Destino.

82 Amor incondicional.


Notas iniciais
Não vai ter uma segunda temporada =/, Mas vou fazer novas fics da série, já tenho duas ideias em mente, só falta desenvolve-lás na estória. ^^
Esse é o maior capitulo da fic feita por mim, rs. Tive bastante trabalho. Então vou pedir reviews de todas as minhas leitoras. (Até as fantasmas)

Julie narrando:


Fiquei paralizada, sem nenhuma reação ao ouvir a voz dele. Na verdade, eu até tinha esquecido da traição, Max era muito divertido e me distraiu por algumas horas. Mas sua voz me fez despertar novamente. Max se levantou, saindo do meu abraço, enquanto eu ainda estava sentada no sofá, em choque.

– Max. — Sussurrei, ele se virou antes mesmo de abrir a porta.

Fiz uns gestos com a mão, pedindo para ele não atender. O mesmo se aproximou de mim, confuso.

– Porque não? — Perguntou, mas tampei sua boca com a mão.

– É o Daniel, não quero ver ele. — Falei baixinho.

– Porque? Ele é o seu namorado. — Afirmou, agora em sussurro.

– Max, você está ai? — Daniel perguntou do lado de fora. Não obteve resposta. — Eu vou entrar.

– Não! Espera! Eu... estou... pelado! — Arrumou uma desculpa, e se virou para mim.

Fiquei corada com aquela desculpa, acabei imaginando seu corpo nú. Mas isso não vem ao caso.

– Porque não quer ver ele?

– Ele me traiu. — Abaixei a cabeça.

– Tem certeza Julie? O meu amigo não é disso. — Estranhou.

Continuamos o diálogo em sussurro, finalmente convenci o Max de que Daniel tinha me traido, falei das marcas de batons... até contei para ele que passei a noite na cabana do Daniel, só não acrescentei os detalhes...

– Agente precisa dar uma lição nele. — Sorri vingativa.

– Uma pegadinha! — Max deu a ideia. A ''brilhante'' ideia.

Depois de alguns segundos de conversa, encontramos uma boa pegadinha — Max insistia em fazer apenas isso, ele é tão brincalhão que não leva nem os meus problemas amorozos à sério. — Parece mesmo com o Martim. Ao mesmo tempo que faremos uma pegadinha, também iremos arrancar de sua própria boca a traição.

– Tudo bem. Se esconde no armário. Mas... o que eu vou falar a ele? — Perguntou Max. Erguendo a sobrancelha.

– Humm... Diz que eu morri. — Sorri diabolicamente.

Do jeito que ele é, vai ficar preocupado. Ou pior, ele não vai ficar preocupado, vai até ficar feliz com a minha suposta morte, afinal, ele poderá ficar com a outra.

Max assentiu, e abriu a porta assim que eu me escondi na portinha — do outro lado da sala — deixei uma abertura para eu conseguir ver.

– Nossa cara, como você demorou para se vestir. — Reclamou Daniel, já entrando.

– Pode deixar, da próxima vez eu te atendo pelado. — Max riu enquanto Daniel o encarou sério. — Parei. — Acrescentou, arrependido.

– Hum... — Ele olhou para os lados, reparando os minimos detalhes de sua casa. — A Julie não está ai? — Estranhou, torcendo o nariz.

Max se sentou no sofá, se mostrando visivelmente preocupado. Daniel o seguiu, se mantendo em pé.

– Tsc... Julie. — Suspirou Max.

– Viu ela ou não?

– Ai... Cara, não sei como te dizer isso... — Começou, mas foi interrompido por Daniel, que agora encarava seu notebook, que estava jogado na mesinha da sala.

– Também não sei, mas... é contra as regras ter notebooks ou celulares aqui.

– Foda-se.

– Oi? — Daniel se aproximou, vi sua expressão de raiva.

– Quer dizer... ahh, dá um desconto né! E também eu estou fazendo uma pesquisa importante. — Pegou o notebook, e mostrou para o Daniel. — É sobre as regras espectrais. Sabe eu acho que... — Ele olhou para mim, fiz uns gestos, Max percebeu que estava fugindo do assunto. — Quer saber, não vou falar sobre regras, eu não gosto. Me devolve esse notebook. — Pediu, mas Daniel já o segurava, focado na pesquisa de Max.

O rapaz dos cachos de ouro começou a digitar, entretido com o aparelho.

– A Julie morreu. — Max disse, sem suspense.

Isso causou um grande impacto para Daniel, ele deixou o Notebook cair no chão, mas felizmente não o quebrou.

– C-com-o assim? e-ela morreu?

– E porque você se importa? — Perguntou Max, um pouco nervoso. — Olha... está até chorando. — Ele bateu palmas sarcasticamente. — Meus parabéns, Você é um bom ator.

Daniel soluçava, eu conseguia ver isso de longe. Me senti estranha, parece que ele está mesmo lamentando a minha ''morte''.

– V-ocê es-t-á b-r-inc-ando c-om-i-go. — Ele apontou o dedo para Max. Max o encarou sério, mostrando que era verdade.

Ele passou a mão por seus cachos desesperadamente, parecia não acreditar.

– Cadê ela? — Vi umas lágrimas cair sobre seu rosto. Não conseguiu resposta. E então começou a olhar para os lados da casa. Fechei um pouco mais a porta para que ele não me visse. — JULIE! — Gritou. Foi para a cozinha, olhou para os lados também, e não me viu. Começou a ficar mais nervoso. — JULIE! — Seus olhos estavam vermelhos. Passou para o banheiro, e em um só chute arrombou a porta. — JULIE!

Max começou a se preocupar com o seu nervossismo, enquanto eu assistia a tudo, surpresa. Ele voltou para a sala, se ajoelhou, batendo bruscamente sua cabeça no chão.

Bateu uma, duas... três. — Eu estou começando a me sentir desconfortavél com essa tal vingança. — Não sou uma garota vingativa, mas estou com muita raiva do Daniel.

Maxwell, aproveitando a distração de Daniel, sussurrou.

– É melhor pararmos... Já foi longe de mais. — Max parecia preocupado com o amigo.

Eu apenas balancei o dedo, negando o seu pedido.

Ele se ajoelhou ao lado do Daniel.

– Cara, ela vai voltar. Vai ser fantasma. Não fique assim. — Ele tentava consolá-lo, mesmo sabendo que era apenas uma pegadinha de mau gosto.

– Não entende... — Ele chorou ainda mais, até que ele não era tão frio assim. — N-ão qu-er-ia q-ue el-a mor-resse... — Soluçou, seu rosto estava vermelho, assim como seus olhos. — Eu não queria... — Depois não consegui mais entender o que ele dizia, afinal, ele soluçava muito. Max também não entendia.

##

Daniel segurava uma chicará de chá com três colheres de calmante forte, o mesmo ainda trêmia, derramando um pouco o chá. Max realmente se preocupava com o estado emocional do amigo, eu também começei a me preocupar pois o rapaz não parava de chorar.

– Só um minuto Daniel, eu vou pegar um casaco para mim. — Ele entrou no armário onde eu estava, na verdade era uma pequena salinha, assim como o armário do faxineiro, lá na prisão. — Julie, a brincadeira já acabou. Não está mais divertido como antes.

– Só vai acabar quando ele admitir para você que me traiu.

– Julie, ele mal consegue falar, olha o estado dele.

– E você não pensa no meu estado não é? Não sabe como eu me senti. — Quase gritei. Acalmei a voz, e suspirei. — Volta lá e faz ele admitir.

Max assentiu, saindo do armário.

– Cadê o casaco? — Foram as palavras de Daniel.

– A-hh...huh... não encontrei.

– Hum. — Ele estava abalado de mais para desconfiar da desculpa idiota de seu colega.

– Então cara, se sente melhor? — Well se sentou ao lado dele. Daniel negou com a cabeça, cabisbaixo. — Você... gostava dela não é?

Ele balançou a cabeça, afirmando. Não sei se devo ficar feliz ou triste com isso.

– Porque traiu ela?

Daniel olhou para Max. Visivelmente confuso.

– Eu não trai, nunca a trairia. — Suspirou. — Quem te falou isso? — Senti sua desconfiança em forma de palavras.

– Huh... Fiquei sabendo.

– Então está desinformado. Nunca a trai. — Assegurou, sua voz ainda estava fraca. Fez uma pausa. Pensativo — Ontem à noite ela falou de morte, eu nem percebi que ela queria... queria... — Voltou a chorar. — Se matar. Não... não, Julie... não

– Cara, se acalma. Respira fundo. — Max pediu, ele assentiu.

– Foi com o que? Ela pegou a arma? ou cortou os pulsos? Como foi?

– Ahh.. huh... — Um fato sobre o Max: Ele não sabe mentir. — Eu não sei.

– Como não sabe, disse que ela morreu.

– A mataram.

– A mataram? — O olhou perplexo. — Quem a matou?

– Eu só respondo se você me falar com que garota você traiu a Julie.

– Eu não a trai.

– Traiu sim.

– Não trai cara. Porque insiste nisso?

– Porque é a verdade.

– Eu não sou desses.

– Hum... E o batom?

– Que batom?

– O batom vermelho pelo seu rosto.

Ele ficou pensativo, acho que começou a se recordar.

– Renata. — Sussurrou, a raiva subiu minha cabeça;

– Que Renata?

– Quer dizer... Rebecca. Aquela prostituta me deu uns beijinhos no pescoço e eu não retribui. Foi apenas isso. Eu nunca trairia a Julie, muito menos com a Renata.

– Rebecca. — Max corrigiu.

– Não importa. Eu nunca a trairia. Eu a amo incondicionalmente. Até mesmo depois de sua morte, eu a amarei. — Suspirou, pausando logo em seguida. — Quem a matou?

– Humm... Demétrius! Demétrius a matou! — Arregalei os olhos com a mentira de Max, porque ele não disse que foi algum urso?

– Infeliz! — Gritou Daniel, me fazendo pular de susto. Pegou o seu cinto, trêmulo, carregou a arma com munições. Muitas munições.

– Ei, ei! O que vai fazer? — Max ficou nervoso assim que viu Daniel segurar a arma.

– Vou atrás do Demétrius.

– Tá né. — Ele se sentou no sofá. Daniel saiu pela porta, mais nervoso do que o normal.

– VOCÊ ENLOUQUECEU! — Gritei assim que vi o rapaz longe. — O Demétrius não tem culpa, dessa vez não.

– Ué. Pelo menos assim ele enfrenta o chefe. — Deu de ombros.

– Não entende, eu NÃO morri, e o Daniel pode ser demitido!

– Você não está chateada com ele? Disse que ele te ''traiu''. — Fez questão de por aspas.

– Eu estava enganada... — Sussurrei. Fiz uma pausa, agora pensando no Daniel. Aquela pegadinha foi longe de mais, foi muito cruel, eu não posso deixa-lo andar por ai, com fome de vingança por algo que o seu chefe não fez, e ainda deixar ele pensar que eu estou morta. — Tchau Max! — Abri a porta e então corri como uma desesperada.

Eu tentava encontra-lo antes que ele cometesse essa loucura por amor. Segui as pegadas que ele deixou no caminho, eu clamava por seu nome, mas não obtive nenhuma resposta. Isso me deixava ainda mais preocupada, afinal, se ele atirar no chefe é demissão na certa. Ai sim ficariamos separados. Eu não quero que isso aconteça, eu o amo.

Corri mais um pouco, quase tropeçando nos diversos troncos. Senti que estava me perdendo na mata, quando finalmente encontrei Daniel, ele estava de costas para mim, andava apressado, ainda segurando a arma, ele chorava também.

– DANIEL! — Gritei. Ele se virou para mim.

Corri em sua direção.

– Jul... — Agarrei sua nuca, roubando um beijo.

Ele estava sem entender, até que começou a retribuir assim que pedi passagem com a língua, ele aceitou, sentia seu abraço trêmulo. Aos poucos ele foi se acalmando com o beijo. Viravamos nossos rostos no ritmo do beijo. O abracei ainda mais. Eu estava arrependida de ter pensado que ele me trairia. Mordi seu lábio, partindo a junção de lábios.

Dei mais uns cinco selinhos, ele ainda estava surpeso.

– Guarda essa arma meu amor, não cometa essa besteira. — Pedi, secando suas lágrimas. Ele ainda me fitava com os olhos arregalados. — Estou viva. — Afirmei. — Estou viva meu amor. — Lhe dei mais um selinho, bem demorado.

Ele tocou no meu rosto, sorrindo. Agora acreditando.

– Você escapou? Aquele infeliz te fez oque? Fala. — Ele apertou meu rosto. — Eu pensei que estava morta. Não sabe o quanto eu chorei... eu...ahh Julie... eu chorei muito, eu quero me vingar do Demétrius, ele foi longe de mais e... — As lágrimas cairam. — Eu não quero que você morra... — Começou a soluçar.

– Schh... — Deitei sua cabeça no meu ombro, o vento misturava nossos cabelos.

– O seu chefe não me fez nada.

– Como assim? — Ele tentou levantar sua cabeça, mas eu o empedi. Tê-lo pertinho estava muito bom.

– Eu te explico depois.

Alisei seus cachos, assim que vi o mesmo mais calmo, levantei seu rosto.

– Me beija.

A sua resposta veio rapidamente, não com palavras e sim com atitudes. Juntou nossos lábios, para um beijo delicioso.


Notas finais
Reviews? s2