Destino.
81 The camp part 3: Nem tudo é o que parece.
Notas iniciais
Julie narrando:
Me levantei, nem olhei para Daniel. Eu estava ansiosa para fazer o teste de gravidez, eu e ele caprichamos ontem a noite. Peguei o teste que estava em cima de uma mesinha de madeira. Olhei para o teste, e suspirei.
Entrei no banheiro e fiz tudo direitinho.
– Negativo? — Encarei o resultado decpcionada.
'' Mas pelo menos consegui uma noite com ele. '' – Sorri com aquele pensamento.
– Amor, o resultado deu... — Reparei bem o seu rosto, ele ainda dormia. — DANIEL! — Gritei desesperada.
Apoiei meus joelhos no colchão, ainda sem acreditar no que via. Ele estava cheio de marcas de baton, baton bem vermelho. Que marcava seu pescoço, queixo, um pouco de sua camiseta branca e até mesmo o cantinho da sua boca.
'' Ele me traiu. '' – Começei a desabar em lágrimas. Agora que eu estou me lembrando. Ontem a noite eu chamei o seu nome, e ele não estava.
Resolvi deixa-lo dormir, tentei chorar em silêncio. Vesti minha roupa e joguei sua blusa no chão. Inojada. Passei uns minutos tentando encontrar as chaves da porta, fazia o minimo de barulho, afinal,eu não queria ouvir a sua voz.
Consegui sair daquela cabana, soluçando. Fechei a porta e encarei as grandes arvores e milhares de trilhas a minha frente. Não sabia para onde eu iria agora.
Fome, Decpção e Tristeza: Era o que eu sentia.
Não importa mais o que ele irá pensar, não tenho mais motivos para viver. Eu já quase não tinha, minha familia está destruida. Até hoje Martim e Félix não encontraram um guitarrista para a banda. Não vejo mais a minha amiga, minha mãe morreu. E para completar a minha vida, fui traida.
'' Agora a única solução seria a morte. '' – Corri feito uma louca, não queria saber de mais nada.
Cheguei na grande ponte, olhei para a linda paisagem a minha frente. Me apoei na grade grossa, e fitei o lago. A água gelada não me empedia de continuar.
Me debruçei. Abri os braços. Eu não sei nadar, pelo menos isso é bom. O lago é fundo, e há correnteza.
Deixei a última lágrima cair, ia me jogar. Quando alguém me segurou.
– O que está fazendo? — Perguntou Demétrius, segurando o meu braço e me tirando as grades. — Garota, você não sabe o quanto proucuramos por você! — Berrou.
– Me larga. — Me soltei, e dei uns passinhos para trás. — A partir de hoje não vou dar mais trabalho. Quero acabar com a minha vida.
Ele sorriu com a proposta.
– Mas você ia se jogar aqui? Assim não tem graça.
– V-o-cê é m-ui-to c-ru-el. — Falei, soluçando.
– Vou fazer um joguinho contigo. Topa?
– U-uhum. — Nesse momento eu não sabia o que pensava ou falava, eu apenas queria acabar com tudo.
Ele segurou meu braço, e então nos perdemos na mata.
##
– Eu não quero mais! — Gritei.
– Agora já é tarde. — Ele amarrou meus braços e pernas com uma corda grossa, e me prendeu em uma árvore grande, no centro do acampamento. — Dizem que os animais adoram carne humana.
– Me solta! — Pedi. — Eu não quero mais! Me tire daqui. — Me rebatia, mas nada adiantava.
Ele sumiu em questão de segundos, me deixando amarrada naquele lugar.
E o pior é que eu estava bem afastada de todos, escondida no meio das árvores. Agora nem mesmo o Daniel vai conseguir me encontrar.
Começei a ouvir barulhos pela mata, foi ai que eu me desesperei, tentei não fazer barulho para não atrair os animais. Minha barriga roncava, me sentia fraca. Fraca mentalmente e fisicamente. Me sentia acabada. Minha maior fonte de alegria acabou.
Ouvi mais barulhos.
– Quem está ai? — Ninguém me respondeu.
Os barulhos se aproximavam, me deixando nervosa.
– Socorro...
E então... derrepente... surgiu um miquinho, inofencivo e indefeso, me olhava mexendo o narizinho.
– Ahh, obrigado amiguinho. — Falou alguém para o miquinho. — Você a encontrou. — Ouvi uma voz, e sorri.
– Me solta, me solta daqui logo! — Pedi.
O rapaz pegou o miquinho, e o colocou em seu ombro. Parece que o animalzinho é seu mais novo amigo.
– Nossa, quem te amarrou ai?
– Só me tire logo! — Gritei.
Ele foi me desamarrando aos poucos, Demétrius havia me amarrado tão forte que o rapaz fazia esforço para me soltar dali.
O abraçei assim que me livrei das cordas.
– Ohh... — Ele me agarrou também, retribuindo o meu abraço. — Que abraço gostoso hum... Delicia. — Me apertava mais.
Sequei minhas lágrimas antes que ele visse.
– Max! Você é o meu herói! — O abraçei de novo. Ele retribuiu na mesma hora.
– E você é minha princesa em perigo. — Brincou. Me soltou e então nos encaramos. — Quem fez isso com você?
– Demétrius.
– Hum. — Pausou, pensativo. — Vamos. Vou te levar para algum lugar seguro. — Piscou para mim, segurando minha mão.
##
Eu estava tomando um chocolate quente com chantilly, Max havia preparado a pouco. Me sentei na poltrona, perto da lareira. Nós estavamos sozinhos em sua casa de madeira.
– Sério que você treinou um miquinho para me caçar pela floresta? — Eu ri.
– É sim. Na verdade eu dei uma banana que encontrei na floresta, eu ia comer, mas ele também queria. Acabou que brigamos pela fruta, até que concordei em dar a ele, em troca de uma caça à Julie. — Brincou. — Esses bichinhos são bem inteligente.
– Que livro é esse? — Apontei para o livro grosso que o rapaz segurava.
– É um livro de regras do meu trabalho.
Revirei os olhos.
– Vocês só pensam em regras. — Reclamei, ele ignorou, folheando o livro atentamente. Eu tentava entender o porque disto, afinal, Max nunca foi de cumprir as normas.
Ele continuou olhando o livro, fez orelhas em umas páginas mais interessantes para ele. E pegou seu notebook. Ele começou uma grande pesquisa, parecia atento a tudo que lia. Até que ele não é tão ''idiota'' assim.
Me aproximei de Max. Sentando ao lado dele. Segurei sua mão. E então ele se virou para mim.
– Oi. — Sorriu. Sempre divertido.
Segurei seu rosto e então lhe dei um beijo demorado. Na bochecha.
– Obrigada por me salvar.
– De nada princesa.
Eu o abraçei, ficamos assim por alguns minutos, até que olhei para a tela de seu notebook, ele pesquisava sobre regras espectrais. Abriu mais de cinco abas na internet falando sobre isso, e não tirava os olhos do computador.
Ouvi alguém bater na porta.
– Oi? — Max atendeu gritando, sem sair do abraço.
– Max, sou eu. O Daniel! — Gritou, ainda do lado de fora.
Notas finais
Bom... a fic já está na reta final; Então eu preciso de muita inspiração para fazer o final que desejo.
Eu gostaria da ajuda de vocês, mandem mais reviews e recomendações também. - Desculpe se estou sendo muito mandona, sei lá. - Mas eu gostaria muito de umas recomendações.
Ainda teremos altos e baixos na história, mas eu posso dizer que a fanfic já está no fim. (: Beijão a todas! Obrigada por acompanhar sempre.
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