Destino.

54 Back to me.


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS FINAIS xD

Julie narrando:

Já havia se passado alguns minutos desde que Daniel foi para casa descansar. O que eu acho estranho é que ele não queria voltar para descansar e olhava para Demétrius de um jeito estranho. Ele não estava mais concordando com as palavras de seu chefe, não obedeceu as ordens de ir para casa. E só aceitou para não perder o emprego.

Eu tentava ao máximo não ter nenhum contato com Demétrius, eu ainda tinha medo dele por causa daquele dia, na sala de tortura.

- Será que ele está bem? — Perguntei sussurrando para mim mesma, estava preocupada com o estado de Daniel.

- Oi? — Demétrius ouviu. — Claro querida, ele vai melhorar. Geralmente, febres em fantasmas são comuns e passageiras.

- Hum... — Estranhei o jeito que ele olhou e sorriu para mim, mas resolvi ficar quieta. — Posso ver ele? — Perguntei.

- OQUE??? Não! Não mesmo! Ele precisa descansar!

Dei um sorrisinho amarelo.

- Por favor. — Insisti.

Demétrius se levantou, fiquei até com um pouco de medo. Mas logo passou, ele foi abrindo a cela.

- Tudo bem. — Ele aceitou, fiquei feliz. Ele prendeu meus pulsos. — Me dê a sua mão. — Pediu.

Fiquei calada e não dei, mas ele fez o favor de segura-lá, até senti ele entrelaçar nossos dedos. Mas eu desfiz aquilo.

- Pode deixar. Não precisa segurar minha mão. — Falei com gentileza para não irrita-lo.

Ele assentiu um pouco chateado. Eu realmente não entendo o que está acontecendo com esse cara. Um dia ele é um monstro, no outro ele está sendo... bonzinho.

Chegamos na frente do apartamento do meu namorado. Demétrius bateu na porta.

'' Entre! '' apenas ouvi ele gritar lá dentro, sua voz ainda estava rouca.

Nós entramos, Demétrius se sentou no sofá e ligou a tv.

- Vá garota, não demore muito e não feche a porta do quarto, não quero deixar vocês dois tão à vontade. — Reclamou, olhando para a tv.

- Pode tirar minhas algemas? — Perguntei antes de ir para o quarto, ele suspirou mas acabou aceitando.

Pegou as chaves e destrancou as algemas, deixando minha mão livre. Porém, ele segurou minha mão direita, fiquei paralizada, não entendi sua atitude.

Ele a beijou, e depois deu um sorriso torto. Eu estava cada vez mais assustada com o seu comportamento.

Me soltei dele, e me virei, olhando diretamente para o quarto de Daniel. O mesmo estava deitado e observou toda a cena entre mim e Demétrius, senti um calafrio.

Entrei em seu quarto, e sorri.

- Oi amor. — Falei em sussurrou, alisando seus cachos. — Está melhor?

- Um pouco, tomei remédio. — Ele disse sem tirar os olhos de Demétrius, que estava na sala de estar. — Como meu chefe está te tratando?

- Bem. — Bem até de mais.

- Hum...

- Porque?

Ele forçou um sorriso.

- Por nada. — Não sei porque, mas não acreditei em suas palavras.

Toquei em seu rosto.

- É, parece que não está mais com febre. — Sorri.

- Ótimo. — Ele se sentou na cama em um piscar de olhos. — Eu já posso voltar ao trabalho. — Ameaçou se levantar, mas eu o empedi.

- Daniel, é melhor você descansar. — Recomendei.

- Febres em fantasmas não costumam durar muito. Eu quero voltar ao trabalho. Não confio mais no meu chefe. — Ele sussurrou a última frase, mas eu acabei ouvindo.

Ahh, então é isso? Ele está querendo voltar ao trabalho porque está com medo de que Demétrius faça algo comigo?

- Amor, já falei que não precisa me proteger de tudo. — Comentei, ele fez uma careta. — Ou de todos. — Acrecentei.

Empurrei lentamente seu peito. O fazendo deitar na cama novamente.

- Vá dormir um pouco. — Pedi carinhosa. Ele demorou um pouco mais assentiu. Eu o cobri e lhe dei um beijo na testa. Já que ele havia virado o rosto quando iria lhe dar um selinho.

- Acho que já está na hora de voltar para a cela. — Demétrius surgiu no quarto.

- Senhor, eu posso voltar ao trabalho agora, cuido dela e você fica bem longe...

- Calado! — Demétrius o repreendeu, Daniel amarrou a cara. — Eu cuido da princesa. — Comentou sorrindo, fiquei calada.

##

Já tinhamos voltado para a cela, eu acho que o Demétrius ''bonzinho'' assusta mais do que o malvado. Eu estava encolhida na cama, vendo aquele homem me observar com cautela. Eu estava cada vez mais nervosa com isso, ele nem ao menos piscava, olhava para mim com uma cara de bobo. Parecia me admirar.

Peguei uma revista e começei a lê-lá.

- O que está fazendo? — Ele perguntou, sua voz estava calma. O olhei um pouco timida ele sorriu.

- É... e-eu, s-só... est-tou lendo. Lendo a... a revis-sta. — Gaguejei.

Ele abriu a cela, continuava me encarando sorridente. Se aproximou de mim, me encolhi ainda mais.

- Está nervosa? — Perguntou. Tocando no meu rosto. — Não fique.

Engoli em seco, aquelas palavras me deram calafrios.

- Tudo bem. — Assenti e voltei a olhar para a revista, eu não estava me concentrando na leitura, mas queria me distrair um pouco.

- O que está lendo o que? — Foi se sentando ao meu lado.

- H-horoscopo.

- Interessante. — Sorriu maliciosamente. Abaixei a cabeça. — Qual é o seu signo?

- Touro. — Respondi forçadamente.

- Ahh, sim. — Ele pegou a revista de minhas mãos. Continuei calada, apenas desejava Daniel aqui, bem ao meu lado. — Hum... '' Viverá um grande amor. '' — Ele leu em voz alta a frase que estava na revista, mas precisamente no meu signo.

Engoli em seco, eu estava com medo. Mas não sei: Acho que não sou mais aquela garotinha boba que chegou aqui, assustada com tudo e com todos. Eu mudei, ou melhor Daniel me fez mudar. Agora me sinto mais... madura, mais mulher.

- O que quer comigo??? — Perguntei sem paciência, tinha uma pitada de nervossismo na minha voz. Mas mesmo assim eu o enfrentei. Mesmo que isso possa me causar graves consequências.

Ele tocou no meu braço, o alisando calmamente.

- Estou sendo bonzinho Juliana, sabe... acho que não quero te tratar mal. Pelo contrário. — Sorriu.

Eu estava assustada, muito assustada. Daniel também anda estranho com ele, os dois não estão se dando tão bem. Bom, o Daniel anda um pouco sem paciência com ele. Já pediu para Demétrius ficar longe de mim.

- Socorro! Socorrooooooooo! — Gritei desesperada, tentei me levantar da cama, mas Demétrius segurou meus dois braços, e me emprenssou na parede, tampando com violência a minha boca.

- Qual é o seu problema?! Não estou fazendo nada de mais. — Ele se defendeu. Me calei, percebendo seu rosto se aproximar ainda mais de mim.

Ele encostou nossas testas, eu não conseguia me mover pois ele me prendeu com força.

Nossos narizes se encostaram, e ele foi tirando sua mão de meus lábios aos poucos, eu tentava me rebater, mas não conseguia. Meu coração estava a mil, eu estava nervosa. Ainda não sabia qual era sua verdadeira intensão quando: Ele me beijou.

Notas finais
Meninas, os próximos episódios terão FORTES emoções, mas só vou postar quando ganhar reviews de todas as leitoras, preciso saber se estão gostando da fic ou não;