Destino.
64 O novo policial.
Notas iniciais
E respondendo a alguns review. - Sim, o Daniel conheçe o Martim e o Félix, só não se recorda. Vou explicar isso mais tarde.
Julie narrando:
Me sentei no chão, chateada. Estava pensativa, triste, quando vi um rapaz alto, mais alto do que o Daniel. Ambos usavam o mesmo uniforme, acho que esse rapaz também é policial, mas eu nunca o vi aqui.
Hum... parece que ele e Daniel são bons amigos, estão conversando bastante.
Esse tal policial era risonho, parecia ser divertido para fazer Daniel rir junto, coisa que é bem dificil. Ele usava aparelho nos dentes, e tinha olhos castanhos escuros, assim como os seus cabelos.
O rapaz se virou para mim, na hora olhei para o outro lado, desviando o olhar.
Ele se aproximou da grade, me deixando um pouco nervosa.
– Oi garota. — Disse me fitando, olhei para ele, e depois olhei para Daniel, o mesmo pegou o jornal e começou a folhear, talvez sem se importar ou então fingindo.
– Porque todos insistem em me chamar de garota? — Perguntei, um pouco extressada.
– Hum... me diz o seu nome então. — O policial pediu, simpático.
Dei um sorrisinho fraco, mas logo o desfiz.
– O Daniel disse que é contra as regras chamar as detentas pelo nome.
– Aff, bobagem... não sou muito de seguir as regras, a ''vida'' não vem com manual de intrusões. Esqueçe essas regras e me conta — Respondeu de um modo divertido.
– Tá bom! Eu conto! — Falei animada, Daniel olhou para mim, tirando aquele jornal idiota do seu rosto. — Mas eu quero ir pro pátio antes. — Pedi. Sorridente.
– Beleza. — Ele falou, pegando suas chaves e abrindo a cela.
Daniel se levantou.
– Vou com vocês. — Senti a voz de Daniel soar um pouco grossa e revoltada.
– Não. — A ''Julie má'' disse, Daniel fez uma careta e cruzou os braços.
– Mas eu sou seu guarda-costas. — Retrucou.
– Pode deixar. Te dou um tempinho para descansar, afinal, deve estar exausto de tanto se dedicar ao emprego. — O cortei, ele bufou. — E também, não preciso de dois guardas me vigiando. Eu vou com o meu novo amigo. — Olhei para o amigo de Daniel, ou talvez não. Afinal, Daniel o olhava estranho quando o rapaz veio falar comigo.
– Opa, ganhei uma nova amiga, ouviu Daniel? — Ele riu.
– Parabéns. — Respondeu friamente, e se sentou no banquinho. Parecia chateado.
– Vamos? — Perguntei.
– Vamos! — Ele aceitou, animado. — Mas onde fica o pátio mesmo?
– É por aqui. — Apontei com a cabeça para o corredor seguinte. — Não precisa descer escadas, é só andar. — Comentei.
– Andar? Não prefere correr? — Me encarou com um sorriso.
– Hum... seria legal.
– Vamos apostar uma corrida?
Assenti e corremos pelos corredores, gargalhando.
– Não corre com ela! Ela pode cair! Ohh! Não corram pelos corredores, é proibido! — Daniel gritava de longe. Ignoravamos.
##
Chegamos no pátio, ambos exaustos da corrida. Eu venci ele por alguns segundos de adiantamento.
Apoiamos nossos braços nos joelhos, recuperando o fôlego.
– Foi divertido. — Comentei, arfando.
O rapaz sorriu, olhando para mim, ele já havia recuperado o fôlego.
– Então, qual é o seu nome? — Perguntou.
– Juliana. Mas me chame de Julie. — Sorri. — E o seu?
– Maxwell. Mas me chame de Max.
Ele me puxou, e então nos sentamos em um banquinho de concreto, ainda no pátio.
– Você fica muito mais bonita com esse sorriso. — Ele piscou para mim. — Você me parecia triste hoje. — Comentou. — Porque?
Suspirei, eu realmente não queria falar sobre isso, mas Max fez o meu dia mais feliz hoje. Com esse seu jeito divertido e amigavél, me fazia lembrar — e sentir falta — do Martim.
– Não é nada. — Tentei sorrir, mas falhei.
– Me conta, eu gosto de ouvir o problema dos outros. Se eu estivesse vivo, eu seria um psicólogo, adoro ouvir e dar conselhos para as pessoas.
– Tudo bem. — Assenti, ele sorriu. — Sabe qual é o meu problema? O Daniel! Ele me irrita!
– Ahh, então você não tem problema nenhum, é normal o Daniel irritar os outros. — Ele falou, de um jeito sério. Acabei rindo, ele riu junto. Fizemos uma pausa e paramos com as gargalhadas — Você gosta dele. — Afirmou, me encarando.
Nesse momento meu sorriso desapareceu, meu coração disparou, e eu engasguei com a minha própria saliva, acho que se o Max estivesse vivo, não seria um psicólogo, seria um vidente. E dos bons.
– Não. Não é verdade. — Tentei argumentar.
– É verdade sim. — Continuou sorrindo. — E também é verdade que você quer tentar ser rebelde para se encaixar nesse lugar. — Ele balançou a cabeça.
– Vem cá, que bruxaria é essa? — Eu ri. Como ele sabe tanto de alguém que mal conheçe?
– Não é bruxaria. — Ele se aproximou. — É só eu olhar bem nos seus olhos, que por sinal, são lindissimos, eu consigo sentir isso.
– Nossa, obrigada. — Corei com o elogio. Muitas pessoas já falaram que eu tenho olhos lindos, mas ele foi o primeiro a dizer que eles são lindissimos.
– Sabe o que eu estou sentindo agora? — Perguntou, percebi que ele me olhava no fundo dos olhos, estavamos próximos.
– O que? — Perguntei confusa.
– Calor. — E então o silêncio se formou, nossos rostos estavam quase se encostando.
– Vai com calma. — Disse, timida. — Você estava certo, eu gosto do Daniel.
– É, eu sei. — Respondeu naturalmente.
– Huh... mas eu queria gostar de um ra-apaz divertido e auto astral como você.
– Está dizendo que queria esquecer o Daniel? — Max franziu o cenho.
É, as vezes sim, as vezes não.
– Hunf. É, eu queria esquece-lo. — Assenti.
– Beleza. — Sorriu torto, não entendi o seu ponto de vista. Ele fez uma pausa. — Fica comigo.
– Ficar com você? — Eu ri. — Eu mal te conheço.
– Que que tem? Isso vai fazer você esquecer o trouxa do Daniel.
– Trouxa? Pensei que vocês fossem amigos.
– Somos melhores amigos. Amizade de homem é assim: Trouxa, otário, animal, idiota, filho da pu...
– Entendi. — O cortei. — Mesmo assim não acho certo ficar com alguém que eu mal conheço.
– Então acha certo sofrer por alguém que só liga para as regras?
Não o respondi: Dessa vez ele me pegou.
Max percebeu o silêncio, viu que eu estava indecisa e continuou.
– Olha, é só uma ficada. Nada de mais. Eu sei que você gosta do Daniel, e nós dois somos somente amigos Julie.
Continuei calada, ele pegou minha mão.
– E então?
– Tá certo. — Aceitei, ele sorriu.
Hesitante, segurei sua nuca. Senti meu rosto um pouco vermelho. Eu estava timida, mas acho que isso vai me ajudar a esquecer o Daniel. ''Tudo bem, vamos lá '' Max sussurrou, se aproximando de mim. Fiquei paralizada, nossos corpos se encostaram, em seguida, o rosto.
Senti seu nariz no meu. E então fechei os olhos.
– MAS O QUE É ISSO AQUI? — Daniel se materializou em nossa frente.
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