Destino.

59 Uma segunda - e fracassada - chance ao amor.


Notas iniciais
Capitulo longo, haha ' Tive trabalho, então quero ser recompensada com os reviews - lindos - de vocês. xD

Daniel narrando:

Senti um forte aperto no coração quando vi o rostinho de Juliana, ela estava triste, olhava para baixo, talvez tentando desviar o olhar.

- Mas, porque? — Ela perguntou. Eu sabia que ela não aceitaria tão fácil, nem eu mesmo queria aceitar, mas essa era a unica escolha. — Acabou de dizer que me amava.

- Eu te amo, por isso estou terminando tudo. — Afirmei.

- Você não pode! — Ela deu um soco leve no meu peito, segurei suas duas mãos... O calor foi aumentando.

- Eu posso, me desculpe.

- O que houve com você? Porque depois que você chegou do escritório do Demétrius, você apareceu todo machucado... grosseiro como antes... e ainda quer terminar... — Ela fez uma pausa, parecia entender aos poucos. — Ele... o que ele fez com você?

Suspirei, agora não tinha como mentir.

- Eu não cai da escada. — Afirmei, ela me olhou confusa. Resolvi continuar. — Quando ele me chamou, ele... me torturou, todas essas marcas e ematomas foram por culpa dele.

- Ai, meu amor... — Ela tocou no meu rosto. E aproximou nossos lábios. — Você tá todo dodói.

Obrigatóriamente, me afastei, tirando sua mão.

- Não me chame assim... — Pedi. Ela assentiu, triste. Continuei. — Eu só consegui sair de lá quando apontei a arma para ele... estava em tempo de desmaiar.

Ela ouvia, ainda de cabeça baixa.

- Eu disse a ele que estamos juntos. — Afirmei, ela levantou a cabeça e deu um sorrisinho amarelo. — Quer dizer, estavamos. — Corrigi, ela se calou. — Então... ele me torturou ainda mais, e disse que faria o nosso relacionamento um inferno, se eu não terminasse com você.

- Então você vai obedecer ele... Só por causa de uma ameaça, vai deixar o nosso amor de lado?

- Não. Eu não estou obedecendo ele, estou terminando por livre e estontânea vontade. Não quero que você sofra mais do que já sofre nesse lugar.

- Mas, se você terminar aí é que eu vou sofrer mais. — Uma lágrima caiu.

- Me desculpe, não adianta chorar, ou teimar.

- Seu egoista!

- Não sou, eu só estou pensando em você. Viu o que ele fez comigo, ele disse que faria o mesmo com você.

- M-mas porque ele quer fazer mal à nos?

Toquei em seu rosto delicadamente, nos aproximamos. Encostamos os narizes, com a pontinha do dedo indicador, eu encostei em seus lábios. Delicadamente.

- Já viu a garota linda que você é? — Perguntei sorrindo.

- Sei... sou apenas uma criminosa viciada em tentar tirar a própria vida. — Reclamou. — Mas o que isso tem a ver?

Suspirei. Eu realmente não queria falar isso a ela. Não sei quais problemas isso iria causar, mas ela tinha o direito de saber.

- Ele está apaixonado por você. — Senti um arrepio ao dizer aquilo.

Ela ficou pensativa, sem dizer mais nada.

- Eu preciso terminar com você. — Voltei ao assunto anterior.

- Para quê? Só pra deixar o patrão feliz?

- Entenda, eu vou passar o resto da minha morte aqui, nesse lugar. Enquanto a você, você vai sair daqui em menos de dois meses... Eu vou sofrer aqui, por toda a eternidade. Então eu não quero que você sofra também. Porque se eu ver você sofrendo, obviamente vou sofrer, e então nós dois sofreremos.

- A c-cul-pa é m-minha, e-eu... eu n-não devia ter ma-andado você dizer que es-stavamos ju-ntos. — Ela comentou, soluçando.

- Não é culpa sua. — Sussurrei, passou uns segundos, respirei fundo, tentando tomar fôlego. — Desculpe, mas não dá mais.

Ela olhou para baixo, mas assentiu. Finalmente entendeu que não poderiamos prosseguir com isso, porém, fiquei triste... afinal, ela pareceu concordar tão rápido.

Ela levantou o rosto, e olhou para mim... seus olhos amendoados estavam cheios de lágrimas me fitavam.

- Me beija. — Pediu, docemente. — O último, por favor.

- Te beijo. — Aceitei. Sabendo que eu queria isso tanto quanto ela. Segurei seus cabelos lisos, e me aproximei, encostei nossos narizes, e então...

- Voltei. — A enfermeira abriu a porta. Nos separamos rapidamente, ambos corados. — Ainda está ai Daniel? — Perguntou, a encarei feio. Ela atrapalhou nosso último beijo.

- Estou, e já vou. — Me levantei da cama onde estava sentado. — Venha. — Chamei Juliana, ela assentiu, triste.

Passavamos pelos corredores, eu andava na frente, apressado. Enquanto Juliana dava passos lentos, atrás de mim.

- Daniel. — Ela me chamou, senti seu tom de voz triste. Me virei.

- Que foi?

Ela apontou para o chão, segui seu dedo com os olhos e vi que minhas chaves estavam caidas ali, bem que eu percebi que deixei algo cair do meu cinto.

- Ahh... obrigado. — Respondi naturalmente.

Nós dois nos abaixamos para pegar ao mesmo tempo. Nossas mãos se uniram sem querer. Que estranho, minhas chaves não são de cair do meu cinto, parece até que as estrelas queriam que isso acontecesse, apenas para segurarmos a mão um do outro ''sem intensão''

Nos encaramos, perdidos no olhar um do outro. Eu fitava aqueles olhos castanhos melancólicos quando percebi a nossa aproximação.

Hesitante, segurei seu queixo, e então uni nossos lábios para um selinho.

Me sentei no chão, ainda a beijando. Puxei a garota para mais perto de mim, era um beijo triste, eu conseguia sentir isso, por ambas as partes.

Paramos ao mesmo tempo, e encaramos um ao outro.

- Porque? — Foi a única palavra que ela conseguiu dizer. A garota parecia confusa, e seu rosto estava levemente vermelho.

'' Porque eu te amo. '' - Essa seria a resposta.

- Desculpe. — Falei, me levantando.

- Olha, está na cara que nenhum de nós queremos terminar. — Ela disse tudo de uma vez, me encarando. — Não é?

- É. — Suspirei. — Vamos dar uma segunda chance ao nosso amor.

Sorrimos ao mesmo tempo, me abaixei novamente, e peguei as chaves, agradecendo em pensamento por ela ter caido. Afinal, se não fosse isso, ainda estariamos separados.

Fomos andando pelos corredores, estavamos calados, mas felizes.

Porém, minha felicidade acabou quando vi alguém se materializar na nossa frente.

- Olá pombinhos. — Falou Demétrius, levemente irritado.

- Oi. — Falei com medo, Julie não respondeu. Apenas olhou para baixo, talvez lembrando do que eu falei sobre meu chefe, que ele estava... apaixonado. — O que quer conosco? — Perguntei, sem paciência.

Ele se aproximou da garota, que encolhei os ombros e o encarou de um jeito forçado e timído.

- Olá Juliana. — Segurou seu queixo, e logo depois passou a mão para a nuca da garota.

- Licença. — Pedi, separando os dois, ela me abraçou. — O que veio fazer aqui? — Repiti a pergunta.

- Cala a boca. — Ele rosnou, resolvi me calar antes que ele se irritasse ainda mais. — Eu estava mesmo a proucura dos dois.

Eu e ela assentimos, ainda amedrontados.

- Eu vim aqui falar sobre a nova regra.

- Que regra senhor?

- Uma regra especial para vocês dois. — Forçou um sorriso.

Suspirei, eu sabia que essas regras estúpidas só iriam piorar as coisas.

Nos calamos, e então ele continuou.

- Já que são namorados, eu aceito isso. — Quase sorri com aquela frase. — Mas, ainda vão me obedecer em muitas coisas. — O encarei feio, ele não pode mandar no meu relacionamento, ou pode? — Se querem trocar saliva, vão fazer isso no pátio. Apenas por dez minutos, ou melhor, por cinco. Cinco minutos basta. Não quero abraços, ou apelidinhos amorosos. — Fez uma careta, continuamos a ouvir. — Não quero nenhum carinho em público, e nem em particular. E amanhã mesmo eu vou mandar instalarem umas câmeras de segurança na cela da Spinelli. Não terão privacidade.

- Não! Não vou aceitar isso! — Me impus.

Ele me encarou.

- COMO DISSE? — Gritou, se aproximando.

- A-ah... o que vai acontecer se não aceitarmos? — Perguntei, com a voz mais mança

- Essa será a melhor parte, você será demitido e ela vai ficar aqui, comigo. Sofrendo. — Sorriu. — Espero que me obedecam. Pombinhos. — Sorriu diabolicamente, e depois sumiu, nos deixando sozinhos.

- Daniel... — Ela sussurrou. Triste.

- Vamos... — Segurei seu braço e a coloquei na cela, a ignorando. Eu estava muito ocupado com os meus pensamentos.

Me sentei no chão, ao lado de Julie. Ela segurava minha mão e a alisava com carinho, me deixando um pouco mais calmo. Vi pelo seu rostinho que ela estava triste com as regras, mas não podiamos fazer nada contra aquilo. Se queremos continuar juntos, teremos que obedecer.

Mas vai ser muito pior: Por causa disso vão instalar câmeras, não podemos ter mais intimidade... nem ao menos nos beijar.

- Acho que enquanto essas grades nos separarem... não podemos ficar juntos. — Falei, agora encarando tristimente a garota.

Ela não concordou.

- Não quer lutar por mim? — Perguntou ela.

Aos poucos fui soltando minha mão da dela, me levantei, e me sentei no banquinho, um pouco afastado.

- Já estou lutando, por isso que eu digo. Acabou.

Notas finais
E então?
Reviews s2.