Destino.
53 Rain
Notas iniciais
Meninas, calma... ainda não tenho certeza se já são os ultimos, acho que me precipitei ;D
Ps. Meu cachorrinho está melhorando, porém, ainda está em estado de risco. Obg pela atenção meninas, vocês são umas fofas *--*
Julie narrando:
Era noite, uma noite fria e um pouco nublada, Daniel foi proucurar uma fugitiva com um grupo de policiais, cada um levou o seu carro. E como ele precisa me vigiar por vinte e quatro horas, ele me levou também.
– Já capituramos a detenta Márcia. – O rádio do carro disse, Daniel suspirou aliviado. Pois a mulher estava armada e ele não queria me por em risco.
Ele desligou a sirene, e finalmente aquele barulho infernal cessou.
– Bom... Já que estamos aqui, que tal admirar a noite? — Pedi. Ele bufou, Daniel realmente odeia quebrar as regras do seu chefe. — Por favor, entenda... eu sou uma humana, no meu mundo eu vivia livre, andava pelas ruas, via pessoas, eu preciso disso meu amor.
– Tudo bem. Mas, só um pouco. — Ele olhou para a janela do carro. — Daqui a pouco vai chover.
Ele estacionou o carro em uma ruazinha deserta. Achei uma pequena árvore, então me sentei ali.
Daniel foi se sentando ao meu lado. Me acomodei em seu peito, enquanto o mesmo envolvia seu braço no meu ombro.
Ele fitava o céu, pensativo. Parecia triste, ou decpecionado, com algo ou então até com alguém.
– Amor, tá tudo bem? — Perguntei, um pouco preocupada. Daniel não pareçe o mesmo desde que conversou com o seu chefe naquele dia, em sua casa.
– Hã? Oi? C-claro... eu só estou achando o tempo um pouco nublado, acho que vai chover. — Ele mal sabia mentir.
Fingi acreditar naquela conversa fiada e o abraçei forte. A noite estava um pouco fria...
– Bom, acho melhor irmos. — Ameaçou se levantar. Mas eu não deixei.
– Ahhh Dani, ninguém vai perceber que eu não estou lá, vamos ficar mais um pouco aqui. Curtindo essa noite... — Sorri.
Ele me acompanhou com o mesmo sorriso no rosto.
– E o que você quer?
Suspirei, e dei um sorriso malicioso. — Policial, me prende. — Pedi agarrando sua nuca.
Ele se virou para mim, e então me beijou, um beijo calmo e delicioso. Ele pediu passagem com a lingua e eu cedi desesperadamente.
Nossos corpos foram se juntando, e a noite que para mim estava fria começou a esquentar.
Suspiravamos em meio ao beijo. Até que precisei do ar. Ele foi me dando fortes beijos no pescoço, deixando marquinhas levemente roxas e me arrancando mais suspiros apaixonados.
Tirei seu quepe, sua gravata, desabotuei sua blusa aos poucos. ''Não Julie... Para... '' Ele pedia, mas continuava a retribuir. Tirei totalmente sua blusa, armazenando lentos beijinhos em seu toráx e pescoço.
Uma forte chuva caiu em questão de segundos, Daniel estava em cima do meu corpo, fazendo a água fria bater bem em suas costas. Ele fez uma careta e seu corpo estremeceu um pouco.
Ele pegou sua blusa que estava jogada no chão e colocou em mim.
– Vem, vamos pro carro. — Ele me puxou, me abraçando.
Cada gota caia nele, e não em mim. Ele me protegia até mesmo da chuva. Seu corpo todo trêmia, até o pêlo de seus braços estava arrepiado, enquanto eu continuava totalmente seca.
Ele me colocou no banco da frente do carro, e abriu a porta do outro lado. Se sentou, ele se tremia tanto que até batia seus dentes.
Ouvi o som do motor do carro, e vi que o veiculo já estava ligado.
– Dani, o carro tem teto, vamos pro banco de trás... — Pedi, eu queria mesmo uma noite com ele já que nos reconciliamos.
– Não. Não vamos fazer amor hoje, está chovendo. — Ele disse, um pouco decepcionado também.
– Qual é o problema? Aqui dentro estaremos seguros.
– Eu não estou me preocupando comigo, e sim com você. Pode se resfriar com esse tempo. — Ele começou a dirigir, me calei.
Chegamos no presídio, tentamos fazer o minimo de barulho, ele ainda me protegia da chuva quando passavamos pelo matagal.
Devolvi sua camisa, ele a vestiu e me colocou na cela.
– Boa noite. — Falei sorrindo. Ele me deu um selinho, mesmo estando separados pelas grades.
Senti seus lábios frios. Frios não, congelando.
– Você está bem? — Perguntei, nunca o senti tão gelado assim.
Ele apenas assentiu com a cabeça e se sentou no banquinho. Me deitei na cama e logo peguei no sono.
– Bom dia. — Ouvi uma voz rouca, bem rouca no meu ouvido.
Me virei e vi Daniel, um pouco mais pálido do que o normal, completamente gelado e segurando uma toalinha branca, ele tossiu um pouco, afogando a tosse na toalha.
– Bom dia amor. — Me levantei e segurei sua nuca, iria lhe dar um selinho.
Ele se afastou bruscamente de mim, ainda tossindo e um pouco fraco.
– NÃO! NÃO SE APROXIME! — Gritou, sua voz falhou um pouco. Tossiu. — Estou resfriado. — Reclamou.
Me senti um pouco culpada por isso. Me aproximei dele, e passei a mão por sua testa.
– Está com febre. — Suspirei. — Porque não pede uma folga? Está doente.
– Não. Vou trabalhar. — Teimou. E espirrou logo em seguida.
##
– Está melhor? — Perguntei preocupada, me segurando nas grades enquanto Daniel estava sentado no banco.
– Não, estou com dor de cabeça, acho que febre... Droga de chuva.
– Não precisava levar tudo ao pé da letra, não precisa me proteger de todas as coisas. — Revirei os olhos. — Se você vestisse a camisa ao invez de me dá e usar o seu corpo como uma barreira para me proteger daquela água gelada não estaria assim.
– Eu não estou arrependido disso. — Sorri com aquelas palavras.
Ele continuou espirrando e tossindo por mais alguns minutos. Ele estava péssimo porque é teimoso e não aceita uma folga para melhorar.
– Não te pago para tossir. — Demétrius surgiu, Daniel ficou imóvel, tentando prender o proprio espirro. — Hum... me parece bem abatido rapaz.
Daniel negou com a cabeça.
– Estou muito bem senhor.
– Não está não, está cheio de febre e dor de cabeça mais não quer admitir. — Me entrometi.
Demétrius se virou para mim, e deu um sorriso, estranhei aquela atitude.
– Juliana, linda Juliana. — Continuou sorrindo. Acho que ele também anda doente. — Vamos Daniel, pode descansar, eu cuido dela. — Se virou para o policial.
– Já estou melhor. Não quero descansar, eu cuido dela. — Ele falou autoritário, parece que Daniel gosta mesmo de cuidar de mim, ou então não quer Demétrius por perto.
– Eu vou cuidar dela.
– Não senhor, esse é o meu trabalho.
– Não vou descontar esse dia do seu trabalho, pode ir.
– Não quero. Vou ficar aqui.
– Eu cuido da menina.
– Eu vou cuidar senhor, não se preocupe.
– Não teima comigo.
– Só estou obedecendo suas ordens.
– Eu vou cuidar.
– Não vai, essa não é sua função. Volte para o seu escritório senhor, eu estou bem.
– Não recebo ordens suas! — Demétrius gritou, com raiva. Daniel se assustou um pouco. E se calou... admito que pra mim só faltava a pipoca para apreciar mais a briguinha inutil dos dois.
– Mas senhor, já falei que estou muito bem. — Ele prendeu a própria tosse... seu rosto ficou vermelho com o esforço que fazia. — E-eu... cof... c-cui-do... cof... cof... dela.
– Você está resfriado e com febre, pode ir para casa Daniel, não seja burro! Eu estou deixando! Seu salário não vai diminuir!
– Eu já disse que não quero. Eu nunca me senti tão bem senhor.
– To cansado dessa conversa fiada. — Demétrius revirou os olhos, e encarou seu relógio de pulso. — Se você não sair daqui em um minuto e me deixar sozinho com ela será demitido.
– T-tudo bem... cof... cuide dela. — Ele olhou feio para Demétrius e se retirou.
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