Destino.
79 The camp part 1: Regras.
Notas iniciais
Julie narrando:
Uma semana. Uma semana se passaram, desde então Demétrius não me pertubou mais, ele me deixou em paz assim... em um estalo de dedos. Não sei como Daniel conseguiu fazer isso, mas... agora eu estava na melhor fase da prisão: Eu estava feliz.
Não estava grávida, Daniel e eu estamos muito bem. E Demétrius finalmente parou de me encher.
Mas o que eu não estava gostando, é que agora ele pegava no pé do Daniel. O fazia de cachorro, Daniel precisava obedece-lo em tudo. Ou se não, seria demitido.
- Então Juh! Está pronta? — Daniel deu umas batidinhas no banheiro, enquanto eu me vestia.
- Espere um pouco... — Eu tentava ajeitar aquela blusa de alcinha, deixava meus seios quase a mostra.
Sai do banheiro e fui para o corredor, ele olhou para o meu uniforme, eu usava uma blusinha, e um short que batia um pouco mais acima das coxas, era curtinho, mas nada vulgar.
- Está linda. — Corei com o elogio.
- Também estou animada. — Sorri.
Há três dias atrás, revelaram que iriamos acampar. Eu estava muito ansiosa, sempre gostei da natureza, porém, nós tinhamos que ser vigiadas. Sempre.
Daniel segurou minha mão. Sorrimos ao mesmo tempo. Colamos nossos narizes.
- E então, vai me defender dos ursos?
- Claro. — Ele me deu um selinho.
- Ei! Vamos logo! — Max atrapalhou. — Os onibus estão aguardando.
- Os ônibus? — Daniel fez uma careta. — Pensei que seria apenas um ônibus. — O mesmo estranhou.
- Não, vamos logo! — Ele nos apressou. E depois sumiu.
##
Já tinhamos entrado no obinus, Daniel se sentou ao meu lado, demos nossas mãos e entrelaçamos nossos dedos. O nosso namoro estava cada vez melhor.
O motor do veiculo começou a vibrar, iria andar... quando Demétrius apareceu.
- Daniel, vá para o outro ônibus.
- Porque?
- Porque esse aqui é apenas para as detentas.
- Foda-se, vou continuar aqui.
- COMO FOI QUE DISSE?
- Desculpe senhor, mas eu tenho que vigia-lá.
- Não, eu vou vigiar a garota. Pode deixar.
- Não. Eu fico aqui.
- Daniel, me obedeça.
- Estou cansado de te obedecer. Já me fez de cachorro a semana inteira, eu quero ficar aqui, com ela.
- Gente... — Eu estava tensa, os dois estavam a ponto de se pegarem.
- Cala a boca Juliana.
- Não mande ela calar a boca! — Daniel se levantou.
Ele o empurrou, fazendo com que o rapaz se sentasse novamente.
- Daniel, faça o que eu te mandei, agora! — Ordenou ele.
- E porque eu faria?
- Porque se não, irá perder o emprego, a casa, o dinheiro e sua namoradinha.
Ele bufou.
- Sim senhor. — Cedeu, se levantando.
Ele saiu do onibus cabisbaixo, eu estava com raiva. O vi entrar no outro onibus, se sentar ao lado da janela. Apoiando a cabeça nos braços e me fitando.
De longe, suspiramos ao mesmo tempo. Os dois onibus começaram a andar. E não tiravamos os olhos um do outro. Nem por um segundo.
Ignorei a presença de Demétrius ao meu lado. Eu passava o meu tempo, olhando para o Daniel, e escrevendo — com os dedos — a letra ''D'' na janela do ônibus.
Senti uma mão no meu joelho, e logo subindo para a coxa. Olhei para o lado.
- Me solta. — Rosnei, tirando a mão do Demétrius dali.
- Desculpe, pensei que gostasse de carinho. — Sorriu.
- Não. Não quero ser carinhada pelo senhor, obrigada. — O cortei.
Voltei a olhar para a janela, Daniel não tirava os olhos de mim, mesmo há metros de distância, nossos corações estavam unidos.
Passou uns minutos de puro silêncio, Max estava sentado ao lado de Daniel. O mesmo fazia caretas engraçadas para mim, me fazendo rir, enquanto Daniel — provavelmente — chamava a atenção do rapaz por ser tão abobalhado.
Ele me lembra tanto o Martin...
- Ei! — Demétrius me acordou dos pensamentos, me virei pra ele. — Sabe, eu conheço o Daniel a muito tempo.
- Que bom para o senhor. — Voltei a olhar para a janela.
- Ele é um rapaz grosso, violento, chato...
- Hum... Mas eu me apaixonei por esse grosso.
- Sabe, ele não gosta de você. Me lembro quando ele disse a mim que nunca iria se apaixonar.
- Isso foi antes de me conheçer.
- Mesmo assim, ele não mudou. Não está apaixonado por você. Ahh, na certa ele já te traiu.
- Não acredito em você.
- Mas...
- Olha, quer me deixar em paz! — Gritei, fazendo as outras detentas me encararem.
Me calei, e continuei a olhar pela janela.
##
Passamos por uma ponte linda, e logo depois, encontramos uma floresta grande e misteriosa, aquilo era maravilhoso. Finalmente pude me levantar daquela cadeira, e sair daquele ônibus.
— Ahh, garota. — Demétrius segurou meu braço. — Não pense que quando for acampar, vai ficar ao lado do policial. — Rosnou. — Eles vão ficar separados. E eu tomarei conta de todas vocês.
- Então porque eles vinheram? — Perguntei com raiva.
- Para vigiarem a floresta, caso uma de vocês queiram fugir.
Ele me soltou e então formou o grupo de detentas, não vi mais o Daniel, nem sei onde o seu ônibus foi parar.
O acampamento que seria perfeito para mim, está virando um verdadeiro inferno.
Fiquei com a cara emburrada o tempo todo, braços cruzados, e fingindo prestar a atenção no que Demétrius dizia.
- Então as detentas vão passar a noite naquelas cabaninhas pequenas, passando frio e fome. Enquanto eu e os policiais iremos dormir cada um em uma casa de madeira... Quente... e confortavél. — Demétrius nos torturava com palavras.
Assim que ele se distraiu, chamando a atenção da tal Becca, senti uma mão me segurar com força, quase gritei, mas a mesma mão tampou minha boca.
- Julie, sou eu. — Ouvi a voz de Daniel, me virei, e então ele foi me soltando aos poucos.
- O que faz aqui? — Dei um sorrisinho.
- Sch... — Ele me puxou. E em questão de segundos, nos perdemos na mata.
- Onde está me levando? — Perguntei.
- Você faz tantas perguntas... — Reclamou.
Ele continuou segurando meu braço, ele ia na frente, enquanto eu tentava acompanhar seus passos. Pisei em galhos caidos no chão, vi de novo aquela ponte linda com um lago fundo... Avistei alguns miquinhos pulando de arvore em arvore. Até que encontrei uma casa de madeira, as tais casas que Demétrius falava há pouco.
Daniel pegou as chaves, abriu e entrou. Certamente essa casa era dele.
Trancou a porta, eu entrei também.
- Porque estamos aqui?
Ele se sentou na cama de solteiro, e me encarou com um sorriso torto.
- Sabe, eu estava curtindo essa coisa de ser ''pai'', há uma semana atrás.
Dei uma risadinha.
- Mas eu não engravidei.
- É... — concordou sorrindo. — Sabe, eu queria.
Aquela afirmação me deixou surpresa e corada.
Com as mãos, ele alisou o colchão da sua cama de solteiro.
Eu o olhei com uma expressão confusa, ele foi mais especifico, me mostrando um teste de gravidez.
- Vamos tentar?
Foi aqui que começei a entender...
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