Destino.

80 The camp part 2: Amor.


Daniel narrando:


Eu já estava pensando naquilo há muito tempo, mas quase não namoramos esses dias por causa do meu chefe, ele anda mais mandão do que antes. Eu sei o porque: Porque eu estou com a Julie.

– E então? — Perguntei de novo. Eu queria muito.

Ela olhou para os lados, deu um sorrisinho, eu estava louco para ouvir o seu ''sim''.

– Não.

– Como não? — Perguntei chateado.

– Amor. Sei lá... tenho medo que alguem nos veja, olha só! Aquela janela está aberta. Ninguém além do seu chefe, a enfermeira, e o Max sabem do nosso romance.

Me levantei, e fechei a janela, Ela era um pouco preta. Deixando o lugar mais romântico.

– Está mais escurinho agora. — Sorri, e me sentei na cama novamente.

– Hum... você quer me engravidar?

– Sim.

– Mas a Lucy disse que é muito raro. — Acresentou. Levemente chateada.

– Ok, mas não custa tentar.

Juliana foi se aproximando aos poucos de mim, eu ainda estava sentado, e ela estava em pé.

Ela tirou meu quepe, soltando meus cachos. E os alisando.

A puxei para o meu colo, mas ela rejeitou, ainda em pé.

– Você não quer? — Perguntei.

– Tem certeza que ninguém vai sentir minha falta?

– Claro que não. Bom... só eu... estou sentindo muito a sua falta.

Ela sorriu, e então começamos os beijos. Ela agarrou minha nuca, ainda de pé. Senti o quarto mais quente e minhas roupas pesadas. Puxei sua cintura, e ela se sentou no meu colo, sem parar com os beijos.

A deitei na cama. Paramos com o beijo, ambos um pouco descabelados. Tirei sua blusa. Mas alguém bateu na porta da casa, nos interrompendo.

– Daniel! — Era a voz do Max.

Fiquei sem reação por alguns minutos, até que pedi para Julie colocar a blusa de novo.

– Daniel? Você está ai? — Ele bateu na porta. — Eu vou entrar hein... — Ameaçou.

– ESPERA! E-eu... eu estou... ocupado. — Gritei. — Julie, se esconde no banheiro. — Sussurrei, ela aceitou.

Me levantei resmungando, abri um pouco a porta.

– QUE FOI?

– Nossa... Não precisa ser todo ignorante. Só vim perguntar se você viu a Julie, ela sumiu.

– Não vi. — Ameaçei fechar a porta. Mas ele empediu.

– Mas você não sabe onde ela está? Não vai se preocupar com ela? — Estranhou.

– Não. — Fechei a porta na sua cara, e a tranquei.

Julie saiu do banheiro assim que ouviu a porta se fechar. Sorrimos ao mesmo tempo, então voltou o agarramento. Ela me jogou na cama com vontade, e ficou em cima de mim. Invertendo as posições.

Tirou minha blusa ao mesmo tempo que eu tirava a dela, novamente. Beijou meu toráx com vontade, me fazendo arrepiar.

E fizemos amor pela terceira vez.

##

– Nossa, já passou da hora do almoço, eu nem percebi. — Comentei, me ajeitando naquela cama pequena e apertada, eu estava colocando minha calça de novo, enquanto Juliana usava a minha camisa.

Ela me olhava de um jeito calmo.

– Que foi? — Sorri. — Não vai fazer o teste de gravidez? — Eu estava ansioso.

– Eu quero mais. — Puxou meu braço, me fazendo cair na cama.

– Mas Julie, eu estou um pouco cansado e... — Tentei falar, mas ela não deixou.

– Não está. — Sorriu. — Sei que é capaz de muita coisa, ainda. — Acrescentou.

Ela não estava mentindo, e eu também nem estava tão cansado assim. Eu só queria que ela fizesse logo o teste. Mas resolvi dar mais alguns beijinhos, afinal, eu queria tanto quanto ela.

Beijinhos e mais Beijinhos: Acabamos sem roupa novamente. Eu não conseguia lutar contra, o desejo e o amor falavam mais alto, sempre.

Me deitei sobre ela, e recomeçamos.

##

– Promete que nunca vai se deitar com outra? — Perguntou ela, docemente.

Estavamos bem agarradinhos naquela cama de solteiro. Já estava quase anoitecendo. Ela brincava com os dedos da minha mão. E eu fitava aquele lindo rostinho.

– Promete? — Olhou para mim.

– Eu prometo amor. Jamais me deitaria com outra. Eu te amo, para sempre te amarei.

– Você me trairia? — Perguntou, com a voz levemente fraca.

Eu fiquei pensativo: Afinal, porque esse assunto agora?

– Não. Não te trairia com ninguém.

– E quando eu for embora?

Suspirei.

– Será o pior momento da minha morte. Vou me sentir incompleto.

– Daniel. Eu não quero ir. Quero ficar com você. Para sempre.

– Mas, você tem familia no seu mundo, tem amigos. Você não pode ficar aqui.

– E se eu... morrer no meu mundo? Sei lá... derrepente... um carro me atropela.

– Você quis dizer que derrepente... você corta seus pulsos, e já que não estarei por perto, não vou conseguir impedir. — Respondi sério. — Não faça isso.

– Porque não? Assim nós vamos resolver nossos problemas.

– Ok. Você morre, e ficamos juntos, mas... e se terminarmos. Eu vou me sentir culpado, você perdeu toda uma vida... para nada.

– Mas vamos ficar juntos para sempre.

– Não vamos. — Mandei a real. Ela abaixou a cabeça, visivelmente decepcionada.

– Eu te amo.

– Também te amo Juh.

##
Depois de toda aquela conversa, Juliana acabou dormindo, ela ocupou a maior parte daquela cama bem apertada.

Precisei me sentar. Eu estava cabisbaixo, me virei e a vi dormindo tranquilamente, coberta apenas pela minha camisa.

'' Não sei como será o restante da eternidade sem ela. '' – Um barulho interrompeu meu pensamento. Veio lá de fora.

Me levantei e vesti uma camisa branca. Peguei minha arma e uma lanterna. Pode ser alguma fugitiva.

Sai em busca do barulho, iluminei a mata com a lanterna.

– Droga! — Exclamou, assim que segurei seu braço.

Direcionei a lanterna para o seu rosto.

– Renata. — Rosnei.

– É Rebecca! Mas pra você... pode ser apenas Becca. — Sorriu.

– Queria fugir não é? Tá querendo apanhar! — Sacudi bruscamente o seu braço.

– Sabe, acho que quero outra coisa. — Sorriu maliciosamente, e alisou meu peito.

– Tire a mão daí... vou te levar para a sua cabana.

– Ui... — Deu uma piscadinha, mas eu ignorei.

Ela mostrou onde era sua cabana. Cheguei até lá.

– Vem cá, nenhum policial está vigiando vocês não?

– O Max estava, Daniel. Mas ele dormiu. — Ela apontou para Max, que dormia no chão. Perto da fogueira.

– Que idiota... — Revirei os olhos.

– Não vai me ajeitar na cama? — Rebecca sorriu, com outras intenções.

– Olha Rebecca...

– Que foi? Não é nada de mais. — Assegurou.

Com muito custo, acabei aceitando em coloca-lá na cama da barraca.

Ela se sentou na cama, me abraçando.

– Me solta. — Rosnei.

– Não quer uma noite de aventuras?

– Saia dessa vida Rebecca...

A mesma me ignorou, começou a beijar meu pescoço, o marcando com batom vermelho. Bem vermelho.

Depois de levar uma bronca, ela acabou dormindo. Sai de sua barraca exausto.

– Acorda seu inresponsavel. — Dei um chute em Max.

– Huh?

– Idiota... — Sai reclamando.

Voltei para minha cama, dominada pela Julie. Eu estava cansado, e então me deitei.

Notas finais
Gostaram?