Destino.
36 Desculpe Julie.
Notas iniciais
Estou com 17 leitoras.
CADÊ VOCÊS LEITORAS FANTASMAS? MANDEM REVIEWS! ú-u rs
Daniel narrando:
Depois de carregar a garota em meus braços e coloca-lá em sua cama, me sentei novamente no banquinho e fiquei pensando no que aconteceu, certamente ela não lembrará daquele beijo, mas eu não vou esquece-lo.
Passou algumas horas, até dormi um pouco, mas como já estava de manhã, resolvi acordar, precisava acordar Juliana também, para o café da manhã.
Entrei em sua cela, antes de chama-lá, toquei em seus cabelos, eu estava a cada dia mais apaixonado por ela. A garota foi abrindo os olhos aos poucos, encarei aquele par de olhos castanhos caramelados, e sorri.
– Bom dia. — A comprimentei.
– Bom dia amigo. — Juliana sorriu, mal sabe ela que senti uma facada no coração ao ouvir aquela palavra: Amigo.
– E então, gostou de ontem à noite? — Espero que ela lembre do beijo.
– Sim, gostei.
– Você lembra?
– Lembro, das estrelas. — Sorriu.
– E o que mais?
– A história do Lobisomem.
– Hum... — Começei a ficar desanimado. — Mais alguma coisa?
Ela ficou pensativa. Se levantou e continuou a pensar.
– Não... que eu me lembre não, porque?
– Ahh... nada. — Suspirei. Ela segurou minha mão, olhei para o seu rosto, a garota deu um leve sorriso. — Você é linda. — Comentei, ela me abraçou e deitou a cabeça sobre meu peito, retribui... e vi que uma pessoa nos observava. Demétrius.
Me soltei da garota e percebi que meu chefe a fuzilava pelo olhar.
– Daniel, podemos conversar? — Ele perguntou.
Bufei, mas infelizmente eu não poderia negar.
– Tudo bem senhor. — Assenti, e ele fez um gesto com a mão, como se fosse uma conversa em particular. Ele foi andando mais para frente. Eu ia segui-lo, mas Juliana segurou minha mão.
– Eu sabia que você não era uma pessoa tão dura assim. — A garota falou, e logo em seguida me deu um beijo na bochecha. Corei, não a respondi a fui andando à proucura do meu chefe petulante.
##
Cheguei em sua sala, ele me mandou sentar na cadeira. Eu estava tenso, será que serei demitido? Demétrius não estava com uma cara boa, e normalmente quando ele me mandar sentar na cadeira é porque é algo sério.
Tentava não ficar nervoso com meus pensamentos. O homem suspirou, e então começou a falar.
– Sabe Daniel, esse trabalho está entediante para mim. As presas não estão aprontando tanto quanto eu queria. — Eu sabia que Demétrius gostava quando as detentas aprontavam alguma, pois ele sempre as castigava. — E eu acho que eu preciso me divertir um pouco, não só eu como você também. — Afirmou.
– Do que está falando senhor?
– É Daniel, você tinha razão.
– Hã?
– Juliana. — Aquilo me deixou nervoso, o que ele queria com a garota. — Você estava certo, não pode trata-lá sempre com carinho, é bom puni-lá de vez em quando.
– M-mas ela não fez nada de mais, não precisa de punição.
– Entenda Daniel, as presas são como crianças, precisamos ser ''legais'' mas as vezes elas precisam de umas boas palmadas.
Me calei diante da situação. Quais eram as intensões de Demétrius.
– O que o senhor vai fazer com a detenta? — Perguntei, admito que estava preocupado.
Ele riu.
– Eu nada. — Afirmou, me veio um grande alívio depois disso. — Mas você sim.
– E-eu??
– É Daniel, você é um policial, ela precisa ter medo de você. De novo. E vejo que ela não está com medo de você... — Comentava.
Eu não queria que ela tivesse medo de mim, pelo contrário, eu a amo.
– Senhor, ela é só uma garota... eu não quero machuca-lá. — Coloquei minha opinião para fora, Demétrius ficou surpresso por alguns segundos, mas logo voltou a pose.
– Você não tenque ''querer'' você tenque me obedecer Daniel. OBEDEÇA!
Me levantei, um pouco hesitante, mas resolvi perguntar.
– E se eu não obedecer?
– Ahh, Daniel... você vai se divertir dando uns chutes... uns socos... eu sei que você gosta, sempre gostou.
– E se eu não obedecer? – Dei ênfase, ignorando seu discurso anterior.
– Eu mesmo faço isso. Vai ser até mais divertido... Ela sai mais machucada. — Ele continuou com o sorriso assustador.
Eu não queria machuca-lá, mas pior do que isso, seria deixar Demétrius fazer esse trabalho por mim. Infelizmente, fui obrigado a concordar. Tenho certeza que ele quer que eu faça isso porque nos viu junto.
– Tudo bem então. — Assenti. — Só não quero que você a machuque.
Ele me olhou desconfiado.
– E porque não?
Precisava arrumar uma desculpa, afinal, ele não poderia saber que eu estava apaixonado.
– Porque eu quero ter esse prazer. — Disse frio, ele acreditou.
##
Já era hora do almoço, Demétrius me mandou levar um prato de angu frio para a garota. Com dor no coração, eu obedeci, indo até a cozinha e pegando a comida.
Ele estava invisivel para Julie, afinal, ele não queria que ela suspeitasse de que havia um dedo dele na história, ele acha que assim ela não terá medo de mim, e não irá me respeitar.
Cheguei na cela, Juliana me viu e logo abriu um sorriso, isso me deixou ainda mais triste. Eu nunca iria perdoar Demétrius por me mandar fazer isso.
– Tá tudo bem? — Ela perguntou ao me ver de cabeça baixa, olhei para Demétrius o mesmo ria. Suspirei.
– Aqui está a sua comida. — Disse frio, colocando o prato no chão.
Ela olhou para a comida e fez uma careta.
– E-eu não gosto de angu Dani, você sabe disso... não tinha outra coisa? — Perguntou docemente.
– Você vai comer isso.
– Mas eu passo mal.
– Não interessa.
Ela olhou para baixo, direcionei o olhar para Demétrius. O mesmo levantou o polegar, dando jóia para mim. Todo orgulhoso.
– Coma.
– Mas eu não quero. — Ela dizia. — Estou com medo, porque está me tratando assim? — Perguntou ainda olhando para o chão.
– Olhe para mim. — Ordenei. Ela levantou o rosto, agora cheio de lágrimas. — Será que eu preciso te bater para você me obedecer? — Cheguei no ponto onde Demétrius queria: A violência.
– Daniel... o que h-houve com você? — Soluçava a garota.
Eu hesitava, mas fui obrigado por Demétrius a pegar o porrete. Eu encarava aquele rostinho assustado com pena, mas eu estava fazendo isso por proteção, afinal, se meu chefe resolver agredi-lá, concerteza irá mata-lá, ele não tem auto-controle.
Bati em sua barriga, sua cabeça, suas costas, suas coxas, enquanto a garota estava encolhida, aos prantos no chão.
Ela gritava, implorando para eu parar, porém, eu era obrigado a continuar com o divertimento do meu chefe.
– No rosto. — Pediu ele. — Bata nesse rostinho lindo Daniel. — Sussurrou.
O obedeci, a garota gritou de dor, agora deitada e tremendo no chão.
– É Daniel... — Demétrius deu umas batidinhas no meu ombro. — Eu estava duvidando do seu profissionalismo, mas vejo que estou enganado. — Afirmou.
'' Demétrius, você não presta... '' – Esse era meu pensamento, enquanto olhava a garota dolorida, deitada no chão.
Ele sumiu e eu sai da cela.
Fale com o autor