Notas iniciais
Olá, voltei rápido! Espero que aproveitem.
Ah, eu queria agradecer as pessoas que recomendaram a fic, sou meio distraída com isso e vi que já temos 3! Obrigada pelo carinho suas lindas! :D
Lucius sempre se orgulhou de ser uma serpente até a medula. Ele não era do tipo que esquecia uma ofensa, mas sempre soube arquitetar sua vingança com cuidado e paciência, fazia questão de aniquilar o inimigo e que ele soubesse o que o atingiu apesar de não poder contra-atacar. Ele havia feito Severus sair de Spinner's End, mas não planejava fazer da relação deles algo público tão prontamente, a história oficial era que ele estava tutelando Draco para tornar do herdeiro Malfoy um mestre pocionista, coisa que não distava muito da realidade, Severus era obsessivo com os estudos do afilhado. Coisa que ajudava nos planos de Lucius, já que ele deixou os dois estudando no laboratório da mansão para se encontrar com Augustus no restaurante em que já haviam jantando anteriormente.
- Boa-noite Lucius. Folgo em saber que os problemas com Lestrange já acabaram e que sua família já está segura novamente. – Disse o homem levantando-se para recebê-lo.
- Meu caro, sabe perfeitamente que os Malfoy nunca estão seguros. – Respondeu Lucius charmosamente sentando-se.
- Sim, mas agora o perigo voltou a ser o de sempre. – Ponderou o outro. – Devo presumir que seu devoto guarda-costas não virá me amaldiçoar durante o jantar?
Lucius arqueou uma aristocrática sobrancelha, interrogativo.
- Severus Snape não é um homem de meias palavras. Veio me dizer que eu deveria... como foi mesmo? – Augustus fingiu recordar. – Oh sim, foi algo como: “mantenha suas mãos longe do Lucius e seu pênis dentro das calças a menos que queira descobrir o que aprendi sendo comensal e mão direita do Lorde Tenebroso”.
— Ele sempre foi bastante eloquente. – Disse Lucius aparentando calma, mas por dentro estava experimentando um misto de excitação pela possessividade do amante e revolta pelo atrevimento dele.
- Devo presumir então que vocês realmente tem uma relação?
- Deve se ater ao fato de que não quer Severus Snape como inimigo e deixar o assunto por aqui. – Asseverou Lucius.
- Tem razão, como sempre. – Admitiu Augustus, era um homem que sabia até onde pressionar. – Mas e nossa associação política?
- Meu caro, o que Severus te disse não tem nenhuma relação com nossas articulações. Não pense que ele toma decisões por mim, muito pelo contrário.
- Eu já sabia, mas pensei que depois do episódio com Rabastan gostaria de algo de sossego.
- Não, sabe que nasci para a tormenta meu caro. Estou mais decidido que nunca a derrubar esse governo e mostrar a sociedade mágica que não podem desprezar os sangue-puro dessa maneira.
- E como faremos isso meu caro? – Perguntou Augustus empolgado com a resolução de Lucius.
O loiro sorriu e deu um gole no vinho que o garçom havia servido antes e começou a explicar seus planos.
H♥D
Harry já havia pensado num encontro especial para Draco, aproveitaria seus dias de folga na Central para sair com o loiro. Draco o havia convencido a levar Teddy para Malfoy Manor todos os dias de manhã e ir para lá depois do trabalho, mas como tinha sido dispensado das funções no dia anterior, aproveitou para passar o dia com os dois. Só não contava com o fato de que Snape lhe roubasse o veela para massacrar Draco com estudos e mais estudos sobre poções. Ele e Teddy estavam na sala brincando com blocos quando Lucius atravessou a lareira elegantemente.
- Boa-tarde Potter. Vejo que está bem à vontade já.
Harry não resistiu e mostrou a língua para o loiro aristocrático.
- Não seja malcriado rapaz.
- Mas é sempre você que começa. – Reclamou Harry enquanto via seu afilhado correr para a figura do loiro.
- Olá bebê bonito, seu padrinho imprestável está cuidando direito de você? – Perguntou Lucius ao pegar Teddy no colo.
- Não diga essas coisas pra ele. – Pediu Harry.
Lucius bufou e colocou o bebê risonho no chão.
- Draco e Severus ainda não saíram do laboratório?
- Não, pensei que ia poder ficar mais com ele esses dias de folga, mas Snape me roubou o namorado.
- Ele quer que Draco seja especialista em poções já que não pode ser medimago infantil como queria.
- Nem mesmo se estudar fora? Quer dizer... na França ou nos Estados Unidos o aceitariam não é?
- Sim, mas ele não quis ir quando fiz essa proposta, diz que não poderia exercer depois de formado e que seu lugar era aqui. Os Malfoy vivem há muitos séculos nesse local, sair daqui seria como recusar a magia ancestral que nos protege.
Harry estranhou a paciência do homem em explicar certas nuances dessa lealdade ao sangue e a ancestralidade de um nome. Viu-o sentar na mesma poltrona de pele de dragão que já tinha percebido ser a preferida dele e perguntou:
- Então não vai mesmo sair do país como disse ao Ministro?
Lucius sorriu malicioso.
- Não acha mesmo que vou responder isso ao menino dourado do Shacklebolt, acha?
- Acho que já deve começar a me ver como o namorado do Draco, sabe? Não gostaria de ter que ir para o continente cada vez que quiser ver ele.
- Posso te dizer Potter, que por enquanto meus planos são outros, mas que envolvem certa movimentação no exterior. Mas não precisa ficar preocupado, não vou levar o meu filho para a Rússia.
- Fico mais tranquilo com isso. – Disse Harry enquanto impedia que Teddy colocasse um enfeite aparentemente caro na boca.
- Isso se resolve com um feitiço Potter. – Explicou Lucius sacando a varinha e murmurando um feitiço que fez com que os enfeites não pudessem ser retirados pelo pequeno.
Teddy fez beicinho e ficou com os cabelos vermelhos enquanto tentava em vão tirar a pequena peça de porcelana da mesinha.
- Ele vai chorar. – Previu Harry.
- Ele tem que aprender, dê outro brinquedo e diga que os enfeites não são pra ele.
Harry seguiu as indicações do mais velho e Teddy continuou emburrado apesar de ter desistido de pegar os enfeites.
- Deu certo. – Harry comemorou.
- Draco era muito mimado, mas eu e Narcisa tentávamos ser firmes.
- Coisa que nunca deu muito certo não é papai? – A voz divertida do loiro chegou aos dois.
Lucius sorriu para o filho e deu de ombros.
- Não pode me acusar de não ter tentado.
- Sim, mas o meu menino bonito é muito mais comportado que eu, não é Teddy? – Perguntou Draco pegando o menino emburrado no colo.
- Ah Draco, não pode ficar mimando o Teddy, a avó dele é muito estrita, depois é ele quem vai sofrer quando voltar com ela. – Disse Harry.
A reação do veela foi apertar o bebê mais forte junto ao peito.
- Não precisa ficar me dizendo essas coisas seu insensível. – Choramingou Draco saindo da sala.
- Pelas bolas de Merlin! Eu não disse pra chatear ele, mas em algum momento ele vai ter que se afastar do Teddy... que problema. – Lamentou Harry.
- Suponho que a avó do menino não saiba que ele passa os dias aqui sendo cuidado pelo Draco.
- Não, eu omiti essa parte do relato, não leve a mal, mas Andrômeda tem um certo rancor pela sua família.
- Era de se esperar, ela e Narcisa brigaram seriamente quando ela fugiu para se casar com aquele trouxa.
- Eu já imaginava, mas vou ter que tirar meu lado de serpente para passear se quiser que ela deixe o Draco continuar vendo o Teddy. – Refletiu o mais jovem.
- E desde quando o garoto-dourado tem um lado de serpente? – Escarneceu Lucius.
- Meu caro sogro, não pensa realmente que eu vou revelar meus segredos ao lado inimigo, não é? – Provocou Harry.
Lucius arqueou uma sobrancelha, depreciativo.
- Não seja atrevido, não sou seu sogro.
- Questão de tempo... vou poder te chamar de papai? – Continuou provocando o moreno.
Para a sorte de Harry ele tinha reflexos muito bons, já que pôde esquivar da maldição que o mais velho lançou em sua direção, e ele tinha certeza que não tinha algo bom.
- Olha o perigo sogrinho, ainda sou um auror, não pode ficar me atacando. Vou relevar porque não é todo dia que um homem fica sabendo que perderá o filho para um casamento eminente.
Lucius apertou os lábios, furioso com a irreverência do escolhido do filho. Não gostava nem um pouco de ser lembrado que em breve o filho estaria casando e saindo debaixo de suas “protetoras asas”, por assim dizer.
- Não sei de onde tirou essa história de casamento eminente, testa-rachada, estou bravo com você e ainda nem me levou pra sair. – Disse Draco voltando a sala com Teddy, que por sua vez bebia suco de abóbora numa canequinha em formato de dragão.
Harry revirou os olhos.
- Nosso encontro está preparado seu manhoso, sairemos amanhã a noite ok?
- Pensarei no seu caso Potty... não sei se quero sair com um insensível.
Harry ia retrucar e externar sua irritação quando Lucius deu-lhe um nada suave golpe na cabeça com seu inseparável bastão de serpente.
- Auch! Isso doeu!
- Não seja um brutamontes Potter, ele está sensível por causa do menino. – Sussurrou Lucius irritado.
- Oh... eu... ah... ok, sou meio impaciente. – Reconheceu Harry incomodado.
- Começo a duvidar da sua capacidade para cuidar do meu filho.
- Ei vocês dois, o que estão cochichando ai? – Perguntou Draco olhando desconfiado para o pai e Harry.
- Sobre como sou imbecil claro! – Disse Harry sorrindo. – Eu tenho que ir terminar de ultimar os detalhes do nosso encontro, nos vemos no jantar.
Draco suprimiu um sorriso ao ganhar um beijinho rápido nos lábios antes de ver o moreno sumindo na lareira.
- Acha mesmo que ele vai me levar para o mundo trouxa? – Perguntou Draco para o pai.
- Aposto minha varinha nisso. – Retrucou Lucius. – Agora que seu padrinho já te liberou dos estudos, o que acha de irmos até as os jardins e mostrar os pavões ao nosso pequeno loiro?
Tanto Lucius quanto Draco ficavam envaidecidos pelo fato do pequeno mudar a cor dos cabelos para loiro quando estavam por perto. E sorrindo foram para os jardins, onde Teddy se divertiu bastante correndo atrás dos pavões albino de Lucius.
H♥D
Harry nunca se sentiu criativo para encontros, a verdade era que Ginny sempre o arrastava para os restaurantes e eventos para os quais queria ir e ele fingia não estar morto de tédio. Por isso, essa história do loiro ter pedido um encontro o deixou nervoso, e claro que ele saiu da mansão não tinha ideia nenhuma de onde levar o loiro, só sabia que não poderia ser no mundo mágico. E quando Harry precisa de ideias e iluminação ele recorre a Hermione, claro. Por isso ele foi diretamente ao escritório dela no Ministério, entrou sem problemas já que a secretária não estava por lá e encontrou a amiga afundada entre pergaminhos.
- Mione... – Chamou com voz inocente.
A mulher do trio de ouro olhou-o já desconfiada.
- Oi Harry, pensei que iria estar com o Teddy na sua folga, como ele está? – Começou ela.
- Ele está um pouquinho mimado. – Contou Harry distraidamente.
- Oh sim? E quem o está mimando já que você andou bem ocupado nos últimos dias?
- O Draco claro, eles... – Harry sempre percebia tarde demais que Hermione o estava conduzindo a contar tudo fingindo que estava concentrada na leitura.
- Draco Malfoy? Seu protegido que já voltou a Malfoy Manor? Deixou um antigo comensal cuidar do seu afilhado? – Ela perguntou ferina.
- Por que está sendo toda hostil? – Perguntou Harry sério, entrando na defensiva.
- Você ainda pergunta por quê?! – Ela explodiu. – Eu te pedi, eu te avisei pra não fazer escolhas estúpidas, mas você nunca escuta.
- O que quer dizer exatamente? Odeio quando me vem com enigmas e depois diz que são conselhos.
Hermione respirou fundo um par de vezes.
- Eu te disse na sua casa quando o Ministério o colocou sob sua proteção. Algumas escolhas, como se deixar levar por um rosto bonito e dar as costas aos seus amigos, a sua família, não são perdoáveis. Qual a parte disso foi difícil de entender?
- A parte em que você é supostamente inteligente, e sabe que eu não me deixo levar por um rosto bonito ou Merlin sabe que eu teria feito a festa com a legião de fãs que anda atrás de mim!
- O que estou tentando dizer é que está deixando o maldito Malfoy te seduzir! Ele é bonito, até eu tenho que admitir, mas existem outros magos tão bonitos quanto ele e mais adequados pra você!
Harry sentiu como se tivesse levado um soco na boca do estômago, mas havia convivo com serpentes o suficiente para saber que não deveria acusar o golpe recebido, por isso sorriu.
- Ah, quer dizer que se eu quero ter um romance com alguém tem que respeitar os novos padrões da sociedade, certo? Então, não pode ser sangue-puro, não pode ser um slytherin... poxa vida Hermione, vai ter que me fazer uma lista mais detalhada.
A aludida respirou fundo e viu que havia ido longe demais.
- Não estou dizendo que eles são inferiores ou algo do tipo, não sou desse jeito. – Harry soltou um sopro descrente que a magoou. – Não sou preconceituosa!
- Sim você é, só tem que reconhecer! E quer saber? Eu estou mesmo com Draco Malfoy, ele é bonito, interessante, e ao contrário da maior parte dos que dizem que gostam de mim, ele sim me vê apenas como “Harry” e não como o herói do mundo mágico! – Gritou Harry irritado.
- Não seja tolo Harry, ele é um slytherin ardiloso, deve estar querendo te usar para reestabelecer a imagem dos Malfoy! Até te fez terminar com a Ginny pelo amor de Merlin!
- Eu não terminei com a Ginny por causa do Draco sua idiota! Pergunte a sua amiga e protegida quantos amantes ela teve enquanto eu suava sangue no meu treinamento, ou melhor ainda, não pergunte! Não é da sua maldita conta! Se até a Ginny entendeu que não vamos ficar juntos engula isso você também!
Harry saiu da sala batendo a porta com toda a força deixando Hermione aturdida com a violência com que tinha defendido Draco e essa relação tão recente.
- Essa maldita serpente está conseguindo enganar o Harry direitinho. – Lamentou.
H♥D
Harry estava muito bravo para ir para casa, de certeza Draco perceberia e iria ficar mais triste ainda, por isso resolveu ir até o hospital visitar Andrômeda para saber como ela ia.
- Olá, já está melhor? – Perguntou ao entrar e ver a mulher sentada na cama lendo um livro.
- Sim, já consigo me levantar sozinha e dar alguns passos, mas ainda tenho muita terapia para fazer. – Suspirou. – E meu neto?
- Quero mesmo falar sobre isso... eu sou o herdeiro Black, da família principal.
- Sim, eu sei. – Andrômeda revirou os olhos.
- Então eu sei que Narcisa era parte veela.
- E o que tem isso? – Incitou a mais velha, curiosa.
- Então eu deduzi que pelas características Draco Malfoy herdou poderes desse ramo da família, era por isso que Rabastan o queria também... o doente era obcecado com a ideia de escravizar um veela.
- Bellatrix pode ter algo a ver com isso, ela sempre acreditou que a submissão de um veela era algo que marcava um mago com grande poder, quando não se trata do escolhido do veela quebrar a vontade dele e forçar a união física com outro mago é como lutar e dominar magia essencial... na teoria é algo bonito.
- Os métodos que ele disse que usaria me deixaram doente. – Desabafou Harry.
- Muitos deles vindos da Idade Média, os bruxos desprezavam os trouxas e separaram os mundos, mas antes aprenderam que a dor física é excelente para quebrantar o espirito. Mas o que tudo isso tem a ver com a minha pergunta sobre Teddy?
- Oh... é que por causa da confusão com Rabastan eu tive que cuidar do Malfoy. Ele ficou em Grimmauld Place. Ele estava lá quando levei o Teddy e...
- O deixou perto do meu neto?! Sabe perfeitamente como essa gente trata os mestiços! Não acredito que foi tão irresponsável Harry Potter.
- O quê?! Não, ele não tratou o Teddy mal, por Merlin! Na verdade... o problema é que ele o mima demais.
Andrômeda era uma slytherin e uma Black acima de tudo, mas nem ela pôde esconder a surpresa ante tal revelação.
- Tem certeza de que estamos falando do filho de Lucius Malfoy? – Duvidou a mais velha.
- O próprio! Teddy me trocou por aquele loiro desabrido. – Choramingou Harry fazendo charme. – Severus diz que tem a ver com o fato de ele ser veela, as crianças se sentem bem ao redor dele.
- Sim, mas Harry... não pode dizer isso para as pessoas, Lucius Malfoy poderia machucar o rapaz.
Harry arregalou os olhos.
- Malfoy? Por quê?
- Os Malfoy são puristas Harry, pelo que sei Narcisa escondia que era parte veela.
- Não, ele sabia disso antes de se casar, ele treinou o filho para dominar a parte veela. Por que achava isso?
- Eram os boatos que corriam na família, Sirius e eu não éramos exatamente informados sobre tudo. – Informou distraidamente.
- Ah, entendo, mas eles não são tão ruins sabe? E o Draco gosta muito de cuidar do Teddy... ele até muda o cabelo pra loiro quando está sendo cuidado por ele.
- Draco? – A mais velha alçou uma sobrancelha, suspicaz. – Harry, está se deixando seduzir pelos poderes do rapaz? Veelas podem ser muito traiçoeiros, mas eles não se deixam tocar se não for pelo parceiro... os machuca.
- Eu sei, e não, ele não usa os poderes em mim. – Harry se permitiu sorrir um pouco. – Ele nem precisa.
Andrômeda arregalou os olhos.
- E Ginny?
- Eu e ela terminamos e antes que comece a ladainha, não, não foi por causa do Draco.
- Oh não, eu já me perguntava até quando você ia levar essa farsa de relacionamento adiante.
- Como é?!
- Não sou uma tola ou cega de amor pela moça como a maior parte dos seus amigos. Eu via como ela te tratava, ela nunca via você, mas o herói. Ginny ama o menino-que-viveu e não a Harry Potter.
- Eu sei, mas por que só nós vemos isso?
A mulher deu de ombros.
- É a família dela, eles não vão te dar razão nisso, é normal.
- Eu sei, até mesmo a Hermione me vê como alguém que deve satisfações a sociedade.
- Ah.. brigaram não é?
- Sim, ela surtou por causa do Draco... e agora não sei onde levá-lo para nosso encontro. – Voltou a choramingar Harry.
Andrômeda revirou os olhos.
- Escolha um restaurante e assunto encerrado.
- Não pode ser assim simples, ele é um Malfoy... e eu queria fazer algo especial.
- Entendo, mas não pode sair com ele pelo Beco Diagonal, vai ser uma confusão dos infernos.
- Eu sei, pensei em algo no mundo trouxa, mas queria ajuda da Hermione e agora estou bravo com ela. – Reclamou o menor.
Andrômeda ainda tinha muitas desconfianças para com os Malfoy, mas a lembrança de sua irmã caçula ainda a alentava, e achou que devia a ela dar uma chance a seu descendente.
- Posso ter um par de ideias, mas não vai ser barato...
- Sou rico mesmo! – Harry deu de ombros, sorrindo.
H♥D
Era duro engolir o orgulho e reconhecer que havia perdido, mas Ginny podia ser acusada de muitas coisas, menos de ser burra, sabia que seu relacionamento com Harry não tinha volta. Sua dor ao ser rejeitada se transformou em raiva com o passar dos dias, ela não tinha o amor de seu grande ídolo e herói, mas com certeza não deixaria tudo passar em branco. Estava voando há horas pensando numa maneira de se vingar... e por Merlin, ela iria conseguir feri-lo onde doesse mais se suas suspeitas estivessem corretas.
Um sorriso sádico surgiu no rosto bonito da ruiva enquanto se preparava para aterrissar, iria se vingar do desplante de Harry e o faria com estilo.
H♥D
Conforme prometido Andrômeda ajudou Harry a programar o encontro com Draco, coisa que deixou o moreno muito feliz, porque ele jamais poderia ter pensado em tantos detalhes sozinho. Passou a tarde toda organizando as coisas e na hora do jantar foi buscar Teddy em Malfoy Manor e claro, Draco não queria entregar o bebê.
- Vai trazê-lo amanhã de manhã de qualquer jeito, pra que quer levá-lo agora? – Protestou o loiro com um biquinho.
- Gosto que o Teddy durma em casa Draco. Vou levá-lo pra ver a avó amanhã de manhã enquanto você estuda com seu padrinho.
Os três, Harry, Severus e Lucius odiaram ver como o menor murchava.
- Mas...
- Vamos lá Draco, serão só algumas horas ok? Além disso, estou tentando convencer sua tia de que você é um bom menino, por isso...
- Bom menino?! Pelas bolas de Merlin Potter, Andrômeda é uma slytherin taimada, não vai cair nessa. – Pontuou Severus.
- Bem, eu não disse que ele era bonzinho, só que gostava do Teddy.
- E ela? – Perguntou Draco ansioso.
- Está menos irritada e mais propensa a desconfiança, mas é uma coisa boa.
Draco sorriu e passou os braços pelo pescoço do moreno.
- E vai deixa-lo dormir aqui? Ele já está tão cansadinho, começou a cochilar assim que tomou banho....
Harry parecia hipnotizado pelos olhos cinzas e brilhantes de Draco, mais ainda pela proximidade dos lábios rosados e cheios.
- Claro meu veela bonito... tudo o que você quiser.
Draco sorriu vitorioso e deixou-se beijar pelo moreno, gemendo quando Harry segurou fortemente sua cintura e deslizou a língua para dentro da sua boca.
- Devemos deixa-los constrangidos e lembrar que ainda estamos na sala? – Perguntou Severus meio divertido e meio enfadado.
- Agora não, deixe-os aproveitarem. – Respondeu Lucius puxando Severus pela mão para fora da sala.
Notas finais
Eu sei, mais um capítulo de ligação, mas eu tinha que começar a dar problemas aos dois. Eu já tinha dito anteriormente que não gosto de sair colocando lemon a torto e a direito sem estar bem feito dentro do enredo... mas calma, que no próximo teremos ação!
E claro... deixem seus comentários!
Beijos.
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