Destinos Entrelaçados
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Notas iniciais
Olá de novo, não foi no fim de semana, mas foi rápido! O capítulo é de ligação, o melhor começa no próximo e preciso de comentários pra me animar!
Severus sabia o que viria depois da reunião com Shacklebolt, mas isso não significava que tivesse que gostar. O Ministro o havia incumbido de ser o novo cabeça da Ordem da Fênix, o que em sua opinião era uma grande tolice. A nova divisão de aurores da qual Potter fazia parte era muito mais treinada e capacitada que os antigos, e ele tinha a certeza de que o Ministro mantinha esse vínculo com a Ordem bem longe das vistas do Wizengamot. Quando chegou em casa horas depois de ter saído com Potter encontrou a casa muito silenciosa e por instinto sabia onde achar o afilhado, assim que rumou para seu próprio laboratório de poções e lá estava o loiro cortando ingredientes.
– Vejo que conseguiu algo para se distrair. Draco deu de ombros e nem olhou, continuou concentrado no que fazia. – Pretende ficar furioso comigo o resto da vida? – Perguntou Severus. – Pra quem vai apelar quando seu pai te disser não? Severus não podia ver os olhos do afilhado, pois os fios muito louros caiam-lhe pela testa impedindo a visão, mas continuou:– Ou onde vi arrumar um mestre de poções tão brilhante quanto eu?– Sasha Nabocov? – Provocou Draco. – Por Merlin! Aquele troll não saberia preparar nem uma mata-lobos que seja aproveitável. – Resmungou Severus acusando o golpe. Draco sorriu internamente, adorava provocar o padrinho, mas a verdade era que sim estava bravo com ele, sua raiva só se intensificara ao ver como ele e Potter estavam amigos. Severus era padrinho DELE e não do Testa-rachada. – Não sei por que está preocupado, Potter não é um aluno brilhante de poções agora? Faça dele seu pupilo pessoal. – Potter?! Por Merlin Draco, não sabia que me odiava tanto pra sugerir algo assim. – Disse Severus dramaticamente. Draco ergueu cabeça e viu a maneira como o padrinho olhava-o com um misto de carinho e receio. – Meu pai demora pra acordar? – Perguntou. – Mais algumas horas, assim que ele puder receber visitas o Ministro irá interrogar vocês dois. – Quanta honra. – Murmurou ironicamente. – E quando vamos poder voltar a mansão? – Temo que não tão cedo, a invocação de Narcisa pode entrar e levar quem quiser, não é seguro ficar lá Draco, mas pode mandar os elfos buscarem suas coisas e as de Lucius. – Ficaremos aqui então? – Perguntou incomodado com a perspectiva. – Creio que não, o Ministro considera que os ataques a vocês estão ligados aos comensais foragidos e teme que haja uma insurreição. Depois que vocês forem interrogados é provável que designe um lugar seguro para vocês dois. – E você sabe qual. – Afirmou Draco. Severus deu de ombros. – Shacklebolt é previsível, creio que os acomodará em Grimmauld Place se Potter concordar em torná-la o Quartel General da Ordem da Fênix de novo. – Por Merlin e sua descendência, isso é loucura! – Falou o jovem horrorizado. – Não se preocupe, vou dar um jeito de seu pai ficar aqui. Draco arregalou os olhos. – Mas eu não quero morar com o Testa-rachada! Vamos nos matar antes do primeiro jantar, ele é irritante, arrogante e... e...– É seu escolhido. – Disse Severus suavemente. – Acho que é tempo de que tente conquistar o que é seu por direito não?– Como se isso fosse possível. – Resmungou o loiro. – Devo ter alucinado as cenas no meu quarto então. Eu não vi vocês dois se agarrando na minha frente com seu pai convalescendo na cama a dois metros de distância? – Escarneceu Severus. – Que mago não sente atração por um veela que o chama Snape? É instinto sexual puro e simples. – Disse Draco entre envergonhado e dolorido. – Me recuso a acreditar que ajudei a criar um maldito Hufflepuff chorão! – Esbravejou Snape. – Eu não sou um Huff...– Então pare de se comportar como um! Ao contrário do que muitos imbecis pensam o vínculo entre o veela e seu parceiro não pode forçar amor, mas pelas barbas de Merlin Draco, se você quer o maldito imbecil vai ter que lutar por ele! – Disse Severus firmemente. Draco engoliu a seco, odiava levar reprimendas do padrinho. Era como levá-las do pai só que pior, porque Severus sempre era mais enérgico e cruel. Claro que ele queria Potter, mas era abrumante pensar que ele era como muitos magos que foram escolhidos por veelas de sua linhagem e que só se interessavam por usar os amantes para satisfazer seus desejos, reservando seu coração para uma bruxa ou outro mago. O pensamento o fazia estremecer e lágrimas iam a seus olhos. Sentiu a mão protetora de Severus em seus cabelos. – Se o imbecil te machucar eu arranco as bolas dele e enfio garganta abaixo, ok? Draco não evitou rir dessa vez. – Você e meu pai fazem as mesmas ameaças sempre. – São os anos de convivência. – Disse Snape simplesmente. – Você comeu alguma coisa? O mais jovem balançou a cabeça negativamente. – Por que não me surpreendo? Enquanto você termina com essas raízes vou preparar alguma coisa. Severus já estava na porta quando a voz suave de Draco chegou até ele. – Obrigado... padrinho.
O estrito homem assentiu sem se virar, para que o afilhado não percebesse a emoção que sentia. Era com grande alívio que o grande espião recebia o perdão daquele que amava como um filho. H♥D Harry não poderia estar mais intrigado com Draco depois daquela manhã, havia lido um livro sobre a linhagem veela que os Black mantinham escondida, mas não sabia nada do vínculo que deveria uni-los. Havia suposto pelo que ouvira na sociedade e pelo pouco que lera que, ao ser o escolhido da magia veela de Draco os dois estariam ligados. Quando chegou a Grimmauld Place depois de mais um dia extenuante com os problemas decorridos do surgimento da invocação de Bellatrix não se surpreendeu de encontrar a Ginny esperando-o com um sorriso sexy e uma camisola negra de renda, a ruiva parecia muito feliz. – Olá meu amor, eu voltei. – Não me diga. – Ele zombou. – A pergunta é o que está fazendo aqui vestida desse jeito. – Ah Harry, não seja estraga-prazeres. Vim embora mais cedo pra poder te ver e comemorar e é assim que você me agradece? – Reclamou a ruiva se irritando. – Deve estar se esquecendo Ginevra, mas antes de você sair para a os jogos da última rodada eu e você terminamos. A ruiva estreitou os olhos e franziu a testa. Levantou do sofá e abandonou a pose sedutora, trocando-a pela de enfado. – Harry, eu não acredito que você ainda insiste nessa história. Qual é o seu problema?! – Oliver, Colin, e sabe-se lá mais quantos. Podai ser sua veia Slytherin, mas Harry gostou de quando ela empalideceu. – Não acredito que está dando ouvidos a essas fofocas! Me conhece há anos e ainda tem coragem de me acusar de te trair! Justo você que já me deixou de lado tantas vezes. – Por Merlin! Essa chantagem de novo não Ginny, e se por acaso ainda não se deu conta. O idiota que você podia manipular cresceu. Eu não estou dando ouvidos a fofocas sua imbecil, eu SEI que você adora pular nas camas de outros, e sabe por que temos que terminar? – Perguntou o moreno sem ligar para as lágrimas que começavam a escorrer pelo rosto da ruiva. – Temos que terminar minha querida promíscua porque eu sei deles há muito tempo e eu não ligo! Eu não te amo o suficiente para achar ruim ou ter ciúme de que você tenha tido vários amantes. Nosso relacionamento está tão acabado pra mim a ponto de eu ter ficado até agradecido porque assim eu não precisava passar muito tempo com você! Ginny não esperava por esse ataque tão frontal do namorado. – Isso foi cruel Harry. – Ela murmurou dando passos para trás, se afastando dele. O moreno sempre foi impulsivo e se arrependeu de ter dito tanta coisa, o problema era que ele estava muito tenso ultimamente. – Desculpe Ginny, não devia ter dito isso. – Não, é bom estar sendo honesto. Acho que eu realmente mereci ouvir essa, eu sou a vadia que dormiu com outros, claro que não conta o fato do meu namorado estar na droga de um treinamento que o mantinha recluso dez meses do ano! – Gritou a ruiva. – Já falamos disso da última vez, você tem mais ressentimento de mim do que quer admitir. A nossa relação acabou, temos que parar agora, antes que fique pior. – Pior do que ser largada como uma camisa usada que não serve mais, é isso que você quer dizer?– Ah Ginny... A discussão foi interrompida pela insígnia de Harry que voltou a brilhar. – E mesmo na hora de terminarmos, e pra já você tem algo importante pra fazer não é? Vai lá meu amor – Pontuou ela cheia de amargura. – Sabemos que tudo é mais importante que eu, sempre foi. – Não foi assim, mas se não quer acreditar nisso não posso fazer nada pra que mude de ideia. – Vai se arrepender disso Harry. Pelo sangue dos meus antepassados, juro que vai. – Ela disse pouco antes de desaparecer. Harry odiava terminar brigado com ela, realmente tinha carinho pela ruiva, mas a relação já não funcionava. Esperava que quando ela se acalmasse pudessem voltar a ser amigos, tinha muitas recordações boas dela e tinha esperança de que pudessem conviver bem. A última ameaça não o preocupava muito porque sabia melhor que ninguém o quão impetuosa ela podia ser. Apareceu-se na sala do Ministro que era quem o havia chamado e fez uma careta para o homem.– Meu expediente terminou sabia? Até os aurores precisam descansar de vez em quando.– Dormir é para quando não há loucos soltos pela Inglaterra Mágica meu caro. Lucius Malfoy deve acordar logo, quero que venha comigo interrogá-lo.– Por quê? A minha presença o deixa tenso, não sei se colocar essa serpente na defensiva vai ajudar. – Não o quero muito confiante, Malfoy se sente seguro na presença de Snape e...– Ah, eu sabia que esses dois tinham algo! – Exclamou Harry. – Creio que devo dizer aos seus tutores que não está rendendo o esperado Harry, ainda precisava de alguma confirmação? – Zombou o homem mais velho. – Ah, não seja chato, eu tinha percebido que os dois eram amantes, mas não é fácil interpretar os Slytherins, eles são mais fechados que ostras. – Eu sei, por isso é que preciso de você lá. Slytherins respeitam poder Harry, e não falo de poder político porque isso jamais incomodou Malfoy, o que preciso é de alguém que possa impor nele o mesmo medo que Voldemort. – Odeio quando me pede isso. – Disse Harry amargamente. – Eu sei. H♥D Severus estava esperando que Lucius acordasse já há alguns minutos. Encontrava-se sentando numa poltrona lendo um pergaminho antigo e havia deixado sobre a cama anotações e um livro, a pálida figura de Lucius descansava em sua cama com os cabelos soltos e um pijama que ele havia colocado depois de comer com Draco. Nem em sonhos deixaria outros olharem para aquele corpo, sorriu ante esse pensamento tão possessivo. – Onde está o meu filho? – A voz de Lucius soou clara, mas ainda estava mais fraca que o de costume. – No laboratório bagunçando minhas poções. Não sei por que o deixo entrar lá. – Porque o mima demais, e porque ele é um excelente pocionista claro. – Respondeu Lucius, amigavelmente demais para o gosto de Severus, devia haver algo errado. O loiro fez força para se sentar e sentiu tantas dores quanto depois de uma sessão de castigos com Voldemort. Ainda estava confuso, não se lembrava bem da tortura e da luta. – Lucius? Você está bem? – Claro que não imbecil. – O loiro resmungou. – Estou com dor até nas células. Bellatrix é uma demente mesmo depois de morta. – Disso não posso discordar. – Disse Severus pegando um copo de água e entregando ao loiro. Percebeu como Lucius tremia ao erguer o braço e sabia que o orgulho o impediria de pedir ajuda por isso sentou-se na cama e colocou o copo junto aos lábios do outro, que fulminou-o com o olhar. – Nem pensar te deixo derrubar isso na minha cama. – Não quero. – Teimou Lucius ferido em seu orgulho. – Não me obrigue a usar um imperius meu caro, sabe que eu faço sem pestanejar. Lucius entreabriu os lábios e o líquido fresco foi um bálsamo para sua garganta seca e dolorida. – Tenho que te dar uma poção para a garganta, deve tê-la irritado muito enquanto estava sob efeito da maldição. – Draco me viu? – Perguntou o loiro se recostando nos travesseiros e fazendo uma careta de dor. – Sim, mas se controlou bem, ele não é mais uma criança. – Eu sei, nosso garoto cresceu não é? – Perguntou o loiro num momento de condescendência com o outro. – E logo vai fazer de você um sogro, e depois avô. Preparado pra isso? – Implicou Severus. Lucius ignorou a dor e ergueu o braço só pelo prazer de esmurrar as costelas do outro. – Eu esqueci de mencionar que será o avô mais sexy do mundo mágico? – Murmurou Severus sedutor. – Não pode me comprar com elogios baratos traidor. Severus já estava mesmo achando fácil demais a reaproximação com Lucius. Estava cogitando as possibilidades de beijá-lo sem ocasionar uma luta que debilitaria mais o loiro quando as proteções da casa tremeram. Logo, a campainha tocava insistentemente. – Por Merlin e toda sua descendência, um dia vou arrancar os dedos desse Gryffindor mal-educado. – Como se não tivesse praticamente adotado esse descerebrado! – Reclamou Draco entrando no quarto. Sorriu ao ver o pai acordado e foi abraçá-lo. O olhar feroz que Lucius dirigiu ao moreno enquanto abraçava o filho o fez estremecer, o que passava pela cabeça loira era um enigma para Severus, mas o espião não tinha certeza se queria saber o que se passava. – Eles vêm para o interrogatório, se preparem. – Disse antes de sair ondeando sua capa atrás de si.
Draco sorriu indulgente.– Fico imaginando qual de vocês começou com essas entradas e saídas teatrais. – É claro que esse incompetente aprendeu isso comigo. – Declarou Lucius. – Ouça Draco, não importa o que aconteça agora, quero que se mantenha seguro, se eu for levado para aclarações fique com o traidor, ele pode te proteger do Ministério e do Potter caso seja necessário.– Não podem te prender pai, nós fomos atacados! – Exclamou Draco se pondo de pé e arrumando sua túnica. – Nunca se sabe, fique com Snape caso algo ocorra. Depois faça como combinamos e use uma das vias de escape, mas evite as casas só com proteções de sangue por causa da invocação impura e... Lucius parou de falar ao ouvir vozes e passos. Colocou-se muito reto na cama e passou os dedos pelos cabelos, ajeitando-os. Odiava deixar-se ver vulnerável, mas isso talvez jogasse a seu favor. Não demorou muito para que tanto o Ministro em pessoa quanto Percy Weasley e um escrivão entrassem no quarto logo depois de um sério Severus Snape ao lado de Harry Potter. Os homens encontraram Lucius sentado retamente na cama, com as costas apoiadas nos travesseiros e Draco elegantemente sentado na poltrona que havia conjurado justo ao lado do pai. – Vejo que está bem sr. Malfoy. – Tanto quanto alguém pode estar depois de ser atacado pela invocação da falecida esposa e de Bellatrix Lestrange. – Disse Lucius. – Qualquer poderia pensar que estava com saudades dos velhos tempos sr. Malfoy, afinal, essa movimentação em torno da sua família é no mínimo suspeita. – Pontuou Harry encostando-se à parede displicentemente, enquanto fixava seu olhar no loiro mais velho. – Garanto sr. Potter que não tenho a mínima vontade de reviver os “velhos tempos” como os chama. – Disse Lucius entredentes. – Então porque parece um imã para as supostos ataques de comensais foragidos e recentemente para invocações deles? – Pressionou Harry deixando um pouco de sua magia sair e tornar o ambiente pesado. – Porque somos os Malfoy, minha família sempre teve inimigos e na última guerra...– Não, estão atrás de mim. – Disse Draco parecendo surpreendido. Todos na sala o olharam surpresos. O jovem loiro deu de ombros. – Potter acabou de dizer, mas o imã não é meu pai, sou eu. Greyback na boate e as invocações de hoje estavam procurando por mim. – O loiro parecia estranhamente calmo para alguém que tinha acabado de ser dar conta de que era alvo de uma caçada envolvendo comensais foragidos e invocações impuras de parentes próximos. – E então jovem Malfoy, devo presumir que sabe o porquê disso? – Perguntou o Ministro olhando-o fixamente. Draco ergueu o queixo e respondeu:– Não, nem mesmo saí de casa no último ano por causa do perigo. Podem querer chantagear meu pai ou só me matar por algo relacionado à guerra, mas não sei exatamente o que querem. O Ministro arqueou uma sobrancelha e cruzou as mãos atrás das costas. – Quero que deponham sob efeito da veritaserum sobre o suposto ataque a Mansão Malfoy. Depois precisaremos que cedam suas recordações para análise. Harry não mudou a expressão do rosto, mas ficou impressionado com o pedido também. Enquanto Lucius e Severus tinham veias saltando de ira no pescoço e na testa, Draco apenas parecia derrotado e amargo.– Isso é uma das maiores ofensas que já ouvi na vida! – Gritou Severus. – Não vejo o motivo. – Disse Shacklebolt calmamente. – Está especificado na sentença dos dois e na lei pós-guerra que aqueles que foram marcados por Voldemort não podem negar-se aos interrogatórios que o Ministério achar necessários. Lucius rilhou os dentes ante mais essa humilhação. Jurou a si mesmo que veria Shacklebolt cair por suas mãos de seu pedestal. – Como o Ministro deseje. – Disse com a voz pingando veneno. – Espero que isso seja suficiente porque depois disso eu e meu filho estaremos nos mudando desse país. Harry dessa vez não pôde impedir-se de arregalar os olhos, Draco simplesmente assentiu em direção ao pai. – Temo que isso não seja possível sr. Malfoy. – Informou Percy com voz calma. – O Ministro restringiu a mobilidade de sua família como medida de segurança. Até que possamos descobrir quem e o que querem dos Malfoy os dois estarão sob a proteção do Ministério e da Ordem da Fênix. Harry poderia jurar que a veia do pescoço do loiro ia explodir. – Espero que sejam mais rápidos nisso do que foram combatendo Voldemort, odiaria ter que esperar anos para ter o prazer de me afastar da sociedade dourada de vocês. – Disse com voz cortante o patriarca. Shacklebolt não esperava por esse tipo de reação. Malfoy nunca tinha chegado nem perto disso, mesmo nos meses mais tensos em que ele era atacado na rua. – Tenho certeza de que será rápido, além disso, Voldemort não teria tido tanto êxito sem a ajuda de todos seus comensais, incluindo o senhor se não se esquece. – Retrucou. – E como poderia? Tenho certeza que o Ministério colocaria um guarda só para me lembrar do quão infame eu e minha linhagem somos. Shacklebolt odiava nunca poder quebrar o controle do homem ou seu orgulho, por isso, ordenou que trouxessem a poção da verdade e esmerou-se em arrancar cada detalhe do loiro da luta e fazê-lo repetir cada pessoa que tinha algo contra ele, coisa que levou horas. Harry sabia que era parte de seu trabalho, mas ainda sim, uma vozinha irritante ficava repetindo que era errado intimidar e atormentar Lucius Malfoy daquele jeito, afinal ele era a vítima, mas focou-se no interrogatório e logo passou a recalcular as possíveis ligações para resolver logo o caso. Não se surpreendeu quando Shacklebolt ditou que os dois loiros não poderiam voltar a Malfoy Manor até que fizessem maiores averiguações e que deveriam estar em locais seguros. Conteve um sorriso quando o Ministro disse que Snape cuidaria da segurança do mais velho e que Draco iria com ele para Grimmauld Place, que iria ser colocada novamente sob a proteção de um Fidelius. – Por que meu filho não pode ficar aqui? – Perguntou Lucius incomodado. – Porque como ele mesmo ressaltou, parece ser o alvo desses ataques e por isso será colocado sob a proteção do nosso melhor agente, na casa mais segura da Inglaterra, deveria estar agradecido. – Zombou o Ministro antes de retirar. Como havia saído o ex-auror não chegou a ver o olhar de fúria que o mais velho dos loiros lhe lançava, mas Harry sim e fez uma anotação mental para ficar de olho nos movimentos de Lucius. – Eu não quero morar com o Potter. – Reclamou Draco de mau-humor. – Que pena que não tem escolha, certo? – Provocou Harry. – Devo esperar que a jovem dama arrume seus baús? – Vamos ver quem é a jovem dama quando eu cruciar essa sua testa-rachada! – Explodiu o loiro olhando feio para Harry e sacando a varinha.– Isso soou a ameaça a um agente da lei, creio que poderia te mandar direto a Azkaban por isso. – Disse Harry fingindo estar pensativo com uma mão coçando o queixo. Snape revirou os olhos. – Por Merlin, é como se os dois nunca crescessem. – Reclamou. – Era assim o tempo todo em Hogwarts? – Perguntou Lucius surpreendido pela facilidade com que o filho perdia o controle ao discutir com o moreno. – Pior, são dois moleques mimados. – Explicou Snape. – Ei, parem de falar de mim como se não estivesse presente, é de péssimo gosto. – Reclamou o moreno. – De péssimo gosto Potter é um auror de alto gabarito não se comportar como deve diante de quem deve proteger. – Ralhou Snape. – É bom se lembrar que Draco é muito importante pra mim, não vai me irritar e provocar minha vingança não é? A voz sedosa de Snape era mais assustadora que os gritos, por isso Harry tratou de assentir vivamente. – Eu estava brincando, vou tratá-lo com luvas de pelica Severus. Palavra de herói. – Brincou. – Contanto que faça seu trabalho está bem Potter. – Concedeu Lucius. – Dizer obrigado não doí sabia? – Espetou Harry ao loiro. Lucius fez uma cara de ultraje que quase fez Harry sorrir, mas ele se conteve e acompanhou Draco enquanto esse ia empacotar suas roupas de novo num espaço de menos de 24 horas. H♥D Draco não se lembrava daquela casa apesar da mãe ter lhe dito sobre como era antiga e bonita. Sabia que tinha visitado os parentes ali quando ainda era muito pequeno, mas não se lembrava de nada disso. Fez uma careta para a decoração da sala, os móveis antigos e de boa qualidade eram pesados demais para seu gosto e a escolha do Gryffindor para as cortinas e os sofás era grotesca em sua opinião. – Seu elfo já deixou suas coisas no quarto. – Disse Harry descendo as escadas e achando graça no narizinho franzido de Draco para a sala. – Seu gosto para decoração é horrível, com certeza vou ter pesadelos nesse lugar. – E vou ter que ir te consolar a noite? – Perguntou Harry insinuante junto ao ouvido do outro. Draco arrepiou-se e estava pronto para se afastar do auror pervertido quando se lembrou do que o padrinho tinha dito. Ele era o Slytherin com ascendência veela, o moreno era a presa, não ele. Draco sorriu ante isso e se virou enlaçando o pescoço do moreno e deixando sua boca roçar na dele. – Não sei se você poderia me consolar Potter, sou muito mau acostumado. Harry olhava hipnotizado para aqueles olhos cinzentos, levantou as mãos para segurar o menor com mais facilidade, mas se surpreendeu com a rapidez com que ele desvencilhou-se e foi na direção das escadas. – Ei! – Ele exclamou sem reação.– O que foi Potty? Não consegue me acompanhar? – Riu Draco indo para seu quarto. Quando chegou a habitação antiga de Regulus com uma decoração vintage em verde e prata sorria. Talvez o padrinho tivesse razão, talvez ele pudesse realmente conquistar Harry Potter. H♥D Harry levou alguns segundos para perceber que Draco o estava provocando. Harry mal podia esperar para se concentrar em levar o loirinho para sua cama, mas antes do prazer ele tinha trabalho. Levou alguns minutos reestruturando as proteções da casa, restringiu aparições diretas e desconectou a rede Flu. Estava exausto pela jornada dupla e agradecia por ter folga no dia seguinte, ia ser divertido brincar com seu protegido. Terminou de arrumar as proteções e subiu ao segundo andar com a intenção de provocar mais o veela, mas quando entrou no quarto encontrou-o jogado na cama dormindo profundamente. Havia se esquecido do quão cansativo e traumático deveria ter sido os ataques pra ele. Harry não era filho de Narcisa e achava um horror que a tivessem usado dessa forma, para o loiro devia ser muito pior. Se aproximou da cama e afastou algumas mechas do cabelo claríssimo do rosto afilado e o loiro suspirou procurando uma posição melhor. Harry sacudiu a cabeça percebendo que ele não tinha nem se trocado ou usado as cobertas, apesar da tentação, disse a si mesmo que não podia tirar a roupa do outro sem autorização, por isso limitou-se desabotoar o colarinho e os punhos da camisa e tirar-lhe o cinto antes de enfiá-lo debaixo das cobertas. O desejo de entrar na cama e dormir abraçado ao loiro pegou-o de surpresa, mas sua mente o convenceu de que isso era normal já que Draco se via muito apetitoso e meigo dormindo. Saiu do quarto disposto a dormir uma noite inteira para variar.
Notas finais
Bom, foi isso, sei que não teve os momentos Harry Draco que tem muita gente pedindo, mas começa a festa no próximo! Sejam bonzinhos e deixem-me saber o que acharam do capítulo.
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