Destino.
35 Sob as Estrelas.
Notas iniciais
Cap. bem fofo xD
Daniel narrando:
Já era noite, eu estava feliz. Finalmente a sessão ''desprezo'' acabou, e agora eu dei um grande passo, voltei atrás e pedi sua amizade. Preciso ser calmo, mas também tenho que ter pressa para conquista-lá, afinal, não a verei todos os dias da minha morte, logo ela estará solta.
Como sempre, me sentei no banquinho e observei a garota... agora minha nova amiga, eu estava um pouco triste com isso, admito que não quero apenas a sua amizade, e sim o seu amor, porém, ainda não tenho certeza se sou retribuido, até agora ela só me chamou de amigo umas... sete vezes, e começamos a ser amigos há algumas horas atrás. Eu estou indo bem, até agora não fui frio com ela.
- Ai... — Suspirou a moça. Sentada sobre sua cama. — Estou com saudade da noite. — Comentou.
- Ué. Mas está de noite. — A respondi, naturalmente.
- Não é isso amigo. — Riu. — Sinto falta das nuvens, das estrelas... — Olhou para o teto. — Agora eu só vejo concreto. — Continuou a fitar o alto da cela.
- Aqui no meu mundo as estrelas são bem bonitas. Mas eu não as admiro muito, elas brilham de mais, e isso me irrita.
Juliana riu.
- Eu amo as estrelas. Principalmente as que brilham bastante.
'' Eu odeio estrelas e você as amas... É Juliana, você realmente me completa. ''
- Quando posso vê-lás? — Perguntou com um tom de animação explicito.
- Ver o que?
- As estrelas. — Suspirou. — Faz semanas que não as vejo.
- Então você vai esperar mais uns meses. Não pode sair daqui por enquanto. — A cortei.
- M-mas eu queria ver as do seu mundo, são mais brilhantes. — Afirmou Juliana. — Por favor, me leve até elas...
- Desculpe garota. — Balançei a cabeça. — Se alguém te ver por aí à fora eu serei demitido.
Ela revirou os olhos, e se levantou.
- Vamos Daniel, você pode vir comigo. Por favor. — Pediu com aquela voz doce que amolece o meu coração. — Dane-se o Demétrius, deixe ele pra lá, e também, ele disse que você precisa me vigiar e não disse que eu não posso sair à noite, de vez em quando.
É, Nisso a jovem estava certa. Eu não gosto muito de estrelas, mas eu posso me esforçar só para ver Juliana feliz.
- Tudo bem. — Sorri. — Mas não faça barulho. — Sussurrei, abrindo sua cela.
A garota saiu da cela feliz, segurou minha mão pois se sente protegida assim. Passamos pelos corredores com todo o cuidado para não fazer barulho, cheguei na porta principal da prisão.
- Olha, que idiota. — Sussurrei, vendo Nicolas. — Dormindo no trabalho.
- Aff, eu não sei porque você implica tanto com o Nicolas. — Juliana também sussurrou, resolvi deixar o cretino aproveitar sua noite de sono enquanto eu, iria aproveitar minha noite com ela.
Chegamos na calçada da rua e nos sentamos, a garota olhava encantada para o céu.
- São perfeitas. — Comentou.
- É... pode ser. — Revirei os olhos. Ela deitou sua cabeça no meu ombro, aproveitei para passar o braço em volta de sua cintura. — Você ainda não viu nada, tem estrelas muito mais bonitas na Pedra Vermelha.
Ela estranhou.
- Onde fica esse lugar?
- Por aqui... As estrelas lá são ''mágicas'' elas mudam de cor.
A garota sorriu, um sorriso que me deixou encantado. Mas desviei o olhar.
- Pode me levar lá? — A menina perguntou.
- Hm... Não sei não, já está tarde.
- Ahhh, por favor.
Sorri com sua insistência, na verdade o que eu mais queria era leva-lá lá, dizem que aquele lugar é muito romântico. Me levantei, segurei sua mão, a ajudando a levantar, juntos fomos até a garagem onde eu peguei o carro da policia, eu dirigi, enquanto Juliana se sentou no banco de trás, pois acha mais confortavél e espaçoso.
##
Estacionei o carro na calçada, Juliana foi a primeira à sair do veiculo, ela olhou em sua volta e viu uma pequena floresta, com arvores, alguns bichinhos idiotas e flores, no meio daquele lugar, havia uma grande pedra, que a chamavam de Pedra Vermelha, só não entendo o porque, os fantasmas escalavam-a e lá eles conseguiam ver bem de perto as estrelas. Sai do carro também. Ela logo veio ao meu encontro e me abraçou, aproveitei isso, mas senti que a mesma estava tremendo.
- Está com frio?
- Só um pouco. — Disse, ainda em meus braços.
Entramos na floresta, Juliana ficava assustada com o barulho das matas... Mas eu sabia que era apenas alguns animaizinhos.
Subimos na Pedra, admito que nunca me diverti tanto com uma detenta. Juliana se sentou e admirou o céu, encantada, enquanto eu fitava secretamente o seu rosto.
- Elas mudam mesmo de cor. — Ela dizia. Se virou pra mim. — O que tá olhando?
- Ahh... Huh... é que tem um pedaçinho de mato aí no seu rosto. — Arrumei uma desculpa, e fingi tirar o mato.
Ela voltou a olhar para o céu, as estrelas coloridas deixavam mesmo o lugar mais romântico.
- Pena que você não vai se lembrar muito dessa noite. — Falei.
- Eu? Porque?
- Porque essas estrelas coloridas fazem um efeito nos humanos.
- Do que está falando?
- To dizendo que você vai tipo que perder um pouco a memória dessa noite, por causa das estrelas coloridas, principalmente as maiores.
- Que estranho Daniel, nunca ouvi falar nisso.
- Ahh, já sim. É bem comum... é igual com os lobisomens e a Lua Cheia.
- Lobisomens existem?
Eu ri com a sua pergunta.
- Não, foi só um exemplo.
- Mas... fantasmas existem. — Afirmou. — Podem existir lobisomens.
Revirei os olhos com a sua ingênuidade em relação dessa lenda. Olhei para o relógio de pulso, marcavam duas horas e trinta minutos. Ficamos mais um pouco lá, até que Juliana, vencida pelo sono disse que queria voltar para a casa.
Aceitei, descemos da pedra grande, e fomos até o carro, ela se sentou no banco de trás de novo.
- Daniel. — Me chamou, já dentro do veiculo. Abri a porta e me sentei do seu lado no banco, realmente é mais confortavél. — Esse cinto... tá ruim. — Ela dizia enquanto tentava prende-lo em seu corpo.
Dei um jeitinho e consegui prender seu cinto, foi ai que eu percebi que estavamos próximos, eu não deixava de pensar em sentir seus lábios novamente depois de tanto tempo.
Nossos narizes se encostaram. E nossos lábios já tinham se unido para um beijo calmo e doce, ambos estavamos com sono, então o beijo foi um pouco ''preguiçoso'', invadi seu espaço lentamente com a lingua, Juliana cedeu, e retribuia com calma. Segurei sua cintura, e ela estava com a mão sobre meu peito.
Parei quando senti que a garota não retribuia mais, e sim estava dormindo.
Sai do banco de trás e começei a dirigir.
'' Será que Juliana vai lembrar desse beijo? '' - Afinal, as estrelas tiram a memória humana, mal lembrará ela desta noite.
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