que ele não pode se defender de mim? – Não é assim que funciona imbecil. – Disse Snape voltando ao tom professoral. – O que ocorre é que a parte veela do Draco assume que deve te agradar para que você se una a ele. Naquele dia Draco ia te cruciar, por consequência você o atacou, o instinto dentro dele era receber o castigo adequado por ter tentado ferir o companheiro ideal. Está me seguindo até aqui? Harry balançou a cabeça afirmativamente. – Basicamente é isso, mas suponhamos que você o ataque sem motivação aparente ou por puro prazer... – Disse ignorando a careta do gryffindor. – ... ele se defenderia claro. Mas, dependendo do grau de união entre vocês conseguiria deixá-lo em depressão profunda. Não leu sobre os outros veelas da linhagem que foram negociados pela família e que acabaram se suicidando por causa dos maus tratos de seus escolhidos? Harry negou com a cabeça.– Eu pensei que era algo mais simples, como se fosse uma atração sexual muito forte.– Há esse fator também, ele não se sentiria totalmente à vontade tendo intimidade com outro. Mas tem que saber de uma coisa Potter e prestar muito atenção... se por acaso fizer sexo com Draco vai estar completando o vínculo, ele será seu pra sempre e nenhuma magia poderá desvinculá-los. – Ah, o tal vínculo... pensei que era algo mais complicado como uma cerimônia de casamento ou algo assim. – Não, está mais para o momento em que o escolhido ejacula dentro do veela. Harry corou, odiava tocar nesses assuntos com Snape, tinha certeza que ele o embaraçava de propósito. – Não precisava ser tão ilustrativo. – Na verdade precisava. Vocês dois estão na mesma casa e quero que entenda as responsabilidades envolvidas se por acaso seduzir meu afilhado. Draco não é como os outros veelas dos Black. Lucius treinou-o desde muito cedo para controlar os impulsos e a magia que envolve ser parte veela. Se fosse outro jovem você já teria sentido na pele o poder de sedução de um veela.
– Mais do que já sinto? – Perguntou meio fascinado. – Um veela quando quer pode manter o parceiro excitado por horas a fio Potter... geralmente as fêmeas usam esse artifício quando querem engravidar. Harry assentiu achando as informações muito interessantes. – Eu pensei que ele ia ser tão irritante quanto na escola, mas aqui ele é tão filha da putamente gostoso e encantador. Viu como ele ficou com o Teddy? Claro que podia ser só um jogo, mas... ai! – Reclamou Harry quando levou um belo cascudo de Severus. – Sua ignorância me dá nos nervos! Claro que não é fingimento imbecil. Nunca parou pra pensar por que ele ficou tão doente no sexto ano ou por que foi incapaz de matar alguém durante a guerra? Por mais que Lucius ou eu tentássemos, ele não podia sequer fazer um crucio decente Potter. Veelas são empáticos, eles se identificam com o sofrimento dos outros e não conseguem infligir dor gratuitamente, vai contra sua natureza. Harry pensava maravilhado na preciosidade que o loiro era e no quanto os dois homens tiveram que protegê-lo. – A relação dos veelas com as crianças é ainda mais estreita, enquanto a magia deles atrai sexualmente homens e mulheres com as crianças é como se fosse um atestado de segurança. Claro que há aqueles que não gostem dos pirralhos, mas mesmo assim atraem as crianças por sua aura de paz... – Que interessante, então o Malfoy gosta de crianças? – Perguntou Harry ilusionado. – Sim. Sempre gostou, queria estudar pra ser medimago infantil, mas o Ministério não permitiu. – Severus viu os olhos verdes do herói brilharem. – Por Merlin Potter, não está planejando engravidá-lo a cada ano até ter uma prole como a dos Weasley não é? Harry arregalou os olhos. – Ele pode engravidar? Tipo, de verdade? Eu estava pensando em adotar...– Pelas bolas de Salazar moleque! O que diabos você fez em Hogwarts? Porque estudar que é bom, garanto que não foi! Harry levou mais um cascudo, mas não tinha como reclamar desse.– Caramba Severus, eu era um garoto perseguido por um lunático desde os onze anos, me dá um desconto. – Imbecil, é o que você é. – E mesmo assim você me ama. – Disse sorrindo. Snape bufou e revirou os olhos pedindo paciência a Merlin. – Sugiro que comece a estudar mais sobre os veelas se quer mesmo ter algo com meu afilhado. Harry assentiu. – E Potter? – Chamou Snape sério.– Sim?– Eu sei que você é todo um Gryffindor de coração nobre, mas avisar nunca é demais. Se por acaso estiver passando pela sua cabeça de troll a possibilidade de vincular o Draco para trata-lo como uma puta de taberna sugiro que se lembre que ele é filho e afilhado dos dois comensais de mais alto gabarito de Voldemort. Eu e o Lucius podemos ser extremamente retorcidos em vinganças Potter. – Já entendi, já entendi... credo. Enquanto os dois conversavam pai e filho haviam subido para o segundo andar da biblioteca onde tinham algo de privacidade. – Já fizeram as pazes? – Perguntou Draco suavemente. – É complicado filho. – Disse Lucius simplesmente. – Mas não vão continuar separados não é? Ia me deixar preocupado. – Desde os quatro anos que Draco sabia exatamente como conduzir os dois homens com seus olhares desalentados. – Por enquanto vou deixar que aquele traidor fique por perto, não se preocupe. Draco assentiu enquanto olhava mais um diário dos Black. Aquele em especial falava de um ritual para aumentar o poder mágico de um mago onde ele tinha que intercambiar magia e fluidos com um grão-mestre e a descrição do ato o fez corar. – Os Black eram bastante libertinos. – Disse Lucius com um sorriso de lado. – Como se os Malfoy fossem santos. – Murmurou Draco constrangido. – Papai...– Sim? – Respondeu Lucius distraído. – Ahn... foi você que me ensinou a controlar meus poderes veela, sabe como faço para usá-los? – Claro, é basicamente a mesma coisa, entre em contato com seu núcleo mágico, mas em vez de reprimir deixe-o fluir através de você. É como usar a varinha, só que a magia brota pelos seus poros... suponho que deve ser algo incrível. Pretende provocar o Potter? Não acho que seja prudente ele pode perder o controle e...– Ele é meu escolhido. Lucius deixou o grande livro que lia cair na mesa com um ruído seco. – Potter?! – Silvou. – Sim, o testa-rachada. Acha que é uma piada do universo?– Isso deve ser uma maldição de algum inimigo! Eu na mesma família que um gryffindor desmiolado! Por Merlin, ele vai contaminar meus netos com genes idiotas... acha que posso matá-lo? Você faz um par lindo com o Blaise. Draco riu das loucuras do pai. – Sabe que não funciona assim. E nós ainda não somos vinculados, acho que ele não entende o que ser parceiro de um veela implica e é provável que me mande pastar quando entenda. – Com se esse imbecil fosse bom o suficiente para o meu filho, vou até lá mostrar para esse gryffindor do demônio...– Papai? Pode ficar quieto? – Pediu Draco puxando-o pela túnica.– Mas eu...– Eu ainda nem tentei conquistá-lo. E bem... quero sua ajuda nisso. Lucius sorriu ao ver o rubor tomando conta do rosto do filho. Em matéria de sexo Draco era tímido, mesmo porque ao ser veela seus impulsos estavam concentrados no parceiro e como ele resultou ser Potter os dois nunca haviam tido chances de ter maior intimidade. – Entendo, quer saber como fazer o grande herói terminar o dia gemendo entre as suas pernas certo?– Papai! Não precisa falar desse jeito. O mais velho riu suavemente. – Como eu fui acabar tendo um filho inocente é um mistério...–Talvez tenha algo a ver com o fato de eu ser um veela e ter um pai e um padrinho superprotetores? – Somos terríveis não é? – Lucius reconheceu. – Mas quero ver como será com os seus filhos. O que quer saber? Draco ficou ainda mais vermelho, se é que isso era possível.– Ah, talvez não tenha sido uma boa ideia afinal de contas. É estranho falar disso com o meu pai. – Por Merlin Draco, somos sangue-puros, preciso relembrar como foi que eu aprendi sobre sexo? – Provocou Lucius sabendo que o filho tinha problemas em falar disso abertamente.– Por Circe ... venho de uma longa linhagem de pervertidos. – Sim, isso é verdade. Mas isso é muito útil, afinal, tenho o seu padrinho numa coleira há anos. – De verdade? – Perguntou Draco picado pela curiosidade.– Não literalmente, nesse aspecto quem usa a coleira sou eu. Sou o submisso da relação, mas nunca se engane Draco, quem fica por baixo tem o controle. – Isso soa estranho papai. – Na verdade é bem simples. Temos o controle a partir do momento em que eles fariam tudo pra conseguir um pouco da nossa atenção e claro, nos pôr de quatro numa cama.– Como faço isso?– Não recomendo que use sua magia pra isso inicialmente, Potter é impulsivo e se perder o controle pode te machucar. Aliás... que tal é nosso herói?– Ainda não o vi sem roupa, mas pareceu-me bem dotado e animadinho demais pra só uns beijos. – Garanto que Potter é do tipo que fantasia em desvirtuá-lo, sugiro que banque o virgem inocente que nunca ouviu falar de sexo. – Como assim? – Perguntou Draco franzindo o cenho. Lucius revirou os olhos. – Já fez sexo oral em alguém?– Sabe perfeitamente que não. O sorriso de Lucius era pura perversidade quando começou a explicar o que o filho deveria fazer essa noite com Potter.
Notas finais
Então gente, se leram até aqui e para me presentear pela atualização mega rápida deixem um comentário!
Beijos.
Beijos.
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