Destino.

10 Respostas.


Notas iniciais
Obg pelos comentários! Amei! *-*
Não estou muito inspirada, não sei se é o sono (Pois ontem não dormi já que a minha colega desapareceu.) ou se é a preocupação com as provas, mas eu gostaria da opinião de vocês; Como a fic está? Estão gostando?
Isso me deixaria mais feliz e inspirada. Obg pela compreensão.

Daniel narrando:


Aquilo foi um grande susto para mim... até mesmo um susto maior do que a Mariana tomou. Porque ela estaria desmaiada? O que aconteceu? Será que ela está bem?

'' Ahh... bom... eu... eu... eu não ligo, só vou lá ver ela porque é o meu trabalho... ''

– Eu vou chamar ajuda... — Disse a detenta.

– não! — A empedi. — Volta pra sua cela agora.

– Mas... ela...

– Calada! — Ordenei, ela abaixou a cabeça. — Volta pra cela. — insisti, ela aceitou. Indo em direção a sua cela.

Eu não podia deixar ninguém vê-lá assim, pois nem eu mesmo acreditava. Afinal, se alguém descobrisse que a garota que eu estou cuidando está inconciente, na certa eu seria demitido.

Corri desesperado para o banheiro, eu nunca fiquei tão preocupado assim com uma ''criminosa''

Entrei no box, e vi a garota tentando se levantar do chão.

– O que aconteceu? — Gritei, em um tom de completo nervosismo.

– Des-desculpa... — Disse trêmula. — Não me machuque.

Novamente fechou os olhos, iria cair com tudo no chão se eu não a segurasse. Ela estava com o corpo mole, a tirei do box molhado, para ela não escorregar, e a pus em um canto seco do banheiro, peguei uma toalha grossa e limpa, e passei pelos seus braços, a menina estava com frio.

– Porque demorou? — Estava esse tempo todo desmaiada?

– Por favor... me desculpe pela demora, só não me bata ou me machuque... por favor. — A garota implorava, com lágrima nos olhos.

Eu a causava tanto medo assim?

– Sch... — Tirei seus cabelos molhados da frente de seu rosto. — Eu só quero saber o porque do seu desmaio. Estava passando mal? Eu poderia ter te levado a enfermaria. Eu estou aqui para isso.

Ela deu um sorriso amarelo.

– Não... é que eu... eu... — Ela me abraçou forte, sem dizer mais nada, ou sem conseguir dizer mais nada, e começou a chorar.

Eu não tive reação nenhuma, não disse para ela me soltar pois estava me molhando, apenas fiquei calado, tentando não retribuir.

A garota me abraçou mais forte, quase empressando nossos corpos, sua mão foi para o topo da minha cabeça, fazendo o meu quepe cair, e deixando meus cachos à mostra.

– Já chega... — Mandei. Tirando seus braços de mim, e colocando o meu chapeu de novo.

Ela suspirou.

– Quero voltar para casa.

– Hum... Não pode.

– Mas eu sou inocente.

– Se fosse não estaria aqui. — Disse me levantando do chão, peguei seu uniforme e joguei ao seu lado. — Vista-se.

– Já vi que você não gosta de abraços. — Reclamou a jovem.

Ignorei suas palavras, minha mente estava cheia de pensamentos: Ela disse que era inocente, e o Demétrius não quis me dizer o motivo da novata estar aqui...

– Porque está aqui? — Perguntei.

– Hã?

– Porque foi presa?

– Não sei... eu só... achei um disco velho de vinil em casa... Então eu libertei dois fantasmas.

Me sentei no chão do banheiro novamente. Estava me interessando pela história, a garota continuou.

– Um era o Martim, e o outro era o Félix. Então nos tornamos grandes amigos.

– Continue...

– Mas aí, um dia, eles falaram que não podiam mais aparecer para mim... porque me colocariam em risco. Dai eles voltaram para o disco. Mas eu estava com saudades deles, então peguei o disco e quebrei, aí eles voltaram para mim pois o disco estava quebrado e não tinha como entrar novamente nele... e depois eu vim parar aqui. Eu juro que não fiz nada.

– Você não fez nada! — Gritei alto depois de ouvir toda a história. — Garota, Eles estavam presos no disco de vinil. Era como se fosse uma ''cadeia'', um ''castigo'' uma ''detenção'' do meu chefe com eles, o Demétrius faz isso com fantasmas que quebram as leis. E você libertou, depois eles precisaram voltar para o disco, mas você não estava satisfeita em apenas tocar o disco como também o quebrou, ou seja, você os libertou por toda a eternidade, como se os ajudassem a fugir. Pela segunda vez;

– Não sei o que isso tem de mais... — revirou os olhos.

– Você é uma criminosa. Por isso está aqui.

– Não é crime quebrar um disco.

– Mas você foi cumplise da fuga e ajudou na fuga dos dois, então isso é crime espectral.

– Droga! — reclamou. — E isso pega quanto tempo de prisão?

– hum..... 6 meses.

'' Só isso? Eu vou cuidar dela apenas por 6 meses. '' — Quer dizer, 6 meses é muito tempo, é uma tortura para mim.

Percebi que a garota tentava se levantar já com o uniforme cor de laranja, porém, apenas olhava para o chão, talvez com medo do meu tom de voz, ou com medo de mim... ou então, deve ser porque desmaiou recentemente...

– Quer ajuda pra levantar? — Tentei ser um pouco mais bonzinho, já que a garota estava assustada comigo.

– Não... eu não preciso. — Recusou se levantando, porém, perdendo o equilíbrio logo a seguir.

A segurei forte, ela agarrou meu tronco, novamente me abraçando, mas dessa vez por pura necessidade, afinal, se ela não me abraçasse iria cair...

Daí eu me dei conta: Já eram quase meio dia... Ela devia ter desmaiado por pura fraqueza, pois eu esqueci que os humanos tomam café pela manhã. Me agachei, ainda segurando a novata.

– Quer que eu te traga algo para comer?

Ela negou.

– Quer o que então? — Perguntei, estava preocupado, a garota era sorridente e hoje parecia bem triste e fraca.

– O Nicolas.

Aquilo me trouxe uma grande revolta.


Notas finais
P.S. A Julie não gosta do Nicolas. ~E me digam se vocês estão gostando da fic ~
Me deixem reviews!