Destino.

63 Sim, Eu me importo.


Notas iniciais
~le autora entediada resolve adiantar mais um capitulo da fanfic~
LEIAM AS NOTAS FINAIS (:

Daniel narrando:


Já havia amanhecido, fiquei em casa hoje durante a noite, na minha cama confortavel ao invez de um banquinho de madeira, porém, quase não consegui dormir. Fiquei pensando na Julie, ela está se tornando má, e sei que ainda vai sofrer muito por isso, afinal, meu chefe não gosta de detentas bagunceiras, pois ele quer ordem, regras e diciplina.

Acordei, tomei um banho e me arrumei, estava um pouco atrasado para tirar Juliana daquele lugar. Então precisei me arrumar bem rápido.

Cheguei até o presidio, passei por sua cela, que ainda estava vazia. Fui andando até o corredor da solitária. O corredor estava silencioso, dessa vez não ouvi a voz de Julie. Até fiquei um pouco preocupado, porém, mantive a calma e finalmente cheguei em sua sala.

Abri a porta, e vi a mesma deitada no chão frio, dormindo tranquilamente.

Sorri involuntáriamente, eu havia esquecido o quanto ela se parecia com um anjinho quando estava dormindo.

– Acorda. — A chamei. Mas ela não teve nenhuma reação. — Juliana, está na hora de voltar para a sua cela. Anda.

– Huh... — Apenas se remexeu, sem ligar para as minhas palavras.

Peguei o porrete.

– Ai... — Ela reclamou, abrindo os olhos. — Não bata no meu bumbum.

– Então levanta. — Falei autoritário. Ela obedeceu.

A mesma segurou a minha mão, me virei para ela, a garota sorriu, um pouco timida. Não retribui o ato, e soltei sua mão.

– Vamos logo. — Ordenei.

– Daniel. — Ela me chamou de um jeito doce, me lembrei da época em que estavamos juntos, da época em que eu era feliz de verdade.

Hesitei em me virar para fita-lá. Eu apenas queria fazer o meu trabalho. Mas com a Julie mexendo com os meus sentimentos, estava cada vez mais dificil. Fechei os olhos, e ''respirei'' fundo.

Senti ela tocar no meu rosto, e quando abri os olhos vi que já estavamos de frente um para o outro.

Sem dizer mais nada ela deitou sua cabeça no meu peito, e me abraçou fraco.

Alisei seus cabelos, eu estava com saudade daquele carinho todo que tinhamos antes.

Ela se afastou um pouco, mas não totalmente, mantendo apenas alguns palmos de distancia entre nós. Segurou uma de minhas mãos, e brincou com os meus dedos frios. Ambos hesitavamos, mas nos aproximamos um pouco mais.

Até que ela segurou minha nuca, brincando com os meus cachos, enquanto eu encarava seu lábio, um pouco hipnotizado. Estava louco de vontade de senti-los novamente nos meus.

E nesse momento. Juliana ''leu'' meus pensamentos, puxou minha nuca, me roubando um beijo calmo, intenso e quente.

Segurei suas costas, enquanto ela tocou no meu rosto com a outra mão. Não era um beijo de lingua, mas era quase isso. Conseguiamos sentir a pontinha de nossas linguas buscando espaço. O beijo estava esquentando, o estalo de nossos lábios ecoavam pela sala. Ambos estavamos arrepiados com o choque térmico daquele beijo.

Parei de abraça-lá pelas costas, fui soltando-a aos poucos, admito que não queria solta-lá, mas era preciso.

Tirei sua mão do meu cabelo, e do meu rosto, ainda sem para com o beijo.

Eu segurava sua mão. Ela entrelaçou nossos dedos, e involuntariamente nossos corpos se empressaram um no outro.

Parei com o beijo antes mesmo dela sentir a falta do ar.

– A porta estava aberta, alguém podia nos ver. — Falei, me fingindo de bravo. Mas na verdade eu estava um pouco feliz. Também estava triste... em outras palavras, eu estava confuso. Não sei se esse beijo foi algo bom, ou algo ruim. — Venha. — A chamei, um pouco frio. Ela ficou calada, seu rosto estava levemente avermelhado.

A levei até o banheiro, no corredor, não trocamos nenhuma palavra. Ambos estavamos pensativos.

– Você tem quinze minutos. — Disse, olhando para o meu relógio de pulso.

– Vai me dizer que você não gostou? — Ela ficou parada na minha frente, me encarando.

– Gostei do que?

– Do beijo. Eu sei que você gostou, estava retribuindo.

– Não.

– Sim, gostou.

– Eu não estava retribuindo garota, deixa de dizer besteiras... talvez tenha sido apenas o calor do momento que te fez pensar isso. — Meu tom de voz era sério, fazendo a garota acreditar nas minhas palavras.

– Não vai acontecer de novo? — Ela perguntou, um pouco triste.

'' Bem que eu queria '' – Eu pensava, até que vi que ainda não havia respondido.

– Não. Nós terminamos. E eu não posso por o meu emprego a perder.

Ela franziu o cenho, e me olhou com raiva.

– Só pensa no seu emprego! — Gritou, sua voz ecoou no corredor.

Ela cruzou os braços e fez biquinho, seu rosto estava vermelho. Sem pensar duas vezes, ela chutou com força a minha canela, me fazendo perder a pose e conduzir a mão para o lugar.

– Arrrg... — Aquilo doeu.

– Muito bem feito, precisa aprender a dar valor aos outros, e não ao seu emprego! Não sabe pensar em outra coisa a não ser o emprego! Parece que essa é a coisa mais importante para você! — Gritou, e logo depois entrou no banheiro, sem esperar a minha resposta. Percebi que algumas lágrimas cairam sobre seu rosto.

Eu ainda me contorcia de dor, como uma garota que mal se alimentou direito ontem a noite pode ter tanta força assim?

– Já parou para pensar garota, que o meu emprego é estar ao seu lado e cuidar de você? Arrg... você é o meu emprego, você é tudo para mim. — Sussurrei, sabendo que ela não ouviria.

##

Passou alguns minutos, mais ou menos meia hora. Como Juliana adora me desobedecer e passar o tempo inteiro no banheiro, resolvi esperar. Ainda no corredor. Vi a porta do banheiro se abrir.

– Demorou hein... — Reclamei ao ver Juliana saindo, ela estava com os cabelos molhados, e o corpo perfumado.

Seu rostinho estava triste, consegui ver isso assim que fitei seus olhos melancólicos.

– Vê se não enche. — Ela rosnou, me ignorando e voltando a andar.

A segui, eu estranhava o caminho que a jovem fazia.

– Não vai para o pátio? — Perguntei quando ela já estava no corredor da sua cela.

– Prefiro ficar trancada. — Sua voz estava fraca. Estranhei, mas aceitei em abrir a cela. Enquanto eu abria, me virei para ela.

– Está chorando? — Ela secou algumas lágrimas assim que eu perguntei.

– Só se importa com o seu emprego, lembra? — Entrou na cela.

– Só me importo com você. — Sussurrei baixinho, mas ela estava decepcionada de mais para me ouvir. A mesma se sentou no chão da sua cela, começou a brincar com o seu cabelo.

Ela tentava segurar as próprias lágrimas, acho que a magoei com aquela mentira toda. Eu gostei do beijo, eu gosto dela, eu a amo.

Me sentei no banquinho e peguei o jornal, acho melhor deixa-lá em paz.

Começei a ler quando ouvi uns passos pelo corredor, olhei para os lados. Mas não me importei, novamente fitei o jornal.

– Daniel! — Exclamou uma voz que eu conhecia, me virei, e então fiquei surpresso. — Tudo beleza?!

– Max?!

– É, sou eu cara! Quanto tempo! — Ele deu umas batidinhas nas minhas costas. — Fiquei sabendo que você tá dando uma de babá. — Max riu.

Max era brincalhão, não ligava muito para as regras do Demétrius. Mas era um policial, e fazia o seu trabalho. Não gostava de maltratar as presas, como eu. Ele é um pouco mulherengo, alto-astral.

Não sei porque, mas a personalidade de Max me faz lembrar uma outra pessoa, outro fantasma com esse mesmo tipo de comportamento, só não me lembro de muita coisa sobre essa pessoa, só tenho leves lembranças de que esse certo cara tocava Baixo, junto com um amigo dele.


Notas finais
Queria o reviews de todas vocês, mesmo que seja um ''Oi, eu li''
Mas eu queria mesmo reviews das minhas leitoras, para me inspirarem bastante, afinal, ainda teremos muitos capitulos. Beijooos. Minhas lindas! (:
Ps. Amei os reviews de vocês, respondo quando tiver tempo xD