Destino.

67 Sacrificíos por Amor.


Notas iniciais
~Postando mais cedo~ ^^

Julie narrando:


Daniel foi andando, sem se importar se eu iria me encrencar ou não. — mas acho que dessa vez vou escapar da encrenca — Fiquei um pouco chateada, não com ele, e sim comigo mesma. Ele foi todo romântico, admito que por dentro, me derreti inteira. E eu, fui toda ignorante com ele. Sim, eu quero esquece-lo, mas também quero ficar junto a ele, de novo.

Fui uma boba, me arrependi de ter recusado. Mas eu estava certa em uma coisa, ele continuaria a obedecer o seu chefe, mostrando serviço apenas para agrada-lo, e continuaria fingindo que não existe amor entre nós.

– Hum... acho melhor deixar as coisas como estão. — Comentei, sussurrando. Olhei para o spray com as tintas. Sorri. Agora eu iria por minha vingança em prática.

Fui até o pátio, proucurei um lugar mais tranquilo para pixar, olhei para as paredes, no cantinho, tentando encontrar alguma câmera de segurança, eu realmente não queria ser pega.

Finalmente achei um lugar sem câmeras, me aproximei da parede lisa e limpa, estava até com dó de pixa-lá, já que a Juliana boazinha gritava para eu não cometer esse ato. Porém, eu ignorei.

Trêmula, começei a pixar a parede, eu não iria fazer qualquer pixação, eu realmente queria por Demétrius em seu lugar.

'' Demétrius, seu filho da puta! Vá para o inferno! '' – Já estava terminando de escrever essa frase, eu estava no meio da palavra 'inferno', quando senti uma mão segurar o meu pulso. Me impedindo de continuar.

– M-mas... você perdeu o juízo? — Gritou Daniel.

O ignorei, e com muito esforço consegui completar a palavra 'inferno' na parede.

– Garota, me dê essa tinta! Você está pedindo para morrer é!

– Eu adoraria! — Retruquei. Daniel bufou, ele estava mais desesperado do que eu mesma, começou a passar a mão pela parede, tentando apagar o que eu já havia escrito, sem sucesso.

Umas detentas começaram a se aproximar, elas estavam surpressas com o meu ato.

– O que fazem aqui?! Anda! Circulando! — Ele gritou, todas correram, com medo do Daniel. — Vem logo antes que mais alguém veja. — Ele puxou meu braço.

– Mas, que vandalismo é esse?! — Demétrius apareçeu, ele ficou ainda mais nervoso do que Daniel quando viu o que estava escrito na parede. — Não vou precisar nem perguntar quem fez isso. — Ele olhou para mim, eu estava com a arma nas mãos (o spray), aquilo já era mais do que uma prova.

– Senhor, pode deixar. Eu darei um bom castigo a ela. — Daniel se intrometeu.

– Não, nada disso. Solte ela Daniel. — Ele pediu, normalmente.

Eu e ele estranhamos a decisão de Demétrius, mas o rapaz obedeceu. Me soltando.

– Ela terá a punição que merece. — Ele soltou essa frase, deixando Daniel levemente preocupado.

– Senhor, o que fará com ela? — Perguntou, apreensivo.

'' Deixe-me advinhar, acho que vou passar mais ou menos uma semana na solitária. '' – Eu pensava, agora arrependida.

– Hum... — Demétrius se aproximou de Daniel, e sussurrou algo em seu ouvido, infelizmente não consegui ouvir.

– SENHOR! Não faça isso! — O repreendeu assim que seu chefe parou de cochicar.

– Cala a boca, e leve ela para a sala que eu te indiquei. — Ele estava furioso. Começei a sentir medo da expressão do Daniel.

– Senhor, acho que ela não fez algo tão grave para merecer isso.

– Você não tem que achar! Ela me humilhou! — Ele apontou para a pixação. — E você vai pintar aquela parede.

– EU?

– É Daniel! Você! E ainda vou descontar isso do seu salário, você precisa aprender a não deixar essa garota solta por ai.

O mesmo bufou, derrotado. Segurou meu braço novamente e me fez andar. Ele estava visivelmente triste, talvez pela minha resposta hoje no armário, o não tão frio que recebeu. Estou arrependida disso, mas acho que essa não é a hora apropriada de pedir desculpas.

– Para onde está me levando? — Perguntei.

– Para um lugar que eu não queria levar.

Fiquei com medo da sua resposta nada informativa. Demétrius parecia bem nervoso. Acho que apenas uma semana na solitária não seria o bastante, não para esse homem.

– Cadê o Demétrius?

– Foi buscar uma coisa em seu escritório. — Respondeu sem me olhar diretamente, tenho certeza de uma coisa: Daniel está chateado pela minha resposta, consigo ver isso em seus olhos.

O silêncio se fez necessário durante alguns minutos, já estavamos no terceiro andar, admito que nunca vim para cá... que eu me lembre as salas solitárias ficavam no segundo, mas decidi me calar.

Daniel pegou o seu molho de chaves, parando em uma porta, ainda segurando o meu braço.

Vi que sua mão estava trêmula, e ele tinha dificuldade em abrir a porta.

– É assim... — Segurei sua mão, fazendo o rapaz olhar para mim. Finalmente, agora com mais firmesa ele conseguiu abrir a tranca.

Entrei em uma sala estranha, junto com Daniel.

No teto haviam duas cordas. Me lembravam duas pequenas forcas.

– Vão me enforcar? — Perguntei, visivelmente nervosa.

Daniel negou com a cabeça.

– É... preciso que tire sua blusa. — Pediu, olhando para baixo. — Está de sutiã não está? — Perguntou, um pouco corado.

Assenti, o respondendo. Mas eu ainda estava na dúvida, afinal, pra quê aquilo tudo?

– Ótimo, então tire a blusa.

– O que ele fará comigo?!

Daniel suspirou, e ele mesmo levantou minha blusa a tirando, jogou-a no chão. Sem se importar, e tentando não olhar para o meu situã.

Demétrius apareceu, impedindo Daniel de me explicar.

– Bom, vejo que você me obedeceu Daniel. — Sorriu diabolicamente, enquanto o rapaz fitava a mão do seu chefe.

Ele segurava uma corda.

– Senhor, isso é muito grosso, vai machuca-lá! Não faça isso senhor, não perca a cabeça! — Aconselhava o rapaz.

– Daniel... sei que você não mudou, ainda gosta de um pouco de violência. — Sorriu torto.

– Violência? O que vai fazer comigo! — Eu estava desesperada.

– Olhe senhor, acho que não é uma boa ideia chicoteá-la com essa corda, é muito grossa, pode mata-lá!

'' Eu vou levar chicotada? Mas isso é mesmo um inferno! '' – Eu pensava, ainda em desespero. Agora entendi porque Daniel pediu para que eu tirasse minha blusa.

– Não... com essa corda grossa vai ser mais divertido. — Ele disse, olhando para a arma que segurava.

Daniel franziu o cenho, e olhou para ele.

– Tudo bem. Acho que você está certo. — Ele fez um esforço para soltar as palavras e admitir o erro. — Vou tentar encontrar um chicote mais fino. E quando eu voltar, quero o pulso dela bem amarrado aí. — Apontou em direção as duas cordinhas que estavam presas no telhado.

Demétrius se foi, Daniel pegou um dos meus pulsos, e o prendeu.

– Se eu soubesse que aquele spray seria para a sua vingança, eu jamais o daria a você. — Ele comentou, triste.

– Daniel, me tire daqui. — Prometo que serei boazinha.

– Eu gostaria muito, mas não posso desobedecer as ordens dele. — Prendeu meu outro pulso.

– Voltei. Acho que o meu cinto de couro é bem mais cortante. — Demétrius riu.

– E-eu... eu quero ser chicoteado senhor. Solte a menina, e me deixe ir em seu lugar.

– Não! — Gritei de imediato, tá certo, eu não queria levar uma surra nas costas. Mas... Daniel não pode assumir a responsabilidade dos meus atos. — A culpa não foi sua.

– Garota, não percebe? Eu quero ir em seu lugar!

– Pensando bem, se Daniel te vigiasse melhor, isso não iria acontecer. — Concluiu Demétrius.

– Senhor, eu aceito o castigo, mas solte-a. Por favor.

– Não. Não posso por toda a culpa em você. — Demétrius disse, ele fez uma careta. — E então, vai ficar aqui para ver?

– Não senhor. Não quero ver isso. Vou pintar a parede que ela sujou, como o senhor pediu. — Ele saiu, cabisbaixo.

Demétrius deu umas volta na sala, olhando para mim. Fechei os olhos, sentindo que eles estavam marejados.

– Então Juliana... — Ele se aproximou, esticando o cinto de couro. Olhei para ele. — Pronta para sentir dor? — Sorriu.

Notas finais
Posto ainda hoje se ganhar reviews de todas as leitoras :D
#Chantagem.