Destino.

24 Quero Você pra Mim.


Notas iniciais
Recadinho: amores, vamos votar no elenco de Julie e os Fantasmas no MPN 2012 *-*
http://meuspremiosnick.uol.com.br/votacao/
E obg pelos reviews, não sei se vou responder a todos pois minha internet está bem lenta hoje.

Julie narrando:

Fiquei calada, tentando assimilar tudo o que Daniel dizia, ou melhor, tudo que ele tentava dizer, pois depois começou a falar enrrolado, eu quase não consegui entender nada.

'' E aqueles beijos, estavam tão bom, e quentes... '' — Admito que queria mais do que simples beijinhos provocantes no pescoço, mas eu não podia fazer isso, ele não estava no seu estado 'normal', na certa irá esqueçer tudo o que passamos.

Daniel tossiu um pouco, se agachou, parecia que estava à ponto de vomitar, porém, ergueu a cabeça e parou de tossir.

- F-fala! — Gritou alto.

- Falar o que? — Perguntei confusa.

- Você se im-importa comigo? — Abaixou a cabeça, parecia triste.

Eu não devia dar confiança à essas palavras, mas não conseguia evitar. Talvez essa seria a chance de o conhecer melhor.

- Claro, claro que eu me importo. — Sorri.

- MENTIROSA! — Deu um passo largo, se aproximando.

Me encostei na parede, ele parecia nervoso. Ainda hesitante, alisei seus cachos, o rapaz foi se acalmando um pouco, sem deixar de me olhar nos olhos.

- Porque acha que eu estou mentindo?

Ele riu alto, um pouco tonto, se sentou na cama. Me aproximei, mas resolvi não me sentar ali, afinal, não sei o que fizeram naquele colchão sujo.

- Você. — Sorriu abobado, mas logo desfez o sorriso, parecia bravo. — Você me fez de I... idi? Diota. Idiota.

- ... — Fiquei calada, eu queria entender o que ele falava, mas suas palavras não tinham muito sentido.

Ele percebeu que eu não estava entendendo, mas resolveu continuar a falar assim mesmo.

- Aquilo doeu. — Olhou pro chão. — M-as que dor de cabeça. — Passou a mão pelos cachos. Acho que o efeito da mistura está passando... mas logo agora? Eu precisava descobrir o que eu tinha feito para ele ficar assim.

Me agachei perto dele.

- Daniel, o que eu fiz que doeu?

- E-eu e-s...estava espe-- Coçou o alto da cabeça, parece que não se lembra da continuação da palavra.

- Esperando? — Chutei.

- É!

- Estava esperando o que?

- Um b-braço. Abraço.

Sorri com aquilo: Ele estava esperando um abraço meu? E eu dei com toda a minha vontade.

- M-as aí tu pegou minhas C-chaves e sumiu. — Fechou os olhos com força, e uma lágrima escorreu, isso me deixou surpresa, pela primeira vez eu conheci o Daniel sensivel...

- E isso doeu em você não é?

Ele apenas balançou a cabeça, ainda olhando para o chão, ele concordou com a minha pergunta.

- Julia, e-eu... — Se levantou, dei um passo para trás, o Daniel sensivel também assusta, além de que ele também é muito imprevissivel. Ele pegou uma mecha do meu cabelo, brincando... mas logo a soltou. — Eu quero te be-ijar, hum... te a-a-braçar, abraçar. T-te ter em meus braços Julia. Que-quero você, pra eu.

Fiquei perplexa com tudo o que ele falou, porém, depois disso, ele simplismente fechou os olhos e caiu praticamente em cima de mim.

Com muito esforço o joguei na cama, acho que ele desmaiou, ou simplismente dormiu. Percebi que no seu ouvido tinha um pequeno fone, acho que é ai que ele se comunica com o seu chefe, peguei o fone, e pedi para alguém nos buscar, dei o endereço, bom, pelo menos eu sabia que era algum bar no centro da cidade espectral.

Um carro da policia foi nos buscar, quem o dirigia era o Nicolas, pois ele, assim como Daniel, trabalhava vinte e quatro horas por dia.

##

Muito tempo se passou, na verdade, apenas quatro dias. Eu estava na solitária da prisão, acredita que o Demétrius não demitiu o Daniel? Bom... ele até demitiu, mas eu falei que mesmo bêbado, Daniel cumpriu com o seu trabalho de me proteger, e Demétrius aceitou ele de volta ao trabalho.

Mas mesmo assim, esse policial cretino me colocou na solitária. As vezes o fofo do Nicolas vinha me visitar, agente conversava um pouco... Ainda bem que esses quatro dias sozinha já passou, agora eu estava de volta para a minha cela.

- Oi Daniel. — Sorri timída, lembrando do que ele havia me dito naquela noite... ele queria me abraçar, me beijar... e eu queria fazer o mesmo com ele.

- Oi garota. — Não olhou nos meus olhos, era como se eu fosse invisivel. Ele continuou a folhear uma revista idiota no corredor.

Resolvi me calar, fiquei alguns segundos quieta, apenas eu e meus pensamentos. Até que perguntei.

- Você se lembra do que aconteceu na noite em que bebeu?

Notas finais
Reviews?