Destino.
25 Aquele Beijo...
Notas iniciais
Mas tá ai, eu espero que gostem, e só vou postar mais quando eu ganhar comentários inspiradores kkk #Chantagem (:
Daniel narrando:
'' – Você se lembra do que aconteceu na noite em que bebeu? '' — Aquela pergunta me deixou confuso, não me lembro de nada na noite em que bebi, na verdade, eu só fiz aquela besteira por causa que — De novo — fui magoado por uma garota. Esse era o real motivo.
Eu estava feliz por não ter sido demitido, porém, Demétrius deixou bem claro para mim que não tem pena de ninguém, nem mesmo do seu melhor policial.
Foi aí que eu percebi: Precisava dá um gelo na garota para eu não perde-lá, pois se eu for demitido, jamais a viria novamente.
– Daniel, eu estou falando com você. — A detenta me despertou dos pensamentos.
– E eu estou ignorando. — Que sofrimento, preciso ignorar meu grande amor para não perde-lá.
Tá bom, eu sei que antes eu pensava que era apenas uma apaixonite, como há uns trinta anos atrás. Mas eu fiquei deprimido, fiquei quatro dias sem vê-lá, e isso me deixou mais triste do que o nomal. Daí eu percebi que esse sentimento era bem mais forte do que eu pensava.
Ela se calou, até estranhei, porém, a garota sorria abobada para mim. Admito que estava curioso com o que aconteceu naquela noite, mas eu não podia dar confiança.
– Sabe, os bêbados falam de mais. — Ela riu, se sentando na cama.
– Hum... Os humanos também. — Retruquei, ela se calou por um instante e me fuzilou pelo olhar.
'' Os bêbados falam de mais... o que será que eu disse à ela? Droga... eu nunca devia ter bebido, no dia seguinte senti um baita dor de cabeça, agora é oficial, odeio bebidas. ''
– Você não se lembra de nada?
– Garota, quer parar de me pertubar? Preferia você na solitária... sozinha, sem eu estar por perto. — Menti.
– Ahh, o fofo do Nicolas me visitava todos os dias quando eu estava lá. — Afirmou.
– Idiota...
– Porque não gosta dele? Ele é meu amigo. — Juliana deu aquele sorrisinho inocente, quase fiquei paralizado.
– Huh... ele queria roubar meu cargo de policial aqui no trabalho mas não conseguiu, desde então eu não vou com a cara dele.
– Não acha que é muito focado no trabalho? Você devia se divertir um pouco. — Aconselhou a garota.
– Essa cela é bem divertida não é... — Ironizei.
– Já chega! Quer saber? Eu preferia você bêbado! Pelo menos era mais carinhoso. — Ela revirou os olhos.
Hum... eu estava cada vez mais curioso em saber o que se passou naquela noite, eu não conseguia mais controlar minha ansiedade. Arrastei o banquinho de madeira para perto da cela, e me apoiei na grade.
– Do que está falando? — Perguntei.
– Entra aqui que eu te conto, sabe... — Ela olhou para os lados e sussurrou. — Não posso dizer isso em voz alta, se ouvirem você poderá perder o emprego, de novo.
Aquele suspense todo me matava aos poucos, resolvi aceitar o seu convite, entrei na cela, e me sentei na cama, porém, um pouco afastado da moça.
– Conta.
– Você não lembra mesmo?
– Não.
– De nada?
– Bom... eu me lembro que... hum... de uma garçonete loira. — Sorri.
A garota bufou e revirou os olhos.
– A sua namoradinha né... — Comentou, parecia estar com raiva.
– Claro que não. Essa mulher pegou sessenta reais meus. — A cortei, Juliana parecia um pouco mais... feliz com a minha resposta. — Só me lembro disso.
– Tá bom, eu vou contar: Você entrou no bar, e pediu uma mistura forte lá... o cara te deu, então chegou um homem moreno, dos olhos azuis, era alto, forte e...
– Vai me contar ou vai babar pelo cara? — Franzi o cenho.
– Desculpa. — Corou. — Então esse moreno me convidou para dançar, mas ... eu não sou de julgar as pessoas, mas...
– Ahh, não é de julgar? Imagina... me chamou de monstro diversas vezes e nem me conheçe direito. — Reclamei.
– Acabou? — Assenti, ela continuou sem se importar, nunca se importa. — Ele me chamou para dançar, então eu recusei. Eu estava com medo dele. Daí você me protegeu dele. — Olhou para mim.
– Viu, eu sou um ótimo profissional, trabalho até bêbado, o Demétrius precisa aumentar o meu salário. — Sorri convencido.
– Mas... você nem sabe como me protegeu. — Ela corou nitidamente.
– Como? — Perguntei.
– Você... disse que era meu namorado.
– Huh.. é, eu disse isso.. huh... mas era a melhor forma de... de te proteger, não acha?
– Então fez isso apenas por proteção?
– É... — Modifiquei a verdade.
– E tentou me beijar por proteção também?
Me engasguei com aquela pergunta, aquilo realmente me pegou de surpresa. Aquela, definitivamente, era a melhor noite da minha morte.
– Espere. — Fiquei pensativo. — Isso aconteceu mesmo? Eu te beijei? Ahh, não acredito que o meu primeiro beijo foi com você. — Fiz cara de nojo, mas no fundo eu estava feliz.
Ela deu um sorriso zombeteiro para mim.
– Você nunca beijou ninguém? — Perguntou.
Bom, na verdade sim, eu já tinha beijado mas foi a muito tempo atrás, eu nem gostava de lembrar daquilo, então resolvi colocar na minha cabeça que esse beijo nunca tinha acontecido.
– Hum... — Coçei a cabeça. — Beijei você né?
Juliana deu uma risadinha.
– Não, você tentou, mas eu não deixei, te conheço muito bem e sei que não iria gostar se lembrasse.
'' Então me conheçe muito mal. ''
Fiquei calado, eu estava com meus pensamentos malucos, quando ela quebrou o silêncio.
– Porque nunca beijou ninguém?
– Eu já beijei sua boba, só que foi quando eu estava vivo.
– Que fofo. — Comentou.
– Fofo? — Bufei, logo em seguida ri pelo nariz. — Foi a coisa mais ridicula que aconteceu comigo. — Respondi, rispído.
– Nossa, porque diz isso? Não gostava da garota?
– Ela que não gostava de mim... — Sussurrei, felizmente Juliana não ouviu. — E eu digo que foi a coisa mais ridicula por que é a verdade. Foi uma sensação estranha, idiota... — Revirei os olhos. — Desde então, nunca mais beijei ninguém. — E nem demonstrei meus sentimentos.
– Hum... — A garota parecia pensativa. — E se eu te beijasse, mudaria de opinião?
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